Robert Smith entra no time de colaboradores do projeto Song Machine, que já conta com outros convidados ilustres como Slowthai, Beck, Elton John, Kano, St. Vincent, Peter Hook e Georgia, entre outros, com a faixa que batiza o primeiro volume, ou melhor, temporada, desta empreitada. No clipe da simpática “Strange Timez”, Smith aparece como a lua e a compilação das faixas que o grupo de desenho animado está lançando desde o início do ano, chamada Song Machine: Season One – Strange Timez, foi anunciada para chegar ao público no dia 23 de outubro.
Na paralela, Smith anunciou no programa de rádio de Steve Lamacq na BBC 6 que terminou o disco novo do Cure, o primeiro em doze anos, já que o último, 4:13 Dream, foi lançado em 2008 (!). “Eu realmente sinto muito por quem tinha planos para esse ano, tem sido um desastre”, contou o líder do Cure na entrevista. “Da minha própria perspectiva, foi ótimo porque já fizemos muita coisa no ano passado. Esse ano tem sido – não só um ano – completamente estranho”, concluiu. Não custa lembrar que ainda em fevereiro, antes de entrar na quarentena, ele anunciou que o Cure já tinha “dois álbuns gravados e uma hora inteira de ruído“. E a sensação de que ele pode estar vindo com mais um disco do calibre de Pornography, Disintegration e Bloodflowers? Sabe como é o Cure na virada de décadas…
A banda psicodélica paulistana Applegate me convidou para conversar com eles em mais um episódio de sua sessão Fluir, que acontece nesta quinta, às 21h, em sua conta no Instagram – aparece lá. Tá aqui o papo com o Rafa, um dos guitarristas da banda.
Um dos principais repórteres do Brasil atualmente, Matias Maxx é também um dínamo de produção contracultural e um ímã de malucos e histórias hilárias. Encerrando um ciclo com a quarentena, quando fechou as portas da lendária La Cucaracha, a primeira head shop do Rio de Janeiro, ele refaz sua trajetória desde os primórdios da web no século passado, passando pelo seu apreço pela América Latina, suas conexões com o submundo do quadrinho brasileiro e suas coberturas de guerrilha dos protestos da década passada – entre várias reflexões sobre jornalismo, cultura e seus próximos projetos.
O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo. Além do Matias, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, Ana Frango Elétrico, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Pablo Miyazawa, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.
Morre um dos alicerces da música eletrônica, o norte-americano Simeon Coxe, fundador do grupo Silver Apples. Foi um dos primeiros nomes a fazer música usando apenas sintetizadores, ao criar um instrumento que empilhava nove osciladores de áudio com noventa e seis botões para regular o som, que era tocado ao vivo, sem nada pré-gravado. O grupo, formado por Simeon e pelo baterista Danny Taylor, foi uma sensação rápida no final dos anos 60, embora tenha vendido poucos discos e tenha sido forçado a se aposentar mais cedo após ter sido processado por uma companhia aérea, ao copiar seu logo na capa de seu segundo disco. A dupla foi redescoberta nos anos 90 e, mesmo após Simeon sofrer um acidente que quase o tornou inválido, conseguiu retomar as atividades e gravar mais discos. Ele morreu em casa, vítima de uma condição pulmonar que já o acompanhava há tempos.
Papisa está preparando um EP de remixes para fechar o ciclo de seu primeiro álbum, Fenda, e chamou sua turma para desconstruir o disco faixa a faixa. Entre as convidadas estão Tati Lisbon, Larissa Conforto, Vivian Kuczyncski, Theo Charbel, entre outros, além do remix que a senhorita My Magical Glowing Lens, a capixaba Gabriela Terra, que dá início aos trabalhos com o remix de “Semente”, que Gabi já estava fazendo quando Papisa a convidou, e leva a música da paulista para uma fronteira imaginária entre o dub e Índia, numa viagem pesada em câmera lenta.
Colhendo os frutos do trabalho dos últimos anos, quando lançaram livro e filme, os Beastie Boys apresentam a segunda coletânea de sua carreira, mais enxuta e direto nos hits do que a primeira, a coletânea dupla
Beastie Boys Anthology: The Sounds of Science, lançada no fim do século passado. Beastie Boys Music resume três décadas de carreira em 20 faixas certeiras. Beastie Boys Music chega em CD simples e em vinil duplo, além das plataformas de streaming, no fim de outubro – e as pré-vendas já começaram.
