O encontro da quatro principais bandas independentes de São Paulo foi sem dúvida meu salto mais ousado na curadoria do CCSP este ano. E quando Hurtmold, Bixiga 70, Rakta e Metá Metá estavam todos juntos tocando ao mesmo tempo eu tive a certeza de que tudo é possível. Melhor show nacional que vi este ano – o ano que mais vi shows na vida.
A trilha sonora do filme psicodélico dos Beatles completa meio século de idade – e eu escrevi sobre esse clássico lá no meu blog no UOL.
Quando a versão LP de Magical Mystery Tour chegou às lojas norte-americanas há cinquenta anos, no dia 27 de dezembro de 1967, os Beatles encerravam com chave de ouro seu maravilhoso ano psicodélico bem como começavam a perder a mão do próprio negócio. Embora o disco fosse impecável – a ponto de rivalizar com o emblemático Sgt. Pepper’s como uma das principais obras da banda até então -, ele era fruto do primeiro projeto do grupo que foi mal recebido pela crítica (o telefilme que batizava o disco), bem como feria uma regra tácita que a banda se impôs desde seus primeiros anos, de não incluir as canções lançadas em compacto em seus álbuns.
Magical Mystery Tour foi um projeto liderado por Paul McCartney logo após a morte do empresário da banda, Brian Epstein, no fim de agosto daquele ano. Epstein havia sido a peça-chave que fez o grupo ir além do formato tradicional de banda de rock, transcendendo para fenômeno pop global sem precedentes. A súbita morte do empresário pegou a banda de surpresa logo após o lançamento de Sgt. Pepper’s e os deixou completamente sem rumo. Era Brian quem estudava todos os passos que a banda poderia dar, dividindo com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr as opções de carreira e a partir das opiniões do grupo dar seus ousados passos profissionais. Foi ele quem vislumbrou a estética da banda, todo o conceito de merchandising, a forma como lidava com a imprensa, a conquista de mercados pelo planeta, a possibilidade de fazer filmes, capas e títulos de discos que falavam por si só. Dos grandes passos que os Beatles deram em termos de marketing pessoal, só alguns foram dados sem a iniciativa de Brian, como o abandono dos palcos em 1966 e a ideia de criar álbuns conceituais. Da mesma forma que o produtor George Martin era o quinto beatle quando o assunto era música, Epstein era o quinto beatle em relação a estratégia e rumos de carreira, guiando a banda para fronteiras que os quatro nem imaginavam.
Não por acaso sua morte foi um choque para a banda. Ele não chegava a ter o aspecto professoral que Martin tinha em relação ao grupo (por ser quinze anos mais velho que os dos Beatles mais velhos, John e Ringo) e tinha só seis anos a mais que os dois, aproximando-o ainda mais do grupo. Era um fã de música pop como os quatro Beatles e sua relação com o grupo era menos de empresário e mais de amizade. Os quatro confiavam cegamente em Brian – e aquela morte tirou completamente o senso de realidade do grupo na hora em que estavam surfando uma onda de plena criatividade artística. Isso está claro na entrevista que John e George deram logo após chegar do retiro com o guru Maharishi Mahesh Yogi, onde souberam da morte do amigo e empresário. Olha a expressão na cara dos dois:
Paul McCartney logo entendeu que aquela notícia poderia ter um impacto negativo o suficiente para deteriorar a banda e acelerar seu fim, algo que já vinha sendo cogitado desde que o grupo pendurou as chuteiras dos palcos, e assumiu as rédeas da banda. Como havia feito em Sgt. Pepper’s – quando concebeu o conceito por trás de um disco que seria uma obra única, mais do que uma coleção de canções -, logo cogitou a possibilidade de lançar um terceiro filme da banda, sua obra audiovisual psicodélica, que, por motivos de agilidade de produção, foi transformado em um filme feito para a TV, no caso a emissora britânica BBC, onde o grupo já batia ponto regularmente em seus programas radiofônicos.
Magical Mystery Tour foi um conceito criado a partir dos chamados “mystery tours”, viagens de charrete em que os ingleses eram convidados a passear sem saber o rumo daqueles passeios, quase sempre em direção ao campo, no início do século 20. Como, para os ingleses, toda a noção de psicodelia estava intrinsicamente ligada à volta à infância e uma viagem ao passado, era natural que aquele conceito fosse transformado em “mágico” para saciar as ansiedades lisérgicas de uma geração que via o mundo deixar de ser preto e branco para assumir cores em Technicolor.
