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Loki

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Um dos principais repórteres do Brasil atualmente, Matias Maxx é também um dínamo de produção contracultural e um ímã de malucos e histórias hilárias. Encerrando um ciclo com a quarentena, quando fechou as portas da lendária La Cucaracha, a primeira head shop do Rio de Janeiro, ele refaz sua trajetória desde os primórdios da web no século passado, passando pelo seu apreço pela América Latina, suas conexões com o submundo do quadrinho brasileiro e suas coberturas de guerrilha dos protestos da década passada – entre várias reflexões sobre jornalismo, cultura e seus próximos projetos.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo. Além do Matias, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, Ana Frango Elétrico, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Pablo Miyazawa, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.

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Morre um dos alicerces da música eletrônica, o norte-americano Simeon Coxe, fundador do grupo Silver Apples. Foi um dos primeiros nomes a fazer música usando apenas sintetizadores, ao criar um instrumento que empilhava nove osciladores de áudio com noventa e seis botões para regular o som, que era tocado ao vivo, sem nada pré-gravado. O grupo, formado por Simeon e pelo baterista Danny Taylor, foi uma sensação rápida no final dos anos 60, embora tenha vendido poucos discos e tenha sido forçado a se aposentar mais cedo após ter sido processado por uma companhia aérea, ao copiar seu logo na capa de seu segundo disco. A dupla foi redescoberta nos anos 90 e, mesmo após Simeon sofrer um acidente que quase o tornou inválido, conseguiu retomar as atividades e gravar mais discos. Ele morreu em casa, vítima de uma condição pulmonar que já o acompanhava há tempos.

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Papisa está preparando um EP de remixes para fechar o ciclo de seu primeiro álbum, Fenda, e chamou sua turma para desconstruir o disco faixa a faixa. Entre as convidadas estão Tati Lisbon, Larissa Conforto, Vivian Kuczyncski, Theo Charbel, entre outros, além do remix que a senhorita My Magical Glowing Lens, a capixaba Gabriela Terra, que dá início aos trabalhos com o remix de “Semente”, que Gabi já estava fazendo quando Papisa a convidou, e leva a música da paulista para uma fronteira imaginária entre o dub e Índia, numa viagem pesada em câmera lenta.

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Colhendo os frutos do trabalho dos últimos anos, quando lançaram livro e filme, os Beastie Boys apresentam a segunda coletânea de sua carreira, mais enxuta e direto nos hits do que a primeira, a coletânea dupla
Beastie Boys Anthology: The Sounds of Science, lançada no fim do século passado. Beastie Boys Music resume três décadas de carreira em 20 faixas certeiras. Beastie Boys Music chega em CD simples e em vinil duplo, além das plataformas de streaming, no fim de outubro – e as pré-vendas já começaram.

“So What’Cha Want”
“Paul Revere”
“Shake Your Rump”
“Make Some Noise”
“Sure Shot”
“Intergalactic”
“Ch-Check It Out”
“Fight For Your Right”
“Pass The Mic”
“Don’t Play No Game That I Can’t Win”
“Body Movin’”
“Sabotage”
“Hold It Now, Hit It”
“Shadrach”
“Root Down”
“Brass Monkey”
“Get It Together”
“Jimmy James”
“Hey Ladies”
“No Sleep Till Brooklyn”

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Antes de se chamar The Man Who Sold the World, o disco que David Bowie gravou no final de 1970 por pouco não chamou-se Metrobolist, uma homenagem do lorde do pop queria fazer ao clássico filme de Fritz Lang, Metrópolis (1927). A capa também era bem diferente da imagem de Bowie posando com um vestido em frente a cartas de um baralho espalhadas pelo chão. Como o disco completa meio século este ano, está sendo relançado com seu título e capa originais – uma ilustração pop e bizarra de Mike Weller, que ainda traz a capa dupla com variações da foto que foi parar na capa da versão definitiva. O disco marca o início da colaboração de Bowie com o guitarrista Mick Ronson e o início da série de discos irrepreensíveis que ele fez até o início da década seguinte, marcando os anos 70 como sua década. Metrobolist ainda foi remasterizado pelo produtor Tony Visconti, que não quis mexer na faixa “After All”, que considera perfeita na versão que foi lançada na reedição de 2015. Infelizmente, não há extras ou faixas-bônus para o disco, que sairá em edição limitada em vinil e chega ao público no início de novembro (mais informações no site de Bowie).

