Trabalho Sujo - Home

Loki

“Little sun”

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“Friendly reminder”

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“Quando nos entendemos como nós”

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“Deixa passar”

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“Falando nisso, não esqueço seu aniversário, não te mando parabéns porque não tenho saco. Vai que eu ligo e você não atende, vai que atende e eu não tenho papo”

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Todo poderoso Ney

A última vez que havia visto Ney Matogrosso ao vivo foi em novembro de 2023 quando, ao lado do pianista Leandro Braga, ele realizou uma apresentação deslumbrante no palco do Sesc Pinheiros. E por mais comedido que o formato voz e piano poderia parecer, ele ultrapassou o recato da formação e facilmente dominou o público, conquistando, mestre que é, a plateia apenas com sua presença formidável e sua impactante e encantadora voz. Dois anos depois e novamente o reencontro num ambiente completamente diferente, quando encerrou o ano memorável – puxado pelo filme Homem com H, de Esmir Filho – hipnotizando uma multidão gigantesca com seu corpo e voz no estádio do Palmeiras. O repertório é o mesmo que ele vem tocando nos shows mais recentes, passeando por clássicos da música brasileira fora do cânone tradicional e só o trio de canções na abertura (a arrebatadora “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua” de Sérgio Sampaio, que batiza o novo show; a empolgante “Jardins da Babilônia” de Rita Lee e o groove latino dos Palaramas em “O Beco”) já deixou o público aceso. A partir daí pode visitar canções menos manjadas (como duas de Itamar Assumpção – “Já Sei” e “Já Que Tem Que” -, “Tua Cantiga” de Chico Buarque, a parceria de Chico com Fagner em “Postal de Amor”, “Estranha Toada” de Martins e “A Maçã” de Raul Seixas) temperada com outras bem conhecidas da plateia (como “Yolanda” de Pablo Milanés, “Pavão Mysteriozo” de Ednardo, “Mesmo Que Seja Eu” de Erasmo Carlos, “O Último Dia” de Paulinho Moska e “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda” de Hyldon), sempre seduzindo a massa com os movimentos de seu corpo, seu olhar penetrante e sorriso sincero. Sem contar a voz: como canta esse Ney! E seu timbre parece não ter envelhecido um milímetro desde que entrou na história da cultura brasileira há mais de meio século. A partir daí, este senhor de 84 anos voltou-se para as canções que lhe deram fama, emendando três dos Secos e Molhados (“Fala”, “O Vira” e uma versão roqueira demais pra “Sangue Latino”), “Pro Dia Nascer Feliz”, que ele tornou famosa para o Barão Vermelho e “Homem Com H”, que encerrou a noite, que ele ainda embrenhou “Como Dois e Dois” de Caetano Veloso, “Poema” também do Barão, “A Balada do Louco” dos Mutantes e uma irresistível versão para “Roendo as Unhas”, do Paulinho da Viola. Falando pouquíssimo com a audiência, ele soltou o verbo mais pro final do show, quando, emocionado, disse que não iria fazer o mis-en-scene do bis e ficou direto no palco, eletrizando a todos em quase duas horas de show. Um momento mágico para encerrar um ano intenso. Obrigado, Ney!

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Na terça-feira, o Yo La Tengo seguiu seus festejos de fim de ano no Bowery Ballroom, em Nova York, e dessa vez chamou convidados apenas no bis, quando convocou o trio Sprawl e a atriz Ana Gasteyer para dividir o palco com eles, passeando por músicas do Velvet Underground (“We’re Gonna Have A Real Good Time Together”), um clássico do rock de garagem dos anos 60 (“Kicks”, dos Paul Revere and the Raiders) e alguns hits de fim de ano, como “Dream a Little Dream of Me”, “(There’s) Always Something There to Remind Me”, “Tie a Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree” e “Silver Bells”. E a festa segue por mais cinco dias…

Assista a alguns trechos dos shows abaixo: Continue

Vocês viram esse absurdo? Quarenta anos depois de chocar as viúvas da ditadura com a infame e jocosa canção punk natalina “Papai Noel Velho Batuta”, o seminal grupo Garotos Podres foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por “ofensa religiosa” (como se Papai Noel estivesse na Bíblia!), como eles mesmos divulgaram, de forma indignada, em sua conta no Instagram. Eles aproveitaram para mostrar um clipe novo que fizeram desta que já é, faz tempo, um hino do punk brasileiro, atualizando a música com elementos do século 21 – do presidente dos EUA a um zumbi que insiste em não querer morrer. Tomara que essa história não prossiga, todo o apoio aos Garotos Podres!

Veja o clipe abaixo: Continue

A segunda data do Hannukah do Yo La Tengo em Nova York teve a presença do Built to Spill, quando seu líder e fundador Doug Martsch foi convidado para a segunda metade do show desta segunda-feira, que contou com a baterista da banda, Teresa Esguerra, por toda a apresentação, tocando bateria e percussão (e deixando Georgia Hubley, batera do Yola, à frente para cantar e tocar teclados. A noite começou com uma série de músicas novas do trio de Nova York até que o guitarrista do BtS entrou para acompanhá-los em algumas canções emblemática deles, como “Last Days of Disco”, “Nothing to Hide” e “Ohm”, antes de embarcar com o grupo em uma longa versão para “Heroin” do Velvet Underground. No bis, o trio saudou Rob Reiner ao tocar uma música do grupo fictício Spinal Tap (criado pelo recém-falecido diretor), “Gimme Some Money”; mais uma do Velver (a irresistível “She’s My Best Friend”) e “Jokerman” do Dylan, esta com Doug na guitarra e vocal. Coisa fina!

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Enquanto não retoma suas atividades num lugar fixo, a saudosa Associação Cecília Cultural segue mantendo seu nome aceso em mais uma edição do festival Cecília Viva, que desta vez acontece em Ilhabela! O festival reuniu um elenco de peso para mostrar sua nova versão longe da cidade grande ao trazer shows do Metá Metá, Bazuros, Rakta, Test e Azymuth – além de discotecagens do DJ Nuts e da Carol Ueno – para o palco do Teatro Baía dos Vermelhos no litoral paulista no dia 31 de janeiro do ano que vem. Programaço! Os ingressos já estão à venda.