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Jornalismo

Pouco antes do lançamento de Dr. Estranho, a Marvel começa a colocar seu próximo filme na roda – o primeiro pôster oficial do novo filme é este acima e o trailer está lá no meu blog no UOL.

A especulação já estava rolando desde o início do mês – que junto com a chegada do novo filme da Marvel aos cinemas (Dr. Estranho, que estreia dia 3 de novembro) -, o estúdio começaria a revelar mais novidades sobre seu próximo filme, Guardiões da Galáxia 2. A conexão entre os dois filmes já vem sendo especulada há mais tempo, mas o indício de que o primeiro trailer do filme da equipe liderada por Starlord (o hilário herói vivido por Chris Pratt) apareça online antes do lançamento de Dr. Estranho nos cinemas (e que possa vir atrelado ao novo filme, sendo exibido nas telonas já no mês que vem) foi confirmado quando o diretor James Gunn twittou o primeiro pôster oficial do filme. Olha que demais (repara no Groot minúsculo – há boatos que ele deve se tornar adolescente durante o novo filme, um Bart Simpson de madeira):

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E o trailer, portanto, deve pintar em breve… Talvez ainda hoje! Atualização: 14h11 Olha o trailer aí!

rogueon

Pôster final, trailer com mais detalhes da história… Já já o primeiro Guerra nas Estrelas fora das trilogias clássicas estará entre nós. Mais informações lá no meu blog no UOL.

Finalmente a Lucasfilm revela o pôster final e o trailer definitivo do filme Rogue One, o primeiro fora das trilogias da família Skywalker depois que a Disney a franquia. O novo trailer conta um pouco mais de história além da sinopse que já sabíamos (como espiões rebeldes roubaram os planos para destruir a Estrela da Morte) e reforça a aposta que o novo filme deve ser pode ser uma surpresa para o padrão dos filmes da saga.

3-porcento

A série de ficção científica 3% começou no YouTube em 2011 e cinco anos depois vai ser a primeira produção brasileira do Netflix – com estreia marcada para o fim do ano. Falei disso no meu blog no UOL.

A primeira produção brasileira do serviço de vídeos Netflix já tem data de estreia marcada: todos os episódios da primeira temporada de 3%, uma série de ficção científica criada originalmente para o YouTube, poderão ser assistidos a partir do dia 25 de novembro. A série conta a história de um futuro próximo em que a sociedade é dividida em duas castas e a única possibilidade dos integrantes da classe mais populosa – e mais pobre – passar para a elite desta realidade (os 3% que batizam a série) é através de um processo seletivo que é justamente a história do seriado.

A série foi criada originalmente para o YouTube em 2011 e seus três episódios originais continuam online (assista-os ao final deste post). O grupo do seriado original é encabeçado pelo criador de 3%, o jovem Pedro Aguilera (que a partir do sucesso online conseguiu entrar para a produção de filmes como Copa de Elite e Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou), que ao lado dos diretores Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, foi chamado pelo veterano Cesar Charlone (ex-O2 Filmes, que trabalhou em Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa) para transformar a premissa original em um seriado brasileiro com distribuição global.

O principal grupo de atores da série, cuja primeira foto oficial de divulgação (acima) foi divulgada hoje, é composto por novatos, à exceção de Bianca Comparato. Fora dos jovens que tentam passar do Continente (a parte pobre) para o Mar Alto (a parte rica) estão nomes já estabelecidos como João Miguel e Zezé Motta.

Assista abaixo os três episódios da 3% original feita para o YouTube.

Wilco clássico

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Escrevi sobre o show que o Wilco fez no Popload Festival para o meu blog no UOL.

