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Loki

marechal-2017

“DISCO, CD, ALBÚM… Como quiserem chamar, finalmente saiu a matéria do mais legitimo lírico. Apreciem sem moderação #VVAR”, diz a descrição do vídeo postado pelo canal #VamoVoltarARealidade, criado em janeiro deste ano e que também conta com as músicas divididas em vídeos distintos. São treze faixas conhecidas do público do MC Marechal (entre eles, todo o hip hop brasileiro) enfileiradas como uma coletânea de músicas que não haviam sido oficializadas em disco, traçando a trajetória dos últimos dez anos de um dos principais MCs do país, que nunca havia lançado seu primeiro disco – até agora.

Ou seria mais uma provocação? O disco foi “lançado” novamente no dia primeiro de abril, exatamente um ano após ele lançar a faixa de mesmo nome, que abre o novo disco. “Primeiro de Abril” – a música – consolidava o primeiro disco de Marechal como material mitológico, ele mesmo ironizando a espera e a própria produção logo nos primeiros versos. Se #VamoVoltarARealidade é de fato seu disco de estreia, ele usa o momento para lançar para o grande público um conjunto de faixas que resumem a ideologia que vem alimentando nos últimos anos, batizada com o nome desse disco “pra tirar menor do 12 pra dar uma lida”, como disse em sua participação na provocadora “Quem Tava Lá?“, do Costa Gols, uma das melhores músicas do ano passado justamente pela presença do velho Marechal. Quando conversei com ele no ano passado, ele garantiu que o disco saía em março. Errou por um dia, não mentiu.

Mas será que é o primeiro disco dele mesmo? Será que a coletânea é mais um jogo de cena? Mais um despiste, mais um drible, mais um jogo de espelhos deste jovem mestre das palavras. “DISCO, CD, ALBUM…”, nem sabemos ao certo se foi ele mesmo quem disse isso. Pós-verdade? Marechal ri disso tudo faz tempo.

Atualização 13h30: o próprio acaba de me responder via Instagram que ainda não é o disco dele… Segue a espera.

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D2 volta a dar o ar de sua graça depois de quatro anos parado com o primeiro capítulo do álbum-visual que pretende lançar no fim do ano, mais precisamente no dia 5 de novembro, quando completa cinquenta anos de idade. Marcelo explicou o conceito do próximo álbum ao Matias Maxx na Vice, mandando a letra sobre o que podemos esperar:

O filme é uma ficção não linear que conta a história desse cara que nasce numa favela não pacificada do Rio de Janeiro, tem as tretas dele lá, tem que sair do morro fugido, um cara que cresceu gostando de arte, mas vindo de um lugar violento arte era quase que uma utopia na vida dele. Depois disso ele encontra uma modelo e artista plástica francesa que vem estudar Tarsila do Amaral e modernismo aqui no Rio e aí eles acabam se encontrando e a vida tá ótima, mas o passado o atormenta. Eu vejo uma molecada de revólver na mão tirando onda, e me veio à cabeça que isso daí qualquer otário faz, empunhar um revólver e se achar foda, agora quer ver amar, segurar bronca mesmo, de ter amor, carinho e compaixão pro próximo. Amar é para os fortes! E a história é meio sobre isso, tem sexo, drogas e rap.

O clipe de “Resistência Cultural” foi todo filmado com celular, além de produzido e dirigido pelo novo crew de Marcelo, chamado Mulato. A música ainda conta com participações de Siba e do Hélio Bentes, vocalista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, e é uma clara tentativa de Marcelo se reconectar com seu passado recente, quando, logo após sair do Planet Hemp, começava a reconfigurar o hip hop brasileiro traçando pontes com outras musicalidades e usava a política como cultura – e vice-versa.

Mas ainda não bateu. As referências estão corretas, o flow é bom como sempre, a estética é bonita, a mensagem foi passada. Mas há algo entre a melodia do refrão e a forma como o auto-tune é usado que não transforma esta canção no que ela poderia ser, um hit pesado, que marcasse realmente a volta de D2 à praça. Mas é só o começo, vamos ver o que vem por aí…

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Mais um clipe de uma nova música da MC brasiliense Flora Matos, “Preta da Quebrada” acerta em vários alvos ao mesmo tempo em que consolida uma tradição brasileira de canto falado sobre ritmo que é bem anterior ao rap, de rodas de samba, de emboladas, de disputas de repente e do terreiro. A música pode ser baixada no site da One RPM.

O próximo disco dela ainda não tem data de lançamento, mas vem num crescendo… Vocês lembram de “Quando Você Vem“, que ela lançou no começo do ano, produzida por ela mesma?

