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Loki

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Sexta-feira 13 no Centro da Terra não poderia ter menos que isso, quando os Vermes do Limbo lançam seu novo disco, O Sol Mais Escuro, tocando ao lado do Negro Leo, da Carla e da Paula do Rakta, da Taciana Barros e do Edgar Scandurra num encontro que promete causar geral. É a primeira noite de sexta da minha curadoria no pequeno grande palco do Sumaré e a noite não poderia ser menos atordoante que isso. Mais informações sobre a apresentação aqui.

Chromeo kids

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A dupla Chromeo vem soltando seu próximo álbum no conta-gotas: anunciou o lançamento no fim de 2017 com o single “Juice“, depois entrou em 2018 com a sinuosa “Bedroom Calling” e agora marca a data do novo álbum, Head Over Heels, para o dia 15 de junho – e aproveitam para soltar mais uma música, “Must’ve Been”, esta gravada com o vocalista Dram.

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No clipe, vemos Dave 1 e P-Thugg em diferentes fases de sua vida, encerrando com uma versão hilária dos dois ainda crianças.

E o som, sempre smooth.

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A sessão de terça-feira do Centro da Terra desconecta-se um pouco da temporada de Luedji Luna (donas das terças de abril, que volta nas próximas terças, 17 e 24 deste mês), para abrir espaço para uma única apresentação solo de mais um projeto do líder e fundador do Violeta de Outono, Fábio Golfetti. Neste dia 10 ele apresenta o projeto Lux Aeterna, em que toca guitarra ao lado do filho Gabriel, que assume sintetizadores e teclados. Inspirados pela cena progressiva e psicodélico dos anos 70 de nomes como Ash Ra Tempel, Tangerine Dream, Hawkwind e Amon Düul II, que deu origem ao trance moderno, quanto pela música erudita do compositor húngaro-austríaco György Ligeti (de onde tiraram seu nome) e por trilhas sonoras de videogame, os dois sobem ao palco juntos pela primeira vez para mostrar a obra Parallax, comemorando ainda o aniversário do próprio Fabio (mais informações sobre o espetáculo aqui). Conversei com o Fabio sobre este novo projeto e como ele se relaciona com sua obra psicodélica.

Como surgiu o Lux Aeterna?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-como-surgiu-o-lux-aeterna

Fale um pouco da sua relação musical com seu filho Gabriel.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-fale-um-pouco-da-sua-relacao-musical-com-seu-filho-gabriel

Como vocês decidiram fazer um grupo juntos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-como-voces-decidiram-fazer-um-grupo-juntos

O que ele acrescentou ao trabalho que você não conhecia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-o-que-ele-acrescentou-ao-trabalho-que-voce-nao-conhecia

Quais são as principais influências deste trabalho e como ele conversa com o Violeta de Outono e seus outros projetos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-quais-as-influencias-deste-trabalho-e-como-ele-conversa-com-seus-outros-projetos

Há intenção de lançar algum material registrado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/lux-aeterna-2018-ha-intencao-de-lancar-algum-material-registrado

Middle America” não era mesmo uma canção solta no tempo e sim o primeiro aperitivo para mais um disco que Stephen Malkmus lança ao lado dos Jicks, o sexto desde que assumiu que a formação de seu primeiro álbum solo teria esse nome, fazendo assim, portanto, os Jicks terem mais discos que a banda original de um dos grandes nomes da música americana. Sparkle Hard será lançado no dia 18 de maio (e ) e seu anúncio vem acompanhado de mais um single, a guitarreira “Shiggy”, que fará saudosistas dos anos 90 chorar de emoção.

Felizmente, Malkmus não é só nostalgia e a canção sobrevive à enxurrada de guitarras distorcidas de sua gravação oficial, como ele mostra nessa apresentação solo feita para o Pitchfork em uma igreja no Brooklyn (tocando outras músicas do novo álbum, como “Solid Silk”, “Shiggy”, “Middle America” e “Refute”, que, no disco, tem a participação de Kim Gordon, além de “Trigger Cut” do Pavement):

Ele já tinha mostrado sua força como cancioneiro ao entoar “Middle America” só ao violão no início do mês em seu canal no YouTube:

Mestraço. Essa é a capa do novo disco, que já está em pré-venda. Os títulos das canções vêm logo abaixo:

malkmus-sparkle-hard

“Cast Off”
“Future Suite”
“Solid Silk”
“Bike Lane”
“Middle America”
“Rattler”
“Shiggy”
“Kite”
“Brethren”
“Refute” (com Kim Gordon)
“Difficulties / Let Them Eat Vowels”

SpoonAdRock

O eterno beastie boy Ad-Rock foi convocado para remixar “Can I Sit Next to You?” do disco mais recente do Spoon e o resultado acrescenta um tico de groove na mistura da já dançante faixa dos indies do Texas.

washedout

Faz tempo que o canal Adult Swim funciona como plataforma para artistas de pequeno e médio porte lançarem singles longe de seus discos oficiais. Desta vez o convidado foi o Washed Out de Ernest Greene, que lançou a bela balada oitentista “Face Up”.

