Trabalho Sujo - Home

Loki

bacoexudoblues-ccsp

O rapper baiano mostra seu primeiro disco Esú neste domingo, a partir das 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).

jaloo-mctha

O segundo show em homenagem ao saudoso velhinho acontece no CCSP nesta quinta-feira, a partir das 21h, e ainda tem a participação especial de Gaby Amarantos. Toda a bilheteria arrecadada nesta data será doada pelos artistas à família do Miranda (mais informações aqui).

cine-doppelganger-paranoia

Eis a íntegra do bate-papo que tive com a Joyce do canal Cinemascope no mês passado na segunda sessão do Cine Doppelgänger, quando revisitamos De Olhos Bem Fechados do Kubrick e Rede de Intrigas do Lumet em um sábado de graça na Casa Guilherme de Almeida.

Lembrando que neste sábado, a partir das 11h, acontece a terceira sessão, reunindo os filmes O Bebê de Rosemary e Corra! As inscrições podem ser feitas no site da Casa Guilherme.

boogarins2018

O grupo goiano abre a série de shows Noites Bacaneza em homenagem ao grande Carlos Eduardo Miranda nesta quarta-feira no Centro Cultural São Paulo, quando realiza o show Sessão Ampla de Cura e Libertação, que terá participação do novíssimo Edgar. Toda bilheteria será revertida para a família do saudoso Miranda (mais informações aqui).

noitesbacaneza-

catra

Mr. Catra foi o mais perto que cheguei de Tim Maia – e tinha essa sensação sempre que o encontrava. Um coração gigante, uma capacidade imbatível de se tornar o centro de qualquer roda de conversa, um senso de humor único, contando histórias escabrosas, inacreditáveis e surreais e as temperando com gargalhadas cavernosas e fumos ótimos. Mas esta personalidade ficava em segundo plano quando pegava o microfone na mão e se transformava em um semideus da música, transmutando qualquer show em uma celebração rítmica que nos levava a todos os centros de negritude de nosso imaginário – Kingston, Salvador, Nova Orleans, Luanda e, claro, o Rio de Janeiro. Um funkeiro que cantava – e encantava – com um timbre de feiticeiro velho, nos revelando lendas e histórias ancestrais em forma de crônicas cariocas seja ao lado de um DJ, de uma banda ou de outros MCs. Nunca sairá da minha memória uma noite na Casa da Matriz ao lado dos Digitaldubs (creio que no verão de 2004), em que as paredes suavam, a névoa branca ocupava pequeno espaço entre as cabeças e o teto, o grave fazia o chão tremer e ele disparava causos e palavras de ordem como um profeta tentando organizar o apocalipse. A notícia de sua passagem é mais uma dessas tragédias deste fatídico 2018, mas também talvez seja a oportunidade de se debruçar na obra em aberto deste que mestrão que, mesmo antes de sua morte, já era um dos maiores nomes da cultura urbana brasileira deste século. Vai na paz.

professorduprat-ensaiogeral

Chegou o grande dia! Nesta quinta e sexta-feiras, estreamos o espetáculo Professor Duprat no Sesc Pompéia – o primeiro show é quinta, 6, às 21h, e o segundo na sexta, 7, às 18h. Abaixo você ouve a entrevista que eu, o Arthur Decloedt e o Charles Tixier, que assinamos a direção artística do projeto, demos para a Roberta Martinelli em seu programa Som a Pino, na terça passada.

https://soundcloud.com/trabalhosujo/som-a-pino-professor-duprat

rodrigobrandao

Rodrigo Brandão está mudando de pele de novo. Depois de reconhecido como VJ do saudoso Yo! MTV Raps e ter conseguido se transformar no MC Gorila Urbano à frente do também saudoso Mamelo Soundsystem, ele agora assume o próprio nome ao lançar seu primeiro disco solo, expandindo as fronteiras de seu canto falado para além do hip hop. É um processo que ele vem maturando há uma década a partir de uma série de colaborações que tem feito com alguns broders do Hurtmold e outros nomes de peso como Del The Funky Homosapien, Mike Ladd, Prince Paul, Lúcio Maia, Naná Vasconcelos, entre outros, em projetos como Ekundayo, Zulumbi, 3rd World Vision e Brookzill.

rodrigobrandao-outrosbarato

No entanto, o recém-lançado Outros Barato, produzido por Thiago França, é o primeiro disco que assina com seu próprio nome – e que mostra que partiu para o spoken word como uma continuação de seu trabalho como MC de hip hop. No novo disco, ele juntou bambas como Guizado, Rodrigo Carneiro, Richard Ribeiro, Tulipa Ruiz, Victor Vieira-Branco, Marcelo Cabral, Thomas Rohrer, Pupillo, Juçara Marçal e os suspeitos de sempre do Hutmold (Maurício Takara, Marcos Gerez, Rogério Martins e Guilherme Granado) para três sessões de descarrego verbal e instrumental. Conversei com ele sobre este seu disco de estreia, lançado quase décadas depois de sua estreia no mundo fonográfico.

