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Jornalismo

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O próximo disco dos Boogarins – Sombrou Dúvida – já tem data de lançamento marcada no dia 10 de maio (a capa é esta acima e o nome das músicas vem logo embaixo) e o grupo acaba de lançar a quase faixa-título (“Sombra ou Dúvida”), uma psicodelia picotada próxima do disco-irmão Lá Vem a Morte, de 2017.

“As Chances”
“Sombra ou Dúvida”
“Invenção”
“Dislexia ou Transe”
“A Tradição”
“Nos”
“Tardança”
“Desandar”
“Te Quero Longe”
“Passeio”

Eis a capa de O Futuro Não Demora, terceiro disco do BaianaSystem, que chega para todos nesta sexta-feira, dia 15. E tá bom, viu…

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A capa assinada por Cartaxo, o integrante responsável pela imagem da banda.

Um Weezer estranho

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Rivers Cuomo chamou a banda do ator Finn Wolfhard, o Mike da série Stranger Things, Calpurnia, para dublar sua versão de “Take on Me” do A-ha no primeiro clipe do álbum retrô que sua banda Weezer lançou há pouco.

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“Ditadores, terroristas e empresas de tecnologia criaram um estado apocalíptico de vigilaância. O mundo ocidental caiu em estado profundo de paranoia e desinformação” – assim Bob Mould começa o clipe de seu novo single, o desiludido “Lost Faith”, que acompanha o lançamento de seu novo disco, Sunshine Rock, lançado na semana passada.

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O sexteto paulistano Hurtmold se encontra com o percussionista pioneiro na improvisação livre no país, Panda Gianfratti, com abertura da noite é de outro músico improvisador, o pianista Philip Somervell, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 19h deste sábado (mais informações aqui).

odair-e-as-bahias

Prestes a lançar mais um disco de protesto – Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio -, o “Bob Dylan da Central do Brasil” chamou Raquel Virgínia e Assucena Assucena das Bahia e a Cozinha Mineira para um dueto em “Chumbo Grosso”, primeiro single que ele antecipou para a minha coluna no Reverb, Tudo Tanto
confere lá.

justlikeheaven2019

Phoenix, Grizzly Bear, Rapture, Yeah Yeah Yeahs, MGMT, Beach House, Passion Pit, Peter Bjorn and John, Tokyo Police Club, Neon Indian, Washed Out, Tennis, Ra Ra Riot, Miami Horror: o elenco do festival norte-americano Just Like Heaven, que acontece em maio em Long Beach na Califórnia, é uma espécie de Monsters of Rock da geração indie iTunes e quer festejar como se fosse 2009. Em outras palavras, quer dizer que os anos 10 nem bem terminaram e seu revival já começou.

E no meio disso tudo tem a volta do Rapture, hein…

Ride no Brasil!

ride

Flesch confirmou: o próximo Balaclava Fest, que acontece dia 27 de abril, no Áudio Club, terá como headliner o ícone do shoegazer Ride, além das participações do Terno Rei e da banda camaronense Vagabond (mais informações aqui). Quem contava com essa?

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John Lennon acordou no dia 27 de janeiro de 1970 com uma música na cabeça. Foi ao piano e a terminou em uma hora. Ligou para George Harrison e Phil Spector – o produtor americano que havia acabado de chegar em Londres a convite de Allen Klein, que era então empresário da Apple, a gravadora dos Beatles – e os chamou para gravá-la naquela mesma noite. Na semana seguinte a música estava à venda como compacto, um feito histórico numa época em que a tecnologia ainda não corria na velocidade atual: entre a composição e a chegada aos ouvintes foram apenas sete dias, um processo-relâmpago comparado à meticulosidade de produção da época.

Sete dias são uma era geológica, se compararmos à velocidade do fim da segunda década do século 21, onde tudo acontece tão rápido que desparece com a mesma pressa que apareceu. E foi a partir desta lógica – e usando uma plataforma perfeita para isso -, que o grupo brasiliense Satanique Samba Trio apresenta, a partir desta sexta-feira, seu disco Instant Karma, que será publicado nos Stories da conta do Instagram do grupo, 28 faixas de quinze segundos que ficarão no ar apenas um dia para evaporar no dia seguinte. É o primeiro álbum lançado neste formato no mundo, “primeiro álbum líquido”, como dizem, “mas não checamos”.

“Foi em uma conversa com o baterista da banda, o Lupa Marques”, me explica o líder do grupo, o lendário Munha da 7. “Falávamos sobre as ideias mais idiotas e auto-destrutivas que já tivemos nos 15 anos de banda, como o Satanique Samba Trio Elétrico e o Ensaio Aberto – e fomos imaginando cenários e chegamos nesta ideia. Talvez seja a interpretação mais literal do termo ‘autodestruição’ que conseguimos encontrar”, lembra.

As músicas foram gravadas num único celular e com “gravadores de fita do tempo do ronca” e seguem a linha de “MPB desconstruidona entoadas como cânticos de celebração à impermanência das coisas”, como explica o líder da banda. “Roçando as bordas das questões a respeito do que é certo e errado no escopo dogmático da música brasileira”, Munha continua. “Aliás, todos instrumentos foram gravados separadamente em um único celular, que inclusive morreu de vez no final das gravações. Ou seja, é do nosso celular pro seu – postei uma foto dele no instagram da banda.”

Instant Karma começa a partir das 17h, hora de Brasília, no Instagram do Satanique.

sergiosampaio

Na edição desta semana da minha coluna Tudo Tanto, conversei com Rafa, João e Fred, donos dos selos Assustado, EAEO e Goma Gringa, que se uniram com o nome de Três Selos relançar velhos e novos clássicos da música brasileira em vinil – começando pelo último disco de Sérgio Sampaio, Sinceramente. Lê lá no Reverb.