Foto: Thalita Silva

Foto: Thalita Silva

No próximo dia 6, a dupla Guaxe, formada por Dinho Almeida dos Boogarins e o ex-supercordas Bonifrate, comemora um ano do lançamento de seu primeiro disco, época em que pretendiam já ter feito alguns shows, ainda inéditos, não fosse a pandemia e a quarentena. “Na virada do ano nós estávamos planejando começar a fazer uns shows, o Dinho esteve aqui em Paraty algumas vezes pra ensaiarmos e a coisa vinha ganhando corpo, vinha ficando bem bonita”, lembra Bonifrate. “Pretendíamos lançar o clipe da faixa ‘O Desafio do Guaxe’ logo antes de começar os shows. Daí veio o caos e a Guaxe ao vivo ficou pra sabe-se lá quando”, lamenta, enquanto aproveita o aniversário do lançamento do disco para mostrar o clipe dirigido por Raissa Nosralla e Giuliano Gerbasi em primeira mão no Trabalho Sujo.

“Eles são irmãos extremamente talentosos nas arte do cinema e da fotografia”, continua Pedro, frisando que Raissa também estrela o clipe (bem como o pássaro que batiza a dupla e que aparece na última cena). “Já sou amigo do Giuliano há tempos, ele registrou todo o processo de gravação do último disco dos Supercordas em 2015 num filme que está finalmente pronto e prestes a ser estreado. Raissa também esteve nas gravações e fez umas belas fotos pra gente. Eles mandaram o vídeo de ‘Desafio do Guaxe’ já pronto e foi uma belíssima surpresa.”

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O mestre Thurston Moore lança mais uma música de seu próximo disco By the Fire e “Siren”, com 12 minutos, é tudo que os fãs esperam dele: melodia, notas dissonantes, microfonia, barulho, groove macio, vocais sussurrados e texturas elétricas. Abaixo dá pra ver um trecho do clipe da música, que só pode ser visto na íntegra na página do guitarrista no Bandcamp.

By thg Fire sai em novembro e já está em pré-venda. Além de “Siren” ele já mostrou “Hashish” e “Cantaloupe” e a ordem das faixas é essa:

“Hashish”
“Cantaloupe”
“Breath”
“Siren”
“Calligraphy”
“Locomotives”
“Dreamers Work”
“They Believe In Love [When They Look At You]”
“Venus (instrumental)”

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O clássico grupo de rap Public Enemy anuncia seu próximo disco, o primeiro pela Def Jam em 20 anos, e volta com sangue nos olhos – afinal, 2020. What You Gonna Do When The Grid Goes Down sai no final do mês e reúne Nas, os dois Beastie Boys remanescentes, George Clinton, Ice T, Questlove, Run-DMC, Cypress Hill e muito mais. Acima, a capa do próximo disco (que já está em pré-venda), e abaixo, os dois singles já lançados (“State of the Union (STFU)” e “Fight The Power (2020 Remix)”) e a ordem das faixas do disco, com seus convidados.

“When The Grid Goes Down” ft. George Clinton
“Grid” ft. Cypress Hill and George Clinton
“State of the Union (STFU)” ft. DJ Premier
“Merica Mirror” ft. Pop Diesel
“Public Enemy Number Won” ft. Mike D, Ad-Rock, Run-DMC
“Toxic”
“Yesterday Man” ft. Daddy-O
“Crossroads Burning” (Interlude) ft. James Bomb
“Fight The Power: Remix 2020” ft. Nas, Rapsody, Black Thought, Jahi, YG, Questlove
“Beat Them All”
“Smash The Crowd” ft.. Ice-T, PMD
“If You Can’t Join Em Beat Em”
“Go At It” ft. Jahi
“Don’t Look At The Sky” (Interlude) ft. Mark Jenkins
“Rest In Beats” ft. The Impossebulls
“R.I.P. Blackat”
“Closing: I Am Black” ft. Ms. Ariel

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Estreará na próxima segunda-feira, dia 7, dentro da versão compacta do Festival de Veneza, um dos primeiros festivais de cinema a acontecer fora do formato online, o novo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que dirigiu o já clássico Uma Noite em 67, sobre o terceiro festival da Record. No documentário Narciso em Férias, produzido por Walter Salles, Caetano Veloso lembra da época em que foi preso pela ditadura militar brasileira em 1968, 14 dias após o AI-5 ter sido baixado no final daquele ano. Eis o trailer que acaba de estrear:

