E lá vai o jovem Leandro dando mais um passo em sua lenta escalada rumo ao topo do pop nacional – desta vez foi a capa da Rolling Stone brasileira…
O Disclosure está às vésperas de lançar seu novo disco Caracal, que conta com uma colaboração com a pequena grande neozelandesa Lorde – e um trechinho de “Magnets” surgiu no preview que a dupla liberou esta semana no Spotify. Mas dá pra ouvir – tanto o preview quanto o trecho com Lorde, aos 2:15 – no MP3 abaixo:
Prestes a lançar mais um novo disco, a banda norte-americana Deerhunter pode estar dando um ousado passo rumo ao pop. Não espere nenhum remix dançante ou colaboração com algum rapper ou vencedor de programa de calouros (pelo menos não por enquanto). Mas a julgar pelo passado de ruído, microfonia e experimentalismo pop do grupo de Atlanta, os dois singles que eles já mostraram de seu novo disco, Fading Frontier, apontam para um futuro mais ensolarado e definitivamente pop. Primeiro veio o groove irresistível de “Snakeskin”, que deixa escapar-se para o lado do ruído só no finzinho da canção:
Agora eles vêm com essa deliciosa “Breaker”, que já desponta como hit do próximo verão (e também guarda seu cavalo de Tróia experimental no final):
Fading Frontier, portanto, pode ser o disco que finalmente mostre a banda para um público maior – sem que ela necessariamente abra mão de sua natureza vanguardista. E aí entra outro fator importante (e comumente menosprezado hoje em dia) que está no fato de eles serem lançados pela mesma gravadora 4AD que trouxe bandas esquisitas como Pixies, Cocteau Twins e Throwing Muses para um cenário pop.
O disco será lançado no meio do mês que vem e conta com essa bela capa abaixo. A ordem das músicas vem logo depois:
“All The Same”
“Living My Life”
“Breaker”
“Duplex Planet”
“Take Care”
“Leather and Wood”
“Snakeskin”
“Ad Astra”
“Carrion”
A canadense Claire Boucher prepara a chegada de seu quarto disco com um tapa rápido em suas redes sociais, a começar por seu site oficial. E você que achava que já tinha disco demais em 2015…
A BBC chamou o jovem Kevin Parker para fazer seu “bedtime mix” deste domingo, pedindo para que o líder do Tame Impala escolhesse músicas para desanuviar o peso da segunda-feira e Panda Bear, Kraftwerk, Flaming Lips, Air, Frank Ocean e King Crimson foram algumas das escolhas dele nesse set bem relax.
Panda Bear – “I’m Not”
Air – “Run”
King Crimson – “I Talk To The Wind”
Frank Ocean – “Thinkin’ Bout You”
Kraftwerk – “Autobahn”
Subrata Bandyopadhyay – “Baho”
Gotye – “Hearts A Mess”
Flaming Lips – “Try To Explain”
Muito foda essa matéria do UOL sobre a nova fase de Lourenço Mutarelli, cujo personagem Diomedes figura a estatueta do prêmio HQ Mix deste ano (veja abaixo) que aconteceu no fim de semana. Ele renega não só seu trabalho na época dos quadrinhos quanto sua personalidade ao redor dele:
Ninguém consegue ler os seus quadrinhos confortavelmente, nem ele próprio. “O desenho me incomoda, o que eu fazia antes me incomoda”, disse. “Eu acho que esse traço é bom no sentido que ele é muito íntegro com o universo que ele relatava. Ele dava muito a atmosfera daquele ambiente. Por isso não é ruim. É ruim porque desgasta. De verdade, eu era outra pessoa. Quando eu me lembro do que eu fazia, parece que não era eu, era um cara que eu conhecia. E que eu conhecia vagamente.”
E o próprio Mutarelli é difícil de ser entendido confortavelmente. Apesar de ser um dos mais aclamados quadrinistas brasileiros, diz que odeia fazer e até ler quadrinhos depois que passou a se dedicar à literatura nos anos 2000. Não se vê no apartamento da Vila Mariana (zona sul de SP), onde ele mora com a mulher, o filho e quatro gatas, as dezenas de estatuetas que recebeu, como o Prêmio Ângelo Agostini, o Troféu HQ Mix e o da Bienal Internacional dos Quadrinhos. “Isso não me diz nada. Eu dei todos para as pessoas, não tenho mais nem os prêmios literários que eu ganhei. Não gosto dessa coisa de prêmio e troféu. Gosto quando é em dinheiro, mas esses eu nunca ganho”, conta, rindo e fumando no sofá enquanto acaricia sua gata Mentira, deitada em seu colo. “Eu preciso é de dinheiro. Sou um cara totalmente falido.” (…)
Parte da aversão que Mutarelli sente hoje pelos quadrinhos ele atribui justamente à quantidade de esforço e desgaste para se criar algo no formato. “No quadrinho, você precisa trabalhar no mínimo dez horas por dia desenhando. Escrevendo [romances], eu trabalho menos horas por dia, trabalho com muito mais prazer. E vivo também. Antes, eu não vivia, só trabalhava. A morte do meu pai [em 2001] também tirou um pouco do sentido sobre o que eu fazia. Era muito sobre a relação com ele. Quando ele morreu, perdi muito da vontade de fazer quadrinhos, mas era o meu trabalho ainda. E também não ganhava nada, a minha mulher que me bancava. Eu ganhava uma merreca.”
