O Radiohead está fazendo sua parte para manter todos em casa e começou a abrir seu baú de memórias publicando apresentações ao vivo na íntegra em seu canal no YouTube: “Agora que você não tem opção a não ser curtir uma noite tranquila em casa, apresentamos os primeiros de uma série de shows ao vivo da Radiohead Public Library que vão para o nosso canal no YouTube”, avisou o grupo em sua conta no Instagram. Eles começaram com um show em Dublin, na Irlanda, no ano 2000…
….e depois com um show em Berlim em 2016.
Que venham outros tantos!
Vai-se um gigante – Rubem Fonseca nos deixou nesta quarta-feira e com isso morre o maior escritor brasileiro vivo. Ele é o grande nome da literatura brasileira contemporânea e ajudou-a a finalmente sair do século dezenove, fazendo com contos e romances o que Nelson Rodrigues fez com o teatro e João Gilberto com a música. Seus personagens frios, sujos e surreais habitavam um Brasil bem diferente deste que conhecemos hoje, mas a essência daquele submundo que dispôs-se a retratar influenciou completamente as letras no país (mesmo sempre recluso e avesso a entrevistas) – seja na literatura, no jornalismo, no cinema, no teatro ou na televisão.
Metade do duo americano Metro Area, o produtor Morgan Geist enxuga a ótima “Never Come Back” do recém-lançado Suddenly, que o produtor canadense Dan Snaith lançou com seu pseudônimo mais conhecido, Caribou. O resultado isola vários elementos da faixa original e os estica de forma minimalista, abrindo vácuos introspectivos, deixando-a com um toque zen sem necessariamente desfigurá-la.
Obcecado por resgatar ícones musicais que fizeram sua cabeça, David Bowie mergulhou na música norte-americana durante os anos 70 e depois de ressuscitar a carreira de Lou Reed com o impecável Transformer, conseguiu ressuscitar os Stooges para um último terceiro álbum em estúdio, o histórico Raw Power. Seu líder, Iggy Pop, já estava trabalhando em sua carreira solo e conseguiu mudar o nome da banda para Iggy and the Stooges e aquele foi o primeiro trabalho que uniu os dois ícones, cuja amizade se esticaria para o resto da vida. Um gesto de generosidade de Bowie, que, vendo o amigo se afundar na heroína, conseguiu não apenas inclui-lo na turnê de lançamento de seu Station to Station, como assegurar a produção de dois discos solo de Iggy, que na época já morava em Londres. Bowie que, por sua vez, também precisava sair do atoleiro de drogas que havia se enfiado, pegou o amigo pelo braço e foi morar com ele em Berlim, na Alemanha, onde produziria sua antológica trilogia alemã, além de produzir dois clássicos de Pop: The Idiot e Lust for Life.
Iggy Pop volta a esta época de sua vida na recém-anunciada caixa The Bowie Years, que em sete CDs, reúne tanto os três discos produzidos no período (acrescentando o ao vivo T.V. Eye Live) quanto um CD com apenas versões alternativas e demos das faixas daquela época e mais três shows de 1977 na íntegra, um na Inglaterra e dois nos EUA. A caixa, que ainda traz um livro de quarenta páginas com entrevistas sobre esta fase, será lançada no final de maio e já está em pré-venda. E para começar os trabalhos, antecipam uma versão alternativa para a clássica “China Girl”, um dos muitos hits de Iggy Pop desta época.
Disco 1: The Idiot
“Sister Midnight”
“Nightclubbing”
“Funtime”
“Baby”
“China Girl”
“Dum Dum Boys”
“Tiny Girls”
“Mass Production”
Disco 2: Lust For Life
“Lust for Life”
“Sixteen”
“Some Weird Sin”
“The Passenger”
“Tonight”
“Success”
“Turn Blue”
“Neighborhood Threat”
“Fall in Love With Me”
Disco 3: TV Eye Live
“T.V. Eye”
“Funtime”
“Sixteen”
“I Got A Right”
“Lust for Life”
“Dirt”
“Nightclubbing”
“I Wanna Be Your Dog”
Disco 4: Demos and Rarities
“Sister Midnight (Mono Single Edit)”
“Sister Midnight (Single Edit)”
“China Girl (Single Edit)”
“Dum Dum Boys (Alt Mix)”
“Baby (Alt Mix)”
“China Girl (Alt Mix)”
“Tiny Girls (Alt Mix)”
“I Got A Right (Single)”
“Lust for Life (Edit)”
Entrevista com Iggy sobre as gravações de The Idiot
Disco 5: Live at The Rainbow Theatre – Finsbury Park, London 07/03/1977
“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1969”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“Tonight”
“Some Weird Sin”
“China Girl”
Disco 6: Live at The Agora – Cleveland 21/03/1977
“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1969”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“China Girl”
Disco 7: Live at Mantra Studios – Chicago 28/03/1977
“Raw Power”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“Turn Blue”
“Funtime”
“Gimme Danger”
“No Fun”
“Sister Midnight”
“I Need Somebody”
“Search and Destroy”
“I Wanna Be Your Dog”
“China Girl”
Sem lançar disco desde 2011, o rapper inglês Mike Skinner, que também atende pelo codinome The Streets, anunciou uma mixtape cheia de convidados, None of Us Are Getting Out of This Life Alive (eis a capa acima), que será lançada no próximo mês de julho. E para iniciar os trabalhos, ele chamou ninguém menos que Kevin Parker, do Tame Impala, para mostrar o tom deste trabalho. “Call My Phone Thinking I’m Doing Nothing Better” abre a mixtape, que ainda conta com participações de nomes como o grupo Idles, Ms Banks, entre outros. A improvável colaboração, que pode ser ouvida abaixo, não chega a empolgar, mas funciona, principalmente levando em conta os extremos reunidos nesta equação.
