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Loki

disclosure-caracal

Caracal é o nome de um gato selvagem africano que parece um lince só que com as orelhas pontudas. O animal serviu de inspiração para o título e para toda a arte do próximo disco da dupla Disclosure, que já havia mostrado as faixas “Bang That” e “Holding On” e que anunciou o lançamento de seu segundo disco disco para setembro, com dois grandes shows nos Estados Unidos – em Los Angeles no dia 29 de setembro na Memorial Sports Arena e dia 24 de outubro no Madison Square Garden, em Nova York. Abaixo, o teaser do novo disco:

ferris

Um jornal inglês descobriu que o dia em que Ferris Bueller aperta o botão do foda-se pra matar aula em grande estilo foi o dia 5 de junho de 2015, há exatos 30 anos. Comentei a comemoração lá no meu blog do UOL.

PaulWesterberg

Tava muito bom pra ser verdade. A turnê de volta dos Replacements, que levou 22 anos pra acontecer, pode ter terminado de forma abrupta nesta sexta-feira, durante a apresentação do grupo na edição do Porto, em Portugal, do festival Primavera. O líder e vocalista da banda Paul Westerberg após ter reclamado, durante o show, que o resto da banda havia ficado no hotel de tarde, em vez de passar o som: “Preguiçosos do caralho até o fim”, disse antes de espatifar a guitarra no chão.

Já já aparece o vídeo com essa cena, se alguém trombar com ele por aí, avisa. Vi no Pitchfork.

O final abrupto da turnê de retorno que estava até rendendo músicas inéditas também encerra o enigma das camisetas usadas por Westerberg durante os shows dessa turnê. Nos últimos dois meses ele sempre entrou no palco usando uma camiseta branca com uma letra pichada com spray colorido. As letras foram reunidas pelo página do Facebook Paul’s Shirt e a frase revelada foi: “I have always loved you. Now I must whore my past” (Eu sempre os amei, agora preciso prostituir meu passado”).

Jason-Statham

Jason Statham é um dos meus atores de ação favoritos de todos os tempos – e o boato que talvez ele viva o Mercenário na próxima temporada do Demolidor melhora em 200% a nova safra de episódios, que já prometia… Falei disso lá no meu blog no UOL.

encarnado

O melhor disco de música brasileira do ano passado foi barrado no iTunes porque tava com os peitos de fora. Encarnado, de Juçara Marçal, não pode exibir seus peitos por puro preconceito da loja digital de Steve Jobs. Kiko Dinucci, autor da capa e cúmplice de Juçara em um monte de coisa boa, inclusive em Encarnado, meteu a boca na segunda-feira:

O assunto é:
Mamilos femininos!
Amanhã a Juçara Marçal lança pelo Laboratório Fantasma o disco Encarnado em várias plataformas de streaming.
Sairia para venda no ITunes também se eles não censurassem a capa por conter “mamilos” a mostra.
Sempre que faço arte pra capa de disco, penso em”arte”, a capa é a extensão da arte que é o disco como um todo.
Que autoridade eles têm de proibir uma arte por mostrar um mamilo? O mamilo, todos sabem, é só um pedaço do corpo, a primeira coisa que uma criança sente e põe a boca quando nasce.
O ITunes sugeriu fazermos outra capa, a Juçara se negou. Como a capa de um disco para o ITunes é somente a embalagem de um produto, pra eles pouco importa esse papo de arte, por moralismo, machismo ou simplesmente burrice, perderam a chance de vender um dos discos mais premiados e aclamados do ano passado pela crítica em nome desse tempo horrível de caretice e desamor.

E emendou na quarta:

Sobre esse lance da censura da capa do Encarnado, uma coisa ficou bem clara, as regras não são as mesmas pra todo mundo. Discos ligados a gravadoras grandes podem botar seus seios nas capas sem nenhum problema. Antes de parecer moralista, machista ou que quer que seja, a postura do ITunes me parece, antes de qualquer coisa, perseguição contra os discos ligados ao mercado alternativo.
Diretamente do país onde só os pobres são presos.

E citou exemplos que só não fazem rir mais porque o assunto é sério:

Lamentável, mas esse é um dos dramas do mundo digital, o tiquezinho no “eu aceito” quando você passa o mouse rapidinho por aquele calhamaço digital de termos e condições de uso. E a regra do jogo é a regra do dono, é o capitalismo em estado mais latente, não adianta bater de frente. Tem que fazer como o Kiko e a Juçara fizeram: caíram fora e não deixaram barato. Aos poucos a gente vai aprendendo…

bunk

Explica, Wikipedia:

A tautologia (do grego ταὐτολογία “dizer o mesmo”) é, na retórica, um termo ou texto que expressa a mesma ideia de formas diferentes. Como um vício de linguagem pode ser considerada um sinônimo de pleonasmo ou redundância. A origem do termo vem de do grego tautó, que significa “o mesmo”, mais logos, que significa “assunto”. Portanto, tautologia é dizer sempre a mesma coisa em termos diferentes.

Em filosofia e outras áreas das ciências humanas, diz-se que um argumento é tautológico quando se explica por ele próprio, às vezes redundante ou falaciosamente. Por exemplo, dizer que “o mar é azul porque reflete a cor do céu e o céu é azul por causa do mar” é uma afirmativa tautológica. Um exemplo de dito popular tautológico é “tudo o que é demais sobra”. Da mesma forma, um sistema é caracterizado como tautológico quando não apresenta saídas à sua própria lógica interna.

Pois alguém reuniu todos os exemplos dessa figura de linguagem na melhor série de todos os tempos, a soberba The Wire:

general

Escrevi sobre os pontos em comum entre o novo Mad Max e o clássico do cinema mudo A General, de Buster Keaton lá no meu blog no UOL.

tarantino

Não há como não admirar o cinema de Quentin Tarantino apenas por sua obsessão reverente (e referente) à seu cânone cinematográfico. Cada cena do diretor de Pulp Fiction parece ter sido extraída de uma passagem menor de um filme clássico ou de um momento épico de um filme menor – e isso não diminui de forma alguma sua originalidade, pelo contrário: o consagra como o melhor sampleador da história do cinema, como este vídeo editado pelo Jacob T. Swinney deixa bem claro:

Se você ainda acha que Andy Warhol é um picareta que só pintava produtos e celebridades, saiba por esse pequeno documentário (em inglês) da PBS norte-americana porque o maior discípulo de Marcel Duchamp é um dos maiores artistas do século passado.

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Desde antes de ela se materializar, sabíamos que a parceria entre Bryan Ferry e Todd Terje seria épica. E ninguém precisou estranhar a escolha de um cover – e justo qual – para formalizar esse encontro – “Johnny & Mary” de Robert Palmer nunca mais seria a mesma depois de passar pelos dois. O resultado foi tão forte que os dois expuseram a parceria em seus respectivos discos, uma saudação de respeito mútuo. Agora a versão sobe mais um degrau quando ela se transforma em vídeo, levando o velho crooner inglês para o Chateau Marmont e o Wolf’s Lair em Los Angeles, enquanto a modelo inglesa Eliza Cummings desliza em preto e branco pelo groove.

E não custa lembrar que Terje é uma das primeiras atrações anunciadas do festival do Lucio, que ainda trará o Belle & Sebastian para o Brasil no segundo semestre.