
A dupla Magdalena Bay anunciou há algum tempo que sua obra-prima de 2024 – o soberbo Imaginal Disk – tornaria-se filme, mas só agora cravou a materialização deste sonho, quando estreia seu longa, dirigido por Amanda Kramer, estreia na edição deste ano do festival nova-iorquino de Tribeca, que acontece no próximo mês de junho. “That’s my floor! I’m coming up to the party and I want more!”
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Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground“, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil chamado “The Fly”, que terá “Boots…” como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.
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Depois de um vídeo rápido cheio de ruído e estática espalhado entre os fãs mais hardcore por fitas de VHS, os Boards of Canada acabaram de soltar um vídeo mais longo, menos barulhento e mais delicado, embora igualmente críptico, batizado de “Tape 05”. Ainda não sabemos se é uma música nova ou se é só mais um degrau de expectativa rumo ao próximo disco, que a gravadora deles, a Warp, já confirmou que está vindo aí…
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Sophia Chablau levou um gostinho de sua temporada Guerra no Centro da Terra para o Porão da Casa de Francisca nesta quarta-feira, quando mais uma vez, ao lado do baixista Marcelo Cabral e do baterista Theo Ceccato, passeou por músicas inéditas, recentes e novas parcerias, além de receber uma convidada mais que especial, quando chamou Ana Frango Elétrico ao palco. Antes disso, recriou a mesma dinâmica que fez nos quatro shows que tocou no Centro da Terra com essa formação: começou ao lado dos dois tocando músicas que nem título têm, chamou Cabral para o vocal para celebrar seu então prestes a ser lançado disco Ramal (cantando a excelente “O Herói Vai Cair”) e passou por músicas que gravou com Felipe Vaqueiro (a versão speed metal de “Quantos Serão no Final?” já tornou-se definitiva). Nessa sequência, ela seguiu pelo disco Handycam, só que dessa vez sozinha com sua guitarra, começando por “Cinema Brasileiro”, passando pela “Água Viva”, que compôs com Kiko Dinucci para o novo disco do guitarrista, e “Cinema Total”. Chamou a banda de volta ao palco e retomou o ritmo com “Venha Comigo”, que foi gravada por Dora Morelenbaum, e “Segredo”, antes de fazer uma longa introdução à convidada da noite. E com a ídolo e amiga Ana Frango Elétrico no palco, foram por “Insista em Mim”, uma primeira composição (outra inédita ainda sem título) que fizeram juntas, “Tem Certeza?”, “Delícia/Luxúria” e “Por Baixo do Pano”, levando o Porão – que estava lotado! – ao delírio final. O bis quase instantâneo veio com a primeira música da noite, a primeira das inéditas, que voltou ao repertório por insistência de Ana. Noitaça!
#sophiachablau #anafrangoeletrico #poraodacasadefrancisca #casadefrancisca #trabalhosujo2026shows 070

Eis o trailer da continuação do magnífico Godzilla Minus One, de 2023, o melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês. E não bastasse manter o clima e a tensão do primeiro filme, esta continuação, chamada de Godzilla Minus Zero, que estreia em novembro deste ano nos cinemas, leva o réptil gigantesco para o outro lado do planeta. Sente o drama.
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Vocês estão prontos para mais uma edição do @chamafestivalchama? Pois marque aí na sua agenda que no próximo dia 6 de junho teremos mais uma safra de novas bandas que estão em ascensão na cena independente brasileira desfilando pelos dois palcos da Casa Rockambole, em mais uma parceria entre @aportamaldita e @inferninhotrabalhosujo. Enquanto não anunciamos as bandas desta edição, o que deve acontecer em breve, os ingressos estão no precinho. Confia!