Como surgiu a idéia de Outros Barato?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-como-surgiu-a-ideia-de-outros-barato

Como você começou a se envolver com o canto falado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-como-voce-comecou-a-se-envolver-com-o-canto-falado

Fale sobre as sessões que deram origem ao disco.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-fale-sobre-as-sessoes-que-deram-origem-ao-disco

O quanto o disco foi improvisado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-o-quanto-o-disco-foi-improvisado

Como surgiu o título do disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-como-surgiu-o-titulo-do-disco

Você definia os temas que ia falar a partir dos convidados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-voce-definia-os-temas-que-ia-falar-a-partir-dos-convidados

Como serão os shows deste disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-como-serao-os-shows-deste-disco

Como você vê a cena de spoken word no Brasil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-como-voce-ve-a-cena-de-spoken-word-no-brasil

Teve alguém que você quis registrar que não conseguiu?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-teve-alguem-que-voce-quis-registrar-que-nao-conseguiu

O que mais você anda fazendo desde que o Mamelo acabou?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rodrigo-brandao-2018-o-que-mais-voce-anda-fazendo-desde-que-o-mamelo-acabou

Thom_Suspiria

Suspiria, de 1977, é um clássico do horror mundial especialmente por ter consolidado a estética saturada e macabra do italiano Dario Argento no subgênero que ficou conhecido como “giallo” (amarelo, em italiano) e que começou a ser explorado em seu filme anterior, Profondo Rosso. Mas sua trilha sonora, composta pelo grupo de rock progressivo italiano Goblin, também é um marco não apenas no cinema de horror bem como na discografia da música pop de seu tempo – a obra mais concisa e autoconsciente de uma grande banda semidesconhecida e uma das melhores trilhas sonoras compostas por uma banda de rock. Por isso que Thom Yorke medrou ao ser convidado para fazer a trilha para o remake do clássico.

“Foi um processo estranho desde o início. Quando os produtores vieram me procurar, eu pensei que eles tinham enlouquecido, porque eu nunca tinha feito uma trilha sonora antes. E Suspiria é destas trilhas sonoras lendárias. Levei alguns meses para contemplar a ideia”, contou na sessão de estreia mundial do filme, no festival de Veneza, em entrevista à revista Hollywood Reporter.

“Era um destes momentos em sua vida que você quer fugir, mas que sabe que se você se arrependerá se fizer isso. Eu assisti ao filme original algumas vezes e eu o amei porque era daquela época, uma trilha sonora incrivelmente intensa”, continuou. “Obviamente Goblin e Dario trabalharam muito próximos quando o fizeram juntos. Mas era uma coisa daquela época e eu não poderia fazer referência a isso. Não havia sentido, a não ser que eu achei interessante a repetição de temas, o tempo todo. Parte da sua mente diz: ‘por favor, não quero ouvir mais isso’. E isso era muito bom. Há uma forma de repetição na música que pode hipnotizar. Eu ficava repetindo para mim mesmo que era uma forma de fazer feitiços.”

Yorke também contou que teve a participação do diretor italiano responsável pelo remake, Luca Guadagnino (o mesmo de Me Chame Pelo Seu Nome) e que foi influenciado pela música da época, inclusive o rock alemão. “Foi uma forma realmente cool de imersão em uma área que eu normalmente não iria sem permissões”. O filme será lançado mundialmente no início de novembro e Yorke já liberou uma primeira canção, a doce e tensa “Suspirium”.

