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Loki

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A dupla paulistana Rakta lança “Meia Luz e Meio Eu”, primeira música gravada por Paula Rebellato e Carla Boregas cada uma em sua casa, com bateria de Maurício Takara e com direito a um remix feito pela DJ Malka. A vibe fantasmagórica da nova faixa começa a desenrolar um novo caminho para além do ótimo Falha Comum do ano passado.

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Mesmo evitando o apocalipse em sua primeira temporada, a série Umbrella Academy, inspirada na HQ do vocalista do grupo norte-americano My Chemical Romance Gerald Way e o desenhista brasileiro Gabriel Bá, coloca os irmãos Hargreeves mais uma vez enfrentando o fim do mundo – só que há meio século. A nova temporada mostra que os sete super-heróis voltaram para os anos 60 e que seu novo alvo está ligado ao assassinato do então presidente estadunidense John Kennedy. O trailer da nova temporada, que estreia no próximo dia 31, promete:

Gerald Way aproveitou o anúncio da nova temporada para mostrar a música que compôs para a série, o glam rock “Here Comes the End”, que conta com vocais de Judith Hill. Ficou bem boa.

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Inquieto, o músico Pipo Pegoraro nem esperou o disco que lançou no início do ano passar para voltar a produzir. Sem poder fazer shows para divulgar seu Antropocósmico, ele segue a trilha do jazz funk desbravada neste disco e se reuniu – à distância – com o baterista Bruno Buarque (Céu, Anelis Assumpção, Rockers Control) e o saxofonista Cuca Ferreira (Atônito, Bixiga 70, Corte) com o trombonista canadense Modibo, que conheceu no início do ano, no Winter Jazz Festival, em Nova Iorque. A princípio a faixa seria instrumental, mas o músico estrangeiro mandou letras e vocais lá do norte e a “Want You” ganhou um novo rumo, mixada e masterizada pelo grande Rodrigo Funai, responsável pelo estúdio da Red Bull Station.

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Por mais que o tema e a abordagem não pareça apontar para este lado, a série The Boys, inspirada na HQ de Garth Ennis e Darick Robertson foi uma das melhores leituras sobre o estado da política em 2019, ano de lançamento da primeira temporada, batendo de frente em outras séries que estavam muito mais ligadas a este tema, como Chernobyl, Years and Years ou Handmaid’s Tale. É que a história do grupo de anti-super-heróis temperada com muita violência gráfica não precisa ser levada ao pé da letra para ser compreendida como crítica às transformações culturais desta virada de década. E a segunda temporada parece seguir na mesma toada, abrindo com os protagonistas da série sendo declarados procurados pela polícia no trailer da segunda temporada.

Antes do trailer, o elenco se reuniu em uma videoconferência para anunciar a data de lançamento da nova temporada (dia 4 de setembro) e aproveitou para antecipar os três primeiros minutos do primeiro episódio (que podem ser assistidos a partir de 47:30 no vídeo abaixo).

É só manter o ritmo da primeira temporada que o sucesso é garantido.

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O trio chapado Khruangbin comemora o aniversário de 50 anos do eterno hipster Beck nesta quarta-feira, ao lançar uma versão remix para o funk oitentista “No Distractions“, que ele gravou em seu disco de 2017, Colours, deixando o groove em câmera lenta e toda a vibe bem mais viajandona como o groove do grupo.

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Thurston Moore anunciou seu próximo disco By the Fire – a imagem acima é sua capa – que será lançado no mês de novembro e apresentou o álbum com a pesada “Hashish“. Agora é a vez de ele mostrar a segunda faixa do disco, “Cantaloupe”, em que ele começa ecoando o rugido de seus riffs no Sonic Youth para depois se entregar a um solo rasgado reforçando seu lugar na história do rock clássico.

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Chazwick Bundick, que assina seu nome como Chaz Bear desde 2017, aproveitou a quarentena para desenterrar seu primeiríssimo disco, em versão instrumental que nem chegou a lançar na época. O problema é que as masters do disco se foram quando seu carro foi roubado em 2009 e ele ficou apenas com as bases instrumentais, que resolveu lançar mesmo assim. Causers of This é uma espiada em seu passado chillwave, quando ainda experimentava timbres e beats em seu quarto, longe do deep soul eletrônico que faz atualmente – mas dá pra sacar os elementos sendo germinados ali…

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“Lançar um disco pra mim é como lançar uma garrafa ao mar com uma mensagem dentro: quem vai achar, quem vai ler, é um mistério, um pouco obra do acaso mesmo. Deixo um pouco à mercê das magias e imantações”, ri Joana Queiroz, clarinetista e saxofonista carioca que integra o grupo Quartabê e lança nesta sexta-feira, seu quarto álbum solo, Tempo Sem Tempo. “Os retornos sempre vêm, mesmo que demore, e isto já me dá a sensação de completar um ciclo. Mas acho que desta vez estou um pouco mais disposta a compartilhar, falar sobre, tentar fazer chegar um pouco mais. No geral faço discos porque sinto que tenho que fazer, pra estar neste estado de criação, mas não sei me colocar muito em estado de ‘divulgação’. Por outro lado é algo importante, comunicar, dialogar, partilhar. Também tem a ver com vento né.”

