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Tenho conversado com o L_cio há um tempo sobre ele fazer algo no Centro da Terra e quando surgiu essa oportunidade, ele sugeriu de reunir outros dois artistas para participar de sua apresentação: a cantora cearense Nayra Costa (que muitos devem conhecer como a vocalista que cantava “The Great Gig in the Sky” nas versões que o Cidadão Instigado fazia do Dark Side of the Moon do Pink Floyd) e o percussionista e trombonista Bica Tocalino, que eu não conhecia. E pelo que ele havia explicado, queria reunir o trabalho dos dois com o que vinha fazendo pois tinha encontrado um rumo comum para os três e que, na apresentação, iria mostrar um pouco do que cada um deles estava desenvolvendo. Qual minha surpresa ao perceber na apresentação Vértice: Ato Único que não há separação entre as partes de cada um dos três, que entrosam fluentemente suas habilidades artísticas – L_cio disparando samples e bases eletrônicas enquanto também toca flauta transversal e berimbau, Nayra soltando a voz de forma linda e potente e Bica dividindo-se entre o arsenal de percussão na parte de trás do palco ou quando vinha à frente com o seu trombone. Foi uma obra construída ao vivo, iluminada pelas texturas líquidas da artista Via Moras, que mudava as cores da noite com seus pincéis.

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Três artistas de diferentes áreas musicais se encontram no espetáculo Vértice: Ato Único, que acontece nesta terça-feira no Centro da Terra. Regido pelo maestro e produtor L_cio, que aproveita a oportunidade para deixar a eletrônica em segundo plano para abraçar os instrumentos orgânicos (como berimbau e flauta transversal), a noite ainda conta com as presenças da cantora cearense Nayra Costa e do percussionista e trombonista Bica, quando os três deixam-se levar por um fluxo contínuo de som em apresentação única. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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Na reta final de seu próximo disco, Courtneyzinha lança mais uma música de seu Creature of Habit, quarto álbum da cantora e compositora australiana que vê a luz do dia na próxima sexta-feira. E a excelente “One Thing At A Time” chega mantendo o nível dos singles anteriores até que no meio da música ela começa um solo de guitarra absurdo que segue até o final da canção, colocando-a na mesma linhagem de guitar heroes do indie como Neil Young, Ira Kaplan e Stephen Malkmus, e subindo ainda mais o sarrafo para o próximo disco. Que beleza!

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Seal no Brasil!

O soulman inglês Seal faz duas apresentações no país em novembro, ambas com abertura do Seu Jorge (combinação boa, será que um participa do show do outro?), dia 26 no Rio e dia 28 em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira pra quem for cliente do banco patrocinador e a partir da sexta pra geral.

Autor de temas da maioria dos desenhos animados da fase de prata do estúdio Hanna Barbera, o compositor Ted Nichols morreu no início do ano, mas sua morte só foi comunicada por sua família nesta segunda-feira. Ele trabalhou no clássico estúdio de animação dos EUA entre 1963 e 1972 e foi discípulo do grande Hoyt Curtin (1922-2000), este autor de trilhas da fase de ouro da HB, compondo as trilhas para desenhos como Flintstones, Jetsons, Dom Pixote, Zé Colmeia, Pepe Legal, Manda Chuva, Jonny Quest, Super-Amigos e Smurfs, quase sempre com Nichols como assistente. Este ascendeu ao cargo de diretor musical do estúdio a partir de 1965, quando substituiu o mestre. Seu tema mais conhecido foi o de um novo desenho chamado Scooby-Doo, mas ele seguiu à risca os ensinamentos de Curtin e manteve o padrão HB em desenhos como Josie & As Gatinhas, Homem-Pássaro e Galaxy Trio, Space Ghost, Esquilo Sem Grilo, Corrida Maluca, As Aventuras de Penélope, Máquinas Voadoras, Formiga Atômica, entre outros.

Pulp aos poucos…

O Pulp felizmente pegou gosto com a volta à vida artística. Não bastasse a banda de Jarvis Cocker ter feito um disco de retorno à altura de sua discografia clássica no ano passado, eles estão aproveitando o novo período para gravar mais coisas, sejam versões para músicas alheias (um Abba aqui, um Johnny Cash acolá) ou participações em outros projetos (como sua passagem pela coletânea Help2) e agora lançam duas inéditas, ambas como lado B para a versão que fizeram para o seriado britânico The Hack, que agora foi lançada como single. Nas duas novas faixas (“Cold Call on the Hot Line” e “Marrying For Love”), Jarvis Cocker, o vocalista e principal compositor do grupo, prefere soltar-se como narrador em vocais falados, numa delas comemorando o “adiamento do armageddon, a retomada do paraíso, dez mil saxofones na rua, consegue imaginar o barulho? Mas eu amo”. Será que eles vão se meter a fazer outro disco novo? E, mais importante, quando é que vão anunciar sua vinda para o Brasil (já que marcaram datas em junho pra América Latina – menos para cá).