O conceito tradicional de rock clássico diz respeito a uma geração de artistas que viveu seu auge entre o meio dos anos 60 e o final dos anos 70 (incluindo um pouco dos que estouraram nos anos 50 e alguns que desbravaram os anos 80) e que até hoje, quase meio século depois, vive das glórias do passado. Entre artistas decanos decadentes e heróis sobreviventes de uma época muito louca, velhos ídolos revivem seus dias de ouro entre turnês em que reciclam músicas ancestrais para seus contemporâneos e fãs das gerações seguintes, que torram dinheiro para assistir parques temáticos ambulantes sobre seus protagonistas. O melhor exemplo desta abordagem é o festival Desert Trip, que está acontecendo neste fim de semana reunindo, na Califórnia, os líderes daquela revolução cultural – Dylan, Paul McCartney, os Stones, Roger Waters, Neil Young e Who. Os piores são rádios, coletâneas, playlists e bandas cover que insistem numa caricatura disso, preferindo “Ballroom Blitz”, “Bohemian Rhapsody” e os mesmos hits gastos do Kiss e do Bachman-Turner Overdrive para se auto-afirmar como tribo numa clara tentativa de se diferenciar do resto do mundo. O rock clássico como rótulo geracional é o pai do infame roqueiro velho.

Uma abordagem mais propícia, no entanto, é a que trata o rock clássico como gênero musical. Há uma inevitável conexão com a mesma época descrita no início, mas não o compromisso com nomes, discos, músicas, e sim com uma sonoridade específica que evoluiu da colisão inicial do country com o blues que deu origem ao rock’n’roll para um tratamento mais sofisticado e musical. É este o terreno que a banda norte-americana Wilco, que apresentou-se pela primeira vez em São Paulo neste sábado, explora desde a virada do século, quando aos poucos foi largando suas raízes country (ou alt.country, como dizia-se à época) para abraçar a plenitude de um gênero musical aventureiro como os Beatles no estúdio, delicado como o auge dos Beach Boys, pesado e dramático como os vales e montanhas das guitarras de Neil Young, lírico como os arranjos e letras da The Band.

Foi a segunda apresentação da banda no Brasil este ano, após uma apresentação histórica no Circo Voador, no Rio de Janeiro, na quinta passada. O show de São Paulo perdeu para o carioca por motivos óbvios – a arquitetura da casa noturna da Lapa aproxima o público da banda de uma forma muito mais intensa e o show paulista foi dentro de um festival que contava com outras apresentações. Isso não apenas encurtou o tempo da banda no palco como não criou uma atmosfera estritamente focada no show de uma única banda. A favor do público paulista uma atenção e uma entrega muito mais fanática por parte da plateia que, no Rio de Janeiro, ficava conversando sem parar no meio das músicas.

Mas as diferenças entre as duas apresentações foram mínimas, se analisada estritamente a entrega da banda. No show de São Paulo, já familiarizado com o público brasileiro, o líder da banda, o guitarrista e vocalista, Jeff Tweedy, deitava e rolava no calor de sua recém-descoberta popularidade, pedindo para o público repetir o nome do grupo como torcida de time de futebol e entoando o “olê-olê-olê-olê Wilco, Wilco” que havia ouvido antes da banda entrar no palco. “Desculpe termos demorado tanto para vir para cá”, disse sincero para o público, este completamente entregue à banda, cantando não apenas os riffs e os refrões como os cariocas, mas a imensa maioria de todas as letras. No meio do show, Jeff reconheceu César, que subiu no palco carioca para tocar com a banda, e o cumprimentou.

O show seguiu a linha de grandes sucessos da apresentação anterior e foi uma versão compacta do que assistiu-se no Rio. Fora do repertório de São Paulo, infelizmente, canções memoráveis do grupo, como “Theologians”, “Ashes of American Flags” e “California Stars”, mas a clássica “Either Way”, “Dawned on Me”, “Side with the Seeds” e “The Joke Explained” só foram tocadas no palco do Urban Stage, na região norte da cidade. Entre estas aquele desfile de clássicos que os fãs esperavam: “Via Chicago” e “Impossible Germany” logo de cara, “Heavy Metal Drummer”, “Hummingbird”, “Art of Almost”, “Misunderstood”, “Jesus Etc.”, “I Got You (At the End of the Century)” e “Outtasite (Outta Mind)”.

