A ilustradora italiana Priscilla Fois Missk criou um alfabeto inteiro a partir de letras sugeridas em capas de discos clássicas, veja só:
Mais um filme que vira joguinho antigo pelas mãos dos caras do Cinefix.
A metamorfose do inseto num impressionante vídeo em time lapse.
O segundo disco de Emicida, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa está saindo do forno e a capa é esta acima, assinada por Black Madre Atelier; assista ao making-of do clipe “Boa Esperança“, que aproveita a recente viagem que Emicida fez à África, para tratar da questão do racismo e da ligeira mudança na relação entre patrões, senhores de escravos e seus subordinados.
“Can’t Feel My Face”, do soulman Abel Tesfaye, que também conhecemos como The Weeknd, é um dos grandes hits de 2015 e seu incendiário clipe mostra que ela veio pra ficar.
Mas há de esquisito nesse clipe, não? Uma aura meio David Lynch…
E se a morte da mulher de George Costanza fosse vista por outro ângulo diferente do da comédia?
…é uma realidade. Talvez a existência de Ben Stiller possa ser justificada só para que possamos assistir a esse filme.
A usina de som chamada Thiago França não para e faz sua Espetacular Charanga deslocar-se para o espaço sideral seguindo a trilha do explorador do som galáctico Sun Ra. O saxofonista onipresente não contenta-se em ser um dos pilares do Metá Metá e da atual vanguarda paulistana e traça diferentes percursos com projetos paralelos que formam sua impressionante obra, que também inclui uma força da natureza chamada Sambanzo. Desta vez, ele levou sua tradicional charanga – um dos destaques do carnaval desse ano em São Paulo – para sair do cercado do samba e explorar outras dimensões.
“O movimento é cíclico, né?”, ele me explica, comentando seus projetos. “O Sambanzo era mais solto, bastante improviso; a Espetacular Charanga é mais comportada nesse sentido. Depois de um tempo afastado de roda de samba, deu vontade de revisitar esse repertório. Daí vem o desdobramento, a mesma galera mas num contexto diferente.” A mesma galera no caso é a Charanga que está lançando sua versão sideral, o Space Charanga, que é ele tocando sax tenor, alto, pvsax, percussão e instrumentos eletrônicos, Sergio Machado na bateria, Marcelo Cabral (outro onipresente) no baixo acústico e percussão, Anderson Quevedo (no sax barítono, atabaque, percussão), Amilcar Rodrigues (no trompete e flughelhorn) e Allan Abbadia (no trombone e percussão), além da participação de Juliana Perdigão no clarone em duas faixas. O primeiro disco – R.A.N. (rhythm and noise) – já está pra download gratuito no site do saxofonista. “A Space é um desdobramento da Charanga de carnaval, a mesma metaleira com um jeito de tocar diferente, mais solto, mas com o mesmo espírito festivo. Sun Ra é uma influência óbvia, o “space” vem daí”, explica.
O disco foi gravado em agosto do passado no Red Bull Station e impressiona a paciência do prolífico Thiago para lança-lo: “Tem aquela coisa de mixagem e masterização que é sempre mais delicada, leva um tempo, e nesse meio tempo o Metá ocupou bastante a agenda, com viagens e o EP. No começo do ano teve o bloco, que foi um parto, janeiro e fevereiro eu só tinha isso na cabeça. Eu poderia ter soltado o disco antes, porque tá pronto faz um tempo, mas preferi sincar com a chegada do vinil, que já está em pré-venda no site da Goma Gringa.” O show de lançamento vai acontecer dia 23 de agosto, no Sesc consolação ,”com vinil na mão!”, comemora.
O resultado é um amálgama sonoro de sopros e percussão (sobre o baixo torto de Cabral) em transe que começa quase abstrato e aos poucos vai perseguindo padrões e cores sonoras específicas, como se visitasse planetas. O jazz é o inevitável ponto de partida, mas R.A.N. percorre mares caribenhos, africanos e polinésios, por vezes revoltos, por outras plácidos e serenos, mas nunca sem parar. O movimento é sempre contínuo, por mais bucólica que seja a passagem. O som segue à deriva por lugares reconhecíveis e inusitados da alma e do cérebro, usando a música apenas como pretexto para impulsionar uma viagem de autoconhecimento. Houston, você tem um problema – nós não.
Dá pra baixar o disco aqui, encomendar o vinil aqui e ouvir o disco abaixo:
Uma apresentação curta, quatro músicas apenas, mas que são suficientes pra banda de Doug Martsch dar conta do recado nesse show ao vivo na rádio KEXP.
Com uma folha de papel sulfite e um estilete, o artista inglês Marc Hagan-Guirey – também conhecido como Paper Dandy – faz miséria e consegue transformar a folha no que ele quiser. E o que ele quis dessa vez foi recriar cenas de Guerra nas Estrelas usando apenas esses materiais básicos. Por isso organizou uma campanha no Kickstarter para conseguir realizar não apenas as obras, mas também uma exposição neste mês em Londres. O resultado é de cair o queixo…








