
Sesc Pompeia lotado pra ver mais uma das cada vez mais esparsas apresentações da dupla Rakta, uma vez que uma de suas integrantes, a baixista Carla Boregas, está morando do outro lado do Atlântico. Por outro lado, a visita anual que Carla sempre faz ao país sempre rende grandes momentos ao vivo, alguns deles em dupla com seu parceiro Maurício Takara, que foi viver com ela na Alemanha, e o reencontro Rakta é sempre um desses eventos. Desta vez, Carla e sua dupla Paula Rebellato, feiticeira que comanda teclados e eletrônicos, além de hipnotizar a todos com sua voz, convidaram as sagazes Paola Ribeiro e Valentina Facury para o show que fizeram neste sábado, mais uma vez com a bateria a cargo do próprio Takara. E apesar do grupo ter surgido a partir da estética do rock, é muito bom ver como elas conseguem seguir expandindo essa liturgia original – com os pés fincados no pós–punk e no gótico – para outros hemisférios musicais, ampliando inclusive os preceitos básicos do que convencionou-se chamar de “música experimental”. A instantânea formação do sábado criou duplas no palco, quando Paula e Paola fizeram seus timbres próximos se encontrarem em plenos vôos no meio do transe eletroacústico que produziam ao vivo, puxado por outra dupla, formada por Takara e pela baterista e percussionista Valentina, que ampliou áreas de atuação da dupla original com solos de diferentes instrumentos. Segurando tudo estava o baixo kraut de Boregas, criando um solo firme para os devaneios dos cinco ao mesmo tempo em que ela mesma abria sua caixa de Pandora quando descia aos eletrônicos. Mais uma entrega corpórea à música que atinge o público em cheio, mostrando que, mesmo bissexta, a Rakta ainda é uma força importante da música contemporânea de São Paulo.
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Essa bola já estava cantada, mas não diminui o encanto do momento, quando Gilberto Gil convidou Fafá de Belém para cantar “Emoriô” no penúltimo show de sua turnê Tempo Rei, que aconteceu na capital paraense, neste sábado. O último acontece neste sábado, mais uma vez em São Paulo. Quem será o convidado agora?
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Vestido com um moletom da Nike e com a cabeça coberta o show inteiro com o capuz do abrigo: assim Bob Dylan deu início à mais uma perna da turnê que vem fazendo há tempos ao redor de seu excelente Rough And Rowdy Ways, lançado há seis anos. O primeiro show do mestre em 2026 aconteceu no Orpheum Theatre, em Omaha, nos EUA, neste sábado, e além de revisitar ao vivo sua “Man In The Long Black Coat” (o que não fazia há treze anos) e fazer uma versão para “I Can Tell”, de Bo Diddley, ele também tocou pela primeira vez em sua carreira “Nervous Breakdown”, que o pioneiro do rock’n’roll Eddie Cochran gravou em 1958. Felizmente gravaram o show inteiro (apenas em áudio) e podemos desfrutar por aqui.
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Enquanto o Lollapalooza acontecia em São Paulo, o festival colombiano Estéreo Picnic (que dividia algumas atrações com o evento daqui) provocava o encontro dos Killers com o Arcade Fire quando o vocalista da primeira banda, Brandon Flowers, convidou o líder da segunda (que nem estava escalada no evento) para o palco (depois de tocar uma versão para “The Suburbs”), quando dividiram o hit dos canadenses “Rebellion (Lies)” além da música “When You Were Young”, dos Killers.
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Olivia Rodrigo vem dando pistas que está às vésperas de lançar seu novo disco. A primeira delas tem inspiração na campanha de Brat da Charli XCX, quando um enorme muro em Los Angeles, nos EUA, foi pintado com o roxo da capa de seus discos e suas iniciais em letras cursiva no meio deste mês, sendo repintado com uma variação cada vez mais branda da cor (ao mesmo tempo que seu site oficial também ia variando de tonalidade) até chegar a um tom de rosa que parece ser a cor do novo álbum, quando a palavra “Love” apareceu escrita também em letra cursiva. O mesmo tom de rosa e a mesma “love” escrita à mão também surgiram em uma página inteira da Vogue inglesa, que trouxe a cantora na capa de sua edição mais recente. Na entrevista que deu à revista, disse que seu próximo disco virá cheio de “tristes canções de amor” e que deve ser seu trabalho mais experimental, dizendo que uma das faixas é um “soft rock viajandão e suave”. Na mesma revista, o líder do Cure, Robert Smith, apareceu falando de sua conexão com a cantora, da qual tornou-se fã desde que ouviu o primeiro single, “Drivers License”, há cinco anos, comprando seus dois discos em CD. No ano passado, Olivia convidou Smith para dividir o palco com ela em sua apresentação no festival inglês de Glastonbury e desde então os dois têm ficado mais próximos, passando “ótimas noites no estúdio”, com Robert revelou na mesma edição. Será que o próximo disco da Olivia Rodrigo terá participação de Robert Smith? Não custa lembrar que ela já fez David Byrne (que chamou para o palco no festival Governors Ball, em Nova York, nos EUA) regravar seu primeiro single no ano passado e que acabou de lançar uma versão para uma música dos Magnetic Fields…
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Juca de Oliveira, que morreu neste sábado, foi um dos maiores nomes das artes dramáticas do Brasil. Viveu a fase áurea do Teatro Brasileiro de Comédia e do Teatro de Arena, fez a transição para a televisão, onde virou astro nacional e protagonista de clássicos da TV Tupi (especialmente Nino, O Italianinho), transformando-se num dos maiores nomes da telenovela nos anos 70 e 80. Também experimentou o cinema (fez o clássico O Caso dos Irmãos Naves, que Luiz Sérgio Person dirigiu em 1967), mas nunca arredou o pé do palco, seu principal território e paixão.

