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Loki

O designer norte-americano Peter Stults cogitou versões de filmes modernos refeitas com elenco e time de produção da era de ouro do cinema, criando uma galeria impressionante de filmes fictícios com grande potencial de ser foda. Dá uma sacada:

E tem muito, mas muito mais, no portfólio original do cara.

bombasuorebapho

Carnaval chegando e Thiago França já está à toda com sua Espetacular Charanga, que antecipa o clima do Carnaval deste ano, com mais um disco pré-fervo, Bomba, Suor e Bapho (que pode ser baixado no site do músico). “O disco todo foi gravado ao vivo, com 34 pessoas no estúdio”, ele me explica numa troca de áudios, contando que incluiu na formação músicos que conheceu na oficina de sopro que puxa em nome da Charanga. A gravação foi à moda antiga – dois microfones em cada canto da sala, músicos alinhados de acordo com a proximidade de seu instrumento em relação ao microfone (“mixagem física”, ele me explica, “trumpete tá alto? Dá um passo pra trás”) e captura o clima quente da apresentação, gravada e mixada em um dia.

“Não sei se vou conseguir manter essa história de ficar lançando um disco todo ano”, confessa, lembrando que a Espetacular Charanga lançou discos com repertório próprio desde o início. Thiago não quer se obrigar a fazer lançamentos anuais também devido ao período de virada de ano e ao próprio conceito de disco em tempos digitais: “O disco não precisa mais ter dez faixas, ter meia hora…” O disco conta com quatro músicas instrumentais e duas com vocal, uma com letra composta por Lucas Santtana e outra cantada por Suzana Salles.

Como todo ano, a Charanga sai na segunda-feira de Carnaval mas desta vez começa pela manhã, para enfatizar a natureza musical do bloco e deixar o lado da acabação em segundo plano. “De manhã a gente dribla também um pouco um público que tá se aproximando cada vez mais do carnaval de rua, que é a galera “HT topzêra”, que é um público que ainda necessita de muita educação cívica pra poder saber fazer as coisas na rua”, explica. “Os blocos que essa galera frequenta no ano passado tiveram muito caso de assédio, de violência mesmo, de homem batendo em mulher… Eu temo isso pra Charanga. É um bloco de bairro mesmo, menor”, conclui.

barbara_eugenia_2017

Bárbara Eugenia começou seu 2018 ainda no fim de 2017, quando lançou sua versão para “Sintonia”, de Moraes Moreira, gravada ao lado do dândi de Caruaru Junio Barreto, a primeira produção assinada apenas pela cantora e compositora. “É um gostinho do próximo disco, que vai ser todo produzido por mim”, me explica Bárbara ao telefone, antecipando que ainda lança mais um single deste disco antes de embarcar para uma viagem no meio deste semestre, quando atravessa parte da Europa em turnê ao lado do broder Tatá Aeroplano, com quem lançou um dos melhores discos do ano passado.

O clima festivo da versão (que foi chancelada pelo próprio Moraes) antecipa o calor do carnaval 2018, mas também dá os rumos do próximo disco, que ela ainda não batizou, mas que deverá seguir uma linha “Brasil Caribe Tropical Bahia Hippie Style”, descreve às gargalhadas – mas que será lançado só no segundo semestre. Ficamos à espera.

maglore

O grupo baiano Maglore lança seu excelente Todas as Bandeiras em dois shows no Centro Cultural São Paulo neste sábado (às 19h) e domingo (às 18h). Mais informações aqui.

franz2018

O agora quinteto escocês Franz Ferdinand revela mais duas músicas de seu próximo álbum, Always Ascending, de tons escuros como uma pista de dança, que será lançado no próximo mês. “Feel The Love Go” segue o beat disco da faixa-título, que remete diretamente ao excelente Tonight, talvez o grande álbum da banda, lançado em 2009.

Como contraponto, o grupo também mostrou a quase balada “Paper Cages” ao vivo em um programa da BBC.