E durante a apresentação do grupo percebe-se que seu conceito de rock clássico não é temporal – e aos poucos eles vão incluindo efeitos eletrônicos, ruídos e cacofonias elétricas, microfonias pós-punk, peso metal, agressividade punk. Isso reflete-se na dinâmica da própria banda e nos papéis de cada um no palco. Jeff Tweedy é o maestro graças a seu inegável carisma, mas também pela forma como conduz a banda do sussurro ao esporro, do assobio ao solo rasgado. Um mestre guitarrista, ele é acompanhado de perto por seu fiel escudeiro John Stirratt, baixista, principal vocalista de apoio e, ao lado de Jeff, único integrante da primeira formação do grupo. A liga entre os dois é o cerne da banda, tudo que acontece no palco é construído a partir da cumplicidade explícita entre Jeff e John.

Ao lado de Jeff, o guitarrista Nels Cline é o franco-atirador da banda, que eleva o título de guitar hero a um nível de pós-doutorado. Cline sozinho é um show à parte e seus solos traçam uma conexão clara entre Tom Verlaine e Neil Young, ampliando horizontes a cada nota sangrada no palco. O guitarrista Pat Sansone – outro guitar hero – é uma espécie de arma secreta do grupo, revezando-se entre teclados, guitarra, banjo e vocais de apoio. O pulso firme do baterista Glenn Kotche certifica-se que está tudo sob controle enquanto o tecladista Mikael Jorgensen prepara a atmosfera necessária para cada canção. Isso sem contar o desfile de guitarras (são 70 instrumentos de cordas, entre guitarras, baixos e violões), um deleite para os fãs do instrumento, e o apreço pelo detalhe – se eles quisessem que ouvíssemos o som de uma agulha caindo no palco ouviríamos. O som, outro ponto alto desta pequena turnê, estava tão cristalino quanto no Rio.

Por ter sido realizado em um festival, o show teve apenas um bis (ao contrário de dois no Rio) e a banda voltou com a intensa “Spiders (Kidsmoke)”, de raiz de rock alemão, em que Jeff incitou o público a cantarolar o riff explosivo, mas escolheu terminar com “The Late Greats”, deixando o público em estado de êxtase após o fim do show. Cravadas duas horas de emoção intensa que lavaram a alma dos fãs que esperaram tanto tempo por esse momento. Resta saber agora o que eles irão fazer em sua última apresentação no Brasil, que acontece neste domingo, no Auditório Ibirapuera. Será que manterão o clima de grandes sucessos dos dois primeiros shows ou farão uma apresentação mais introspectiva? Ou acústica? Ou que se aproveite mais dos silêncios? Mas não importa o que fizerem: farão de forma clássica, como de costume.

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O mágico show que o Wilco fez no Circo Voador ainda teve uma participação improvisada de um fã no palco – e o César contou o depoimento sobre como foi tocar no mesmo palco que seus ídolos lá no meu blog no UOL.

Quem esteve no Circo Voador no dia 6 de outubro de 2016 (uma data palíndroma – 6102016 – vejam só) sabe que assistiu a um dos shows de sua vida. Mesmo quem não é fã da banda norte-americana Wilco teve que dar o braço a torcer e comemorar a incrível conjunção de fatores que levaram a tal momento histórico. Mas ninguém teve uma história ou um show melhor do que o fã carioca Cesar do Couto, que subiu ao palco após uma discreta insistência, recebeu uma guitarra do próprio Jeff Tweedy e acompanhou a banda na música “California Stars”, com direto a fazer um solo junto com os ídolos.

Ninguém entendeu nada. Estava combinado? Eles já se conheciam? Quem era esse César? Será que ele iria roubar a cena ou fazer um papelão? Mas à medida em que ele começou a tocar a música que a banda compôs sobre uma letra de Woody Guthrie, os fãs perceberam que estavam vendo um dos seus realizar um sonho: tocar ao vivo com seus ídolos em sua cidade natal e delirou junto com o fã-guitarrista, que não parava de sorrir. Cesar toca na desconhecida banda Mimesis, que apesar do nome de banda hippie tem uma sonoridade equivalente à do Wilco (veja no final desse post), e vem para o show de São Paulo que conseguiu comprar o ingresso – e quer entregar um CD de sua banda para seu grupo do coração (além de ver se alguma alma caridosa lhe arruma ingresso para o show de domingo). Ele contou como foi sua aventura com o Wilco, que reproduzo – junto com algumas fotos dele mesmo – abaixo:

“Alguém saberia dizer a distância entre o sonho e a realidade? Pois bem, ontem (quinta, 6) eu percebi, mais uma vez em minha vida, que é possível nossos sonhos se tornarem realidade.

