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Loki

theylive

Demais esse making of do meu filme favorito do John Carpenter, o sensacional They Live.

thenumbers

Outro clipe intimista do Radiohead para mais uma música do lindaço A Moon Shaped Pool dirigido por Paul Thomas Anderson – desta vez Thom Yorke e Jonny Greenwood voltam a se reunir com uma bateria eletrônica mas de dia, à luz do sol, para uma versão tocante para deslumbrante “The Numbers”, que mantém a majestade mesmo sem as cordas do disco.

Que disco!

nick-cave

Mais uma música do novo e pesado disco de Nick Cave ao lado de seus Bad Seeds, Skeleton Key, em que o bardo canta a dor da perda do próprio filho. “Girl In Amber” é dirigido pelo mesmo Andrew Dominik, que transformou as gravações do disco no filme One More Time With Feeling, exibido no Festival do Rio. Será que vem pra Mostra de São Paulo?

cumbianegra

O mestre produtor Carlos Eduardo Miranda lança hoje no Sesc Pompeia o disco de sua banda instrumental para bailar, La Cumbia Negra, em que toca percussão (mais informações aqui). Miranda fundou o Cumbia ao lado dos conterrâneos Guri Assis Brasil (ex-Pública) e Gabriel Guedes (Pata de Elefante) e reuniu um time de músicos da pesada pra não deixar ninguém parado. Ele antecipou a música de abertura do disco (“Avanti!”) que leva apenas o nome da banda para o Trabalho Sujo e eu conversei com ele sobre o novo grupo, a cena independente brasileira e sobre outras novidades para o fim deste ano.

Como surgiu La Cumbia Negra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-como-surgiu-la-cumbia-negra

A gravação do disco de estreia
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-a-gravacao-do-disco-de-estreia

O brasileiro gosta de música instrumental?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-o-brasileiro-gosta-de-musica-instrumental

A cena independente brasileira em 2016
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-a-cena-independente-brasileira-em-2016

Novidades para o fim de 2016
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-novidades-para-o-fim-de-2016

Para a capa do disco, Miranda foi direto: “Queria um demônio”. E para isso chamou o artista mineiro João Gabriel Jack, que já fez trabalhos para o Sublime e o Offspring, para conseguir uma estética de skate que ele procurava.

lacumbianegra

justice_randy

O artista visual francês Thomas Jumin juntou 25 televisores para criar o novo clipe do Justice, “Randy” – e o resultado ficou anos 80 até dizer chega.

Gorillaz: fase 4

gorillaz-the-book-of-noodle

A banda de mentira de Damon Albarn e Jamie Hewlett lançam mais um episódio para preparar terreno para um novo disco – falei disso lá no meu blog no UOL.

Não dá pra ter uma noção exata ainda pois estamos em plena transição, mas a carreira da banda de desenho animado Gorillaz será vista no futuro como um dos protótipos do pop do século 21. Criada pelo vocalista do Blur Damon Albarn e pelo criador dos quadrinhos Tank Girl Jamie Hewlett, a importância da banda de mentira vai além de sua realidade em duas dimensões (o que não é propriamente uma novidade, dos Archies ao Timmy and the Lords of the Underworld do South Park, passando por Josie & As Gatinhas e Mystik Spiral da Daria). Na verdade o que é interessante é a forma como eles vêm mudando a relação entre artistas e fãs a partir de seus principais vínculos – músicas, discos, shows e o contato nas redes sociais.

Pois foi pelas redes que o grupo anunciou seu aguardado quarto disco, o primeiro desde The Fall, de 2011. Primeiro apareceu a imagem acima, como uma capa de livro, falando sobre The Book of Noodle (O Livro de Noodle, sendo que Noodle é uma das integrantes fictícias da banda). Logo em seguida, por uma manhã, o grupo passou a alimentar suas contas com a história do início do novo álbum, um Kill Bill versão Gorillaz em uma história em quadrinhos à moda – bem – antiga, veja só:

Digo que a história é bem antiga porque todas as cenas do quadrinho são parte de um quadro principal, que era uma das formas de se contar histórias visuais antes dos quadrinhos aparecerem ou o cinema ser inventado.