Imagina essa dupla! Não precisa imaginar pois nesta quinta-feira surge “Boots on the Ground”, primeira faixa do Massive Attack desde que lançaram o EP Eutopia em 2020 e a primeira gravação de Waits em estúdio desde que este gravou uma versão da canção tradicional antifascista “Bella Ciao” com Marc Ribot, em 2018. Há quem suspeite do início da divulgação de um disco novo do grupo de Bristol, algo que estamos precisando em 2026…
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Terça-feira histórica no Centro da Terra, quando Kiko Dinucci mostrou, didaticamente, como chegou ao seu terceiro álbum Medusa sem que este nem tenha sido lançado. Tocando o disco ainda inédito na ordem, ele foi, sozinho no palco apenas com sua guitarra, dois amplificadores e pedais, mostrando as músicas ao vivo numa espécie de audição (que ele também odeia e se refere como “maldição”) enquanto entre as canções falava do processo criativo deste Medusa, que incluiu seu reencontro com a guitarra, uma nova curiosidade em relação ao shoegaze e ao dreampop, a inspiração inicial de Noel Rosa, a presença fantasmagórica dos Cocteau Twins, Dinosaur Jr., My Bloody Valentine e Sonic Youth na microfonia da guitarra solitária, registros em fita analógica, parcerias com Maria Beraldo, Negro Leo, Sophia Chablau, Gustavo Infante e Cadu Tenório tudo sob a direção musical – agora com firma reconhecida em público – de Juçara Marçal. Com vultos tão diferentes quanto Laura Palmer, Alexandre Frota e Claudia Raia pairando sobre a cama de eletricidade sonora e canções que sempre falam de amor – e dos lados improváveis e invertidos deste -, encerrou o show com sua primeira incursão ao território de Roberto Carlos, uma balada rock com uma segunda parte instrumental noise que acaba por sintetizar mais uma obra-prima que Kiko está prestes a por no mundo. Medusa sai no segundo semestre, mas pra quem foi nesta terça não tem como tirar o disco da cabeça.
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Em mais uma incursão sonora ao cerne da guitarra na temporada Abriu o Fuzz que Guilherme Held está fazendo no Centro da Terra, a noite desta segunda assistiu não só a um encontro de dois samurais de seus instrumentos como a primeira vez em que Held dividiu o palco com Lúcio Maia, que admira desde que o conheceu nos primórdios da Nação Zumbi, ainda como ouvinte, nos anos 90. Os dois se conheceram nos bastidores da vida há anos, ficaram amigos mas nunca haviam tocado juntos, falha essa que foi corrigida na segunda noite da temporada de Held no teatro, quando, mais uma vez sob os lasers implacáveis – dessa vez geométricos – do Paulinho Fluxuz, entrelaçaram timbres, riffs e solos muitas vezes a partir de beats que Lúcio ia soltando no meio do derretimento musical que os dois proporcionavam juntos, misturando rock psicodélico com jazz, música ambient com rock progressivo e pitadas de música caribenha, africana e latina, além da banda do groove musical brasileiro. Uma viagem.
#guilhermeheldnocentrodaterra #guilhermeheld #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 068

Quem também lança disco esta semana é o incansável Lauiz, tecladista e programador dos Pelados que solta seu terceiro álbum, Comece por Aqui, nesta quarta-feira. Seu trabalho mais biográfico, é também o disco que mais traz referências estrangeiras – ele cita Ween, Nine Inch Nails, David Bowie “e até uma Lana Del Rey no meio”, brinca. “É um disco bem pessoal, meio frustrado com o mundo, que levou bem mais tempo pra gravar, é mais longo e mais elaborado e eu me sinto uma pessoa diferente, por mais que tente usar tudo que fiz pra chegar aqui. Afinal, como foi que eu vim parar aqui?”, continua o produtor. “Queria um disco que soasse roubado, como se nunca fosse pra ser lançado pra mais ninguém além de mim: misturo áudios e vídeos velhos no Youtube, é meio PC music e uma versão perturbada dessa estética alt-pop moderna brasileira”. Isso acaba se refletindo na capa: “Tento botar essa ironia e arrependimento capturados em um instante como alguém caindo do telhado e que joga um pouco de sangue falso pra chamar a atenção.” O disco tem participações de seus colegas de banda (Helena Cruz toca em “Comece por Aqui”, Theo Ceccato toca em “Linus Torvalds”, Vincente Tassara em “Nada Direito” e Manu Julian em “Estados Unidos”), além das presenças de Ricardinho Tubarão, Lucas Filmes, Pedro Acost (da banda Bella e o Olmo da Bruxa) e o primo de Lauiz João Barisbe, que toca sopros na faixa “Na Lagoa”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo.
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