
O encontro do Novíssimo Edgar com Lorena Hollander parece musicalmente improvável, uma vez que os experimentos de canto falado do poeta de Guarulhos parece ter poucas intersecções com o trabalho que a multiinstrumentista toca em seu projeto pessoal Ushan, mas os dois se encontraram ao cantar sobre música como cura e juntos apresentam o espetáculo Hotel Shiva, que definem como um portal que se abre para um espaço-tempo que faz forças arquetípicas e tecnologias intuitivas se encontrarem usando instrumentos eletrônicos e ancestrais como o koto (harpa tradicional japonesa) e a kalimba, além de guitarras, sintetizadores e percussão e conduz seu transe hipnótico nesta terça-feira, no Centro da Terra. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Numa cartada ousada e acertada, Odair José abrirá o show que o Brian Jonestown Massacre fará no Brasil no dia 28 de novembro, no Cine Joia. A ótima banda paulista Ema Stoned também fará parte da programação, abrindo a noite, mas ela de alguma forma está dentro do espectro psicodélico noise da banda dos Estados Unidos. Já o veterano outsider Odair José pode parecer peixe fora d’água aos ouvidos incautos, mas tem tudo para funcionar bem como aquecimento para show, numa aposta tão firme quanto a escolha de chamar o Trio Mocotó para abrir o último show que a mesma banda fez por aqui há dois anos, na mesma casa de shows. Assim que se faz.

Quando Neil Young lançou “This Note’s for You”, em 1988, criticava a forma como as marcas vinham se apropriando do rock, apontando o dedo na cara da Budweiser, cujo slogan na época era “This Bud’s for You”. Quase quarenta anos depois, a música infelizmente segue fazendo sentido, só que com outros mercadores, e logo após parar de produzir material para o Facebook e Instagram quando soube que a empresa estava testando a inteligência artificial de seus robôs de conversa com menores de idade com conotações sensuais, resolveu deixar claro que essa sempre foi sua luta ao ressuscitar, pela primeira vez em 28 anos, a faixa no palco, quando se apresentou com sua nova banda Chrome Hearts em Toronto, no Canadá, quando emendou a canção de protesto com o hit da mesma época, a clássica “Rockin’ in the Free World”, num bis com mais de treze minutos.
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Ao fuçar nos arquivos do Radiohead para fazer os arranjos para a peça Hamlet/Hail to the Thief, em que os diretores Christine Jones e Steven Hoggett conectaram a peça de 425 anos de Shakespeare ao disco paranoico de 2003 da banda, Thom Yorke deparou-se com performances que a banda fez das músicas desse disco em diferentes concertos entre 2003 e 2009 e animou seus companheiros de banda a lançar uma versão ao vivo do disco mais desconexo da discografia do grupo inglês. O resultado é Hail to the Thief (Live Recordings 2003-2009), que o grupo acaba de disponibilizar digitalmente e que toma versões físicas a partir do próximo dia 31 de outubro (e já em pré-venda). Com gravações feitas em Londres, Dublin, Amsterdã e Buenos Aires, segue a mesma ordem de músicas do disco original (mas conta com duas baixas, “Backdrifts” e “A Punchup at a Wedding”) e soa bem mais intenso e vivo do que sua versão original em estúdio. Assista abaixo o grupo tocando a versao de “2 + 2 = 5” gravada em Londres em novembro de 2003 que abre o disco: Continue

Charli XCX fez o último show da turnê de seu disco Brat nessa sexta-feira, em Seul, na Coréia do Sul. Parece que agora o verão Brat chegou mesmo ao fim. Mas ao mesmo tempo ela lançou o primeiro teaser sobre seu próximo projeto, o documentário fake The Moment sobre a ascensão de uma cantora pop, escrito e dirigido pelo escocês Aidan Zamiri, que estreia na direção de um longa depois de dirigir clipes (como “360” da própria Charli e “Birds of a Feather” da Billie Eilish), que ainda terá participações de Alexander Skarsgård, Rosanna Arquette, entre outros. O teaser mostra apenas uma claquete com o nome do filme dando início a uma gravação, o que parece marcar que a partir de agora esse é o assunto da nossa querida XCX. Vamos ver… Continue

O King Gizzard & The Lizard Wizard não para! Depois de ter lançado o melhor disco de 2025 até agora – o inacreditável Phantom Island – e de ter tirado seus discos do Spotify, eles seguem fazendo shows intermináveis e barulhentos com uma agenda intensa desde maio deste ano. E acabaram de premiar o público que foi vê-los na primeira noite do seu próprio festival – Field of Vision, em Buena Vista, nos EUA, em que prometerem shows de três horas em cada uma das noites – com uma participação especialíssima, ao convidar ninguém menos que Jello Biafra para dividir o palco com eles na clássica “Police Truck”, dos Dead Kennedys. Vestindo uma camiseta pró-Palestina, Jello, em ponto de bala, encerrou a apresentação chamando o grupo de sua banda favorita, além de gritar “Palestina livre e fuck the police!”. Bora!
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Saiu a divisão por dias do festival chilenos Primavera Fauna e a gente ainda sem saber se o Weezer toca em qual festival aqui, se vai ter mesmo Massive Attack no Brasil e se algum herói pode trazer o Mogwai pra nossa área… Dá vontade de ir pra Santiago, diz aí.

