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Que beleza de aniversário! A festa de três anos do Inferninho Trabalho Sujo foi intensa e emocionante com a presença de duas atrações que estão ligadas à história da festa que comecei no Picles no meio de 2023. Dinho Almeida, dos Boogarins, voltou ao palco do sobrado caótico de Pinheiros dois anos depois de ter subido ali no primeiro aniversário da festa com sua banda, induzindo todos em uma sessão intensa de libertação e cura. Desta vez sozinho com sua guitarra, ele submeteu o público a uma sessão de mesma intensidade, só que agora individual e, diferente do que fez com os Boogarins, verbal. E ao fazer isso, ele transformou sua apresentação em um confessionário emotivo em que falou de sua relação com a música, da centralidade da música em sua vida desde pequeno, do papel de sua família ao dar a base que ele precisava para tornar-se o mestre da psicodelia brasileira que se tornou. Acanhado e saindo de uma gripe (que parece que pegou São Paulo inteira), ele entregou-se de corpo e alma para o público e, além das canções apaixonadas, vocais emotivos e sua guitarra cheia de eco de seu recém-lançado EP Dias Fora Almeida, e também visitou músicas de sua banda (“Sombrou Dúvida”, “6000 Dias” e “Chuva dos Olhos”), além de “Nilo” da excelente dupla Guaxe, que criou com o líder dos supercordas Pedro Bonifrate em 2019. “Eu juro que eu entreguei meu coração pra vocês, moçada”, disse ele depois do bis. A gente sabe – e agradece.

Depois Ottopapi voltou ao palco do Inferninho Trabalho Sujo pela terceira vez, logo depois da turnê de dez dias e sete shows que acabou de fazer com o próprio Dinho Almeida. A versão enxuta do seu grupo (que além de trazer o próprio Otto por vezes na guitarra, seu irmão Yann Dardenne no baixo, Thales Castanheira na guitarra solo, o mundo vídeo Gael Sorkin na firme bateria kraut e Danilera no synth) voltou ainda mais enfurecida após essa breve mas intensa série de shows e isso estava explícito neste no show, quando deixaram a vibe Velvet Underground fase Doug Yule misturar-se com a eletricidade dos B-52’s, principalmente quando Thales ficava sozinho na guitarra, pendendo para a surf music e para os Pixies. À frente de todos, o dono da banda se entregava para o público com suas letras que misturam o nonsense e o literal como faz o melhor rock. O público respondeu à altura com rodas de pogo, cantando junto músicas que acabaram de ser lançadas e todos completamente entregues à urgência zoeira de canções que grudam desde a primeira audição. E palmas para a performance do Danilo durante “Perdi o Controle”! Depois foi só deixar a pista correr solta comigo e com a Fran até o final da madrugada gelada de sexta!

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Três anos de Inferninho Trabalho Sujo! Há três anos idealizei uma festa para acompanhar a crescente cena musical que começava a ferver no pós-pandemia paulistano e pelo resto do Brasil e quando os caras do Picles me chamaram pra discotecar lá no início de 2023, sabia que ela tinha que começar por lá, sendo também a inspiração para seu nome. De lá pra cá, o Inferninho Trabalho Sujo espalhou-se por outras casas de show de São Paulo, teve edições fora da cidade e já recebeu mais de cem bandas e artistas novos – e não apenas da nova geração – em quase cem festas nestes três anos, além de dar origem ao festival Chama, sempre acompanhando o crescimento e a profusão desta nova safra de bandas que lentamente está mudando o cenário independente brasileiro. E nesta edição comemorativa tenho o prazer de receber dois ícones de épocas diferentes desta mesma cena: o elétrico Ottopapi, que depois de azeitar seu Seloki Records saiu numa enfurecida carreira solo no ano passado que é puro rock’n’roll, e o onírico Dinho Almeida, boogarinho velho de guerra que aos poucos vasculha sua carreira solo em composições emotivas e intimistas. A festa acontece na próxima quarta, véspera de feriado, e depois dos shows fecho a noite ao lado da minha comadre de discotecagem no Inferninho desde a primeira hora, discotecando comigo na festa desde a primeríssima edição há três anos, sempre fazendo corações e quadris derreterem com nosso beats e refrães. Vai ser quente e os ingressos já estão à venda!

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O Metá Metá esteve mais uma vez no palco do Bona nesta quarta-feira, quando fez uma apresentação um pouco mais ruidosa que da outra vez que esteve na casa de shows no bairro do Sumaré. Como na outra apresentação feita no local no início do ano (na primeira que o grupo tocou na casa), o grupo baseou a noite em seu repertório clássico que já está consolidado desde que voltou aos palcos com o fim da pandemia, mas desta vez saiu do formato canção para experimentar sonoridades amorfas quando saíam dos versos e refrães. Foi bonito ver Juçara Marçal, Thiago França e Kiko Dinucci submeter o público que lotou a casa a mais de dez minutos de abstração sonora, com cada um dos integrantes abrindo canais de som paralelos – Kiko tangendo o violão com metais e papéis, Thiago usando até as teclas do sax para fazer som e Juçara mostrando porque é uma das maiores vozes que temos hoje -, todos se entrelaçando num improviso intenso e imprevisível, antes de cair lindamente na intensa “Oyá”. E em outras músicas foram abrindo espaço para momentos intensos desta natureza (além de visitar “Século do Progresso” de Noel Rosa e dedicar “Cobra Rasteira”, inspirada pela música de Cabo Verde, aos “heróis desta Copa”, como disse Kiko ao mencionar a seleção africana), mostrando porque eles são a melhor banda do Brasil hoje. Só não consegui ficar até o final porque logo em seguida iniciaria a comemoração dos três anos do Inferninho Trabalho Sujo.

