Trabalho Sujo - Home

Jornalismo

Os Avalanches confirmaram nesta quinta-feira o que todos já esperavam: lançam seu quarto disco, chamado No Bad Memories, no próximo dia 16 de outubro e, depois de instigar os fãs com singles em parceria com Nikki Nair, Jessy Lanza e Prentiss (“Together”), Jamie Xx (“Every Single Weekend”) e Karen O (“Blue Shadows”), encerram esta fase do lançamento com outro single ainda, “Can’t Get Over Losing You”, em parceria com a produtora estadunidense Portraits of Tracy. O título e a capa do disco lidam com seu conceito central, em que marcas e nomes criados pelo marketing do passado se consolidaram como as lembranças que carregamos atualmente. O disco já está em pré-venda. Ouça a nova faixa abaixo: Continue

Estamos prestes a ouvir o próximo disco de Phoebe Bridgers – que sai na próxima sexta, dia 14 – e ela preparou uma série de audições exclusivas para fãs em 30 cidades pelo planeta – e realizadas em planetários! Como nos shows que fez antes de anunciar o novo álbum, não será permitido entrar com aparelhos eletrônicos nas apresentações, que além do álbum, também contarão com dois formatos audiovisuais: uma versão visual feita pelo fotógrafo iraniano Babak Tafreshi (conhecido por seu trabalho na revista National Geographic) e outra apresentação em laser feita pela empresa The Laser Fantasy. As audições acontecerão entre os dias 10 e 14 deste mês em planetários dos EUA, do Canadá, do Reino Unido, da França, da Austrália e da Nova Zelândia (dá pra reservar os ingressos neste link). Desta vez o Brasil ficou de fora…

O grupo baiano Tangolo Mangos mostrou nesta quarta-feira ao lançar o clipe de “Dominó” no Mamãe que está disposto a dominar 2026. Donos de um dos melhores discos brasileiros do ano, eles reúnem cada vez mais gente em suas apresentações e seguem azeitando ainda mais sua química interna, que sempre incendeia o público. A noite começou com o baixista Denovaro atacando de DJ antes da primeira exibição pública do clipe, que funcionou como ponto de partida para o grupo começar seu show em outro ambiente da casa. Espalhados pelo palco como se estivessem num programa de TV (com direito inclusive a um imenso dominó cenográfico), o grupo perdeu a proximidade física entre eles mesmos que é característica de seus shows em palcos minúsculos, quando alternam solos com riffs com saltos com invasões no público. A nova configuração cênica pode ter afastado seus integrantes, mas não do público, que se jogou em todas as músicas, muitas vezes puxados por Denovaro, que estava endiabrado esta noite. O repertório era em sua maioria composto pelas músicas do disco novo, mas não só. Como num dado momento da noite, quando, ao felicitar o aniversário da diretora do clipe, Giovanna Castellari, engataram uma versão improvável para “Amado” de Vanessa da Mata, que emendaram com “Gosto de Sol”, do primeiro EP da banda, de 2019. Tangolo Mangos só melhora!

#tangolomangos #mamaebar #trabalhosujo2026shows 180

Sentindo a chapa esquentar na concorrência de efemérides que teremos no ano que vem, Elvis Costello antecipou a comemoração do cinquentenário de seu primeiro disco e acaba de anunciar uma caixa que revisita o álbum em seu 49º aniversário, que compara com a história de origem de um super-herói, quando abandona seu nome de batismo – Declan MacManus – para assumir o pseudônimo que o tornou conhecido. My Aim Is True (49th Anniversary Edition) reúne 104 faixas do período do disco, divididas em cinco CDs, metade delas são inéditas e já está em pré-venda. Além do disco original remasterizado, a caixa ainda inclui faixas ao vivo, gravações caseiras, entrevistas, demos, takes alternativos e áudio de divulgação do disco, além de um encarte com 72 páginas com fotos (muitas inéditas), letras escritas à mão, páginas de um diário da época e textos assinados por nomes como Nick Lowe, Rosanne Cash, Peter Wolf, entre outros. Para atiçar a curiosidade dos fãs, ele antecipou duas dessas inéditas, diferentes versões ao vivo para o clássico “Watching the Detectives”.

Veja a caixa, o nome de todas as músicas da caixa e ouça os primeiros singles abaixo: Continue

Charli XCX na BBC

Entre um festival e outro, surge a gravação que Charli XCX fez no clássico estúdio Maida Vale da BBC para divulgar seu badalado Music Fashion Film, fazendo versões ao vivo para quatro músicas do disco: “I’m Afraid”, “SS26”, “Wink Wink” e “No One Lasts Forever”. E não custa lembrar que neste fim de semana ela mais uma vez encabeça uma das noites de outro grande festival nos EUA, o Outside Lands, na Califórnia.

Assista aos vídeos abaixo: Continue

A resenha do esperado novo disco da Phoebe Bridgers, que sai na próxima sexta, dia 14, para a versão impressa da revista Rolling Stone apareceu online antes da hora e entre trechos de letras (que também estão aparecendo nestes dias) há a menção para a participação de um certo Son John-Johnson em uma das faixas que, segundo a publicação, soa muito como o vocalista do Geese, Cameron Winter, uma voz que não dá pra ser confundida. Procurado pela versão online da revista para comentar sobre a informação deste “vazamento”, Cameron apenas respondeu que “preciso consultar meu advogado”. Vão dizer que é… como é mesmo aquele termo idiota? Psy-op?

