Além de “Restless” ser a primeira música do novo disco do New Order a vir a público, ela também marca o reencontro da tecladista Gillian Gilbert, fora da banda desde o início do século, com os fãs. A música segue apenas o que se espera da banda, sem nenhum arroubo de hit mas sem soar apenas como repetição da própria fórmula. Mas se o disco todo for nesse tom, será só mais um motivo pra banda continuar viva do que propriamente um álbum relevante. A esperança está na combinação de personalidades, uma vez que Music Complete traz músicas com Iggy Pop, Brandon Flowers e La Roux.
O inevitável encontro entre dois ícones pop da mesma geração – um astro de Hollywood que prefere ser um indie bon vivant e uma diva da indústria fonográfica cuja principal qualidade é ser uma diva – só poderia terminar em um flerte disfarçado de obra de arte, que deve ser o tom deste Flip-Side: Real and Imaginary Conversations with Lana Del Rey, que James Franco escreveu sobre Lana Del Rey ao lado do amigo David Shields, materializando o encontro do casal para além das fotos que tiraram juntos no Instagram em conversas fictícias que deverão ser reunidos no livro que já está em pré-venda, mas só será lançado no ano que vem.
Essa montagem de tapas dados em frente às câmeras junta tanta bofetada que o rosto sai doendo só de ver.
Dona de um dos melhores discos desse ano, Ava Rocha volta ao palco da Serralheira nesta terça e quarta, repetindo um dos grandes momentos da música brasileira em 2015 quando ela deixou embasbacada uma plateia que reunia músicos, artistas e cabeças da atual cena paulistana. Acompanhada de uma banda afiadíssima (o sambista noise Marcos Campello, o guitarrista experimental Eduardo Manso, o baixista harmonizador Felipe Zenícola e a bateria precisa de Thomas Harres), Ava domina o palco sem o menor compromisso, dona de uma presença tão expansiva e intensa quanto a personalidade exposta no disco que leva seu nome completo, Ava Patrya Yndia Yracema.
“No palco eu procuro não reproduzir o disco mas aproveitar alguns elementos que compõem a poética sonora, isso tem sido transcriado pelos músicos que estão tocando comigo ao vivo”, me explica a cantora. “Esse é o show que eu tenho feito por agora, de lançamento do disco, experimentando o repertório do disco e o do show que contempla varias outras músicas e experimentações. Também tem um viés performático, então o palco é um espaço onde eu estou experimentando e desenvolvendo também um pensamento cênico.” Além das músicas do disco, ela ainda cantou músicas anteriores como “Oloruzui” e “Canção de Protesto”, o poema musicado “Spring” e versões para clássicos brasileiros como “Iracema” de Adoniran Barbosa e “Canoa Canoa” de Milton Nascimento, todas registradas nos vídeos que fiz, abaixo:
Pergunto a ela sobre como anda esta nova cena carioca que viu nascer seu novo disco e ela disse que é “uma zona cheia de muros, mas há vontade para derrubá-los e serão”, disse com a convicção de quem mistura experimentalismo free com canções que tocariam numa rádio AM do meio do século passado. “Nenhum ambiente cultural pode fluir pleno numa cidade que vive tantas injustiças, dentro desse sitema corroído”, continua, “há, no entanto, muito desejo e um fortalecimento do ambiente por conta da rede das pessoas que integram esse ambiente: artistas, músicos, compositores, produtores, gestores, críticos, público etc. Enfim há muita explosão criativa, muita experimentação, muita coisa linda acontecendo mas tem essa dificuldade, o espaço social totalmente deteriorado. O ambiente é por tanto de resistência e ardor.” O Rio tem características específicas, mas ela também está falando sobre o resto do Brasil.
E não tem superstição: é uma técnica cientificamente comprovada, como nos explica esse vídeo feito pela New York Magazine.
O filme Eden, uma ficção que se passa na cena eletrônica parisiense, conta a história de um fictício DJ em ascensão ao mesmo tempo em que ele encontra nomes que tornarão aquela efervesência o ponto de partida de artistas como Cassius, Air, Etienne de Crecy, Dmitri from Paris, Phoenix e, claro, o Daft Punk. O grupo é retratado no filme, sem máscaras, no momento em que começam a colocar seu projeto em andamento, quando tocam pela primeira vez seu primeiro hit “Da Funk” em uma festa. Esse trecho do filme foi parar no YouTube.
Não curti o clipe que o Leo Cavalcanti fez para sua “Inversão do Mal”, mas acho essa música tão boa que vale o registro.
Foi o que aconteceu com Maggie Poukkula, que twittou fotos do histórico show que encontrou nas coisas de seu pai – escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.
O soulman inglês aos poucos vem ensaiando sua volta ao disco e depois de terminar 2014 pegando pesado e começar 2015 com uma baladaça, ele mostra mais uma faixa nova, a sinuosa “Pink Light”.
Quando Jim Morrison morreu os Doors não se desintegraram automaticamente – ao contrário disso, seguiram insistindo em sua importância musical gravando dois discos como um trio com o tecladista Ray Manzarek assumindo os vocais. O resultado nem chega perto dos Doors originais como seria presumível, mas em perspectiva histórica os dois discos – Other Voices, de 71, e Full Circle, de 72 – são bons discos de rock daquela época e agora finalmente são reeditados em vinil pela Rhino, na primeira vez que os dois discos são lançados após sua estreia original. Há também uma reedição em CD que reúne os dois discos e a gravadora disponibilizou a faixa “Tightrope Ride” pra quem quiser ter uma ideia do tipo de som que a banda fazia sem seu fundador e frontman. Os discos serão lançados no início do mês que vem.









