Ah, e por falar no Super, lembrem-me de não esquecer de um dia escrever sobre All Star Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely, a maior homenagem jamais feita para um super-herói. É uma história tão bem cuidada, ao mesmo tempo complexa e trivial, e é ilustrada como se fosse um sonho. Se Frank Miller conseguiu sintetizar tudo relacionado ao arquétipo do Batman em O Cavaleiro das Trevas (embora alguns reclamem que este trono também é de Alan Moore, em A Piada Mortal), Morrison e Quitely conseguem ultrapassar a saga do homem-morcego e com um agravante – ao optar pelo Super-Homem, os autores abriram mão da ironia, do cinismo, do pessimismo e da violência características a outros super-heróis e abraçaram os valores relacionados ao Super, como a moral, o otimismo, a bondade e o altruísmo de um alienígena que, no fundo, só quer retribuir o carinho ao planeta que o acolheu. A história é dividida em doze capítulos e cada um deles trata de elementos específicos da mitologia do personagem – Lois Lane, Pequenópolis, o Planeta Diário, os supervilões, a fortaleza da solidão, além do onipresente Lex Luthor e o melhor Clark Kent já posto no papel. Como bem disse o Chico, é o quadrinho mais alto astral de todos os tempos – e é uma obra-prima. Não faço a menor idéia se já sair – ou vai sair – no Brasil, mas é quadrinho obrigatório.
Ah, pronto. Já escrevi, não precisa lembrar depois. Valeu.
Que show! Três quintos do Cidadão Instigado – o guitarrista Régis Damasceno, o baixista Rian Batista e o baterista Clayton Martin – respondem como Mockers nas horas vagas, um grupo dedicado a tocar apenas versões de músicas dos Beatles de 1966 em diante. Na ativa desde o ano passado, só consegui vê-los em ação nesta quinta, quando o grupo apresentou-se dentro do Toca Aí, o mesmo projeto do Sesc Pompéia que botou o Instituto tocando Pink Floyd.
Por motivo de agenda, o grupo não pode se apresentar na Choperia, onde queriam e vem acontecendo os shows do projeto (o Forgotten Boys tocou Rolling Stones semana passada, não fui, mas já já posto uns vídeos que achei no YouTube do show). Sorte nossa. O Teatro funcionou perfeitamente para o tom ao mesmo tempo austero e informal da apresentação. Ao confrontar os três músicos olhando uns para os outros (devido ao desenho do teatro, cujo palco é ladeado por duas platéias), o show ganhou uma sensação de intimismo que parecia bater de frente com o aspecto clássico do repertório – tom que era quase sempre destruído por Rian, que insistia em dirigir-se ao público em inglês, trazendo todo o humor dos Beatles para um palco estritamente psicodélico.
E como tocam esses três. Mais do que chancelar a química musical que os três já trazem do Cidadão, o show serviu como apreciação de três grandes músicos. Clayton rezou a cartilha de Ringo Starr à risca, trazendo ao palco alguns dos momentos mais brilhantes do subestimado Ringo em seu instrumento – crescido à sombra do rock paulistano influenciado pelos anos 60, Clayton deixou os trejeitos e influências de Keith Moon e Nick Manson (característicos de seu jeito de tocar) para debruçar-se sobre a técnica do baterista beatle como sua única Bíblia pessoal. Rian, mais do que quebrar o gelo com suas piadas geniais e ridículas, tratava o baixo melódico de Paul McCartney com reverência e estilo, além de garantir os vocais mais agudos sem muita preocupação. E Régis, que nasceu abençoado por um timbre de voz que quase, quase, chega ao mesmo do de John Lennon, segurava não apenas as guitarras de John e George Harrison num único instrumento, como ainda o colocava para fazer as vezes dos teclados de algumas canções.
Foi memorável. Consegui filmar quase todas as músicas da noite (com a exceção das três primeiras – “Two of Us”, “She Said She Said” e “Taxman” – e das duas últimas – “Birthday” e “Tomorrow Never Knows” com direito à citação de “Within You Without You”), mas se eu fosse você não perdia o próximo show.
Lembra daquele papo que eu falei do Jimmy Page ter morado em Lençóis nos anos 90? Olhaí em pleno Jornal Nacional:
“Ex-Led Zeppelin” é dureza, mas tudo bem. E esse João Filipe, ninguém acha ele hoje em dia? Fora o áudio dessa jam session, que alguém deve ter gravado… Vamo aê, trabalhem, vai que alguém acha. A pauta é boa… O vídeo foi pinçado pelo embaixador e secretário de turismo espiritual baiano, Luciano Mattos.
O Ronaldo explica melhor tudo isso.
Vi no Piangers.
Falta pouco mais de uma semana…
“That’s older than Jesus Christ”, sublinha o Ronaldo.
E em outra dica fuçada pelo Ronaldo, ele pinça uma entrevista dos criadores da série de 2007 em que Damon comenta que:
“I think that there are bits and pieces that someone could put together. Recently Carlton and I put out to the Yahoo community all over the world, what do you think the monster is? And some people came alarmingly close to what its origins were, how it functions, what its purpose is, but they weren’t able to go the next level as Carlton says, deeper into saying, ‘That’s what it is but what does that mean in the grander scheme of what the island is.’ It doesn’t mean that someone couldn’t accidentally back into it and anticipate something that they haven’t seen yet. But sort of the real hardcore intel about the island is going to start to reveal itself towards the end of the season as we learn more about the others.”
…que, no caso, é a seguinte:
What do you believe the monster in ‘Lost’ really is?
I think the monster was originally a highly advanced security system designed to separate participants in the experimental Dharma hatches. I think it was an effect that was designed to frighten people (smoke, noise) if they strayed too far from their experiment location. (A bit Wizard of Oz like) However, the electromagnetic force has mutated it – in the same sense as Desmond experienced time travel and can now see the future after exposure – and made it malevolent and able to physically grab things in its force (Eko, the Pilot, Locke). So in theory it may be able to be deactivated, if they can find the control room for it (which would be another hatch somewhere yet undetected)
Hmmm…
Essa música nova do Gorillaz, que apareceu ontem, parece que vai engrenar até que entra o Bobby Womack desequilibrando a música pro lado errado. A pegada tensa fazia “Stylo” parecer uma irmã mais nova de “Chase the Tear“, mas o excesso de soul oitentista da participação especial faz com que a música perca todo seu charme noir. Ficou forçado. Tomara que o disco não seja assim (e o Mos Def, que participa da faixa, passa quase despercebido).
Gorillaz + Bobby Womack + Mos Def – “Stylo“





