O ótimo documentário que Jeroen Berkvens fez no início da década sobre Nick Drake pode ser assistido na íntegra no YouTube. Obrigatório para fãs e bem didático para quem quer conhecer um pouco mais sobre esse mito moderno britânico. Escrevi há um tempinho sobre a importância do cara aqui.
John Cleese no Muppet Show:
Dá pra assistir o programa inteiro aqui: parte 1, parte 2 e parte 3.
E esse cara que levou as princesas da Disney pra Sin City do Frank Miller?
E o Beck segue com sua cruzada pessoal, dissecando desta vez “All Tomorrow’s Parties”.
Eu não, quem diz é o Lars Veldkamp, autor dessa série Typocalypse:
Já falei: é o maior artista brasileiro vivo
Não canso de falar sobre a importância da fase atual do Laerte para a história da cultura brasileira, independente do impacto popular em nossa época. Já disse que o considero o artista brasileiro mais importante hoje, uma espécie de Millôr total, que transformou a tira de três quadrinhos em seu hai-kai e a proporção retangular em sua tela em branco portátil. Se tem um cara que o Brasil devia bancar para fazer sua arte, este é o Laerte – muito na frente de qualquer cineasta da nova ou velha geração, de qualquer dramaturgo ou medalhão ou nova musa da MPB. Por isso, recomendo o texto que o Nasi escreveu para o Universo HQ cujo título (Sinto muito, mas o Laerte é mais importante do que você) exprime a síntese de sua defesa da atual fase do quadrinista paulistano:
Entendeu?
Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?
Muitas dessas tiras provocam a introspecção. Mexem com sentimentos que estavam anestesiados.
É um baque para quem espera dar uma risada no último quadro para anuviar dos problemas. Algumas tiras têm o poder de transformar o dia de seu leitor – nem sempre para melhor.
Nasi ainda fala da perseguição que vem acompanhando a nova fase do autor, cada vez mais percebido por uma parcela conservadora de seus leitores como incômodo e experimental demais, para ficar em adjetivos publicáveis.
Aproveito a deixa para sugerir um site que compila boa parte da atual produção do sujeito. Vem por aqui.
Se liga nesse beatbox:
Incrível.
“Urru? U, érre, érre, u?”. Encontrei o Catatau no show do Tommy Guerrero e, depois de perguntar sobre o nome do disco novo, demorei pra entender, soletrando pra me certificar do que tinha ouvido. “Nao, U, agá, u, u, u”, disse, rindo, o Cidadão Instigado em pessoa. “Que porra é essa?”, perguntei no susto, e Fernando sequer desfez o riso do rosto para responder. “Porra, Matias, tu sabe que eu sou do body board, né?”. Pior que sei – Fernando realmente surfava nas praias de Fortaleza quando era adolescente, mas como um um grito de felicidade tão sincero se encaixa no conceito da banda prog-brega imaginada por por Catatau durante um surto de depressão quando se viu sozinho em São Paulo? Porque o Cidadão Instigado, conceitualmente, é isso: um sujeito oprimido por diferentes pressões (sociais, emocionais, políticas, psicológicas) que perde sua própria identidade a ponto de se assumir apenas como um cidadão instigado por tais pressões para conseguir manter um fio de sanidade (ou pelo menos foi isso que eu entendi entre vários papos que tive com o Catas). Semanas depois, há poucos dias, Uhuuu começa a dar o ar de sua graça com a extensa “Escolher Pra Quê?”, disponibilizada no MySpace do grupo há poucos dias. É uma faixa que já nasce clássica no repertório do grupo, pois saúda de forma exemplar alguns dos pilares da sonoridade do grupo – rock pra dançar pelo prisma do Pink Floyd (vocé sabe, o groove tenso de “Another Brick in the Wall Pt. 2” e “Money” e aquela tensão de “Dogs” que já haviam feito “Os Urubus Só Pensam em Te Comer” um dos pontos centrais dos shows do Cidadão), a melodia com aquela latinidade Roberto Carlos via Odair José, arranjos e timbres assumidamente retrô, às vezes derrapando pro brega, o solo de guitarra dramático e com pena de si mesmo (George Harrison feelings) e o vocal indefectível de Fernando. E, no meio da música, surge um refrão que, além de redentor, ainda carrega – e explica – o título do álbum.
“Pra que tanta indecisão?
Uhuuu!
Se o sol está aí pra nos assar!
Pra que tanta indecisão?
Uhuuôu!
Se a chuva invade e alaga, como um grande mar?”
O título do disco do Cidadão tem mais a ver com a resposta moleque ao drama hamletiano. “Ser ou não ser? F.O.D.A.-S.E.”, grita Catatau descendo a onda em sua prancha de peito, lembrando daquele velho papo sobre o que realmente importa é a jornada e não o destino, e uma filosofia que carrego no peito – que o sentido da vida é uma emoção, e não uma explicação. Afinal, o que foi vivido foi sentido – uhuuu!