Gravado ao lado do irmão Bruno Qual, que também produz o disco, Tempo Sem Tempo está pronto desde o ano passado, conta com participações dos bateristas e percussionistas Sergio Krakowski, Domenico Lancellotti e Mariá Portugal (esta última também integrante do Quartabê) e ressalta um lado intimista e introspectivo de sua musicalidade, ai mesmo tempo angular e doce, principalmente por colocar-se quase sozinha em primeiro plano, como dá pra perceber na faixa dupla “Beira de Rio, Beira de Mar””/”Jóia” (esta última de Caetano Veloso), que ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. E não estranha quando comparo o disco com o momento que estamos atravessando nesta estranha quarentena.

“Acho que por ser um álbum intimista, que tem algo bem etéreo, quase místico, ele talvez faça mais sentido neste momento em que todes estamos olhando pra dentro, com mais calma e atenção, do que na correria desenfreada em que estávamos há pouco tempo atrás”, ela explica. “A música pra mim é sempre esta tentativa de sair do caos e olhar pra dentro, respirar – embora o caos também seja bem vindo. Ir pra outros lugares. É um disco que pode trazer calma, acolhimento, como uma meditação. Quis mergulhar mesmo nesta intimidade, é um disco bem pessoal, tem a ver com solidão sim, ou talvez mais com solitude. Isto foi intencional na forma, as músicas e arranjos foram pensados para que eu pudesse apresentá-las sozinha, mas o conteúdo não, foi o que surgiu naturalmente.”

O trabalho também aproximou-a do irmão, velho parceiro que trouxe pela primeira vez para disco seu. “Já fizemos várias coisas juntes ao vivo, e ele trouxe muitas referências deste universo pra mim, lá desde a nossa adolescência”, ela continua. “Mas nunca tínhamos trabalhado juntes num disco e foi uma experiência muito legal. Nos entendemos rápido em relação ao que as músicas precisavam, e ele foi muito assertivo nas suas contribuições. Fluiu super bem. E estamos fazendo um outro disco juntos já, de duo, baseado em sessões de improvisação que fizemos no início deste ano.”

Aproveito para perguntar como tem sido sua quarentena e ela começou justamente bem introspectiva. “Nas primeiras semanas da quarentena mergulhei totalmente pra dentro, foi uma fase intensa e bem importante pra processar este momento do mundo, e conseguir me situar nele. Apesar de todos os lados trágicos, acho que estava mesmo precisando desse respiro, poder rever e resgatar muita coisa.”

“Depois comecei um ciclo bem interessante de conexões, fazendo muita aula de Kinomichi pelo zoom – o que me salva muito – e dando aulas também, o que tem sido surpreendentemente incrível pra mim. Há muito tempo não dava aulas porque não parava de viajar, mas estava sentindo muito esta necessidade de compartilhar, de pensar junto sobre os processos de aprendizagem”, continua Joana. Ela não tem nada marcado sobre shows por enquanto, mas não quer deixar o assunto de lado, mesmo que online. “O disco foi justamente pensado para me apresentar sozinha e é um formato que se encaixa bem nesta possibilidade atual de lives caseiras”, conclui.

Mas não é só isso: Joana ainda tem planejado coisas com o Quartabê, às vésperas de completar seis anos. “Já tínhamos começado a criar nosso próximo projeto, que é o EP com canções do Dorival, vamos ver se achamos uma maneira de retornar a isto”, lembra. “Mas não estamos com pressa não, cada uma está nos seus processos individuais também, mexendo em muita coisa.” E conclui apontando para outros trabalhos futuros: “Uma coisa legal é que tive uma proposta de fazer mais um disco pro selo japonês com o qual trabalho, Spiral, só de canções. Então até o fim do ano vou estar bem dedicada a isto também. Tenho um duo com o Rafael Martini que estamos tentando manter na ativa à distância, e estou compondo em parceria com outro amigo pianista, o argentino Sebastian Macchi. A gente vai reinventando as conexões, é difícil não ter a presença física, não tocar, abraçar, ouvir ali de pertinho, receber os amigos, sentir o público junto. Mas tem muita coisa acontecendo, e muitas revoluções internas também.”

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O mago cineasta chileno Alejandro Jodorowsky volta ao cinema com o documentário Psychomagic, a Healing Art, seu primeiro filme em décadas. Nele, o autor dos clássicos psicodélicos El Topo (1970) e A Montanha Mágica (1973) conta sobre suas experiências com a cura espiritual e o cinema, e será exibido em primeira mão através do canal de streaming Alamo on Demand, no dia 7 de agosto. Na semana anterior, a partir do dia 1°, o canal começa uma retrospectiva sobre o diretor. Abaixo, Jodorowsky conta sobre o tema de seu filme, em entrevista ao canal Euronews.

Psychomagic também estará incluso na caixa The Alejandro Jodorowsky: 4K Restoration Collection, que incluirá seus clássicos, vários extras e chegará ao público no dia 21 de agosto – as pré-vendas já estão sendo feitas.

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Além dos três filmes mencionados, a caixa ainda trás o primeiro filme de Alejandro, Fando y Lis (1967), o curta Le Cravate (1957), as respectivas trilhas sonoras, entrevistas inéditas e um guia de A a Z para A Montanha Mágica.

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Energy está vindo aí e os irmãos Howard e Guy Lawrence estão preparando o terreno direitinho para consolidar o nome de seu grupo Disclosure como um dos principais da pista de dança deste século – mesmo que os tempos de quarentena tirem esse gostinho da gente. “My High”, o novo single deste novo álbum que chega em agosto, é a primeira incursão da dupla no hip hop, quando chamaram os MCs ingleses Slowthai e Aminé para aditivar ainda mais uma música naturalmente frenética. E o hilário clipe gravado antes de entrarmos em quarentena ajuda a aumentar a expectativa…