
Apesar de já estar sendo cogitado desde antes do Glastonbury começar, a apresentação das Haim no festival inglês aconteceu no início da noite do sábado, quando as irmãs californianas tocaram pela primeira vez desde o lançamento de seu quarto álbum, músicas deste seu I Quit num show que não estava anunciado na programação. Diferente dos outros dois shows secretos – o de Lorde foi composto basicamente das músicas de seu disco deste ano enquanto o do Pulp trouxe apenas duas do recém-lançado More -, elas equilbraram a apresentação com músicas do novo álbum e hits dos discos anteriores. Mas não levantaram a bandeira do verão Haim – e olha que a Charli falou delas…
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O trio de rap irlandês Kneecap já era uma das principais atrações do festival de Glastonbury deste ano mesmo antes do festival começar. Famoso por sua posição ativa contra o genocídio promovido por Israel contra o povo palestino, o grupo teve a transmissão de seu show no festival norte-americano Coachella cortada no momento em que gritaram “Palestina livre” aos microfones e sua escalação para o festival inglês foi criticada por muitas autoridades daquele país, incluindo o primeiro ministro Keir Stammer. O rapper Mo Chara, que foi acusado de terrorismo na Inglaterra por levantar uma bandeira do grupo Hezbollah no palco em um show em Londres no ano passado, teve tais acusações retiradas antes da apresentação do sábado, o que fez com que ele entrasse em cena anunciando que era “um homem livre”, lotando um dos palcos menores do festival, em que o público carregava dezenas de bandeiras da Palestina. “Os editores da BBC vão ter trabalhão”, brincou Chara ao ver o número de bandeiras à sua frente. Fazia referência ao fato de que a emissora estatal inglesa recusar-se a transmitir o show do grupo, que puxava coros contra o primeiro ministro inglês e o estado de Israel, sempre a favor dos palestinos. O trio irlandês não foi o único artista a falar contra o genocídio que está acontecendo em Gaza durante o festival: a dupla de grime Bob Vylan tocou um pouco antes do Kneecap fazendo o público gritar “Palestina livre” e “Morte à IDF” (sobre as Israel Defense Forces) em plena transmissão do festival pela BBC, que cortou o sinal do grupo na mesma hora. A banda australiana Amyl and the Sniffers também aproveitou o festival para criticar a indiferença dos países ocidentais à tragédia em Gaza; o vocalista da banda Inhaler, Elijah Hewson, dedicou uma música às pessoas da Palestina; o baterista dos Libertines, Gary Powell, ergueu uma bandeira da Palestina e o próprio festival abriu espaço para a ativista Francesca Nadin falar sobre a situação que Gaza atravessa atualmente. Pelo visto o festival deste ano foi o ponto de virada para as discussões sobre o assunto em eventos de larga escala, inclusive do outro lado, quando, por exemplo, o vocalista do grupo The 1975, Matt Healy, disse que preferia não falar de política com sua música, sem se referir aoassunto estava preferindo se silenciar. Um mané isentão.
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Mais uma vez Dua Lipa agrada ao público de um dos países por onde tem passado, rendendo uma versão de tirar o fôlego para um hit manjadaço. Foi assim nessa sexta-feira, quando, ao apresentar-se em Dublin, na Irlanda, preferiu não ir no óbvio, ao homenagear o U2 e, invertendo as letras, preferiu celebrar o maior hit de, como ela mesma disse antes de cantar a versão, “uma saudosa lenda irlandesa”, ao anunciar sua leitura para “Nothing Compares 2 U” que, apesar de escrita pelo Prince, tem sua versão definitiva gravada por Sinéad O’Connor, que morreu precocemente há dois anos. E, pra variar, Dua Lipa mostrou o quanto canta absurdamente em uma versão para se ouvir de joelhos.