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca e aos poucos vamos engatilhando a festa nesse icônico palco da cidade, cuja localização subterrânea e as frondosas cortinas vermelhas sempre premiam a noite com aquela atmosfera lyncheana. Dessa vez reuni Mundo Vídeo e Dadá Joãozinho na mesma noite, inaugurando a parceria desses dois artistas que logo lançarão um material conjunto que foi apresentado pela primeira vez nessa sexta-feira. A noite começou com a apresentação enxuta e direta do Mundo Vídeo, Gael Sonkin e Vítor Terra digladiando guitarras como se jogassem videogame, disparando bases eletrônica – por vezes frenéticas, outras mais relax – para cantar sobre dramas emocionais do dia a dia. O público foi enchendo o porão e curtindo o primeiro show e aos poucos se preparava para a segunda parte da noite…
Depois foi a vez de Dadá Joãozinho fazer sua apresentação para antecipar o encontro dos dois artistas, que aconteceria no final da noite. Mas como Vítor Terra já está na formação da banda de Dadá – ao lado de Bruno Mamede (sopros), Éverton Santos (baixo), Filipe Castro (percussão) e João Viegas (teclados) -, Gael Sonkin subiu junto com essa banda desde a primeira música e o encontro de Dadá com Mundo Vídeo começou a partir do show do primeiro. O rapper carioca começou o show com sangue nos olhos, provocando o público para dançar e bater cabeça de uma forma insistente, enquanto apresentava músicas de seus dois discos e uma versão para “Nunca Vi Você Tão Triste” de Zeca Pagodinho, além de convidar Popoto, vocalista da banda Raça, para subir no palco e dividir os vocais de “Olha Pra Mim”, single que lançou no fim do ano passado. O show cresceu ainda mais quando, em sua parte final, os dois artistas mostraram as primeiras composições inéditas pela primeira vez ao vivo, fazendo todo mundo entrar em suas frequências. Onda boa.
#inferninhotrabalhosujo #dadajoaozinho #mundovideo #poraodacasadefrancisca #casadefrancisca #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2025shows 161 e 162

Em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Porão da Casa de Francisca, reúno dois novos nomes da atual cena musical brasileira que estão começando um trabalho conjunto. O artista Dadá Joãozinho, de Niterói, transcende estilos e passeia por gêneros musicais distintos como rock, samba, pop, jazz, hip-hop, soul e MPB trazendo a cada faixa um retrato de múltiplas temporalidades, cruzando passado, presente e futuro, misturando repertórios de seus discos Tds Bem Global (este também lançado pelo selo californiano Innovative Leisure) e 1997. Já a dupla carioca Mundo Vídeo mistura informações desconexas – que vão do rock à trilha sonora de videogame, passando por música brasileira, rock clássico, reggae, hyperpop, pós-punk e funk – de forma frenética, transformando seu show num ataque aos sentidos, que deu origem ao disco Noite da Lua Torta, lançado pelo selo Balaclava no ano passado. Os dois artistas estão prestes a lançar um EP conjunto e nesta apresentação farão seu primeiro show experimentando um novo repertório, tocando juntos além de fazer seus dois shows isolados, antecipando a parceria. Antes e depois dos shows, eu mesmo discoteco abrindo e fechando a noite. Os ingressos estão à venda neste link.

Depois de celebrar seu cinquentenário no ano passado reunindo Lauryn Hill, Yg Marley, Wyclef Jean, Jimmy “Bo” Horne, Mano Brown, Criolo, Rael e Sandra de Sá no estádio do Palmeiras, a mitológica equipe de bailes paulistana Chic Show acaba de anunciar a segunda edição de seu festival, que acontece no dia 6 de dezembro no estádio do Pacaembu – e entre os nomes já anunciados estão um elenco estelar que inclui Jorge Ben, Mano Brown (comemorando os dez anos de seu Boogie Naipe – pois é! -, além de puxar alguns hits dos Racionais), Arrested Development, Zapp, Luciana Mello e os DJs Puff, Grandmaster Ney, Luciano e Preto Faria, mas ainda há interrogações no cartaz que garantem pelo menos mais uma atração a ser anunciada. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23 a partir das 10h pelo site da Ticketmaster. Nada mal…