A dupla Body Music, que conta com o Rapture Vito Roccoforte na formação, põe todo mundo pra dançar com o single de “Head in the Clouds”, inspirado no mestre Roy Ayers.
Não dá pra ficar parado!
Depois de muita espera, a banda paulistana In Venus começa a mostrar seu segundo álbum, sucessor do ótimo Ruína, lançado em 2017. E Sintoma, anunciado para o início do ano que vem (e já em pré-venda pela gravadora No Gods No Masters), começa a se mostrar com o clipe filmado em VHS da faixa “Ansiedade”, uma das dez novas canções anunciadas, que vai para além da seara gótica que a banda já dominava. Rumo aos extremos noise do pós-punk, a banda entrelaça vocais berrados, riffs frenéticos, afinações dissonantes, bateria bate-estaca e visão distópica de mundo, ecoando uma versão curta e barulhenta de um 2020 claustrofóbico.
Em uma participação remota feita para o programa da radialista inglesa Annie Mac na BBC, Kevin Parker fez seu Tame Impala a revisitar o hit “Say It Right” de Nelly Furtado, em mais uma deliciosa versão ipsis literis que o prodígio australiano faz para hits do R&B contemporâneo.
E ele sempre manda bem…
Desde o final do ano passado Billie Eilish vem ameaçando seu segundo álbum mostrando aos poucos músicas novas: primeiro foi a melancólica “Everything I Wanted”, que seguiu-se da suntuosa “No Time to Die”, tema do próximo filme de James Bond, para finalmente chegar à balada “My Future”. Em comum, as três músicas encontravam-na mais reservada, mais séria e de alguma forma introspectiva, mas finalmente ela mostra que a Billie que encantou o mundo ano passado segue firme, ao apresentar o single – e o clipe – de “Therefore I Am” nesta quinta-feira.
Sozinha num shopping center (a Glendale Galleria, um dos maiores shoppings de Los Angeles), ela diverte-se sozinha, passando por cima de balcões, surrupiando comida e dominando o cenário como se fizesse uma metáfora para a invasão que fez ao showbusiness no ano passado. A letra encerra um pé na bunda com estilo e o clipe, filmado em uma noite, com um iPhone, reforça que ela só precisa dela mesma para seguir galgando rumo ao topo do pop.
O produtor inglês Sam Shepherd, o nome por trás da grife eletrônica Floating Points, remixou “Fair Chance”, que o músico norte-americano Thundercat compôs em homenagem ao falecido rapper Mac Miller em seu disco mais recente, It Is What It Is, e o resultado, graças a um grauzinho esperto dado por sintetizadores precisos, leva a faixa, que ainda tem participação de Lil B e Ty Dolla $ign para outra dimensão. Sente só:
Suave…
Mank vem aí – o primeiro filme de David Fincher em seis anos, em que ele filma um roteiro escrito por seu pai sobre o roteirista que ajudou Orson Welles a revolucionar o cinema em Cidadão Kane. E o personagem-título do bon-vivant Herman J. Mankiewicz é vivido por ninguém menos que Gary Oldman. Uma confluência de talentos que inspirou a edição desta semana do Cine Ensaio, em que eu e André Graciotti conversamos sobre a importância do filme original, a grandeza de seus diretor e ator e a expectativa para este que pode ser um dos grandes filmes deste magro 2020 cinematográfico.
Robert Fripp, o líder do King Crimson, entregou-se aos devaneios de sua esposa, a cantora Toyah Willcox, e juntos os dois vêm passando a quarentena experimentando possibilidades no YouTube – mas neste Halloween chegaram ao ponto mais crítico até agora, quando misturaram uma versão apenas em que Fripp toca em sua Les Paul com o rosto e o braço coberto de tatuagens temporárias a clássica “Paranoid” do Black Sabbath enquanto Toyah, do outro lado de uma grade (seria uma cadeia ou um cofre?) canta a canção numa performance memorável.
Atualização: E olha essa versão para “Whole Lotta Love” (que no final vira “Kashmir”) e um chicote que eles fizeram no domingo…
Os dois vídeos são chamados de “Sunday Lockdown Lunch” – o almoço de domingo do enclausuramento e, pelo jeito, isso vai longe, hein… Tomara!
A versão virtual do festival espanhol Bilbao BBk Live aconteceu em junho desse ano, mas esse set do DJ catalão John Talabot é eterno…
Um abuso, dizaê. Que mestre.
O mestre Itamar Assumpção ressurge na póstuma “Beleléu Via Embratel”, faixa produzida por sua filha Anelis, que traz participações de nomes como Liniker, Vange Milliet e Tata Fernandes nos vocais de apoio, com Paulo Le Petit no baixo e Luiz Chagas na guitarra (ambos integrantes de sua clássica Isca de Polícia), Marquinho Costa na bateria e Edy Trombone no instrumento de sua alcunha. A faixa, originalmente composta para o festival MPB-Shell de 1981, nunca teve registro oficial e essa ressurreição também anuncia o tão aguardado MU.ITA, o Museu Virtual Itamar Assumpção que Anelis vem desenvolvendo e que deve ser apresentado finalmente no próximo dia 20.
Que maravilha!
Neil Young começa a mostrar as joias do segundo volume de sua caixa Archives e acaba de revelar essa versão elétrica com sete minutos de “Powderfinger” gravada logo que Frank “Poncho” Sampedro assumiu o posto de segundo guitarrista do Crazy Horse, após a morte do dono original do cargo, o fiel escudeiro de Young Danny Whitten, de overdose de heroína. Uma canção sobre a chegada da maturidade junto com a morte tem um peso redobrado ao ser lançada em 2020, ano em que Young tornou ainda mais aguda sua verve política, numa versão registrada em 1975, portanto três anos antes de ser apresentada ao resto do mundo no imortal Rust Never Sleeps. Que paulada!
Antes disso, ele já havia mostrado a balada country “Homefires”, gravada em 1974 em seu rancho Broken Arrow…
…e “Wonderin'”, que ele gravou na época do After the Gold Rush em 1970 (que, por sua vez, ganhará uma edição especial em dezembro, em comemoração aos seus 50 anos), mas que só lançaria em 1983, no infame Everybody’s Rockin’, numa versão rockabilly gravada ao lado do grupo vocal Shocking Pinks:
E ainda tem o vídeo mostrando a caixa por dentro:
Mata o velho! A segunda Archives sairá no próximo dia 20 e já pode ser encomendada online.