The Book of Noodle, no entanto, não é o nome do disco – e sim da fase. A banda divide suas obras em capítulos que incluem discos, shows, clipes, EPs, documentários e tudo que mais pode ser produzido dentro de uma temática. Isso foi definido após a série de lançamentos que originou a banda a partir do título de seu primeiro DVD, Celebrity Take Down. A fase seguinte chamava-se Slowboat to Hades (do disco Demon Days, de 2005) e a terceira era Escape to Plastic Beach (que incluiu os discos Plastic Beach, de 2010, e The Fall, de 2011). The Book of Noodle portanto joga uma luz oriental sobre a nova fase da banda, que deve ter seu quinto disco lançado no início do ano que vem – sempre com participações especiais inusitadas, como o maestro eletrônico francês Jean-Michel Jarre e a primeira colaboração entre o trio De La Soul e Snoop Dogg. Vamos aguardar.

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O single “100% Feminista” reúne duas das maiores novas artistas brasileiras – MC Carol e Karol Conká -, que unem força fazendo rap – e na base, a colisão dos fiéis escudeiros de ambas divas, Leo Justi de um lado e a dupla Tropkillaz do outro. Pesado!

MC Carol já tinha mostrado o sangue nos olhos na politizada “Delação Premiada” e seu disco novo tá chegando…

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Um analista de dados se dispôs a descobrir qual personagem aparece mais que a família criada por Matt Groening – e o resultado eu postei lá no meu blog no UOL.

Começando sua 28ª temporada, os Simpsons são o programa de TV de elenco fixo mais longevo da história – e sua influência e importância cultural ainda deve ser medida. E em 27 anos de carreira, a família amarela inventada por Matt Groening gerou uma quantidade impressionante de dados, prato cheio para analistas pop como o norte-americano Todd W. Schneider, que dedicou um post inteiro de seu site a navegar pelos números dos Simpsons.

E entre gráficos de audiências, um forte desequilíbrio de gênero (25% dos diálogos dos Simpsons são ditos por mulheres – se tirarmos Lisa e Marge o número cai para menos de 10%; reflexo de outro número: 10% dos roteiristas são mulheres), anotações sobre as interações e aparições de Homer e Bart e os principais cenários da série, o analista de dados consegue decifrar quais personagens dos Simpsons mais falam nas 27 temporadas: Homer lidera (com mais de 250 mil palavras), seguido por Marge (com 150 mil), depois por Bart (mais de 120 mil) e Lisa (100 mil). Mas além da família central, quais personagens coadjuvantes que mais têm fala em toda a existência dos Simpsons?

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E a resposta é: Senhor Burns.

Vocês sabem o que ele diria...

Vocês sabem o que ele diria…

Seguido do Moe, Skinner, Flanders, Krusty, vovô Simpson, chefe Wiggum, Kent Brockman e a lista continua abaixo (repare como tem pouca mulher no seriado – as personagens femininas têm faixa vermelha).

simpsons_supporting_cast

São mais de 600 episódios sem nenhuma previsão de parar num futuro próximo. Para a nova temporada seus produtores querem concluir um desafio que vêm se impondo desde o início do desenho: criar um episódio de uma hora que precise de cada um dos sessenta minutos para ter sua história contada (todas as tentativas até hoje puderam ser editadas para caber no tamanho de 23 minutos do desenho). Como o próprio Todd Schneider conclui em seu post

"Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?"

“Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?”