Demais.

melodys-echo-chamber

Depois de muito adiar seu novo disco (e de um súbito acidente que a deixou de molho no ano passado), Melody Prochet volta a acionar seu projeto Melody’s Echo Chamber com o single “Breathe In, Breathe Out”, que conecta as duas pontas de seu trabalho até aqui – a psicodelia guitarreira noise açucarada que a estabeleceu em seu disco de estreia e os experimentos seguintes com folk e música pop que começou a fazer após o lançamento do disco.

A música é o primeiro single do segundo disco da cantora francesa, batizado de Bon Voyage, que foi gravado na Suécia e conta com as participações das bandas Pond e Dungen. Essa é a capa do disco, que já está em pré-venda, seguida das nomes das faixas:

bonvoyage

“Cross My Heart”
“Breathe In, Breathe Out”
“Desert Horse”
“Var Har Du Vart”
“Quand Les Larmes D’un Ange Font Danser La Neige”
“Visions Of Someone Special, On A Wall Of Reflections”
“Shirim”

O acidente que lhe tirou de circulação no ano passado também fez que ela cancelasse sua primeira vinda ao Brasil. Será que dessa vez ela vem?

asetimaefervescencia-vinil

A gravadora goiana Monstro está comemorando vinte anos na ativa e resolveu começar as festas colocando o pé na porta ao anunciar que irão lançar o clássico A Sétima Efervescência, obra-prima do gaúcho Júpiter Maçã, em edição luxuosa em vinil como sendo o primeiro volume de sua Série Ouro, dedicada a recuperar lacunas da discografia brasileira que ainda não tiveram versões neste formato. O marco psicodélico que Júpiter lançou em 1996 vem como um álbum duplo, como capa gatefold, encarte com texto escrito pelo Cristiano Bastos (autor do livro Gauleses Irredutíveis, sobre a história do rock do Rio Grande do Sul, e do documentário Nas Paredes da Pedra Encantada, sobre o mítico disco Paebirú, de Zé Ramalho e Lula Cortes), com fotos inéditas da época do álbum e já pode ser encomendado no site da Monstro. A Sétima Efervescência é apenas o primeiro destes lançamentos: a Série Ouro da gravadora também deve relançar Ties of Blood, do Korzus; Com Todo Amor e Carinho do grupo brasiliense Oscabeloduro; e Jumentor, do grupo campineiro Os Muzzarelas, além de estarem negociando um dos discos do Mundo Livre S/A e o Tarde na Fruteira, também do Júpiter Maçã, que a Monstro lançou originalmente em CD.

ricodalasam-centrodaterra

Em abril, as datas do Segundamente – temporada mensal que acontece às segundas-feiras no Centro da Terra com minha curadoria musical – são do rapper Rico Dalasam, que está finalizando o ciclo do EP Balanga Raba, lançado no meio do ano passado, e sai em busca de novas sonoridades. Assim ele embarca na temporada Elefantes, Tramas e Trava-Línguas (mais informações aqui), quando, acompanhado apenas dos músicos Moisés Guimarães (guitarra) e Dinho Souza (teclados), apresentando músicas novas e recriando antigas, buscando espaços musicais que possam levar suas canções para além da pista de dança. Influenciado pela moderna música africana e por artistas tão diferentes quanto Nicolas Jaar e Bon Iver, ele começa a mexer em seu repertório sem intenção de transformar o trabalho em um disco. “A palavra experimental é a que mais reverbera em minha cabeça”, explica o rapper. “Abrir as músicas e entregar mantras a partir de suas melodias e trava-línguas das rimas. É o único desejo dentro desse projeto.” Conversei com ele sobre esta etapa de sua carreira e como ele pensa em repensar sua carreira a partir deste experimento.

Qual o conceito por trás desta temporada no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-qual-o-conceito-por-tras-desta-temporada-no-centro-da-terra

Descreva como serão as apresentações – qual será a formação dos shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-descreva-como-serao-as-apresentacoes

Você ficará apenas músicas novas ou novas versões das antigas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-voce-ficara-apenas-musicas-novas-ou-novas-versoes-das-antigas

Quais são suas principais influências para esta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-quais-sao-suas-principais-influencias-para-esta-temporada

Como os shows mudarão entre si?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-como-os-shows-mudarao-entre-si

A temporada é um ensaio para o novo disco ou algo que funciona por si só?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-a-temporada-e-um-ensaio-para-o-novo-disco-ou-algo-que-funciona-por-si-so

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A banda carioca Gangrena Gasosa, que misturou terreiro e heavy metal ao fundar o gênero saravá metal, traz o show de lançamento de seu disco mais recente, Gente Ruim Só Manda Lembrança pra Quem Não Presta, neste sábado, às 19h (mais informações aqui).