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Charli avisou que nesta quarta-feira traria novidades e mostra uma capa alternativa de seu novo Music Fashion Film em que ela posa ao lado dos três ícones que adornam a capa oficial, John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese. Mas será que é a única novidade da semana? Estamos esperando por “Camera”…

Há eras sem lançar discos (depois do excelente Phantom Island, um dos melhores discos do ano passado), o grupo King Gizzard & the Lizard Wizard teve um ano agitado desde o último lançamento, entre shows com orquestras, tirar suas músicas do Spotify e começar a fazer apresentações eletrônicas pra dançar que mais pareciam raves que shows. E essa tendência parece que é a pauta do novo álbum, que acabam de anunciar. Alien Metal é o vigésimo oitavo disco do grupo australiano, que sairá ainda no meio deste ano e tem seus caminhos abertos pelo single “Level 5”, que além de confirmar a presença massiva de sintetizadores também vem com um clipe em que uma autópsia alienígena conduzida por uma espécie de seita conecta a entidade em equipamentos eletrônicos. O novo disco vem junto com o anúncio de seu evento anual Field of Vision, acampamento de três dias no Colorado, nos EUA, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto e conta com artistas como Die Spitz, Angine de Poitrine, Folk Bitch Trio, Jello Biafra, Space Moth, Acid Yoga e outros menos conhecidos, além de shows diários da banda anfitriã. E junto com esse evento, o grupo também anunciou uma passagem por Nova York em que farão três shows no Forest Hills Stadium entre os dias 20 e 22 do mesmo mês, sendo que o terceiro é um de seus infames shows-rave (ingressos à venda pelo site da banda). Vai ser quente!

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O mar e o amor

Lavínia encarou o desafio de atravessar um ícone de sua terra de meio século de idade sem medo e com um sorriso no rosto nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando apresentou sua homenagem ao clássico baiano Gal Canta Caymmi. O disco original, com apenas pouco mais de meia hora de duração, fluiu em um espetáculo que chegou em uma hora de duração graças à interação de Lavínia com o público e a leveza robusta da banda dirigida pelo guitarrista Júnior Boca, desta vez ao violão, que chamou um timaço para acompanhar a cantora, com Meno Del Picchia entre o teclado e o piano, Regis Damasceno no baixo, Beto Gibbs na bateria e Marcelo Monteiro nas flautas. Com direção do companheiro Otto Ferreira, o espetáculo ainda contou com figurino, luz e projeções que sublinhavam tanto a paixão de Caymmi pelo mar como pelo amor, tão bem desenhados pelas escolhas de Gal no disco original. A apresentação ainda contou com músicas-extra, quando Regis pegou o violão como único músico no palco para acompanhar a cantora primeiro em “Morena do Mar” e depois “Oração de Mãe Menininha” (quando a banda aos poucos foi voltando ao palco) para finalizar com os clássicos “Suíte do Pescador”, “Caminhos do Mar” e “Maracangalha”, terminando com o astral lá em cima,

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A baiana Lavínia sobe ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para um desafio pessoal: recriar o clássico Gal Canta Caymmi, lançado há meio século, no palco do teatro. Ela vem acompanhada de uma bandaça formada por Junior Boca (violão), Meno Del Picchia (teclados), Regis Damasceno (baixo), Beto Gibbs (bateria) e Marcelo Monteiro (flauta) para passear pelo repertório épico de Dorival Caymmi pinçado pela imortal Gal Costa, num álbum que exala baianidade. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Charli XCX acaba de revelar a lista com o nome das músicas de seu novo álbum e entre títulos como “Card Declined”, “2007”, “Persona” e “Yeah”, destaca-se a faixa de encerramento do álbum, “No One Last Forever”, que conta com a participação de ninguém menos que DAVID CRONENBERG. Quem acompanha o trabalho da Charli sabe o quanto ela é fã do sujeito, mas convidá-lo para participar de uma música foi um golpe ainda mais genial do que colocar John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese numa mesma cozinha pra ilustrar um disco chamado Music Fashion Film. E ela ainda deixou escapulir um trecho de mais uma música nova, chamada de “Camera”, e avisou que nesta quarta tem mais uma novidade vindo aí… Provavelmente o lançamento de mais um single (justamente este que ela mostrou o trecho), que funcionaria como faixa dedicada ao pilar Filme, como “Rock Music” tinha sido sobre música e “SS26” sobre moda. Eu tinha dito…

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Lariú manda avisar que nesta sexta-feira o épico da psicodelia brasileira do inicio deste século Seres Verdes ao Redor FINALMENTE chega às plataformas digitais vinte anos depois de seu lançamento. Será que vem mais alguma novidade por aí?

A norte-americana de ascendência etíope Kelela já tem show marcado no Brasil este ano (quando apresenta-se no dia 8 de novembro na edição 2026 do festival Afro Punk em Salvador) e virá com seu terceiro disco, New Avatar (que sai nesta segunda-feira), quentinho para o Brasil. E antes do lançamento ela mostrou mais uma música do disco, esta em parceria com sua comadre e grande fã, a sensacional Pinkpantheress, com quem já trabalhou junto no disco de estreia desta, Heaven Knows, em 2023, na faixa “Bury Me”. A nova parceria é a sinuosa “The Bridge”, que as duas já haviam mostrado ao vivo quando Kelela participou do show da Pink em Nova York, no último mês de maio. Coisa fina…

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