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Gabriela Deputski entrou em contato com o universo e quis trazer o som que ouviu em um sonho para o primeiro disco de sua banda, o My Magical Glowing Lens. A transformação sonora fez a banda – que agora é um quarteto formado por Gil Mello no baixo, Henrique Paoli na bateria e Pedro Moscardi nos sintetizadores, além de Gabi nas guitarras, vocais e composições – aprofundar-se ainda mais na lisergia sonora do final dos anos 60 e começo dos anos 70, mas sem abandonar completamente o noise shoegazer que pairava sobre seus pedais e com o acréscimo de timbres sintéticos. Há uma nítida mudança de velocidade e de foco – o novo trabalho é mais esparso e menos barulhento, mais contemplativo e suave – e também marca a mudança de idioma – Gabi está cantando cada vez mais em português, como podemos ver em “Tente Entender”, que ela mostrou para a projeto Bands on Frame, da fotógrafa Hannah Carvalho.

O novo disco chama-se Cosmos e a banda antecipou a capa em primeira ao Trabalho Sujo, feita pelo artista Demytrius Meneghetti de Pieri, além do nome das músicas do novo disco:

mmgl-cosmos

“Da Selva pro Mar”
“Sideral”
“Space Woods”
“Azul Cósmico”
“Tente Entender”
“Não Há Um Você No Seu Interior”
“Raio de Sol”
“Portal”
“Noite Estrelada”
“Madruga”
“Supernova”

Conversei com a Gabriela sobre a nova fase da banda e o que podemos esperar sobre este Cosmos:

A formação atual da banda
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-a-formacao-atual-da-banda

A influência das turnês para o Sul e para o Nordeste
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-a-influencia-das-turnes-para-o-sul-e-para-o-nordeste

Por que Cosmos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-por-que-cosmos

Cantar em português
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-cantar-em-portugues

O lançamento de Cosmos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-o-lancamento-de-cosmos

A capa de Cosmos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/my-magical-glowing-lens-a-capa-de-cosmos

kendrick-lamar-humble

Kendrick Lamar surge mais uma vez com outro single sem aviso – e desta vez com um clipaço, saca só:

É o segundo sinal de vida que ele dá este ano: primeiro foi a inédita “The Heart Part IV”, que mostrou na semana passada, deixando a dica que pudesse estar vindo com algo novo em breve, ao falar sobre alguma novidade para abril. O clipe de “Humble” – mais hit e mais espetaculoso que a primeira faixa – reforça a volta do rapper, mas sem alarde, martelando a mensagem da humildade enquanto esbraveja contra o Photoshop, a padronização e a vida de mentira enquanto intercala imagens de cunho religioso, estereótipos de clipes de rap e tirações de onda características. É interessante notas que num dado momento do clipe, enquanto a cabeça de Kendrick literalmente pega fogo, figurantes ao seu redor aparecem com cordas ao redor da cabeça, criando uma imagem bem parecida com a do clipe “Invisível” do BaianaSystem.

kendrick-lamar-be-humble

baianasystem-invisivel

E se você for prestar atenção, eles estão falando de coisas parecidas…

Rogue One em VHS

rogueone-vhs

Há muito tempo, numa videolocadora muito distante… Publiquei lá no meu blog no UOL um comercial de Rogue One se ele existisse nos tempos do VHS.

Há muito tempo, neste mesmo planeta desta mesma galáxia e bem antes da internet e das smart TVs, as pessoas só podiam ver filmes depois que eles saíam de cartaz no cinema indo a um certo tipo de estabelecimento comercial chamado videolocadora, em que compravam ou alugavam por um certo período de tempo caixas de plástico com fitas magnéticas que eram lidas por aparelhos enormes chamados videocassetes. Essas caixas, chamadas de fitas VHS, eram anunciadas em comerciais que passavam nos intervalos de programas de TV – e o francês Damien Kazan publicou em seu canal no YouTube uma homenagem a esta forma de consumo de mídia ancestral adaptando o trailer de Rogue One para os formatos daqueles anúncios. Ficou demais:

MultiTatá

tata-jackson-araujo

Jackson Araújo esteve em três das quatro noites da temporada de Tatá Aeroplano no Centro da Terra e conta o que viu num texto ótimo. Segue um trecho:

É que Tatá tem esse dom tão raro em tempos tão sombrios: a dádiva. A própria construção do espaço cênico que ele habita não o coloca no centro, transgredindo a norma da estrela se postar no meio do olhar. No palco, que divide com as amigas Bárbara Eugênia –eles estão gravando álbum novo com produção de outros geniais parceiros, Dustan Gallas e Junior Boca– Julia Valiengo –a Grace Ohio, partner de Frito Sampler– e com o poeta parceiro Peri Pane, Tatá se mantém sutilmente na mesma linha imaginária de seus pares, roubando delicadamente a cena com seu solos intensos e movimentos corporais únicos, sob total respeito de quem o acompanha.