O problema é que por mais empolgado que Paul estivesse com aquele conceito, ele era apenas um jovem de vinte e cinco anos que havia dominado o mundo da música e estava delirando com a possibilidade de se tornar um autor sério. Havia começado a frequentar galerias de arte, a acompanhar cinema de vanguarda e a ler sobre cultura erudita. Aquele ímpeto jovem de se tornar um artista intelectual era bonito na teoria, mas na prática ele não tinha muita ideia do que fazer. E embora o filme tivesse sido dirigido e escrito pelos quatro Beatles, era ele o capitão daquela aventura e o aspecto livre de execução do filme seria perfeitamente exemplificado pelo roteiro escrito por Paul – um diagrama circular que funcionaria como ponto de partida para improvisos excêntricos e delírios lisérgicos da banda.
O resultado foi um filme completamente experimental e caótico, que substituía as charretes das turnês misteriosas do passado por um ônibus escolar cheio de personalidades peculiares, todas elas vindas do inconsciente coletivo imaginado pela banda, ecoando também as viagens psicodélicas promovidas pelos Merry Pranksters de Ken Kesey pelos Estados Unidos, anos antes, quando aquele grupo atravessava o país dando ácido lisérgico diluído em ki-suco em festas instantâneas. Pelo percurso do filme, curtas musicais que anteviram o conceito de videoclipe e acenos humorísticos que plantariam a semente do que o Monty Python faria em seu Monty Python’s Flying Circus, dois anos depois. Steven Spielberg e George Lucas também celebraram o aspecto de vanguarda naïf do filme, que ajudaria os dois diretores a entender como ser experimental e pop simultaneamente.
Mas todas essas qualidades foram percebidas posteriormente. Quando foi exibido após o natal daquele ano, o filme sofreu fortes críticas, principalmente por sua falta de roteiro e aparente amadorismo. O produtor George Martin também atribui o fracasso do filme ao fato de este ser um filme muito colorido e, à época, boa parte dos televisores na Inglaterra transmitirem apenas em preto e branco. O baque sofrido pela banda foi tamanho que o próprio Paul McCartney deu uma declaração para a imprensa praticamente se desculpando por ter feito o filme.
O mesmo não poderia ser dito em relação à sua trilha sonora. Lançada no início daquele dezembro como um EP, o disco continha apenas as músicas da banda que utilizadas no filme, todas inéditas. Era um compacto duplo que trazia a faixa-título e “Your Mother Should Know” no lado A, “I Am the Walrus” no lado B, “The Fool on the Hill” e a instrumental “Flying” no terceiro lado e “Blue Jay Way” de George Harrison no quarto. Como a capa de Sgt. Pepper’s, a do EP também era dupla e trazia um encarte de 28 páginas que tentava contar a história rascunhada no filme.
Mas quando o disco foi cogitado para o mercado norte-americano, ele sofreu uma grave distorção – principalmente do ponto de vista dos Beatles. Em vez de ser um compacto duplo, ele agora seria um álbum, e parte das músicas que o tornariam um disco cheio já haviam sido lançadas como compactos anteriormente, quebrando uma regra que os Beatles criaram logo após o lançamento de seu primeiro disco, o único a conter músicas lançadas também como single (a saber, “Love Me Do” e “P.S. I Love You”, que faziam parte do repertório do disco Please Please Me). Desde então, o grupo separava as músicas que tinham maior potencial radiofônico para serem lançadas como compacto, deixando-as quase sempre de fora dos álbuns. Assim, hits instantâneos como “She Loves You”, “I Wanna Hold Your Hand”, “We Can Work It Out”, “Day Tripper”, “Paperback Writer” e “Rain”, entre outras, nunca chegaram a figurar na discografia de álbuns do grupo.
O disco Magical Mystery Tour, que chegou ao mercado norte-americano há 50 anos, incluía as faixas de compactos como “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” (compacto que havia sido lançado antes de Sgt. Pepper’s), “All You Need is Love” e “Baby You’re a Rich Man” (lançado após a primeira transmissão ao vivo da história, naquele mesmo ano) e “Hello Goodbye” e “I Am the Walrus”. A princípio o grupo ficou contrariado com esta nova versão, mas aos poucos cedeu às más impressões a ponto de oficializá-lo com item oficial quando a discografia da banda foi sacramentada em sua versão em CD, trinta anos depois. A inclusão daqueles compactos no antigo EP duplo também favorecia a transformação de todos os outros compactos na coletânea dupla Past Masters – Volume 1 & 2, que teria de ter um terceiro volume caso não os compactos de 1967 não fossem incluídos naquela edição.
Mas, principalmente, a nova edição coroaria 1967 como o ano psicodélico dos Beatles, reunindo toda a produção da banda naquele ano em dois álbuns, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour. Juntos os dois formam um par de discos impecável, que reúne a produção psicodélica mais intensa em um ano em que várias bandas lançaram dois discos clássicos (os Doors lançaram seu primeiro disco homônimo e Waiting for the Sun, o Experience de Jimi Hendrix tinha a estreia Are You Experienced? e o fantástico Axis… Bold as Love, o Jefferson Airplane teria seu Surrealistic Pillow e After Bathing at Baxter’s, os Stones lançariam Between the Buttons e Their Satanic Majesties Request).
