Num universo paralelo em que não houve a pandemia do coronavírus, Letrux conseguiu lançar seu segundo disco Aos Prantos com shows épicos e teatrais, elevando o nível dos já catárticos shows do primeiro álbum para um patamar ainda mais classudo. Infelizmente não vamos ver estes shows tão cedo, mas ela aos poucos começa a mostrar o universo que imaginava habitar o novo álbum com o clipe de “Vai Brotar”, segundo vídeo de Aos Prantos, que vai para além do clima de quarentena do primeiro (“Eu Estou Aos Prantos“, lançado em maio) e que mexe tanto com elementos da natureza quanto com um imaginário ao mesmo tempo fantástico e fashionista. Será que ela vai seguir o disco desta forma audiovisual?
A primeira live que Caetano Veloso fez serviu de inspiração para que eu e Dodô Azevedo falássemos sobre a luz que o velho baiano joga sobre nossa cultura e a importância desta transmissão ao vivo a partir de diferentes contextos – desde a estante à família, da direção à duração, do repertório à Paula Lavigne -, em mais uma DM gigantesca. Isso sem contar o Superbug!
O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?
Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.
“E eu pintava um belo quadro com mostarda e ketchup enquanto comia as batatinhas”: A cantora e compositora carioca acaba de anunciar seu primeiro livro Escoliose: Paralelismo Miúdo, que reúne seus poemas, gravuras e ilustrações feitos entre 2015 e 2019, que será lançado pela editora Garupa em setembro e já está em pré-venda. O livro já estava previsto desde o início do ano e materializou-se agora por conta da quarentena, que obrigou Ana a adiar planos sobre shows (ela que iria passear pela Europa no primeiro semestre, colhendo os frutos de seu ótimo Little Electric Chicken Heart, um dos melhores discos do ano passado). Heloísa Buarque de Hollanda escreve no posfácio que “Trata-se de uma poesia com outro DNA geracional, um DNA quase insolente, que, partindo radicalmente para o testemunho pessoal e localizado, desmistifica toda e qualquer aura da poesia (pelo menos aquela dos nobres tempos dos cânones masculinos) em prol da liberação de uma fala corporal, libertária”. A Ana é foda, sabemos.
Mais uma reunião de condomínio dOEsquema e partimos do assunto capitalismo para falarmos sobre bilionários, segurança pública, a culpa da imprensa brasileira, empreendedorismo e chanchadas, a vinda do crentistão, crise climática, planos de dominação mundial vilanescos, a compra do próprio imóvel, a cultura dos memes e a subversão da desobediência civil. Mas calma que o papo flui bem.
A banda madrilenha Hinds faz uma versão apaixonada e largada para um dos hits do London Calling, “Spanish Bombs”. Ficou demais!
O guitarrista Dinho Almeida, dos Boogarins, foi convidado pela banda instrumental pernambucana Kalou para assumir os vocais de seu novo single “Talho”, gravado em comemoração aos 10 anos do grupo, que também marca a última participação do guitarrista Saulo Mesquita, que saiu para dedicar-se a outros projetos, como integrante da banda. É a primeira música da banda registrada oficialmente a ter letra e vocais.
O novo filme da hipster que todos amamos Miranda July, Kajilloinaire, tem estreia prevista para o próximo mês e acompanha um casal de picaretas (vividos por Richard Jenkins e Debra Winger) que treinou sua filha (nossa querida Dolores de Westworld, Evan Rachel Wood) para ser uma exímia golpista, mas a vida deles muda com a entrada de uma personagem vivida por Gina Rodriguez. É claro que só o anúncio de mais algo produzido por July (seja filme, disco, exposição, blog) merece atenção, mas como ela ainda conseguiu chamar Angel Olsen para cantar uma versão deslumbrante de “Mr. Lonely“, a gélida balada que Bobby Vinton lançou em 1964, no trailer, tocada ao lado de Emile Mosseri, o compositor do filme, as coisas ficam ainda mais sérias…
Escolhemos a morte como o assunto da vez – e cogitamos o que pode acontecer quando uma geração de ídolos nascidos na década da Segunda Guerra Mundial. Isso é gancho para falarmos sobre deseducação, capitalismo estrutural, a nova velhice e o legado da cineasta belga.
