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Jornalismo

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Sem lançar disco desde 2011, o rapper inglês Mike Skinner, que também atende pelo codinome The Streets, anunciou uma mixtape cheia de convidados, None of Us Are Getting Out of This Life Alive (eis a capa acima), que será lançada no próximo mês de julho. E para iniciar os trabalhos, ele chamou ninguém menos que Kevin Parker, do Tame Impala, para mostrar o tom deste trabalho. “Call My Phone Thinking I’m Doing Nothing Better” abre a mixtape, que ainda conta com participações de nomes como o grupo Idles, Ms Banks, entre outros. A improvável colaboração, que pode ser ouvida abaixo, não chega a empolgar, mas funciona, principalmente levando em conta os extremos reunidos nesta equação.

A mixtape já está em pré-venda.

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Pouco antes da última vez que anunciou um novo álbum (Syro foi lançado em 2014 – já vão seis anos!), o produtor inglês Aphex Twin começou dar sinal de vida soltando faixas inéditas aleatórias em uma conta quase anônima no Soundcloud, user18081971. Mesmo após o lançamento do álbum, a conta continuou ativa e vez por outra o produtor lança algo novo por lá, tornando este perfil em sua fonte mais confiável de notícias, uma vez que tornou-se recluso inclusive digitalmente.

Mas há poucos dias ele começou a soltar algumas faixas, possivelmente motivado pela morte do pai, Derek, que chegou inclusive a colaborar em algumas faixas do filho, com vocais sampleados. Mas o conjunto de novas canções, sempre com títulos enigmáticos, como “s8v1 [brooklyn]”, “prememory100N pt2” ou “m11st lon” vão para o extremo oposto onde o produtor estava nos últimos anos, apostando no ambient mais delicado ou em faixas de baixa densidade que mesmo quando o BPM pega, apontam para a contemplação.

Numa delas, a belíssima “qu1”, em que havia dedicado para seu pai, apagando o comentário depois, ele chega a conversar com os fãs inclusive sobre a morte do pai: “Não faz sentido preparar-se para a morte de seus pais, é um desperdício completo de tempo pois você não sabe como vai ser, você não tem ideia e precisa passar seu tempo apreciando seus queridos enquanto você pode, se puder. Eu sei que isso parece óbvio, mas eu pensava muito nisso… Tentar me preparar para isso, mas fui burro.” Anteriormente, ele havia falado que a morte de seu pai não estava ligado à epidemia do coronavírus.

Agora… Se vem disco aí ou não é sempre uma dúvida…

moraes-moreira

Que tristeza começar a semana com uma notícia dessas… Mais que peça central em um dos grupos mais importantes da nossa música, Moraes Moreira ampliava o cancioneiro nordestino para além das fronteiras estaduais e compôs algumas das canções mais bonitas e fortes da música brasileira. Vai em paz…

Fala, Lana Del Rey

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Desde o ano passado Lana Del Rey vem comentando sobre a possibilidade de lançar um livro de poesia, projeto que foi anunciado no início do ano como sendo um disco falado em que a cantora norte-americana recitaria seus poemas, mas nada foi propriamente anunciado – até este fim de semana. Ela publicou em suas redes sociais o título e a capa do novo trabalho – que, segundo o site Stereogum, é tanto um livro quanto um disco, com o mesmo título – e revelou que o disco conta com trilha sonora do produtor de seu disco mais recente, Normal Fucking Rockwell!, Jack Antonoff. O disco/livro chama-se Violet Bent Backwards Over the Grass e a capa frugal foi feita pela artista Erika Lee Sears – ei-la abaixo:

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Além da capa, ela também publicou um vídeo recitando um poema ao som de uma rodovia:

Mas não há previsão de datas ou mais informações sobre o disco-livro. A saber.

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Nossa Senhora do Rock Brasileiro deu notícias neste sábado de aleluia: Rita Lee, que cada vez tem se tornado mais reclusa, usou seu Instagram para dar uma mensagem de otimismo e pra mostrar que, apesar de tudo, ela está ótima, cantando a clássica “Saúde” acompanhada do marido Roberto de Carvalho.

“Enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz” – esse “talvez” é pura modéstia, diz aí…

washedout2020

Ernest Green, que responde pelo Washed Out, tinha planos de lançar um novo single no final de março, após filmar um clipe para sua nova música, “Too Late”, que iria fazer na costa italiana, tendo como inspiração o por do sol no Mar Mediterrâneo. Mas a pandemia do coronavírus o fez cancelar seu plano original, que foi transferido para a Espanha… logo que o país entrou também em quarentena. Uma última tentativa foi feita na Inglaterra, que também começou a sofrer com a doença, o que o fez mudar completamente de ideia. Publicou em seu Instagram um pedido para os fãs enviarem cenas do por do sol, mesmo que fossem feitas fora da quarentena, e a partir de mais de 1.200 vídeos, ele montou o clipe, que traz sua atmosfera tranquila para este momento tão bizarro que vivemos.

Mas ele também não sabe quando irá lançar mais algo, embora esteja otimista em relação ao futuro de sua banda após toda essa situação que estamos passando.

Como se fosse 1995

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O Pavement preparava-se para fazer mais shows este ano – a princípio nas duas edições, a lusitana e a catalã, do festival Primavera -, mas, como todos os artistas, teve que segurar as pontas, cancelar os shows e repensar seu futuro próximo. E como 1995 marca o 25° aniversário de seu clássico Wowee Zowee, sua gravadora Matador inventou um item colecionável para atiçar os ímpetos consumistas de seus fãs e criou um compacto em vinil em formato de balão – como o nome do grupo originalmente aparece no disco – reproduzindo a pintura da capa em um picture disc que traz duas músicas que ficaram de fora do álbum, “Sensitive Euro Man” e “Brink of the Clouds/Candylad”. As duas faixas já haviam sido reveladas quando o grupo revisitou o álbum na edição Sordid Sentinels em 2006, mas este formato é uma novidade para o grupo:

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O disco já está à venda no site da gravadora Matador – e tem edição limitada.

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A Carol e o Juliano me avisaram que a rádio KEXP publicou há pouco o show que Angel Olsen gravou em seu estúdio em dezembro do ano passado, mostrando, com cordas e tudo, músicas do deslumbrante All Mirrors, o melhor disco de 2019. É pra aquecer o coração de qualquer um, prepare o lenço.

Que mulher!

“All Mirrors”
“Spring”
“Lark”
“Chance”

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O primeiro disco solo do guitarrista do Radiohead Ed O’Brien, Earth, sai na próxima sexta e ele mostra mais uma nova faixa, o belo dueto “Cloak of the Night”, faixa que encerra o disco e que foi gravada ao lado de Laura Marling. Ed já havia mostrado outras três faixas anteriormente, além de ter declarado que pegou o coronavírus.

Simples e bonita.

Um disco em casa

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O multiinstrumentista Meno Del Picchia usou o confinamento que nos isolou em quarentena durante essa epidemia como processo criativo e decidiu gravar um disco sozinho em casa. “Bora enfrentar essa loucura que não tem outro jeito”, ele me escreve. “Resolvi que é tudo orgânico, sem metrônomo, instrumentos elétricos ou eletrônicos. Só eu, bem vazio – voz, violão, piano, baixo acústico – e a casa. Resolvi também que vou lançar do jeito mais orgânico possível – clipes caseiros no Instagram e YouTube primeiro e depois só o áudio no Bandcamp pra quem quiser baixar e ouvir em casa. Minha casa agora é esse disco, esse disco é minha casa.” A primeira música chama-se “Pele de Água”, que também batiza o disco, e ele lança aqui no Trabalho Sujo.