Que notícia foda pra começar o ano! Tanto o mítico power trio punk dos anos 90 Sleater-Kinney quanto a maravilhosa guitarrista St. Vincent deram a notícia por suas respectivas contas no Twitter que esta última irá produzir o novo disco das primeiras.
2019. @Sleater_Kinney produced by St. Vincent. pic.twitter.com/PY2JW15aIN
— St. Vincent (@st_vincent) January 8, 2019
Sleater-Kinney. Produced by @st_vincent. 2019. Photo: @jonny_stills pic.twitter.com/UObHYu3kE7
— Sleater-Kinney (@Sleater_Kinney) January 8, 2019
É o primeiro álbum das Sleater-Kinney desde No Cities to Love, que marcou a volta delas em 2015 depois de quase uma década fora da ativa. “Sempre planejamos voltar ao estúdio – era só uma questão de quando. Se há um princípio geral para este disco, é que as ferramentas que estávamos usando se provaram inadequadas. Então fomos procurar novas, tanto metaforicamente quanto literalmente”, disse a guitarrista Carrie Brownstein ao site da NPR. Ou seja: St. Vincent irá entortar timbres e riffs do trio feminino mais foda do rock norte-americano. E ela já dava pistas de sua aproximação com elas quando publicou, há um ano, um vídeo fazendo uma versão da canção do grupo “Modern Girl”.
A banda baiana Maglore entra em 2019, o ano em que completa 10 anos em atividade, lançando a deliciosa “Me Deixa Legal” remixada pelo produtor paulista Deeplick. É aquele remix que só realça as qualidades da música pra deixá-la pronta para o calor desse verão.
Jards Macalé está começando a mostrar seu novo trabalho (a partir do single de “Trevas”, lançado nesta sexta), o primeiro disco de inéditas que faz em vinte anos, produzido por Thomas Harres e Kiko Dinucci com direção artística do Rômulo Froes, que conta com as presenças de Tim Bernardes, Rodrigo Campos, Ava Rocha, Juçara Marçal, Thiago França, Clima e Luê, entre outros. O disco sairá em fevereiro e eu conversei com o Kiko sobre como foi trabalhar com o mestre na edição dessa sexta-feira da minha coluna Tudo Tanto no site Reverb – lê lá.
Depois de dar sinal de vida em 2018 com o single de “Free Yourself”, os Chemical Brothers anunciam novo álbum, chamado No Geography, ainda para este semestre – e o novo single, “Mah”, cujo clipe foi filmado na apresentação da dupla formada por Tom Rowlands e Ed Simons no Alexandra Palace, em Londres, canaliza a raiva e a angústia do mundo citando o discurso épico do personagem Howard Beale, do filme Rede de Intrigas, de 1976.
Ainda sem data de lançamento, Lana Del Rey anuncia o título de seu próximo álbum, Norman Fucking Rockwell, e mais uma balada arrebatadora para preparar terreno para a chegada do álbum, com o gigantesco título “Hope is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – but I Have It”.
Ainda sem título, o terceiro disco do BaianaSystem é o assunto da minha primeira coluna Tudo Tanto de 2019 – antecipo a data de lançamento do disco (2 de fevereiro, quando o próprio Baiana completa 10 anos) e as participações especiais, que incluem Manu Chao, Antonio Carlos e Jocafi, Curumin, Mestre Lorimbau e BNegão, além do tema principal do álbum, que fala sobre a volta às raízes baianas do grupo a partir da ilha de Itaparica – leia mais lá no Reverb.
É com imensa satisfação que apresentamos, eu e a Joyce Pais do Cinemascope, a segunda temporada do Cine Doppelgänger, série de debates sobre cinema que apresentamos desde o meio de 2018 na Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo. E a segunda temporada vem com grandes novidades – a primeira delas é que não vamos mais exibir os dois filmes na íntegra, deixando mais tempo para o debate sobre as duas películas que escolhemos para comparar diferentes aspectos de títulos conhecidos e desconhecidos do público que, aos poucos, vai sendo formado aos sábados. Por isso, a partir do dia 19 de janeiro começamos a dissecar duas produções por sábado em quatro horas de conversa, mostrando cenas dos filmes, entrevistas, comentários e ensaios sobre a dupla que escolhemos para cada sessão. E nessa segunda temporada tem de tudo: do Bandido da Luz Vermelha a Quanto Mais Quente Melhor, passando por filmes de Almodóvar, Godard, John Waters, Karim Aïnouz, Orson Welles, João Moreira Salles, Russ Meyer, Jim Jarmusch e mais. Comentamos a nova temporada no vídeo abaixo e você pode confirmar a presença na primeira edição aqui (além de confirmar presença no evento que criamos no Facebook). O melhor é que é de graça.
19 de janeiro: De Salto Alto
Dois clássicos extravagantes de épocas diferentes contam com protagonistas masculinos que, por diferentes motivos, usam roupas femininas. Como a imagem feminina mudou ao olhar masculino entre a deliciosa fuga de Tony Curtis e Jack Lemmon ao lado de Marilyn Monroe em Quanto mais quente melhor (1959), de Billy Wilder, e o universo kitsch do clássico cult de Jim Sharman, em The Rocky Horror Picture Show (1975)?
23 de fevereiro: O Comum Bizarro
Russ Meyer e John Waters são autores associados a filmes de baixo orçamento com personalidades extravagantes, mas a partir de suas obras mais icônicas, Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) e Pink Flamingos (1972), é possível ver seu apreço pelo ordinário e pela vida simplória.
23 de março: Uma Pequena Sociedade
Enfoques diferentes sobre como o ambiente escolar influencia a socialização dos jovens: enquanto o francês Entre os Muros da Escola (2006), dirigido por Laurent Cantet, mostra como a sala de aula apenas reflete o que acontece fora dela, o espanhol Má Educação (2004), dirigido por Pedro Almodóvar, investiga esta influência além da questão curricular.
13 de abril: o meio é a mensagem
Dois marcos do cinema, a obra-prima que inaugura o cinema moderno, Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, e o ápice do cinema marginal, O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, contam histórias de protagonistas inspirados em personalidades reais a partir de como suas vidas foram retratadas pelas principais mídias de seu tempo.
18 de maio: Aquele Maio
Duas testemunhas diferentes do histórico maio de 1968 em Paris contam suas histórias: o documentarista brasileiro João Moreira Salles revê sua infância e família à luz daqueles acontecimentos no excelente No Intenso Agora (2017), enquanto um dos principais protagonistas daquela época, o cineasta francês Jean-Luc Godard, registra os acontecimentos em tempo real em seu Tudo Vai Bem (1972).
15 de junho: Deserto Interior
Duas jornadas para dentro de existências solitárias, o O Céu de Suely (2006), do diretor cearense Karim Aïnouz, e Homem Morto (1995), dirigido pelo norte-americano Jim Jarmusch, exprimem o sentimento de distância da realidade a partir de locais ermos do nordeste brasileiro e do faroeste dos EUA.
“Eu quero para mim”
“I don’t know, I don’t know anything”
“The feeling’s never the same, you chase what you couldn’t gain”