E esse encontro dia desses numa galeria no Brooklyn, em Nova York? Tão deixando a gente sonhar…

Os irmãos belgas David e Stephen Dewaele – mais conhecidos como a dupla Soulwax, que também apresenta-se como 2ManyDJs -, foram convidados pelo próprio estúdio Abbey Road em Londres, na Inglaterra, para realizar uma festa em pleno território sacrossanto do estúdio 1. Os dois aproveitaram a oportunidade para gravar um novo single no clássico estúdio (“Perfect We Are Not”, gravação registrada em um minidocumentário) e registrar seu set como 2ManyDJs em vídeo, quando tocaram depois de discotecagens da Laima, de Nadia Ksaiba e de Erol Alkan. Escuta só… Continue

Quinta-feira foi o dia em que o Lollapalooza juntou duas bandas aparentemente díspares no palco da Áudio em um de seus shows paralelos ao festival, mas o casamento entre Viagra Boys e Interpol funcionou melhor que o esperado. Escrevi para o Toca UOL sobre a noite mais rock de um festival cada vez menos roqueiro. Continue

Ícone dos filmes de ação nos anos 80, Chuck Norris, que morreu nesta quarta-feira, sempre ficou associado à imagem truculenta e militarista dos Estados Unidos, e por sua própria vontade. Ele mesmo integrante do exército estadunidense, aprendeu a luta marcial tangsudo quando serviu na base de seu país na Coréia do Sul no final dos anos 50, e passou a investir nesse tipo de confronto, tornando-se faixa preta de karatê, taekwondo, jiu-jitsu e judô, além de professor destas lutas. Foi aí que começou a envolver-se com cinema, dando aulas para atores, até que Steve McQueen, que foi seu aluno, o incentivou a fazer filmes, no início dos anos 70. Começando primeiro em películas de artes marciais (contracenou inclusive com Bruce Lee em 1972) para na década seguinte partir para os filmes de ação da era Reagan, de quem Norris era fã, que consolidaram sua reputação como um astro da liga de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Na década seguinte estrelou a série Walker Texas Ranger, em que fez sucesso fazendo um policial fazendo às vezes de xerife do asfalto no interior dos EUA, até virar meme com a ascensão da internet. A estética surgida a partir deste meme é a base da linha política do atual regime de seu país, a quem sempre foi devoto fanático da linha conservadora local.