Consegui ver naquele contraluz enevoado, sua figura esguia com a leveza de um Bowie e até mesmo de um Ney, meio Rita, meio Jagger, saltitando livremente como se numa pista de dança, onde bailam aqueles que se entregam ao êxtase transcendental das nove Musas filhas de Zeus, ninfas das águas e seu coro feminino. Uma imagem que me parece fazer tanto sentido em tempos de valorização da natureza, da simplicidade e dos afetos.

Em seu tribalismo cosmopolita, Tatá exala na pele a eloquência de Calíope, a poesia de Érato, proporciona os prazeres de Euterpe, faz brotar flores delirantes como Tália… E rodopiando como Terpsícore, atualiza em seu ritual pagão o desejo de conectar alma e corpo à plenitude da vida cósmica. Por meio da música — eletrônica e/ou acústica — Tatá e seus muitos amigos amplificam as vibrações até os limites do divino.

A íntegra do texto está aqui. E você viu que a temporada de abril é com o Negro Leo, né?

gato-massagem

…você pode ser massageado por um bichano!

Que coisa.

negroleochegaemsaopaulo

Depois de uma temporada brilhante do Tatá Aeroplano para inaugurar e abençoar a música no Centro da Terra, é a vez de entrarmos em território desconhecido. O dono das segundas-feiras de abril é o instigante Negro Leo, que acaba de se mudar do Rio de Janeiro para cá com mulher e filha e usa o mote da chegada na cidade para construir esta obra aberta em quatro atos chamada Chega em São Paulo. São quatro noites entre o ruído e a melodia, a canção e a desconstrução, a música e o silêncio, em que ele convida nomes como Juliana Perdigão, Maria Beraldo Bastos, Jonathan Doll, Cibelle, Dustan Gallas, Zé Nigro, Thomas Harres, Ava Rocha, Rafael Montorfano, Dellani Lima, Filipe Nader, Ivan Gomes, Bruno Schiavo, Farme & Hixizine, Paulinho Fluxus e eventuais surpresas nos dias 3, 10, 17 e 24 de abril. Mas quem toca que dia? Quem toca o quê? Que músicas vamos ouvir? Vamos além da música? Teatro, performance, dança, cinema e luz – quais são os limites que traduzem as expectativas sobre a chegada de Negro Leo em São Paulo? Conversei com ele sobre esta temporada que começamos na semana que vem. Vem com a gente.

Conhecer São Paulo
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O cartaz da temporada no Centro da Terra
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A rotina em São Paulo
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O que é Chega em São Paulo
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step

Começamos com o pop psicodélico sem letras discerníveis do Frito Sampler, passamos pelo encontro intimista ao lado de Bárbara Eugenia e depois fomos à outra galáxia guiado pela pista de dança espacial do Zeroum – e agora é hora de encerrarmos este primeiro mês de emoções ao lado de Tatá Aeroplano com seu disco mais recente ao vivo. O show do Step Psicodélico, que fecha a primeira temporada da minha curadoria no Cetro da Terra, conta com a presença dos mesmos Júnior Boca, Dustan Gallas, DJ Marco e Bruno Buarque que já acompanham Tatá há anos e ferve a segunda-feira com particiapações especiais do Peri Pane, Julia Valiengo e outras surpresas. Conversei com o Tatá sobre o show deste dia 27 e ele ainda fez um balanço do impacto desta temporada em sua carreira. Mais informações sobre o show de hoje (que começa pontualmente às 20h, não se atrase!) neste link. E já já eu digo quem assume o comando do Centro da Terra no mês de abril!

15 anos de Tatá Aeroplano: Como Tatá Aeroplano conheceu Júnior Boca, Dustan Gallas, Bruno Buarque e DJ Marco
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-como-tata-conheceu-junior-boca-dustan-gallas-bruno-buarque-e-dj-marco

15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala sobre experiência de gravar com estes músicos há tanto tempo
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-tata-fala-sobre-experiencia-de-gravar-com-estes-musicos-ha-tanto-tempo

15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano lembra desde quando ele não toca junto com estes mesmos músicos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-tata-lembra-desde-quando-ele-nao-toca-junto-com-estes-mesmos-musicos

15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala de um novo disco que ele já tem pronto para gravar com estes músicos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-tata-fala-de-um-novo-disco-que-ele-ja-tem-pronto-para-gravar

15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala sobre como estão as gravações de seu disco em dueto com Bárbara Eugenia
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-tata-fala-sobre-as-gravacoes-de-seu-disco-em-dueto-com-barbara-eugenia

15 anos de Tatá Aeroplano: O que pode-se esperar do último show da temporada no Centro da Terra
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-o-que-pode-se-esperar-do-ultimo-show-da-temporada-no-centro-da-terra

15 anos de Tatá Aeroplano: Um balanço sobre a temporada em março de 2017
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-um-balanco-sobre-a-temporada-em-marco-de-2017