Minhas emoções estavam afloradas desde o anúncio da vinda do Wilco ao Brasil e isso contagiou as pessoas à minha volta. Como todo fã desesperado, comprei o ingresso no primeiro minuto de venda do festival Popload e desde então começou a contagem regressiva para finalmente assistir os caras ao vivo e em cores.

Logo depois, a surpresa de um show na minha cidade. Fiquei louco! “Mais um show?! Que maravilha!” Da mesma forma, comprei o ingresso no primeiro minuto de venda.

Quis o destino que os irmãos uruguaios tivessem seu show cancelado (César se refere ao show que o Wilco faria no Uruguai à época da vinda ao Brasil, que foi cancelado), e abriu mais uma data na agenda dos caras. E aí vocês já sabem o que aconteceu!

Só estou contando tudo isso, porque foi aqui que nasceu a ideia do que fiz ontem.

Como muitos fãs mortais da banda, montei uma operação para comprar os ingressos para o show do dia 9 de outubro. Minha esposa ficou no aplicativo e eu no PC. Aquele dia foi o momento triste da turnê. Não foi triste só para mim, muitos foram lesados pela incompetência da Popload e Ingresso Fácil. Não preciso entrar em detalhes que todos os fãs, até os que estão com ingresso em mãos, sabem o quanto foi escroto o que fizeram conosco. Minha indignação foi externada no Facebook. Logo percebi que não tinha mais o que fazer; era se conformar e ponto. Então comecei a procurar ingressos, mas… nada! Percebi que iria ficar de fora.

Minha frustração era enorme, mas ‘eu queria sonhar meus problemas pra fora’* e então surgiu a ideia de tentar fazer algo que iria marcar positivamente minha vida.

Eu duvido de que alguém, principalmente músico, nunca tenha sonhado em dividir o palco com seus ídolos referenciais. Eu sempre sonhei isso… e, no dia 6 de outubro de 2016, vislumbrei a oportunidade de realizá-lo. E realizei!

Como tudo em minha vida, dividi com minha esposa Roberta Magalhães e, como sempre, ela prontamente comprou a ideia, apoiou-me e encorajou-me a todo instante. Definitivamente eu ‘senti sua mão tocando a minha, e me dizendo por que deveria continuar trabalhando’. E é por essa e outras que eu a amo tanto.

Daí escolhi a música ‘California Stars’, por ser uma música de que eu sempre gostei, e também é a música que vez ou outra há participações. Além disso, não seria uma música que comprometeria a performance da banda, afinal a única coisa que eu não queria era atrapalhar banda e fãs.

Eu já sabia tocar a música como Jeff (Tweedy, líder da banda), mas eu não iria fazer o que ele faz na música, por isso a estudei algumas vezes. Cheguei a fazer umas linhas de guitarra ao estilo Nels (Cline, guitarrista do Wilco), fiz o solo e tudo! Estava tudo de muito bom gosto.

Minha esposa entrou em cena mais uma vez e fez o cartaz. Partimos cedo para o Circo Voador e ainda vimos a chegada da banda, quando conseguimos tirar uma foto, às pressas, com Jeff. Mas até aí ele nem imaginava que eu tinha um cartaz, quanto mais o que nele estava escrito.

Reprodução: Facebook

Reprodução: Facebook

Chegou a hora do show… Eu e minha esposa estávamos em frente ao Jeff. Éramos os primeiros da fila. Começou a todo vapor, e após ‘Art of Almost’ mostrei timidamente o cartaz ao Jeff. Ele leu e deu um sorriso. Eu não queria parecer chato e nem “entrão”, por isso recolhi o cartaz, afinal ele já sabia da minha intenção.

Decidi mostrar o cartaz a todos os integrantes e, quando cada um olhava em minha direção, o mostrava. O John (Stirratt, baixista) também deu uma risada ao lê-lo. Como disse, não queria ficar sufocando os caras.

