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Loki

Falei do N.A.S.A. outro dia e esse minidocumentário (surrupiado do INMWT) explica como o disco foi feito.

O lançamento dos dois discos da dupla canadense MSTRKRFT parecem ter sofrido de falta de timing em suas datas. Se o excelente The Looks, de 2006, chegou um pouco antes do assalto maximalista ter tomado o planeta, o recém-vazado Fist of God parece ter chegado um pouco depois. Se o primeiro disco fosse lançado com seis meses de atraso ou o novo aparecesse há cerca de um ano (quando seus primeiros singles começaram a dar as caras), talvez o duo suprisse uma lacuna deixada nos poucos momentos de 2007 e 2008 em que se não respirou Justice, Digitalism, Simian Mobile Disco ou Soulwax. O MSTRKRFT é um nome que pertence naturalmente à esta cena, mas seus hits mais emblemáticos foram remixes feitos justamente entre o primeiro e o novo disco – reinvenções para músicas do Metric, Kylie Minogue, Juliette Lewis, Kills, Gossip, All Saints, New Young Pony Club, “D.A.N.C.E.”, Goose, Bloc Party e Wolfmother que, juntas, teriam o mesmo impacto de um álbum. Fist of God chega num momento em que a música eletrônica para dançar começa a perder excesso, tornando-se mais enxuta e flexível do que barulhenta e limítrofe como a cena que consagrou a dupla. Mesmo que ironicamente já soe datado (entre seus melhores momentos estão justamente “Bounce” e “Vuvuvuvu”, músicas que já têm quase um ano), o novo disco do MSTRKRFT acena para toda a turma do R&B americano, com vários convidados conhecidos ou semidesconhecidos (John Legend, N.O.R.E. & Isis, Freeway, E-40, Jahmal e Ghostface Killah), e têm como um dos pontos máximos do disco essa versão atordoada para um hit da Beyoncé que é “It Ain’t Love”, com os vocais dessa menina Lil Mo.


MSTRKRFT“It Ain’t Love (com Lil Mo)

Começa hoje, na Suécia, o julgamento contra o Pirate Bay, principal ícone da dita pirataria digital. O grupo, representado por seu fundador, o ativista Peter Sunde, é um dos maiores entusiastas do direito ao livre download, independente de isso acarretar ou não danos para os donos dos direitos autorais. Advogando pela liberdade de expressão, Sunde conseguiu que seu julgamento fosse transmitido ao vivo para todo mundo – mesmo que apenas o áudio – e o Pirate Bay está disposto a transformar a sessão de hoje em um evento assistido em todo o planeta. Para começar, vão traduzir a transmissão em um saite dedicado à cobertura do evento. E, para esquentar, eles relegendaram trechos de Die Dritte Generation, do Fassbinder, do Atrocity Exhibition, do Weiss, e do Teorema, de Pasolini, para explicitar sua causa:

Continuamos, mais uma vez eu e o Ronaldo, em nossa jornada explicando o inexplicável: desta vez o alvo é o quinto episódio desta temporada, em que algumas respostas nos foram fornecidas, parte da mitologia de Lost foi exibida na tela, sem intermediários, e a ação com os Oceanic Six continua devagar. Você pode ouvir os comentários no player abaixo ou simplesmente baixando o MP3 aqui – e ouvindo-o junto com nossos achismos. Boraê?

E eu não esqueci: ainda comento o episódio em texto antes da quarta-feira. É só esperar.


Of Montreal – “Gronlandic Edit”

Será que se eu começar uma corrente pra frente colocando vídeos do Of Montreal toda segunda-feira aqui fará alguma alma boa se dignar a trazer o grupo para o Brasil?

Muá?

Via Letty.

Mama M.I.A.

Nasceu na semana passada o filho da M.I.A., que praticamente entrou em trabalho de parto depois de sua apresentação no Grammy, no domingo. Sábado ela oficializou o nascimento do guri, ainda sem nome, num post no blog dela no MySpace:

“HAPPY VALENTINES!

SUNDAY NITE I CA M E HOME FROM THE GRAMMY’S STILL IN THE MOOD TO PARTY , I COUDA EASILY GONE OUT BUT I WENT HOME INSEAD , LUCKY I DID!! COZ MY EARLY STAGE LABOUR KICKED IN AROUND 2 AM .

MY BABY WAS BORN WEDNESDAY , HE IS HEALTHY , FINE , BEAUTIFUL AND THE MOST AMZING THING EVER ON THIS PLANET, OF COURSE IM HIS MUM!!!

ME AND BABY ARE PUTTING OUR TOUR DATES FOR 2010 TOGETHER
AND MAKING MIX TAPES
AND FIGURING OUT A WAY TO BREAK OUT OF THE HOSPITAL !

HOPEFULLY THE WORLD IS BEEN TICKING ALONG AND I AINT MISSED MUCH!

C U SOON ,

AND MY BABY BOY SAYZ HIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

E ela ainda linkou esse vídeo, que deve ser o pior vídeo de rap do mundo:

Para comemorar o centésimo episódio da série, seus produtores encomendaram um bolo temático – e o Jorge “Hurley” Garcia, bom blogueiro, postou as fotos.


Isso só pra lembrar que em algum momento entre essa noite e a manhã de amanhã surge aqui meu comentário sobre This Place is Death.

4:20

O QUÊ?!

Você não conhece “Check My Machine” do Paul?! Então corrija essa falha de caráter – e baixe todo o McCartney II (a senha é: www.flaming-phoenix.com) e conheça um dos melhores discos solo de um beatle.


Paul McCartney – “Check My Machine