O título foi retirado do romance Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald, e já tinha sido utilizado no livro Verdade Tropical, que Caetano escreveu em 1997, e se refere aos 54 dias em que, além de preso, ficou sem se ver no espelho.

boogarins

“Pra mim é tipo o nosso Incesticide, eu inclusive quis chamar de AustIncesticide”, ri o guitarrista Benke Ferraz sobre o recém-lançado disco de sobras que não entraram em seus dois discos mais recentes, Lá Vem a Morte e Sombrou Dúvida, ambos compostos e gravados em uma casa em Austin, no Texas, nas três temporadas entre 2016 e 2018 quando o grupo goiano passou pelos Estados Unidos nos anos passados. A referência à coletânea de músicas soltas que o Nirvana tinha espalhadas e que foram reunidas após o sucesso de Nevermind não faz jus à Manchaca – Volume 1, que ao mesmo tempo em que reúne sobras, demos, ensaios e versões cruas de músicas dos dois discos (além de outras pérolas, como a versão “João 3 Filhos” que Dinho mandou para Ava Rocha eternizar em seu Transa), reforça a importância do período nos EUA para o amadurecimento do grupo como banda. O disco tem esse título tanto porque a casa em que moravam e ensaiavam nos EUA ficava numa rua que tinha este nome (que quer dizer “atrás de” em um idioma nativo norte-americano) e acaba sintetizando uma era na história da banda, principalmente porque esta era foi encerrada abruptamente pela atual pandemia. E não é volume 1 à toa, o guitarrista promete que o 2 sai até novembro. Bati um papo com Benke sobre como esse novo trabalho reflete a maturidade da banda e a importância destes dois discos – e deste material que está vindo à tona agora, que mistura jam sesions, demos, versões caseiras e outtakes.

Quando vocês pensaram em transformar esse material num disco só? Foi antes ou depois da quarentena?
Bem antes. Na verdade estamos devendo o Manchaca desde o natal para o fãs que nos acompanham assiduamente.
Queríamos lançar exclusivo no Bandcamp, sem mexer muito no que estava largado dessas sobras. Só soltar mesmo uma parte daquele material, não queria nem masterizar. Mas quando apresentamos essa primeira versão para o selo OAR, eles sentiram que valia a pena dar um tempo pra aparar algumas arestas e também lançar oficialmente nas plataformas – tinha ficado para abril a princípio, antecipando a turnê que faríamos em maio pela Europa. Nesse tempo fomos melhorando a mix de algumas músicas – e também cavando mais fundo nos arquivos perdidos ali nos HDs, perdendo o pudor de usar algumas canções que julgávamos fazer parte de um próximo disco de estúdio. Enfim, a idéia vem de antes, mas tomou essa forma de arrematar a narrativa dos anos de gravação no Texas com o passar da quarentena.

Vocês lembram por que escolheram essa casa como lugar para ficar em Austin?
Foi tudo um esquema meio clássico de produção, onde não decidimos muito detalhes, só tentamos arquitetar o cenário ideal para produzir algo em meio as turnês longas que teríamos pelos EUA. Um dos sócios da OAR, o selo que lançou todos discos dessa “era Manchaca”, é dono do Space, estúdio onde gravamos em 2017 e 2018 e essa casa ficava ao lado do estúdio, estava recém desabitada e era perfeita. A idéia era usarmos o estúdio nessa primeira ida em 2016, mas acabamos preferindo montar os equipamentos que havíamos alugado pela casa mesmo e mal fomos ao estúdio.