Antes de iniciar ‘Late Greats’, percebi que Jeff estava com o violão e o capotraste na segunda casa, pensei : ‘babou. Ele vai tocar Califórnia Stars e eu vou ficar de fora.’ Mostrei o cartaz, ele riu e falou: ‘Wait.’ (Espera) Ali, me enchi de esperança… sentia dentro de mim o paradoxo da certeza de que iria rolar e do medo de que não acontecesse.

Eles saíram e eu coloquei o cartaz no palco. Quando voltaram, Jeff olhou e riu de novo. Tocaram ‘Jesus, Etc.’ e, ao terminar, Jeff foi falar com Nels sobre minha intenção, o qual olhou o cartaz, fazendo uma expressão duvidosa, em seguida olhou para mim, que estava com cara de pedinte e mãos de súplica. Talvez por isso, por ter externado meu imenso desejo de estar entre meus ídolos, concordara. Jeff veio me perguntar se eu sabia tocar guitarra e autorizou a minha subida ao palco.

Eu só sabia agradecer. A primeira coisa que falei com ele foi: ‘Obrigado por ter vindo ao Brasil!’ Fiz questão de cumprimentar todos. E aí fui marrento, pedi a ele a guitarra SG. Aquela guitarra é um sonho. Aposto que cairia muito bem em mim! Mas ele disse que aquela não estava preparada, perguntou se eu me importava em usar a Strato – como o cara é humilde! ‘Como assim?! Eu? Me importar? No Problem, Jeff’.

E começou a música. Aí, eu pergunto: ‘Quem, em sã consciência, vai conseguir manter o equilíbrio ao estar do lado de seus ídolos?’ Todo meu estudo foi por água abaixo, então pensei: ‘Vou fazer o trivial, sem medo de ser feliz!’ Afinal, estava me sentindo intimidado com as olhadas do Nels em minha direção. Senti-me sob o julgamento de um professor caxias, mas que, a cada acorde meu, acenava com a cabeça, como quem diz: ‘Você está indo bem, meu aluno’.

Não consegui conter o sorriso, tamanha era a felicidade. Eu só pensava: ‘Não posso decepcionar os caras e nem os fãs’. Eu senti que naquele momento eu devia representar muito bem os fãs brasileiros, deixar a melhor impressão possível, para que eles se sentissem em casa.

Ao terminar aquele momento mágico, só queria mais uma vez agradecê-los. Fiz questão de cumprimentar cada um deles, pois todos têm tamanha importância para a música que fazem. Minhas palavras no palco eram: ‘Thank you, guys! Thank you for coming to Brazil! I love yours songs!’

Foram cinco minutos marcantes na história da minha vida, inclusive acho que consegui desfrutar bem de cada segundo que vivenciei no palco. Ainda deu tempo da minha esposa voar no palco e agradecer também ao Tweddy por ter me oportunizado aquele momento, e em seguida tiramos uma foto.

Reprodução: Facebook

Reprodução: Facebook

Dito isso pessoal, gostaria de agradecer a todos os fãs do Wilco que me receberam como um ‘herói’. Senti que vocês ficaram felizes junto comigo. Posso garantir que foram uma plateia sensacional. A energia no palco estava fantástica, era muita vibração boa que estava ali e isso quem proporcionou fomos nós, fãs. Vocês viram a cara deles em cada música? Tipo: ‘Que porra é essa que está acontecendo aqui?’, ‘Que plateia é essa?’, ‘Por que demoramos tanto para voltar?’

Fizemos a nossa parte, pessoal!

Parabéns para todos nós!

E muito obrigado pelo carinho.

PS.: Ainda não tenho ingresso para o show do dia 9 de outubro, se alguém tiver sobrando para vender, eu compro, ou se a Popload se sensibilizar com a minha história, doe-me um par de ingressos, para eu ir com a minha esposa.

Ainda há ingressos para o show de hoje, que acontece dentro do Popload Festival (e, mesmo num festival, terá a duração de mais de duas horas como o show do Rio) e reforço o que disse o Barcinski em sua resenha de estreia aqui no UOL: o preço está salgadaço, mas se você quiser assistir ao melhor show internacional em solo brasileiro em 2016 não perca a oportunidade.