Veja abaixo: Continue

Dono de um dos melhores discos nacionais deste ano, o grupo baiano Tangolo Mangos abre ainda mais seu universo musical ao lançar o primeiro clipe de seu Pedagios y Caronas nesta quarta-feira, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. A música escolhida foi o hit “Dominó”, escritapelo percussionista Bruno Fechine, que abre ainda mais o espectro musical da banda para além da fusão A Cor do Som com King Gizzard que caracterizam os shows elétricos da banda. “Escolhemos ‘Dominó pois é a música que causa a melhor primeira impressão do que é o álbum e que fisga o ouvido”, explica o baixista João Denovaro. “Depois de recebermos a proposta de roteiro de Giovanna Castellari e do Henan Marques, pensamos que o videoclipe de ‘Dominó’ poderia ganhar outra dimensão visual e estética para além da canção”. A música também foi lançada em primeira mão no site e da mesma forma você pode ver o clipe primeiro, que será lançado oficialmente durante o show que o grupo faz nesta quarta no Mamãe (a partir das 21h), aqui.

Assista abaixo: Continue

Refinada e moderna

Curioso – embora pouco improvável – Sofia Freire mencionar o conterrâneo e contemporâneo Vítor Araújo em sua primeira apresentação no Centro da Terra, ao dizer que começou a pensar em tocar no teatro quando assistiu a uma das apresentações da temporada Mercúrio que o pianista fez naquele mesmo palco em julho de 2018 – e justamente após o assombro que foi a apresentação de Vítor por três datas no Sesc Pinheiros, ao lado da Orquestra de Câmara da USP. Habitando o mesmo espaço entre a música erudita e a música eletrônica que viu o colega crescer, Sofia estreou no teatro no extremo oposto – estético e formal – do pianista, ao subir no palco sozinha apenas com seus aparelhos eletrônicos, que preferiu assumir como Traquitanas (título desta apresentação) do que chamá-los por nomes em inglês, disse, tirando onda com palavras como “gadgets” ou “hardware”. Às vésperas de entrar em mais uma turnê internacional, ela experimentou este formato extremamente solo para cutucar sua natureza mais sintética, disparando loops, beats e efeitos enquanto abraçava a natureza artificial desta sonoridade de forma orgânica e intensa – até se afeiçoando com o timbre do teclado DX7, já tornado clássico. Assim, ela conduziu o público para um recital que poderia ser um live P.A., passeando por músicas de seus discos anteriores, visitando uma canção da conterrânea Izaar e outra de Björk (a quem chamou de “mãinha”), além de soltar duas músicas de seu próximo disco, ainda em gestação, e fez um espetáculo complementar ao que Vítor fez anteriormente, mostrando que a antiga nova geração da música pernambucana já vive sua maturidade que, embora criada com o solo adubado pelo mangue beat, soa refinada e moderna, sem perder o vínculo natal. Muito fina.

#sofiafreirenocentrodaterra #sofiafreire #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 179

Imenso prazer em receber pela primeira vez no palco do Centro da Terra a pernambucana Sofia Freire, que apresenta um espetáculo solo ao lado dos instrumentos eletrônicos que comanda e que batizam esta apresentação. Traquitanas é um show em que a cantora, compositora, musicista e produtora mostra o repertório de seus mais de dez anos de carreira experimentando um formato com o qual irá passear mais uma vez pela Europa, dessa vez sem o acompanhamento de outros músicos. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

#sofiafreirenocentrodaterra #sofiafreire #centrodaterra #centrodaterra2026

Outro disco aniversariante está prestes a receber o tratamento de luxo ao ser relançado como uma caixa com novo tratamento sonoro. Drukqs, primeiro disco que o produtor Aphex Twin lançou depois de um hiato de cinco anos, após ter lançado seu disco Richard D. James em 1996. Como a maioria de seus discos, Drukqs, lançado em outubro de 2001 (um mês após o traumático 11 de setembro), pegou a todos desprevenidos, principalmente por ter demorado tanto tempo para sair. E entre os diferentes novos clássicos da música eletrônica de vanguarda lançados naquele álbum, estava uma faixa cuja reputação só cresce com o tempo – uma releitura da sonoridade de Erik Satie chamada “Avril 14th” que é uma de suas canções mais reconhecíveis (se você conhece sabe do que estou falando). O disco talvez demorasse mais tempo para sair, não fosse o fato de Richard ter perdido um MP3 player com cerca 180 faixas inéditas num voo e isso tenha o tornado paranoico com a possibilidade de cair na internet, o que não aconteceu. A nova edição do disco sai no dia 30 de outubro (e já está em pré-venda) em diferentes formatos: como uma caixa com quatro discos de vinil, um CD duplo com um encarte com oito páginas ou em cassete duplo. A edição mais cara conta com um pôster e um estêncil com o clássico logo do produtor.