Manchaca só reforça que Lá Vem a Morte e Sombrou Dúvida são parte de um mesmo processo e período. Conte como vocês chegaram a essa sonoridade e como vocês dividiram entre esses dois discos?
Antes mesmo de pensar no processo e no que estávamos vivendo naquele momento, tem o fato de que com as gravações na Manchaca temos os primeiros registros do Ynaiã em estúdio conosco, depois de quase dois anos de estrada, começando em 2016 por esse processo caseiro, onde eu fazia toda engenharia e produzia as sessões. Algumas canções já tinham arranjos com banda, mas a maioria estava pra ser arranjada ali na casa mesmo – então o ritmo era bem espaçado e disperso… Não havia aquela rotina que o prazo de um estúdio te impõe. Gravávamos as guias com um violão ou guitarra, Ynaiã improvisava pelas músicas, eu buscaria ali os loops de bateria legais. Pras canções que pediam mais essa liga de banda poderia rolar deles gravarem juntos, acho que “Foimal” “Corredor Polonês” rolou a base toda com Dinho, Fefel e Yna, mas eu mesmo não acho que cheguei a tocar um take ao vivo ali na casa, só nos improvisos mesmo (como “ASMR Manchaca”).
Ai no ano seguinte, fomos para o SXSW pela segunda vez, e depois do festival – ou antes, hehe – passamos duas semanas no Space, ensaiando de segunda a quinta e gravando de sexta a domingo. Ali estávamos em um estúdio profissional, com um engenheiro profissional, Tim Gerron, que elevou bastante o nível da captação e também abriu as possibilidades pra explorarmos o que desenvolvemos ali na casa, mas dessa vez com todos focados em tocar simplesmente. O processo de lapidar os arranjos, com um engenheiro competente do outro lado da sala, fez a gente poder ter um registro da banda tocando de maneira livre e com uma potência. Sem nos limitar também a ter que trabalhar só com o que foi feito ao vivo, ele podia editar e rearranjar questões estruturais das canções conosco, sem afetar ali as sonoridades orgânicas, uma vez que as performances estavam bem gravadas e tocadas.

Manchaca também revela o processo de criação das músicas, mas vocês veem como um making of, um extra dos dois discos, ou ele é mais do que só uma coletânea?
Com Manchaca percebi que gostamos mesmo de nos esquivar dessas definições, né… Ao mesmo tempo que acho massa demais poder falar que minha banda tem uma coletânea temática, não uma coletânea qualquer de “greatest hits”, hehe. Inventamos um tema, amarramos os pontos e jogamos pro mundo. Assim como foi o Lá Vem a Morte, sendo lançado inicialmente como um “EP longo” e depois se firmou naturalmente, reinvidicando um lugar como terceiro disco de estúdio. O mesmo com o Sombrou, que traz com o nome uma provocação meio escapista e também chegou sem saber se era o terceiro ou quarto disco de estúdio.

Ele também retrata o período de consolidação da banda como quarteto. Quanto tempo vocês tocavam por dia? O quanto vocês tocavam e improvisavam e o quanto trabalhavam na pós-produção, outra característica deste período da banda?
O período da casa, como falei antes, foi bem disperso. A gente tava vindo de turnês bem gratificantes, mas muito cansativas – começamos uma turnê abrindo pro Andrew Bird por casas clássicas dos EUA e eu fui pego por algo tipo zika vírus – não fui pro medico la com medo de ser quarentenado – no segundo show da turnê. Tive febres, dores nas juntas e toquei sentado boa parte desse primeiro mês – o Dinho chegou nessa turnê com diagnóstico de um cisto na garganta. Então a coisa toda de ficarmos na casa tinha um ar de “rehab” também, ter a oportunidade de nos recuperar fisicamente depois de, sei la, 60 shows seguidos ali. A convivência entre nós é sempre boa, mas também pegava pesado ali a saudade de casa, aquela depressão potencializada pela maconha transgênica dos gringos, hehe.
Então não consigo dizer exatamente, tinha dias que não faríamos absolutamente nada, até porque comigo guiando o processo de produção as coisas ficavam muito a cargo dessa pós, né… Muitas vezes era abstrato pro Ynaiã o que seria usado daquilo que ele tocava acompanhando uma guitarrinha que Dinho gravou, etc. Mas também havia noites onde fazíamos improvisos infinitos também, gravando três horas de tocada livre. Em uma dessas saiu a faixa “Manchaca” que encerra o Desvio Onírico, a mesma onde Dinho começou a puxar os versos cantando “Sombra ou Dúvida / Sombrou Dúvida”.

O que vocês têm feito neste período de quarentena?
Tentamos manter um contato constante, até porque a manutenção das finanças é bem delicada num período sem shows, mas felizmente tudo se controlado. Venho mixando/produzindo cada vez mais, mas agora com toda essa movimentação para o Manchaca, já estou me sentindo sobrecarregado, hehe. Quanto aos meus sócios: Dinho não para de compor e de criar bons laços pela música, só durante a quarentena saiu parcerias dele com Tagore, Betina, Kalouv, capaz que esqueci alguma. Fefel vai lançar um disco top com a Alejandra Luciani, num projeto fresquinho ai, chamado Carabobina e o Ynaiã acabou de se mudar pro Rio, voltando pra perto da família e estando mais próximo de conseguir alguma boquinha ali no Projac, pode ser que comece a tocar com a Iza também.