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Loki

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Mais um trailer para Beastie Boys Story, o “documentário ao vivo”, que Spike Jonze irá lançar sobre os Beastie Boys que meio que revela o formato ao trazer os dois beastie boys remanescentes – Ad-Rock e Mike D – para lembrar suas histórias num teatro com um telão enorme que vai contando a história da banda. O filme também mostra como o falecido MCA era uma das forças-motrizes do trio, o que torna o trailer ainda mais emocionante – é de chorar.

O filme seria lançado agora em março no SXSW, que foi cancelado devido à epidemia do coronavírus, e deve chegar a algumas salas de cinema por lá no início do mês para chegar ao serviço de streaming da Apple menos de um mês depois.

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“The Difference” é a primeira colaboração entre o produtor norte-americano Toro y Moi e o australiano Flume e apesar de funcionar, fica muito aquém do esperado, com uma melodia apenas OK sobre uma base drum’n’bass sem muita inventividade, lembrando uma música-tema de cobertura de Jogos Olímpicos de algum canal de TV a cabo, um jingle composto pelo Foster the People. É quase inofensiva – tomara que a parceria evolua para além disso.

O filho do Fela

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Conversei com o Femi Kuti, uma das atrações do Nublu Jazz Festival deste ano, que toca neste fim de semana em São Paulo. O papo com o filho mais conhecido de Fela Kuti está na revista Trip – confere lá.

Luiz Romero (Divulgação)

Luiz Romero (Divulgação)

“Abro a caixa de Pandora com os dedos”, Tatá Aeroplano canta acompanhado só do violão em “Alucinações”, música que abre seu novo álbum, como se estivesse prestes a nos contar um segredo. Mas o devaneio apenas nos conduz para além do fluxo de palavras original à medida em que sua banda cria um clima ao mesmo tempo épico e onírico. “Nos pratos, nas prateleiras, o veneno escorre”, cantam Bárbara Eugenia e Mallu Maria acompanhadas do trio que Tatá se cercou desde seu primeiro álbum: Junior Boca na guitarra, Dustan Gallas no baixo e Bruno Buarque na bateria. Delírios Líricos, gravado no ano passado, finalmente começa a ver a luz do dia. Ele antecipa a nova música em primeira mão para o Trabalho Sujo.

“‘Alucinações’ abre os caminhos do novo álbum batizado de Delírios Líricos, quando decidi lançar uma música antes do disco cheio, pensei de cara nela, por ser uma canção automática, daquelas que vem de um vez só com algumas sensações vividas nesses tempos de retrocessos que vivemos”, me explica o cantor e compositor por email. “A maior parte das canções que entraram pro álbum, foram compostas um mês antes de entrar em estúdio. Eu tinha um disco pronto e acabei gravando outro. Então, não tenho ainda muita ideia do que aconteceu, segui meu inconsciente conectado com as entidades que me habitam. Me realizei regravando ‘Ressurreições’ do Jorge Mautner e Paulo Jacobina e trouxe duas músicas do início dos anos 2000, época ia ao cinema com o Júpiter Maçã e estávamos filmando o Apartment Jazz. A gente conversava muito sobre o lance de compor, escutávamos muito som, foi um época que eu compus bastante e aos poucos nos próximos discos, vou trazer sempre uma ou duas músicas das antigas; Esse novo som tem um lance de criar seis músicas em dois dias, bem perto de gravar e mudar todo o roteiro, foi muito natural e ao mesmo tempo instigante.” Delírios Líricos será lançado no final do mês que vem.

Yuksek bateu!

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E o disco novo do produtor francês Yuksek é uma pérola flambada na música brasileira para dançar. Nosso Ritmo, escrito assim mesmo em português, segue as obsessões do produtor, que ainda habita o terreno da disco music e sua transformação em house entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80. E então ele começa a investigar os paralelos brasileiros desta mesma sonoridade na época e nos convida a um mergulho em uma irresistível pista de dança, que mesmo com o 4 x 4 do beat característico do produtor, consegue absorver texturas e levadas típicas do funk samba e do samba soul do mesmo período (ele menciona nominalmente Marcos Valle, Gilberto Gil e Di Melo) – e convida vários compadres para juntar-se ao disco, entre eles Breakbot (que ao lado de Irfane protagoniza um dos melhores momentos do disco, a deliciosa “Only Reason”), Zombie Zombie, Confidence Man, Jean-Sylvain de Juveniles, Polo & Pan, entre outros.