Lou Reed passou os anos 80 queimando seu filme com discos irregulares e produções que não tinham nada a ver com a sonoridade que consolidou com sua clássica banda, o Velvet Underground, e em sua primeira década como artista solo. Mas ao chegar no final daquele período, ele finalmente se redimiu lançando um disco batizado com o nome de sua cidade. New York o reabilitou em 1989 e a partir deste álbum, que agora ganha tratamento de luxo graças à gravadora Rhino, ele pode retomar seus trabalhos com dignidade.
Na nova edição, que comemora 30 anos do disco com um ano de atraso, New York vem como uma caixa com três CDs, um DVD e um vinil duplo – a primeira vez que o disco é lançado em vinil 180 gramas. O DVD traz várias faixas do disco em apresentações ao vivo, enquanto os CDs dividem-se em uma remasterização do disco feita este ano, outra versão ao vivo de New York com versões diferentes das apresentadas no DVD e um CD só com raridades, demos e outtakes do período. A única coisa que não dá pra perdoar Lou Reed nessa época é o mullet – mas tudo bem.
New York: Deluxe Edition será lançado em setembro e as pré-vendas já estão ativas – quem comprar o pacote agora ainda ganha uma versão em cassete do disco.
CD1: Original Album (2020 Remaster)
“Romeo Had Juliette”
“Halloween Parade”
“Dirty Blvd.”
“Endless Cycle”
“There Is No Time”
“Last Great American Whale”
“Beginning Of A Great Adventure”
“Busload Of Faith”
“Sick Of You”
“Hold On”
“Good Evening Mr. Waldheim”
“Xmas In February”
“Strawman”
“Dime Store Mystery”
CD2: “New York” – Live
“Romeo Had Juliette”
“Halloween Parade”
“Dirty Blvd.”
“Endless Cycle”
“There Is No Time”
“Last Great American Whale”
“Beginning Of A Great Adventure”
“Busload Of Faith”
“Sick Of You”
“Hold On”
“Good Evening Mr. Waldheim”
“Xmas In February”
“Strawman”
“Dime Store Mystery”
CD3: Works In Progress/Singles/Encore
“Romeo Had Juliette (7” Version)”
“Dirty Blvd. (Work Tape)”
“Dirty Blvd. (Rough Mix)”
“Endless Cycle (Work Tape)”
“Last Great American Whale (Work Tape)”
“Beginning Of A Great Adventure (Rough Mix)”
“Busload Of Faith (Solo Version)”
“Sick Of You (Work Tape)”
“Sick Of You (Rough Mix)”
“Hold On (Rough Mix)”
“Strawman (Rough Mix)”
“The Room (Non-LP Track)”
“Sweet Jane (Live Encore)”
“Walk On The Wild Side (Live Encore)”
DVD
“Romeo Had Juliette”
“Halloween Parade”
“Dirty Blvd.”
“Endless Cycle”
“There Is No Time”
“Last Great American Whale”
“Beginning Of A Great Adventure”
“Busload Of Faith”
“Sick Of You”
“Hold On”
“Good Evening Mr. Waldheim”
“Xmas In February”
“Strawman”
“Dime Store Mystery”
“A Conversation with Lou Reed” (apenas áudio)
Vinil
Lado A
“Romeo Had Juliette”
“Halloween Parade”
“Dirty Blvd.”
“Endless Cycle”
Lado B
“There Is No Time”
“Last Great American Whale”
“Beginning of a Great Adventure”
Lado C
“Busload of Faith”
“Sick of You”
“Hold On”
“Good Evening Mr. Waldheim”
Lado D
“Xmas In February”
“Strawman”
“Dime Store Mystery”










