Teo Macero, o mestre editor que ajudou Miles Davis a compor uma de suas obras-primas, avisou à gravadora Columbia em um memorando que seu clássico elétrico chamaria-se Bitches Brew.
Vi no Boing Boing.
O próximo seriado da parceria Marvel/Netflix prenuncia anos pesados e sombrios para os filmes da editora que virou estúdio. Escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.
Entre o tecnopop e a música romântica brasileira, Jaloo aos poucos vai abrindo sua trilha no pop brasileiro de 2015, como dá para sacar no clipe da deliciosa “Ah Dor”.
Art Angels é o nome do novo disco de Claire Boucher, nossa querida Grimes, está para chegar no começo do próximo mês. E para preparar terreno, ela mandou uma música dupla com clipe surreal de boas vindas: “Flesh without Blood” / “Life in the Vivid Dream”.
O disco tem participações de Janelle Monáe (na faixa “Venus Fly”) e do rapper taiwanês Aristophanes( na faixa “SCREAM”) e a capa foi desenhada pela própria Grimes:
E essa é a ordem das músicas do novo disco.
“laughing and not being normal”
“California”
“SCREAM”
“Flesh without Blood”
“Belly of the Beat”
“Kill V. Maim”
“Artangels”
“Easily”
“Pin”
“Realiti^”
“World Princess part II”
“Venus Fly”
“Life in the Vivid Dream”
“Butterfly”
“Realiti (Demo)”
Segundo Grimes, o disco é inspirado em artistas como Billy Joel, Bruce Springsteen e filmes de gângsters. “Uma das músicas, ‘Kill V. Maim’, é escrita a partir da perspectiva de Al Pacino em O Poderoso Chefão 2, com a exceção de que ele ´é um vampiro que pode mudar de gênero e viajar pelo espaço”, como disse à revista Q. “São coisas completamente viajandonas, de livre associação sobre a natureza e coisas assim. Tem uma música que é escrita da perspectiva de uma borboleta na Amazônia enquanto as pessoas cortam as árvores; há uuma canção escrita da perspectiva de anjos que estão tão poluídos que choram lágrimas poluídas”, contou para a Dazed and Confused.
Outro nível de psicodelia.
A banda paulistana Bixiga 70 recebeu a cantora catalã Indee Style para uma groovezeira chamada “O Tigre”. Saca só:
Violar, outro grande disco de 2015, já está inteirinho pra download gratuito no site do grupo.
Eis o primeiro show do Kraftwerk, em 1970, quando parte do antigo grupo Organisation se apresentou ao vivo pela primeira vez, em uma performance de quase uma hora transmitida por um canal de TV alemão. O coração do grupo – a dupla Ralf Hütter e Florian Schneider – está lá, mas estão longe da imersão eletrônica que causariam a partir de 1974 com uma discografia impecável iniciada em Autobahn, de 1974. Hütter já experimentava com sintetizadores, mas sua abordagem era muito mais rocker do que viria a ser depois – a começar pelo visual setentão avesso à imagem clean que o grupo assumiria depois. Schneider, mais contido, tocava flauta e violino, e a dupla ainda era acompanhada pelo metrônomo bate-estaca Klaus Dinger, que depois formaria o Neu, outra banda fundamental na música popular alemã e na história da eletrônica. O show foi presenciado por então adolescente Dimitri Hegemann, que anos depois seria o dono da casa noturna Tresor, em Berlim, uma das principais da cena techno alemã, e ele escreveu sobre o show que redescobriu quatro décadas depois no YouTube na revista Electronic Beats:
“A câmera não fica apenas fixa nos músicos, como fazem hoje em dia, ela balança pelo público e você tem uma sensação imediata do zeitgeist da época. Perto do palco, talvez a um metro de Ralf Hütter, que está tocando um teclado pendurado em seus ombros, estão três garotas hippies de cabelo comprido e um garoto com cabelo ainda mais comprido e franja, de costas para a banda. Naturalmente, todo mundo fuma, muitos homens usam ternos e golas rolê. Por oito minutos, Hütter comanda um som de drone através de pedais de delay, antes do primeiro ritmo começar, com Klaus Dinger na bateria. Florian Schneider toca uma flauta no estilo Jethro Tull e vibrafone, além de vários outros sons indefiníveis, mas quase tudo ainda era criado com instrumentos analógicos. O público está chacoalhando suas cabeças, alguns de olhos fechados. Parte do público senta-se no chão com as pernas cruzadas e alguns aplaudem freneticamente junto com o ritmo. Durante uma das canções, um cara com um visual mod fica soprando um apito.”
Eis o setlist do show histórico:
“Vom Himmel Hoch”
“Ruckzuck”
“Stratovarius”
“Megaherz”
Depois de um teaser apenas com trechos de músicas, a baixista do Warpaint Jenny Lee Lindberg finalmente aparece com uma música completa. “Never” faz parte de Right On!, que será lançado no início de dezembro, e traz tons pós-punk e new wave com mais ênfase do que em sua banda original.
A banda de Rivers Cuomo volta a dar as caras com um clipe ridiculamente herege – ou seria heregemente ridículo?
O editor Jorge Luengo Ruiz mostra em um vídeo como a série Breaking Bad, de Vince Gilligan, é influenciada, tanto temática quanto visualmente, pela obra-prima de Quentin Tarantino, Pulp Fiction.
Não é plágio – é reverência.