Mas três momentos específicos têm brasileiros na mistura e são presenças decisivas. Dois deles – minha favorita “Bateu”, que foi lançada como single em 2017, e “Corcovado” – contam com o apoio preciso da dupla Fatnotronic, composta por Rodrigo Gorky e Philip A. O terceiro momento é a releitura de “Mais Kriola”, do saudoso Hélio Matheus. Discaço.

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O artista digital tcheco Filip Hodas é tão fissurado em fazer crânios no computador que resolveu deixar sua imaginação fluir ao cogitar versões esqueléticas de nossos desenhos animados favoritos. Originalmente, como ele conta em seu portfólio online, onde exibe a exposição Cartoon Fossils, ele queria expor personagens como Popeye, Tio Patinhas, Pateta e Bob Esponja como se fossem esqueletos de dinossauros, mas alguns não eram tão reconhecíeis, então ele resolver acrescentar acessórios dos personagens para facilitar o reconhecimento dos mesmos.

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Tem mais lá na página do Behance dele, onde ele também comenta sobre o processo de criação desas figuras.

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Jenny Lee, baixista do grupo californiano Warpaint, grava uma deliciosa versão para “I’m So Tired” da clássica banda de hardcore de Washington Fugazi. Derreta comigo…

A versão é parte de um vinil de edição limitada que ela lança no Record Store Day deste ano, no mês que vem – e o lado B do single é uma versão para “Some Things Last a Long Time”, do Daniel Johnston, que ainda não apareceu online… Mas imagina…

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A Polysom está fazendo um belo favor à música brasileira e tem relançado sistematicamente parte importante da discografia do mestre baiano Tom Zé em vinil. Depois da estreia A Grande Liquidação (1968), Todos os Olhos (1973), Estudando o Samba (1975), Correio da Estação do Brás (1978) e Se o Acaso é Chorar (1972), a fábrica de vinis carioca quase encerra a primeira parte da discografia do guru com este segundo álbum (lançado com encarte original, que traz um protesto contra a prefeitura de São Paulo, cobrando uma dívida pelo uso da música “São São Paulo”), deixando de fora apenas Nave Maria, de 1984, que é o disco que falta para completar a safra de Tom antes dele ser descoberto por David Byrne no início dos anos 90. O disco de 1970 traz hits do compositor como “Jimmy Renda-se” e “Qualquer Bobagem” e foi criado dentro de exercícios que ele colocava em prática em sua Escola Popular Sofisti-Balacobaco – Muito Som e Pouco Papo.

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A banda paulista Stratus Luna, conhecida por caminhar na fronteira do rock progressivo com o jazz fusion, abre o mês de março da Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga, dia 6, fazendo sua primeira apresentação de 2020. Formado por Gabriel Golfetti (baixo e teclado), Giovanni Santhiago Lenti (bateria) e os irmãos Gustavo Santhiago (teclados e flauta) e Ricardo Santhiago (guitarra e lap steel), o quarteto começou o ano envolvido na criação de seu segundo álbum, depois do disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, que foi recebido pela crítica internacional. Por isso, além de faixas do primeiro álbum, eles também prometem algumas surpresas… (mais informações aqui)

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O casal psicodélico californiano Aaron Coyes e Indra Dunis (“A.C.I.D.”, como eles brincam) vem preparando o terreno para lançar o primeiro disco de seu projeto dance dub Peaking Lights pela gravadora holandesa Dekmantel. Escape é o primeiro lançamento da dupla desde o ótimo The Fifth State of Consciousness, de 2017, e as duas faixas que eles já mostraram – “Soft Escape” e “EVP” – levam o som para uma dimensão mais sintética e menos ensolarada que seus trabalhos anteriores.

Escape será lançado em maio, já está em pré-venda, e sua caixa e ordem das faixas vem a seguir:

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“Dharma”
“Peace”
“EVP”
“The Dammed”
“The Caves”
“Soft Escape”
“Eyes Alive”
“Innerterrestrial”
“Dreams”
“Silver Clouds”
“Enchanted Sea”
“Traffic”
“Change Always Comes”