Olha a banda do César aí:

Na torcida pro César conseguir seu ingresso para o domingo. Ou será que ele já gastou sua cota de sorte? Tomara que não.

blackmirror2016

A terceira temporada do seriado distópico inglês de Charlie Brooker estreia ainda em outubro no Netflix – assista ao trailer com trechos dos seis episódios inéditos lá no meu blog no UOL.

A série inglesa Black Mirror tem tudo para deixar 2016 ainda mais tenso – pois sua nova temporada chega com seis episódios simultaneamente pelo Netflix, ao contrário das duas anteriores (com três episódios cada), que foi espalhando-se lentamente pelo planeta. O trailer desta terceira temporada mostra flashes desses seis universos fictícios que flutuam entre a realidade digital de hoje e a ficção científica distópica de alguns anos adiante, imaginados pela equipe liderada pelo controverso Charlie Brooker.

E a série estreia este mês, dia 21.

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Benedict Cumberbatch sobe ao palco de David Gimour para cantar um dos hinos do Pink Floyd – vê lá no meu blog no UOL.

É inevitável que um dos grandes momentos de qualquer show do guitarrista David Gilmour sejam as músicas que ele eternizou ao lado de sua banda original, o Pink Floyd – especificamente “Comfortably Numb”, um dos muitos épicos do clássico The Wall, palco para um de seus solos mais dramáticos. Mas imagine ir a um show do guitarrista e, logo depois dos acordes de introdução do hino, outro vocalista entra no palco, recitando uma letra mais falada que cantada. Apesar da silhueta esguia, não é Roger Waters, o outro cabeça do Pink Floyd durante seu auge nos anos 70 – e sim o ator inglês Benedict Cumberbatch. Foi isso que aconteceu na quarta passada, quando, durante um show de Gilmour no Royal Albert Hall em Londres, Gilmour abriu espaço, sem anunciar, para o intérprete mais famoso de Sherlock Holmes e futuro Doutor Estranho. E apesar da música não exigir muito do ator (o refrão ficou a cargo de Gilmour, como na música original), Cumberbatch segurou bem a onda – e o risinho entre os versos dava para perceber que ele estava realizando um sonho juvenil.

Afinal, quem nunca…?

Gorillaz: fase 4

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A banda de mentira de Damon Albarn e Jamie Hewlett lançam mais um episódio para preparar terreno para um novo disco – falei disso lá no meu blog no UOL.

Não dá pra ter uma noção exata ainda pois estamos em plena transição, mas a carreira da banda de desenho animado Gorillaz será vista no futuro como um dos protótipos do pop do século 21. Criada pelo vocalista do Blur Damon Albarn e pelo criador dos quadrinhos Tank Girl Jamie Hewlett, a importância da banda de mentira vai além de sua realidade em duas dimensões (o que não é propriamente uma novidade, dos Archies ao Timmy and the Lords of the Underworld do South Park, passando por Josie & As Gatinhas e Mystik Spiral da Daria). Na verdade o que é interessante é a forma como eles vêm mudando a relação entre artistas e fãs a partir de seus principais vínculos – músicas, discos, shows e o contato nas redes sociais.

Pois foi pelas redes que o grupo anunciou seu aguardado quarto disco, o primeiro desde The Fall, de 2011. Primeiro apareceu a imagem acima, como uma capa de livro, falando sobre The Book of Noodle (O Livro de Noodle, sendo que Noodle é uma das integrantes fictícias da banda). Logo em seguida, por uma manhã, o grupo passou a alimentar suas contas com a história do início do novo álbum, um Kill Bill versão Gorillaz em uma história em quadrinhos à moda – bem – antiga, veja só:

Digo que a história é bem antiga porque todas as cenas do quadrinho são parte de um quadro principal, que era uma das formas de se contar histórias visuais antes dos quadrinhos aparecerem ou o cinema ser inventado.