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Desde que inauguraram sua conta no Soundcloud no final de 2014, o grupo neopsicodélico Unknown Mortal Orchestra vem usando os fins de ano para celebrar novas fronteiras desbravadas em estúdio, cogitando possibilidades sonoras que podem eventualmente materializarem-se em discos. Foi assim que aconteceu com as colagens “SB-01” e “SB-02”, que antecipavam a guinada musical que o grupo deu em seu excelente Multi-Love, de 2015. Desde então sem lançar material novo, eles chegam agora com mais uma faixa experimental de presente de fim de ano para os fãs. E, como vêm fazendo desde 2015, a faixa é uma colagem de improvisos musicais cogitados pelos irmãos Ruban (o dono do UMO) e Kody Nielson (que toca sua própria banda, o Silicon).

O resultado é de cair o queixo, entre riffs pesados, grooves manhosos, bases eletrônicas lo-fi… O que será que vem por aí?

handitover

E a dupla MGMT, formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, revela mais um single do disco que lançam agora em fevereiro, Little Dark Age. “Hand it Over” é mais bucólica e solar que as faixas que mostraram até agora, a tensa que faixa-título e a paranoica “When You Die”, mudando um pouco o clima de psicodelia baixo astral que pairava sobre o novo disco.

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“I’m your biggest fan, but I guess that’s just not good enough”

Viva Walter Franco

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A primeira atividade da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo em 2018 é uma homenagem a um ícone da música brasileira. A série de homenagens Viva celebra a importância de Walter Franco em dois shows neste sábado e domingo. O primeiro, dia 6, às 19h, Ou Não e Além, recria seu clássico disco de estreia Ou Não, de 1973, além de trazer músicas de outras fases de sua carreira. No domingo, dia 7, às 18h, Walter e banda voltam ao mítico Revolver, de 1975. Os dois shows serão precedidos pelos Concertos de Discos sobre os respectivos álbuns, que desta vez acontecem na Sala Adoniran Barbosa com a presença do próprio Walter, conduzidos pelo jornalista Thales de Menezes, que está escrevendo a biografia do músico (mais informações aqui). Abaixo, a introdução que escrevi no folder de apresentação do projeto, que será distribuído durante o evento e conta com textos do Thales sobre os dois discos revisitados.

O passo, o precipício
Um mergulho na obra de um dos artistas mais ousados da música brasileira

Walter Franco é um dos principais ícones da música brasileira moderna. Faz a ponte entre a canção popular e a academia, a vanguarda estética e a música pop. Seu período áureo, entre o Tropicalismo e o pop dos anos 80, é a espinha dorsal do projeto Viva Walter Franco, mais uma iniciativa da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo que joga luz em biografias importantes de nossa cultura. Seus principais discos, Ou Não (de 1973) e Revolver (de 1975) serão contemplados em um fim de semana de shows e bate-papos – estes conduzidos pelo jornalista Thales de Menezes, que está escrevendo a biografia do músico. O evento festeja os 45 anos de carreira deste artista que nasceu em 1945 e que completa 73 anos exatamente no mesmo dia em que celebra seu primeiro disco, lançado em 1973. Coincidências não são novidades na vida deste artista complexo, ousado e instigante, que segue inspirando as novas gerações da música popular e erudita do país.

PROGRAMAÇÃO

dia 6/1 – sábado

16h
Concerto de Discos: Ou Não? (1973)
Walter Franco e Thales de Menezes conversam sobre o álbum de estreia.
90min – livre – Sala Adoniran Barbosa (622 lugares)
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

19h
Show: Ou Não e Além
Walter Franco toca músicas de seu primeiro disco e outras do decorrer de sua carreira.
90min – livre – Sala Adoniran Barbosa (622 lugares)
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30), e no site Ingresso Rápido

dia 7/1 – domingo

15h
Concerto de Discos: Revolver (1975)
Walter Franco e Thales de Menezes conversam sobre o segundo álbum.
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

18h
Show: Revolver Tudo
Walter Franco toca seu disco de 1975 na íntegra.
90min – livre – Sala Adoniran Barbosa (622 lugares)
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30), e no site Ingresso Rápido

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“Nosso futuro é um furo que não é meu e isso nunca termina”