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Loki

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Ralice…

E Alice é pior – e melhor – do que eu esperava. Consegue mostrar que Tim Burton, quando quer, não fala nada com nada, passa o filme inteiro delirando na possibilidade vazia de um diretor de arte assumir a direção de um filme. Visualmente Alice é lindaço, delírio psicodélico vitoriano detalhista, quase artesanato digital. Mas cadê a história? Em vez de nos importarmos com os personagens e com o que acontece com eles, tem-se a sensação de estar num parque temático sobre Alice no País das Maravilhas – e na versão Disney, só que humanizada. Se na Fábrica de Chocolates Burton já tinha exagerado no açúcar ao misturar sua história com a do filme, em Alice dá pra sentir a gana do merchandising em cada flor falante, em cada bicho colorido que aparece do nada. Pelo menos a minha queria Mia Wasikowska não compromete, como eu havia lido por aí.

Mas vou falar melhor do filme depois, estou terminando de ler algo que tem a ver com o assunto do filme e achei melhor falar dos dois ao mesmo tempo. Em breve…

Kesha + Pixies

O Vinícius publicou uma que eu já tinha visto – e que ele pescou no Lucio, que entrou no jogo sem saber. Não sei quanto a vocês, achei uma carta apenas OK. Tudo bem que no post original do site dele a tal da Kesha aparece usando outras camisetas de banda e tal, mas mesmo assim… A minha vem a seguir.

Outro trabalho do Hexagonall – mas é meio inglório tentar resumir Tarantino a uma imagem icônica por filme, daí…

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Outra criação do espanhol, desta vez em vídeo.

A primeira chama-se Psychosith, a segunda Force by Forcewest.

Olha os remixes que o Hexagonall fez pros cartazes de filmes dele:

Tem muito mais aqui.


Jonathan Richman – “Cosi Veloce!” / “Let Her Go Into The Darkness”

Aproveito a deixa do Coachella do Bruno para falar de dois shows que vi nas últimas semanas. O primeiro foi o de Jonathan Richman, pai dos Modern Lovers, um dos sujeitos responsáveis por manter acesa a tocha do foda-se entre o Velvet Underground e os Ramones no início dos anos 70. Desde os Modern Lovers – e isso faz teeeempo -, que o sujeito não volta ao rock de verdade, preferindo ficar na posição de trovador ao violão, cantando músicas próprias e alheias ao violão como um velho bardo da Idade Média enquanto se dirige ao público batendo papo o mesmo tanto que toca música. Além do inglês nativo, Richman já gravou em francês, italiano, espanhol e hebreu, e ele curte a conversa com sua platéia enquanto se apresenta ao lado do baterista Tommy Larkins. Eu já tinha visto o sujeito se apresentando nesse formato em Paris, cidade em que ele tem um culto forte, e o clima de reencontro pairava mais sobre o show do que qualquer outro – eram fãs revendo o velho ídolo de sempre, as músicas completadas pela audiência como um diálogo (veja versão que filmei de “I Was Dancing in a Lesbian Bar“, com um clima quase um karaokê de turma), quase todo em francês. Por isso fiquei curioso – e um tanto quanto cético – quando soube que Richman viria ao Brasil e estava sendo vendido como um velho ídolo punk. Além de ser o oposto do tipo de apresentação que ele faz hoje, some-se a isso o fato de que ele não sabia falar a nossa língua e pronto, tínhamos uma receita para uma falha de comunicação – e não para um diálogo.


Jonathan Richman – “Blowing in the Wind” / “I Was Dancing in a Lesbian Bar” / “Pablo Picasso”

Não que o show não tenha sofrido com isso, mas o atrito foi bem menor do que o possível – e em grande parte devido à benevolência do público, disposto a cooperar. E foi preciso que Richman enrolasse a letra de “Blowing in the Wind” para que os presentes entendessem a lógica do show. Desculpando-se por não falar português com frequência, Richman compensava a falta de entrosamento racional com dancinhas e cocalhos, numa tentativa ridícula – mas felizmente eficaz – de conectar-se com o público. Em vinte minutos todos já tinham entendido qual era – e depois de mais uma hora Richman fechou o show como se estivesse se despedindo de um público que já conhecia faz tempo.


Jonathan Richman – “Arrivederci”

Ainda continuando no clima Nova York, chamo o caçula do Sonic Youth (que mané Jim O’Rourke, esse é só um fã), convocado pelo Daily Session para assumir um setzinho para o site e o cara me sai com essa sequência inacreditável de Darondo com Scott Walker, “Canto de Ossanha” com “Vampire Blues”, Jamaicans com Gainsbourg, Alex Chilton com B.B. King… Muito mestre.

Daily Session with Steve Shelley (MP3)

Gil Scott Heron – I’m New Here
The Monkees – Porpoise Song
Darondo – Didn’t I
Brenda Holloway – Every Little Bit Hurts
Stranger Cole & Patsy Tood – Down The Trainline
The Jamaicans – Baba Boom (Ba Ba Boom Time)
Vivian Stanshall – Calypso To Colapso
Serge Gainsbourg – Pauvre Lola
Olatunji – Kiyakiya (Why Do You Run Away?)
Serge Gainsbourg – Joanna
Chuck Berry – Thirteen Question Method
De Baden e Vinicius – Canto De Ossanha
Jimmy Lewis – The Girls From Texas
Scott Walker – Jackie
Alex Chiton – My Rival
Neil Young – Vampire Blues
Harmonia – Deluxe ( Immer Wieder)
Dan Penn – Nobody’s Fool
Suzie Higgie&Conway Savage – The Letter
The Triffids – Tender Is The Night
Jack Kerouak – On The Road
Dan Penn – Skin
Nina Simone – Tell Me More And More and Then Some
Gil Scott Heron – NewYork Is Killing Me
JIm James&Colexico – Goin’ To Acapulco
Bob Dylan – Wigwam
David Crosby – Traction In The Rain
Fleetwood Mac – Albatross
Big Maybelle – Gabbin’ Blues
Wynonie Harris – Wasn’t That Good
Jimmy Liggins – I Ain’t Drunk
William Devaughn – Be Thankful What You Got
Jimmy Nelson – T99 Blues
Bobby Bland – Share Your Love With Me
BB King – Please Love Me
Tom Waits – Danny Says
Gil Scott Heron – On Coming From A Broken Home (Part 1)
Gil Scott Heron – Me And The Devil