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Loki

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Por mais desleixado e relaxado que os dois MGMT pareçam, eles são um projeto – algo entre um minucioso relatório nerd sobre a era psicodélica e suas relações com as ciências ocultas e um estudo fashion sobre o resgate das cores e do despojo durante os anos 60. Usam toda a mitologia sessentista como os góticos se referem aos poetas românticos, os metaleiros do mal se debruçam sobre o satanismo e algumas bandas de música eletrônica deixam-se levar por clássicos da ficção científica. Assim, vêem a década que deu ao mundo o flower power, os mods, o arcadismo hippie, a transgressão política, a esquerda rebelde e o rock como estilo de vida como uma coisa só – e traduzem hinos pop que poderiam ser gravados pelo Cure, pelo Kiss ou pelo Abba sob arranjos descaradamente retrô. “Electric Feel” é sua ode à selva, ao paganismo naturista, de sacrifícios a deuses-animais e confins do planeta. Mas, no fundo, no fundo, é só uma canção de amor. E das boas.


20) MGMT – “Electric Feel

Você gosta de Rush? E de heavy metal? Gosta de Helmet? Jazz fusion? E de Journey? E Pat Metheny? Dire Straits? Existem algumas escolas na música pop que tornaram-se malditas por alguns excessos, quase todos vinculado ao uso de desenfreado de timbres e maneirismos na guitarra elétrica. O trio matogrossense Macaco Bong faz desta sonoridade seu parque de diversões e é possível ouvir cada um destes virtuoses malditos em pequenos detalhes do épico instrumental Artista Igual a Pedreiro – mas não só. Cuidadosamente lapidado, o disco de estréia da banda de Cuiabá contém milhares de facetas diferentes e é tanto possível situá-la entre a safra sem vocal que inclui o Hurtmold, o Pata de Elefante, o Mamma Cadela e os Seychelles como entre filhotes setentistas brasileiros de Jimi Hendrix (Robertinho do Recife e os baianos Armandinho e Pepeu Gomes, por que não?) ou entre grupos de hardcore que descobriram o free jazz, inventando o pós-rock, como Slint e Tortoise. Mas se é pra definir o som dos três, este fica entre a técnica de músicos da banda de Frank Zappa com o senso pop do Thin Lizzy, a dinâmica de hits do Built to Spill, o senso melancólico do Arthur Lee (do Love) e a velocidade de Alvin Lee (do Ten Years After). Uma banda que aparenta ser deliciosamente retrô para enganar o ouvinte e catapultar seu senso estético para alguns anos no futuro, num disco virtuose e progressivo (as faixas têm em média sete minutos) que vai de encontro a todos os achismos cogitados sobre como fazer sucesso para deixar isso em segundo plano e aspirar a História.

20) Macaco Bong – Artista Igual a Pedreiro

Macaco Bong – “Black’s Fuck

Cheque a cuca

Os Beastie Boys gostaram da brincadeira do Paul’s Boutique e resolveram reempacotar outro de seus discos cheio de brindes e novidades – desta vez é o Check Your Head, que recebe tratamento De Luxe, com direito a disco bônus só com faixas que orbitaram em singles e EPs na época, além de inéditas, em versões digital, em CD e vinil. Pra comprar, é só entrar no site dos caras. Pra baixar e ouvir qualé, dá pra ouvir aqui. E se liga que o Ill Communication vem aí.

Vamo lá? Começa às 22h. Por aqui. Ou aqui.

Outro bom episódio, cada vez mais aumentando a expectativa pro final da temporada. Centrado no Ben, Dead is Dead (torrent aqui) trouxe mais respostas, velhos conhecidos e cenas incríveis. E é desses episódios pra ver e rever – tem muita coisa espalhada nos detalhes.

Nota: 8,5

O bom e velho Danilo agora tem link – e na estréia de seu blog Coletas (dedicado, justamente, a coletâneas que ele mesmo faz), ele mandou essa seqüência de músicas com nomes de personagens de Lost. Tá certo que rolou uma forçada com o casal coreano, mas foda-se, não deixou de ser sensacional por isso.

Aretha Franklin – “The House That Jack Built”
Michael Jackson – “Ben”
Ben Folds Five – “Kate”
Rush – “Tom Sawyer”
Smashing Pumpkins – “Cupid De Locke”
Man/Man – “Hurley Burley”
Beatles – “Here Comes The Sun”
Snoop Dogg – “Gin And Juice”
Franz Ferdinand – “Michael”
Smudge – “Desmond”
Elton John – “Daniel”
Aerosmith – “Downtown Charlie”
Bruce Springsteen – “Jacob’s Ladder”
Billy Bragg – “Richard”
Bee Gees – “Juliet”

Bonus Track
16 – Vincent – Don Mclean

Dá pra baixar aqui, se liga.

Dono de um dos melhores discos nacionais de 2006 (só ficou atrás do Kassin, na minha votação), os Supercordas adiaram seu terceiro disco para 2009, mas não passaram por 2008 sem antes deixá-lo com um doce na boca. “Mágica” afasta o mofo celebrado em Seres Verdes ao Redor em uma canção tanto ensolarada quanto mística, usando guitarras e efeitos sonoros para levar o ouvinte a uma utopia primaveril, de psicodelia brasileira setentista, que mescla, sem preconceito, o Clube da Esquina com os Secos & Molhados, os Mutantes menos engraçadinhos com o Raul Seixas mais sério, reverberando melodia, acordes e solos que poderiam ter saído do Magical Mystery Tour, do Pet Sounds, do Odissey & Oracle ou de qualquer banda da Elephant Six. E o que dizer de uma letra que enfileira o rio São Francisco, a Califórnia, o Peloponeso, igarapés espaciais, cápsulas de sonho, formigas e dragões para culminar em “toda a mágica deriva dos elefantes” e desembocar em uma coda que poderia ser tanto da fase de transição do Pink Floyd quanto do final dos Beatles. Nota 10.


Supercordas – “Mágica

Inri Inbows

E o Rafa foi perguntar pra Inri Cristo sobre o que fazer após o drama do show do Radiohead. Veja o que ele respondeu:

De: MÉPIC – Movimento Eclético Pró INRI CRISTO

Rafael,

INRI CRISTO leu o seu e-mail e compreende a sua revolta. Já que você perguntou o que ele faria no seu lugar, eis a resposta de INRI: “Meu filho, eu jamais aceitaria ser apenas mais um elemento na massa de manobra. Quando aprecio uma banda ou cantor, assisto os shows no youtube ou em canal fechado, na tranquilidade da Casa de meu PAI. E te aconselho a fazer o mesmo”.

Cordialmente,
Aderexi Schmidt
Sec. Comunicação da SOUST

É, amigo…

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