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O show da Lorde não foi o único show surpresa desta edição do festival de Glastonbury, na Inglaterra, nem foi também o único a receber o bastão da Charli XCX pra ser o anfitrião do verão deste ano no hemisfério norte, quando uma atração chamada Patchwork, que ninguém nunca tinha ouvido falar, revelou-se ser o próprio Pulp, tocando há exatos 30 anos e quatro dias após sua clássica aparição na edição de 1995 daquele mesmo festival. Depois de fazer mistério com pessoas com capas de chuva no palco de mãos dadas, quando o telão perguntou para o público se eles estavam pronto para o verão do Pulp, uma das promessas feitas por Charli quando ela começou a despedir-se de seu longo verão Brat no festival de Coachella, nos EUA, deste ano. “O motivo pelo qual tocamos aqui 30 anos e quatro dias atrás foi porque o guitarrista dos Stone Roses, John Squire, quebrou sua clavícula e recebemos o convite apenas dez dias antes do show… Dez dias!”, o próprio Jarvis Cocker lembrou durante a apresentação deste ano. “Estávamos mais nervosos do que nunca. Mas hoje é diferente… Me sinto bem sossegado e vocês?” O show do grupo ainda contou com um rasante da esquadrilha da fumaça inglesa e com ninguém menos que a jovem Olivia Rodrigo (será que era ela mesmo?) curtindo no meio da plateia. Bom demais esse verão Pulp!
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Mais uma vez fui chamado pelo Toca UOL para escrever sobre música e desta vez o assunto foi a importância de um dos maiores nomes de nossa cultura, que completaria 80 anos se estivesse vivo neste sábado. Raul Seixas é mais do que a personificação do rock brasileiro e sua obra transcende discos e canções. Continue

E por falar no Glastonbury desse ano, imagino que vocês não devem dar a menor pelota pra filha do J.J. Abrams (que tem crescido cada vez mais como popstar), mas essa versão que ela fez pra “Just Like Heaven” no festival inglês ficou joia.
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Além de criar o hype pro seu novo disco de forma cirúrgica: escolhendo músicas-chave para abrir o tema de seu novo álbum Virgin e sua sonoridade para o público ao mesmo tempo em que cria a tensão necessária entre aparições presenciais e presença digital que ela aprendeu com o Brat da Charli, de quem ela recebeu o bastão. Virgin, que foi lançado nessa sexta-feira, ainda não é uma obra-prima, mas é ótimo de ponta a ponta, completo e bem resolvido, retomando a promessa que era a artista neozelandesa quando lançou seu primeiro disco, o excelente Pure Heroine, e corrigindo os desvios comerciais que fez ao tornar-se uma artista pop para além do circuito indie (com seu segundo disco, Melodrama, que é bom, mas exagerado) e da fase hippie–chic do disco Solar Power (que a gente perdoa porque era pandemia – e nos deu pelo menos um hit). Fora que, uma vez lançado, o disco ganha uma vida para além da expectativa de sua autora, que mais uma vez, com maestria, soube aproveitar o momento fazendo uma aparição surpresa no festival inglês de Glastonbury, quando abriu os trabalhos na sexta-feira ressignificando o horário das 11h30 da manhã num festival deste porte no que seria a princípio um DJ set, mas que no fim foi um show de verdade, em que ela pode tocar, na íntegra, o recém-lançado álbum, Excelente.
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Eita que ninguém tava esperando por essa. O melhor rapper do mundo atualmente chega por aqui no dia 30 de setembro, em apresentação única no estádio do Palmeiras. As vendas começam a partir do dia 30 de junho para clientes pré-selecionados e para o público em geral no dia 2 de julho, a partir das 11h da manhã, neste link. E a abertura do show, pra melhorar, é da dupla sensação argentina Ca7riel & Paco Amoroso. Quem vem?

Morreu a mulher que nos fez chorar só com a voz em uma única música. No mesmo ano da morte do Lynch.
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Parece que ela finalmente terminou o sucessor do ótimo Par de Olhos e começa a nova fase com um single chamado “2001”, já anunciado, embora sem data definida. Pra onde será que ela vai agora?