Sozinho, Magical Mystery Tour é o que o filme original tentava ser: uma viagem psicodélica misteriosa, em que os Beatles, como mágicos, recebiam o ouvinte tentando emular a sensação lisérgica em letras e melodias – dos “roll up” que abrem a faixa-título ao clima nebuloso da hipnótica “Blue Jay Way” de George Harrison, da viagem instrumental de “Flying” (a primeira faixa assinada pelos quatro Beatles) ao delírio jocoso de “I Am the Walrus” (que Lennon compôs arbitrariamente de forma dúbia, apenas para atiçar a curiosidade dos que interpretavam demais suas letras), passando pela viagem à infância em Liverpool de “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane”, pelas baladas nostálgicas “The Fool on the Hill” e “Your Mother Should Know” e pelas letras simples, otimistas e diretas de “Hello Goodbye” e “All You Need is Love”. Um disco impecável que encerraria um ano mágico para os Beatles e os preparava para o início do fim de suas carreiras, quando, em 1968, começariam a se desfazer com o mítico Álbum Branco. Mas isso é outra história…
Como fez no final de 2016, quando lançou a excelente “Ponta de Lança (Verso Livre)”, o rapper paulistano Rincon Sapiência encerra seu excelente 2017 com o ótimo single “Afro Rep”, que também no susto, sem avisar ninguém, e cutuca as feridas de sempre: racismo, fama, política, dinheiro, mídia, tecnologia e a cultura brasileira.
Pesado!
Fred Zeroquatro retoma sua clássica banda Mundo Livre S/A depois de seis anos, quando lançou o álbum Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa, em 2011. Com nova formação, que além de Fred e do irmão Xef Tony, conta com os novos integrantes Leo D.(teclados e programações), Pedro Santana (percussão) e P3dr0 Diniz (baixo), o grupo prepara-se para lançar seu oitavo álbum em 2018 e abre caminho com o single “Meu Nome Está No Topo Da Sagrada Planilha”, em que Zeroquatro atira para todos os lados, como sempre: igreja, corrupção, política, economia e como estas quatro se misturam e corroem o país.
O broder Matias Maxx relembra no minidocumentário A Vitória Não Virá por Acidente como o cárcere do grupo carioca Planet Hemp, em novembro de 1997, ajudou a elevar o nível da discussão sobre a maconha no país.
Escrevi na minha coluna Tudo Tanto na edição de outubro da revista Caros Amigos sobre a importância de Gilberto Gil para a cultura brasileira a partir do show que o mestre baiano fez em comemoração aos 40 anos de seu Refavela.
Aqui e agora
Gilberto Gil mostra porque é um dos grandes nomes de nossa cultura
É importante sublinhar a importância de Gilberto Gil. Um dos maiores nomes da nossa cultura, o baiano já é frequentemente incensado como artista completo, mas seu impacto no país ainda há de ser mensurado. Não é apenas um compositor brilhante, um vocalista encantador, um músico incomparável, um carisma único, um artista ímpar. Ele também tem seu papel político ao fazer conexões inesperadas por toda sua carreira, seja misturando bossa nova e rock’n’roll, trazendo o reggae para o Brasil, urbanizando o forró, assumindo a cadeira de ministro da cultura de Lula.
Nesse sentido, Refavela, que completa quarenta anos neste 2017, talvez seja seu principal álbum. É discutível que seja seu melhor disco (eu fico entre os discos da virada dos 60 para os 70, Expresso 2222 e os da virada dos 70 para os 80), mas sua importância é insuperável. Pois é o disco que Gil fez após visitar a África durante o Festival Mundial de Arte e Cultura Negra, em Lagos, na Nigéria, e conhecer as origens de sua negritude, traçar paralelos entre o Brasil Colônia e o Brasil da ditadura militar, a escravidão e a desigualdade social, além de se aprofundar na religiosidade afro-brasileira. É um disco em que Gil constrói pontes entre realidades ainda isoladas entre si, que ajuda a traçar a consciência de um Brasil que sempre foi jogado à margem, para fora da história.
Mas músicas como “Babá Alapalá”, “Patuscada de Gandhi”, “Era Nova”, “Ilê Ayê” e “Sandra”, embora estejam entre as mais bonitas composições de seu autor, não são das mais conhecidas de Gil, por isso, reforço o que disse no início, que é importante mostrar como Gil é importante. Ainda mais logo depois de um ano em que ele esteve mal de saúde a ponto de cogitarem, mais de uma vez, a possibilidade de ele estar nas últimas (toc, toc, toc). Por isso não tinha como não comemorar o acontecimento que foi o show Refavela40, organizado por um de seus filhos, Bem Gil, para celebrar o aniversário do disco com a presença do próprio pai.
