Sobre a importância de Laerte

, por Alexandre Matias

Já falei: é o maior artista brasileiro vivo

Não canso de falar sobre a importância da fase atual do Laerte para a história da cultura brasileira, independente do impacto popular em nossa época. Já disse que o considero o artista brasileiro mais importante hoje, uma espécie de Millôr total, que transformou a tira de três quadrinhos em seu hai-kai e a proporção retangular em sua tela em branco portátil. Se tem um cara que o Brasil devia bancar para fazer sua arte, este é o Laerte – muito na frente de qualquer cineasta da nova ou velha geração, de qualquer dramaturgo ou medalhão ou nova musa da MPB. Por isso, recomendo o texto que o Nasi escreveu para o Universo HQ cujo título (Sinto muito, mas o Laerte é mais importante do que você) exprime a síntese de sua defesa da atual fase do quadrinista paulistano:

Entendeu?

Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?

Muitas dessas tiras provocam a introspecção. Mexem com sentimentos que estavam anestesiados.

É um baque para quem espera dar uma risada no último quadro para anuviar dos problemas. Algumas tiras têm o poder de transformar o dia de seu leitor – nem sempre para melhor.

Nasi ainda fala da perseguição que vem acompanhando a nova fase do autor, cada vez mais percebido por uma parcela conservadora de seus leitores como incômodo e experimental demais, para ficar em adjetivos publicáveis.

Aproveito a deixa para sugerir um site que compila boa parte da atual produção do sujeito. Vem por aqui.

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