“So What’Cha Want”
“Paul Revere”
“Shake Your Rump”
“Make Some Noise”
“Sure Shot”
“Intergalactic”
“Ch-Check It Out”
“Fight For Your Right”
“Pass The Mic”
“Don’t Play No Game That I Can’t Win”
“Body Movin’”
“Sabotage”
“Hold It Now, Hit It”
“Shadrach”
“Root Down”
“Brass Monkey”
“Get It Together”
“Jimmy James”
“Hey Ladies”
“No Sleep Till Brooklyn”
Antes de se chamar The Man Who Sold the World, o disco que David Bowie gravou no final de 1970 por pouco não chamou-se Metrobolist, uma homenagem do lorde do pop queria fazer ao clássico filme de Fritz Lang, Metrópolis (1927). A capa também era bem diferente da imagem de Bowie posando com um vestido em frente a cartas de um baralho espalhadas pelo chão. Como o disco completa meio século este ano, está sendo relançado com seu título e capa originais – uma ilustração pop e bizarra de Mike Weller, que ainda traz a capa dupla com variações da foto que foi parar na capa da versão definitiva. O disco marca o início da colaboração de Bowie com o guitarrista Mick Ronson e o início da série de discos irrepreensíveis que ele fez até o início da década seguinte, marcando os anos 70 como sua década. Metrobolist ainda foi remasterizado pelo produtor Tony Visconti, que não quis mexer na faixa “After All”, que considera perfeita na versão que foi lançada na reedição de 2015. Infelizmente, não há extras ou faixas-bônus para o disco, que sairá em edição limitada em vinil e chega ao público no início de novembro (mais informações no site de Bowie).
No próximo dia 6, a dupla Guaxe, formada por Dinho Almeida dos Boogarins e o ex-supercordas Bonifrate, comemora um ano do lançamento de seu primeiro disco, época em que pretendiam já ter feito alguns shows, ainda inéditos, não fosse a pandemia e a quarentena. “Na virada do ano nós estávamos planejando começar a fazer uns shows, o Dinho esteve aqui em Paraty algumas vezes pra ensaiarmos e a coisa vinha ganhando corpo, vinha ficando bem bonita”, lembra Bonifrate. “Pretendíamos lançar o clipe da faixa ‘O Desafio do Guaxe’ logo antes de começar os shows. Daí veio o caos e a Guaxe ao vivo ficou pra sabe-se lá quando”, lamenta, enquanto aproveita o aniversário do lançamento do disco para mostrar o clipe dirigido por Raissa Nosralla e Giuliano Gerbasi em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Eles são irmãos extremamente talentosos nas arte do cinema e da fotografia”, continua Pedro, frisando que Raissa também estrela o clipe (bem como o pássaro que batiza a dupla e que aparece na última cena). “Já sou amigo do Giuliano há tempos, ele registrou todo o processo de gravação do último disco dos Supercordas em 2015 num filme que está finalmente pronto e prestes a ser estreado. Raissa também esteve nas gravações e fez umas belas fotos pra gente. Eles mandaram o vídeo de ‘Desafio do Guaxe’ já pronto e foi uma belíssima surpresa.”
O mestre Thurston Moore lança mais uma música de seu próximo disco By the Fire e “Siren”, com 12 minutos, é tudo que os fãs esperam dele: melodia, notas dissonantes, microfonia, barulho, groove macio, vocais sussurrados e texturas elétricas. Abaixo dá pra ver um trecho do clipe da música, que só pode ser visto na íntegra na página do guitarrista no Bandcamp.
By thg Fire sai em novembro e já está em pré-venda. Além de “Siren” ele já mostrou “Hashish” e “Cantaloupe” e a ordem das faixas é essa:
“Hashish”
“Cantaloupe”
“Breath”
“Siren”
“Calligraphy”
“Locomotives”
“Dreamers Work”
“They Believe In Love [When They Look At You]”
“Venus (instrumental)”
O clássico grupo de rap Public Enemy anuncia seu próximo disco, o primeiro pela Def Jam em 20 anos, e volta com sangue nos olhos – afinal, 2020. What You Gonna Do When The Grid Goes Down sai no final do mês e reúne Nas, os dois Beastie Boys remanescentes, George Clinton, Ice T, Questlove, Run-DMC, Cypress Hill e muito mais. Acima, a capa do próximo disco (que já está em pré-venda), e abaixo, os dois singles já lançados (“State of the Union (STFU)” e “Fight The Power (2020 Remix)”) e a ordem das faixas do disco, com seus convidados.
“When The Grid Goes Down” ft. George Clinton
“Grid” ft. Cypress Hill and George Clinton
“State of the Union (STFU)” ft. DJ Premier
“Merica Mirror” ft. Pop Diesel
“Public Enemy Number Won” ft. Mike D, Ad-Rock, Run-DMC
“Toxic”
“Yesterday Man” ft. Daddy-O
“Crossroads Burning” (Interlude) ft. James Bomb
“Fight The Power: Remix 2020” ft. Nas, Rapsody, Black Thought, Jahi, YG, Questlove
“Beat Them All”
“Smash The Crowd” ft.. Ice-T, PMD
“If You Can’t Join Em Beat Em”
“Go At It” ft. Jahi
“Don’t Look At The Sky” (Interlude) ft. Mark Jenkins
“Rest In Beats” ft. The Impossebulls
“R.I.P. Blackat”
“Closing: I Am Black” ft. Ms. Ariel