E o próprio Todd nos lembra que isso foi dito no 138° episódio da série, menos de um quarto da duração de todas as temporadas. Longa vida aos Simpsons!

daftpunk

Pode parecer só um trote, alguém que comprou um domínio e jogou umas pistas escondidas fáceis de se descobrir só pra aproveitar o boato que tem rolado, que já tinha comentado no meu blog no UOL: que o Daft Punk seria o nome secreto da edição do ano que vem do Lollapalooza, apresentando-se em várias grandes cidades do mundo com o festival ao mesmo tempo em que consagram o ano 7 como o ano de seus discos ao vivo. O fato é que apareceu esta semana um certo site chamado www.alive2017.com que não traz nada além da palavra ALIVE escrita em branco sobre o fundo preto.

alive2017

Mas quando você entra no código da página, vemos isso:

daft-punk-2017

Que, traduzindo, é isso:

CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
48 51 24 2 21 03
34 03 118 15
51 30 26 N 0 7 39
40 7128 74 0059
35 6895 139 6917
23 5505 46 6333
39 0200 1 4821
33 7206 116 2156
TRANSMISSÃO INTERROMPINDA
…OUVINDO…
NENHUM SINAL DETECTADO, TENTANDO NOVAMENTE EM 10s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 9s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 8s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 7s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 6s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 5s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 4s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 3s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 2s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 1s…
SINAL DETECTADO… CONECTANDO
CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
RA 0h 42m 44s Dec 41 16 9
TRANSMISSÃO INTERROMPIDA REMOTAMENTE
…OUVINDO…
SINAL DETECTADO… CONECTANDO
CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
“ALIVE”
TRANSMISSÃO INTERROMPIDA REMOTAMENTE
…OUVINDO…
…OUVINDO…
NENHUM SINAL DETECTADO, TENTANDO NOVAMENTE EM 10s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 9s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 8s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 7s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 6s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 5s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 4s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 3s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 2s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 1s…
NENHUM SINAL DETECTADO
ENTRAR EM MODO SLEEP
DATA DE ACORDAR 2016-10-27

Fácil de descobrir, ainda mais quando você percebe que os números são coordenadas geográficas para as seguintes cidades: Paris (48 51 24 2 21 03), Los Angeles (34 03 118 15), Londres (51 30 26 N 0 7 39), Nova York (40 7128 74 0059), Tóquio (35 6895 139 6917), São Paulo (23 5505 46 6333), Ibiza (39 0200 1 4821) e Indio (33 7206 116 2156). E que saberemos se isso é verdade no próximo dia 27 de outubro.

E, realmente, com o Daft Punk como headliner o Lollapalooza ganha ooooutros contornos…

baden-vinicius

O clássico encontro de Vinícius de Moraes e Baden Powell no mais clássico terreiro da música brasileira ressurge em vinil em seu aniversário de 50 anos. Os Afro-Sambas é uma obra crucial em nossa música por diversos pontos de vista: consagra a autonomia criativa e musical de Vinícius de Moraes, que ainda estava preso ao sucesso da bossa nova; apresenta o mágico violão de Baden Powell em sua obra-prima; eleva magistralmente o universo da cultura africana ao panteão central da música brasileira e consagra a religião afro-brasileira como parte central de nossa identidade. O disco será relançado em edição especial do clube de vinil Noize Record Club (mais informações aqui).

“É uma honra termos esse disco tão relevante pra história da cultura brasileira e tão forte não só na musicalidade, mas também na poesia. Vinicius de Moraes e Baden Powell são referência pra grande parte dos músicos brasileiros que vieram depois, é inegável”, me explica Marília Feix, editora do Noize Record Club e da revista Noize. O clube, que já lançou vinis de Tulipa Ruiz, Curumin, Banda do Mar, Otto e Apanhador Só envereda pela primeira vez rumo ao século passado e a um clássico da música brasileira, mas não necessariamente é uma mudança de rumo do serviço. “A ideia do Noize Record Club é trabalhar com álbuns de qualidade, que valham a pena serem colecionados em vinil”, continua Marília. “Claro que os clássicos acabam sendo sempre álbuns relevantes, pois resistiram ao tempo, e acabam se tornando um conteúdo muito rico também para a revista. Mas temos muitos artistas novos no Brasil que também podem ser considerados, que a gente acredita que poderão ser clássicos no futuro.” Ela diz que o próximo disco do clube já está definido e deve ser anunciado ainda este ano.

afrosambas

E se você nunca ouviu os Afro-Sambas, faça-se esse favor.