A banda reunida era formada por nomes ilustres, mas ao mesmo tempo era quase uma família. Para completar o time, Bem chamou os músicos de sua banda, o Tono, para compor a formação – sua esposa Ana Claudia Lomelino, também conhecida como Mãeana, estava em um dos vocais de apoio, o baterista Rafael Rocha acompanhava na percussão e o baixo estava com o versátil Bruno di Lullo. Além destes, ainda marcavam presença Moreno Veloso, filho de Caetano que entrou como vocalista convidado, seu compadre Domênico Lancelotti na bateria, a cantora e pianista Maíra Freitas (filha de Martinho da Vila), outra filha de Gil, Nara, nos vocais, a cantora paulistana Céu, os sopros de Thiagô de Oliveira e Mateus Aleluia e a percussão de Thomas Harres, baterista da banda Abayomi, que sugeriu que Bem fizesse um show em homenagem ao disco. Entre Ana e Nara, o filho de Bem e Mãeana, o pequeno Dom Gil, acompanhava a percussão.
Mas por mais que seja importante celebrar esse disco, o show cai num vácuo criativo que vem imperando cada vez mais na cena musical brasileira: o de shows-tributo. Feitos originalmente para comemorar discos ou artistas que estavam fora dos holofotes ou longe das discussões, estas apresentações passaram a se tornar muletas para programadores preguiçosos e artistas que topam tudo, que em vez de vender seus próprios trabalhos autorais preferem ficar presos a repertórios alheios já conhecidos. Se por um lado abre janelas de possibilidades sonoras ao confrontar artistas em ascensão com nomes já estabelecidos, na prática vêm se tornando cada vez mais convencionais, sem criatividade ou sem brilho. O que era uma boa sacada virou uma fórmula gasta, transformando artistas de renome em bandas cover.
E era um pouco isso que aconteceu no palco do teatro do Sesc Pinheiros, que recebeu o Refavela 40 em três datas lotadas e para um público reverente. Mas a reverência por parte da banda era correta demais e aconteceram poucos momentos realmente interessantes no início do show, que não teve a participação de Gil. Fora o incrível solo de balafon (uma espécie de xilofone africano de Thomas Harres), o carisma e o teclado impressionantes de Maíra, a versão que Céu fez para “Nova Era” e o bom entrosamento da cozinha (especificamente entre Domenico e Bruno), o resto do show foi pálido e quase apático, sem a energia que o disco original soltava pelos poros.
Mas bastou Gil entrar para tudo mudar. Com seus setenta e seis anos completos, o baiano entrou no palco dançando, contando histórias e assumiu a voz de suas canções mostrando porque ele merece ser celebrado. O tempo de participação no show certamente deve ter sido reduzido por suas condições de saúde, mas depois que ele entra no palco, sequer lembramos que ele esteve doente. Sequer lembramos que ele tem mais de setenta anos, que é um senhor de idade que poderia estar apenas curtindo a sua aposentadoria. Ele entra no palco como um mago moleque, hipnotizando o público com um charme único em nossa cultura.
O show todo durou quase duas horas e Gil não ocupou nem uma hora inteira com sua participação. Não precisava. Mestre absoluto, esticou o tempo como se pudéssemos estar nele o tempo todo, populando aqueles poucos minutos como se fossem séculos. Ou, como ele reforça em uma das canções deste mítico Refavela, “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”. Ave Gil!
A dupla norte-americana MGMT anuncia que seu próximo disco, Little Dark Age (anunciado com a faixa-título em outubro) chega em fevereiro com um clipe de pura psicodelia bad vibe, o sensacional e nojentaço “When You Die”.
Encerrando as atividades da curadoria de música do Centro Cultural este ano, temos o mítico grupo de vanguarda brasiliense lançando seu supreendente Xenossamba, de graça, na Sala Adoniran Barbosa, a partir das 21h (mais informações aqui).
Depois de deixar todo mundo esperando uma continuação de seu ótimo Damn., Kendrick Lamar relança seu álbum de 2017 invertendo a ordem das faixas.
E, com certeza, é um outro disco.
O encontro de dois mestres do rock independente acontece nesta terça-feira no Centro Cultural São Paulo, quando Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, lança seu primeiro livro em português, com direito a bate-papo e show. O papo será conduzido pelo reverendo Fabio Massari, que conversa com Lee antes que ele dê autógrafos no livro às 18h, na Praça das Bibliotecas (em evento gratuito). Já o show (que está prestes a esgotar os ingressos) começa às 21h e passa em vários momentos da carreira do velho bardo do indie norte-americano. Mais informações aqui.











