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Loki

whatmoves

Não tem erro: basta passar pelo crivo reconstrutor dos irmãos belga David e Stephen Dewaele, que carregam este trunfo como Soulwax, que qualquer música torna-se um colosso da pista de dança. Veja a singela “What Moves“, delicado tecnofunk minimalista solto no meio do segundo disco solo que o produtor californiano Sam Dust, que assina como LA Priest (e que liderava o Late of the Pier, lembram deles?) lançou no começo do ano, chamado Gene. Depois de remixada pelos dois, ela atinge uma tensão, um peso e um clímax que simplesmente não existiam na faixa original, como a linha de baixo sintética, as cordas de disco music , dando-lhe outra vida – além de quadris.

prince

Depois de mostrar “Witness 4 The Prosecution (Version 1)” e uma versão de 1979 para “I Could Never Take the Place of Your Man” como parte da caixa de 13 LPs que disseca Sign O’ the Times, a obra-prima que Prince lançou em 1987, eis mais uma pérola deste interminável baú do tesouro. O irresistível funk psicodélico “Cosmic Day”, que Prince cantou com sua voz “Camille”, quando fazia um falsete andrógino, é só uma das 63 faixas inéditas na caixa que será lançada em setembro – a pré-venda pode ser feita aqui.

letrux_vaibrotar

Num universo paralelo em que não houve a pandemia do coronavírus, Letrux conseguiu lançar seu segundo disco Aos Prantos com shows épicos e teatrais, elevando o nível dos já catárticos shows do primeiro álbum para um patamar ainda mais classudo. Infelizmente não vamos ver estes shows tão cedo, mas ela aos poucos começa a mostrar o universo que imaginava habitar o novo álbum com o clipe de “Vai Brotar”, segundo vídeo de Aos Prantos, que vai para além do clima de quarentena do primeiro (“Eu Estou Aos Prantos“, lançado em maio) e que mexe tanto com elementos da natureza quanto com um imaginário ao mesmo tempo fantástico e fashionista. Será que ela vai seguir o disco desta forma audiovisual?

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A primeira live que Caetano Veloso fez serviu de inspiração para que eu e Dodô Azevedo falássemos sobre a luz que o velho baiano joga sobre nossa cultura e a importância desta transmissão ao vivo a partir de diferentes contextos – desde a estante à família, da direção à duração, do repertório à Paula Lavigne -, em mais uma DM gigantesca. Isso sem contar o Superbug!

Im_Thinking_Of_Ending_Things

O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?

Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.

anafrangoeletrico

“E eu pintava um belo quadro com mostarda e ketchup enquanto comia as batatinhas”: A cantora e compositora carioca acaba de anunciar seu primeiro livro Escoliose: Paralelismo Miúdo, que reúne seus poemas, gravuras e ilustrações feitos entre 2015 e 2019, que será lançado pela editora Garupa em setembro e já está em pré-venda. O livro já estava previsto desde o início do ano e materializou-se agora por conta da quarentena, que obrigou Ana a adiar planos sobre shows (ela que iria passear pela Europa no primeiro semestre, colhendo os frutos de seu ótimo Little Electric Chicken Heart, um dos melhores discos do ano passado). Heloísa Buarque de Hollanda escreve no posfácio que “Trata-se de uma poesia com outro DNA geracional, um DNA quase insolente, que, partindo radicalmente para o testemunho pessoal e localizado, desmistifica toda e qualquer aura da poesia (pelo menos aquela dos nobres tempos dos cânones masculinos) em prol da liberação de uma fala corporal, libertária”. A Ana é foda, sabemos.

oesquema-2

Mais uma reunião de condomínio dOEsquema e partimos do assunto capitalismo para falarmos sobre bilionários, segurança pública, a culpa da imprensa brasileira, empreendedorismo e chanchadas, a vinda do crentistão, crise climática, planos de dominação mundial vilanescos, a compra do próprio imóvel, a cultura dos memes e a subversão da desobediência civil. Mas calma que o papo flui bem.

Clash pela Espanha

hinds

A banda madrilenha Hinds faz uma versão apaixonada e largada para um dos hits do London Calling, “Spanish Bombs”. Ficou demais!

kalouv-talho

O guitarrista Dinho Almeida, dos Boogarins, foi convidado pela banda instrumental pernambucana Kalou para assumir os vocais de seu novo single “Talho”, gravado em comemoração aos 10 anos do grupo, que também marca a última participação do guitarrista Saulo Mesquita, que saiu para dedicar-se a outros projetos, como integrante da banda. É a primeira música da banda registrada oficialmente a ter letra e vocais.

kajillionare

O novo filme da hipster que todos amamos Miranda July, Kajilloinaire, tem estreia prevista para o próximo mês e acompanha um casal de picaretas (vividos por Richard Jenkins e Debra Winger) que treinou sua filha (nossa querida Dolores de Westworld, Evan Rachel Wood) para ser uma exímia golpista, mas a vida deles muda com a entrada de uma personagem vivida por Gina Rodriguez. É claro que só o anúncio de mais algo produzido por July (seja filme, disco, exposição, blog) merece atenção, mas como ela ainda conseguiu chamar Angel Olsen para cantar uma versão deslumbrante de “Mr. Lonely“, a gélida balada que Bobby Vinton lançou em 1964, no trailer, tocada ao lado de Emile Mosseri, o compositor do filme, as coisas ficam ainda mais sérias…