Mutarelli também não se sente confortável no mundo das HQs. “O meio dos quadrinhos sempre me incomodou bastante. Os próprios quadrinistas mesmo. É um meio muito bitolado. Nos quadrinhos, eu me sentia muito deslocado e já não me sinto mais assim agora na literatura. Eu tenho tentado não participar de nenhum evento de quadrinhos. Se eu sou referência, acho que não vou continuar sendo por muito tempo, porque eu falo muito mal de tudo isso. Vou ser amaldiçoado. Eu não tenho mais relação com esse mundo.”
Conversei duas vezes com Mutarelli: uma vez no ano 2000, num longo papo por telefone numa entrevista para o Correio Popular em Campinas (que rendeu meu nome nos agradecimentos de sua tour-de-force O Dobro de Cinco, apareci como o nome de uma das “grifes” que “vestia” o protagonista Diomedes) e outra dez anos depois, num passeio por São Paulo, quando descobri os pontos favoritos dele na cidade (inclusive seu apartamento na Vila Mariana) em uma matéria para o Divirta-se do Estadão. Nas duas oportunidades, percebi algo específico: como Mutarelli exagera seu mau humor, sua secura, sua rispidez. Lendo a reportagem feita pelo UOL tem-se a impressão de que ele demoniza o próprio passado e abandonou tudo para a literatura, numa conversão amalucada. Mas dá para ler nas entrelinhas que ele não quer mais aquela carga pesada dos anos 90, mas continua rindo de tudo com a cara mais séria que consegue fazer.
Mais uma bordoada da Elza Soares saída de seu novo disco, A Mulher do Fim do Mundo. Depois de “Maria da Vila Matilde”, ela vem agora com “Luz Vermelha” – samba torto que Kiko Dinucci fez inspirado “num Brasil absurdo, Tristes Trópicos, Bye Bye Brasil” e que o letrista Clima ambientou em São Paulo, ao citar uma das frases emblemáticas do clássico de Rogério Sganzerla, O Bandido da Luz Vermelha, no refrão. Dona Elza não teve a menor dificuldade para entrar nesse universo, dando um chega pra lá em todo mundo só com sua presença.
Dá pra baixar a música lá no site da Natura.
O dueto entre Jimmy Fallon e Justin Timberlake desfilando clássicos do hip hop já se tornou uma tradição e em sua sexta edição conta com nomes como Public Enemy, MC Hammer, “C.R.E.A.M.”, Kendrick Lamar, Drake e Beastie Boys, entre outros, saca só:
R. Kelly & Jay Z – “Fiesta”
LL Cool J – “Rock the Bells”
Whodini – “Friends”
Slick Rick & Doug E. Fresh – “La Di Da Di”
Public Enemy – “Fight the Power”
NWA – “Straight Outta Compton”
Salt-N-Pepa – “Let’s Talk About Sex”
MC Hammer – “U Can’t Touch This”
DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince – “Summertime”
Wu-Tang Clan – “C.R.E.A.M.”
Notorious B.I.G. (feat. Puff Daddy & Mase) – “Mo Money Mo Problems”
Snow – “Informer”
Nelly – “Country Grammar”
Bone Thugs-n-Harmony – “Crossroads”
R. Kelly – “Ignition (Remix)”
Chris Brown – Look at Me Now (feat. Lil Wayne & Busta Rhymes)
Kendrick Lamar – “Bitch Don’t Kill My Vibe”
Drake – “Know Yourself”
Big Sean – “I Don’t F*** With You”
Jay Z & Kanye West – “Otis”
Fetty Wap – “My Way”
Ace Hood (feat. Future Rick Ross) – “Bugatti”
Beastie Boys – “Fight For Your Right”
O produtor Jono Ma – o braço eletrônico do Jagwar Ma – pega a balada “Mountain At My Gates“, do disco novo do Foals, e a arredonda para funcionar em uma pista de dança pesada, saca só.
Rapaz, esse disco novo dos Boogarins promete…
Esse registro da incrível “Avalanche” ao vivo no Centro Cultural São Paulo foi feito no final do mês passado, pouco antes da banda goiana embarcar na turnê de divulgação de seu segundo disco, Manual, que será lançado até o final deste mês.