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Morreu Gerson Brenner, galã carismático de novelas na Globo entre os anos 80 e 90 que, em 1997, reagiu a uma tentativa de assalto, tomou um tiro na cabeça e quase morreu: ficou em coma por uns dias e voltou com sequelas que anteciparam o fim de sua carreira.

Uma joia de noite

Uma joia essa penúltima noite que Sophia Chablau conduziu no Centro da Terra nesta segunda, quando convidou Ava Rocha e Negro Leo para entrar em na Guerra que vem fazendo no início das semanas deste tenso março de 2026. Pegou todo mundo de surpresa à saída do espetáculo, ao sentar-se ao piano e colocar o baixista Marcelo Cabral tocando guitarra no centro do palco, cantando sua belíssima recém-lançada “O Herói Vai Cair”. Logo depois pegou a guitarra e seguiu azeitando ainda mais o belíssimo trio que criou ao lado de Cabral e de seu compadre baterista Theo Ceccato, tocando as músicas inéditas que vem apresentando nesta temporada e uma versão quase thrash de “Quantos Serão no Final?” do repertório de seu trabalho em parceria com o baiano Felipe Vaqueiro (com direito à própria Sophia tocando piano enquanto tocava guitarra). Depois, ela começou a segunda parte da noite, cantando sozinha no palco (à exceção da primeira música, feita para Dora Morelenbaum, que contou com Cabral tocando seu baixo com um arco de violoncelo). E depois de mais uma dose de ótimas inéditas (incluindo uma em parceria com Ana Frango Elétrico), chamou os convidados da noite: primeiro Negro Leo (que sentou-se ao piano para acompanhar Sophia à guitarra na parceria “Quem Vai Apagar a Luz?”) e depois Ava, que trouxe Theo e Cabral de volta ao palco para uma sequência de onírica de hits, que incluía “Mar ao Fundo” de Ava, uma versão maravilhosa para “Esferas” de Leo e outra elétrica para “Segredo” de Sophia, além de uma parceria dos três em inglês. A noite fechou com o sambinha “Deus Tesão” com Leo na bateria, Cabral no synth e Theo no baixo, fechando as cortinas enquanto a banda ainda tocava. Noite linda.

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O primeiro semestre de 2026 está chegando na metade e essas são as atrações musicais de abril no Centro da Terra. As segundas-feiras ficam por conta do guitarrista Guilherme Held, que resolve mergulhar em seu instrumento sempre em dupla com velhos camaradas das seis cordas, na temporada Abriu o Fuzz. A cada segunda-feira, Held reúne como outros guitar heroes – e ele só reuniu cobras. Na primeira (dia 6), ele convida Fernando Catatau, na segunda (dia 13) ele vem com Lúcio Maia, na terceira (dia 20) é a vez de chamar Kiko Dinucci para concluir a saga na última segunda do mês (dia 27) ao lado de Edgard Scandurra. Às terças começamos com o encontro das vozes e violões de Ítallo França, Marina Nemesio, Tori e João Menezes, que reúnem-se na primeira terça (dia 7) pela primeira vez para celebrar seus próprios repertórios, na apresentação que chamaram de De Banda, que também pode ser entendido como o embrião de um grupo. Na segunda terça-feira do mês (dia 14), Kiko Dinucci sobe sozinho com sua guitarra no palco do teatro do Sumaré para mostrar, pela primeira vez, o repertório de seu próximo álbum, previsto para o segundo semestre e batizado de Medusa. Nesta apresentação, que ele chamou de Pré-Medusa, ele mostra as novas canções e o clima elétrico-etéreo do sucessor de Rastilho. A última terça-feira do mês fica a cargo da poeta Heloiza Abdalla, que finalmente materializa no palco seu livro Ana Flor da Água da Terra, lançado há dez anos. Poemas que tornam-se música com a presença de improvisadores como Sandra X (voz e efeitos), Breno Kruse (violão e guitarra), Romulo Alexis (trompete) e Chicão (piano). Os espetáculos começam sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Sexta passada o Geese tocou em Glasgow, na Escócia, e para saudar os locais, puxou a clássica “Movin’ On Up” do Primal Scream no meio de sua “2122”. Olha que beleza…

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