Abaixo, o trailer da nova versão e a aterradora trilha sonora original:

tataaeroplano-2018

Tatá Aeroplano acabou de se mudar do bairro de Santa Cecília para a Vila Romana e a mudança de paisagem está completamente refletida em seu novo disco, o recém-lançado Alma de Gato, que traz o cantor e compositor paulista longe do fervo do centro, onde morava desde que se mudou para São Paulo, e mais entre as árvores e sob a luz do sol que bate na zona oeste paulistana – o disco é batizado a partir do nome de um pássaro. É seu quarto disco solo e o quinto que grava ao lado da banda formada por Bruno Buarque, Júnior Boca e Dustan Gallas (o outro disco foi o que dividiu com Bárbara Eugenia no ano passado). A química entre os músicos é perfeita, mas o que mais impressiona no disco é perceber como Tatá está cada vez mais à vontade em sua própria sonoridade, longe do humor corrosivo dos grupos que o consagraram no início da carreira (o Jumbo Eletro e o Cérebro Eletrônico). A cada novo disco ele ergue um pequeno monumento à vida comunitária numa cidade gigantesca como São Paulo, percorrendo suas avenidas e multidões com o espírito andarilho de garoto do interior que ele sempre foi. Conversei com ele sobre o novo álbum e sobre a carreira que construiu até aqui, além de pedir para que ele, mais uma vez, dissecasse o disco faixa a faixa (que, como todos seus discos, está para download em seu site).

Vida de Gato é reflexo de sua mudança entre dois bairros de São Paulo. Fale sobre a inspiração do disco.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-vida-de-gato-e-reflexo-de-sua-mudanca-entre-dois-bairros-de-sao-paulo

É um disco mais bucólico?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-um-disco-mais-bucolico

Essa sua mudança de bairro tem a ver com a gentrificação de São Paulo? Como você vê essas mudanças?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-essa-sua-mudanca-de-bairro-tem-a-ver-com-a-gentrificacao-de-sao-paulo

É o quinto disco que você grava com a mesma banda. Fale sobre o processo de criação, composição e gravação com eles.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-o-quinto-disco-que-voce-grava-com-a-mesma-banda

É seu quarto disco solo, lançado totalmente às próprias custas. Você acha que esse é um modelo de negócios viável para outros artistas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-seu-quarto-disco-solo-lancado-as-proprias-custas-e-um-modelo-viavel

Você assistiu à transformação da cena independente brasileira com a chegada da internet. O que mudou e o que ainda falta mudar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-voce-assistiu-a-transformacao-da-cena-brasileira-o-que-ainda-falta-mudar

Como esta autonomia de carreira permite que você crie mais livremente? Fale sobre a relação entre ser independente e o processo de criação.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-como-esta-autonomia-de-carreira-permite-que-voce-crie-mais-livremente

Quais os próximos projetos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-quais-os-proximos-projetos

almadegato

Alma de Gato – Faixa a faixa

mombojo-2018

Com dois de seus integrantes morando em São Paulo, dois no Recife e um no sul da Bahia, o grupo Mombojó inevitavelmente entrou num estágio de hibernação. Foi o período em que lançaram a colaboração com a vocalista do Stereolab Laetitia Sadier e que o vocalista Felipe S. lançou seu primeiro disco solo, mas também foi o tempo para arquitetarem uma volta que os tornasse viáveis como integrantes de uma banda mesmo com as distâncias geográficas no meio. Pioneiro no uso da internet para publicar seu trabalho, o grupo agora vem usando a rede para encurtar estas conexões e anuncia o sexto disco da banda, MMBJ12, que será lançado uma canção por vez até completar doze faixas no ano que vem. O primeiro single é a faixa “Ontem Quis”, que antecipa uma pequena turnê que o grupo faz entre setembro e outubro, passando pelo Rio de Janeiro (dia 11), Belo Horizonte (dia 12), São Paulo (dia 20) e Recife (dia 5).

Bati um papo com o Felipe sobre esta nova fase do grupo, que aproveitou para fazer um balanço destes anos no Mombojó.

Como aconteceu esta volta do Mombojó? Há quanto tempo vocês estavam parados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-aconteceu-esta-volta-do-mombojo-ha-quanto-tempo-voces-estavam-parados

Como vocês farão nesta nova fase, ainda mais morando em estados diferentes?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-voces-fazer-nesta-nova-fase-ainda-mais-morando-em-estados-diferentes

O ciclo com Laetitia Sadier foi concluído?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-o-ciclo-com-laetitia-sadier-foi-concluido

O quanto o sucesso do Del Rey atrapalhou a boa fase do Mombojó?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-o-quanto-o-sucesso-do-del-rey-atrapalhou-a-boa-fase-do-mombojo

Vocês são digitais desde que surgiram. Ainda faz sentido prensar um disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-voces-sao-digitais-desde-que-surgiram-ainda-faz-sentido-prensar-um-disco

Você continua fazendo seu trabalho solo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-voce-continua-com-seu-trabalho-solo

Como você vê as mudanças no mercado independente desde que vocês começaram?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-voce-ve-as-mudancas-no-mercado-independente-desde-que-comecaram

E os shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-ha-previsao-de-shows

mombojo2018