The Book of Noodle, no entanto, não é o nome do disco – e sim da fase. A banda divide suas obras em capítulos que incluem discos, shows, clipes, EPs, documentários e tudo que mais pode ser produzido dentro de uma temática. Isso foi definido após a série de lançamentos que originou a banda a partir do título de seu primeiro DVD, Celebrity Take Down. A fase seguinte chamava-se Slowboat to Hades (do disco Demon Days, de 2005) e a terceira era Escape to Plastic Beach (que incluiu os discos Plastic Beach, de 2010, e The Fall, de 2011). The Book of Noodle portanto joga uma luz oriental sobre a nova fase da banda, que deve ter seu quinto disco lançado no início do ano que vem – sempre com participações especiais inusitadas, como o maestro eletrônico francês Jean-Michel Jarre e a primeira colaboração entre o trio De La Soul e Snoop Dogg. Vamos aguardar.

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Um analista de dados se dispôs a descobrir qual personagem aparece mais que a família criada por Matt Groening – e o resultado eu postei lá no meu blog no UOL.

Começando sua 28ª temporada, os Simpsons são o programa de TV de elenco fixo mais longevo da história – e sua influência e importância cultural ainda deve ser medida. E em 27 anos de carreira, a família amarela inventada por Matt Groening gerou uma quantidade impressionante de dados, prato cheio para analistas pop como o norte-americano Todd W. Schneider, que dedicou um post inteiro de seu site a navegar pelos números dos Simpsons.

E entre gráficos de audiências, um forte desequilíbrio de gênero (25% dos diálogos dos Simpsons são ditos por mulheres – se tirarmos Lisa e Marge o número cai para menos de 10%; reflexo de outro número: 10% dos roteiristas são mulheres), anotações sobre as interações e aparições de Homer e Bart e os principais cenários da série, o analista de dados consegue decifrar quais personagens dos Simpsons mais falam nas 27 temporadas: Homer lidera (com mais de 250 mil palavras), seguido por Marge (com 150 mil), depois por Bart (mais de 120 mil) e Lisa (100 mil). Mas além da família central, quais personagens coadjuvantes que mais têm fala em toda a existência dos Simpsons?

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E a resposta é: Senhor Burns.

Vocês sabem o que ele diria...

Vocês sabem o que ele diria…

Seguido do Moe, Skinner, Flanders, Krusty, vovô Simpson, chefe Wiggum, Kent Brockman e a lista continua abaixo (repare como tem pouca mulher no seriado – as personagens femininas têm faixa vermelha).

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São mais de 600 episódios sem nenhuma previsão de parar num futuro próximo. Para a nova temporada seus produtores querem concluir um desafio que vêm se impondo desde o início do desenho: criar um episódio de uma hora que precise de cada um dos sessenta minutos para ter sua história contada (todas as tentativas até hoje puderam ser editadas para caber no tamanho de 23 minutos do desenho). Como o próprio Todd Schneider conclui em seu post

"Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?"

“Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?”

E o próprio Todd nos lembra que isso foi dito no 138° episódio da série, menos de um quarto da duração de todas as temporadas. Longa vida aos Simpsons!

Punho fechado

ironfist

A quarta adaptação do Netflix para um quadrinho Marvel já tem data marcada – falei disso no meu blog no UOL.

Ainda estou devendo falar do Luke Cage que estreou no fim de semana (já assistiram?), mas nem mal nos recuperamos de mais um seriado Marvel/Netflix e a parceria anuncia a data de lançamento do quarto seriado que produzirão conjuntamente. Punho de Ferro conta a história do bilionário Danny Rand (vivido por Finn Jones) que, depois de anos desaparecido, volta para Nova York decidio a lutar contra o crime organizado com as habilidades marciais – e místicas – que adquiriu quando esteve fora. A imagem acima é a primeira foto oficial do seriado, que estreia no dia 17 de março do ano que vem.

Punho de Ferro deve ter diálogo direto com Dr. Estranho, filme da Marvel que estreia em novembro e que também mistura misticismo oriental com artes marciais. É a quarta série da parceria Marvel/Netflix e a última antes da série Defensores, que reúne, na mesma história, os quatro personagens já apresentados em outros seriados: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e o próprio Punho de Ferro. Defensores também deve estrear no ano que vem, mas não deve ser a última parceria dos dois estúdios, que ainda deve ter uma segunda temporada de Jessica Jones e um seriado sobre o Justiceiro, apresentado na segunda temporada do Demolidor.