A mixtape já está em pré-venda.
Pouco antes da última vez que anunciou um novo álbum (Syro foi lançado em 2014 – já vão seis anos!), o produtor inglês Aphex Twin começou dar sinal de vida soltando faixas inéditas aleatórias em uma conta quase anônima no Soundcloud, user18081971. Mesmo após o lançamento do álbum, a conta continuou ativa e vez por outra o produtor lança algo novo por lá, tornando este perfil em sua fonte mais confiável de notícias, uma vez que tornou-se recluso inclusive digitalmente.
Mas há poucos dias ele começou a soltar algumas faixas, possivelmente motivado pela morte do pai, Derek, que chegou inclusive a colaborar em algumas faixas do filho, com vocais sampleados. Mas o conjunto de novas canções, sempre com títulos enigmáticos, como “s8v1 [brooklyn]”, “prememory100N pt2” ou “m11st lon” vão para o extremo oposto onde o produtor estava nos últimos anos, apostando no ambient mais delicado ou em faixas de baixa densidade que mesmo quando o BPM pega, apontam para a contemplação.
Numa delas, a belíssima “qu1”, em que havia dedicado para seu pai, apagando o comentário depois, ele chega a conversar com os fãs inclusive sobre a morte do pai: “Não faz sentido preparar-se para a morte de seus pais, é um desperdício completo de tempo pois você não sabe como vai ser, você não tem ideia e precisa passar seu tempo apreciando seus queridos enquanto você pode, se puder. Eu sei que isso parece óbvio, mas eu pensava muito nisso… Tentar me preparar para isso, mas fui burro.” Anteriormente, ele havia falado que a morte de seu pai não estava ligado à epidemia do coronavírus.
Agora… Se vem disco aí ou não é sempre uma dúvida…
Que tristeza começar a semana com uma notícia dessas… Mais que peça central em um dos grupos mais importantes da nossa música, Moraes Moreira ampliava o cancioneiro nordestino para além das fronteiras estaduais e compôs algumas das canções mais bonitas e fortes da música brasileira. Vai em paz…
Desde o ano passado Lana Del Rey vem comentando sobre a possibilidade de lançar um livro de poesia, projeto que foi anunciado no início do ano como sendo um disco falado em que a cantora norte-americana recitaria seus poemas, mas nada foi propriamente anunciado – até este fim de semana. Ela publicou em suas redes sociais o título e a capa do novo trabalho – que, segundo o site Stereogum, é tanto um livro quanto um disco, com o mesmo título – e revelou que o disco conta com trilha sonora do produtor de seu disco mais recente, Normal Fucking Rockwell!, Jack Antonoff. O disco/livro chama-se Violet Bent Backwards Over the Grass e a capa frugal foi feita pela artista Erika Lee Sears – ei-la abaixo:
Além da capa, ela também publicou um vídeo recitando um poema ao som de uma rodovia:
Mas não há previsão de datas ou mais informações sobre o disco-livro. A saber.
Nossa Senhora do Rock Brasileiro deu notícias neste sábado de aleluia: Rita Lee, que cada vez tem se tornado mais reclusa, usou seu Instagram para dar uma mensagem de otimismo e pra mostrar que, apesar de tudo, ela está ótima, cantando a clássica “Saúde” acompanhada do marido Roberto de Carvalho.
“Enquanto estou viva e cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz” – esse “talvez” é pura modéstia, diz aí…
Ernest Green, que responde pelo Washed Out, tinha planos de lançar um novo single no final de março, após filmar um clipe para sua nova música, “Too Late”, que iria fazer na costa italiana, tendo como inspiração o por do sol no Mar Mediterrâneo. Mas a pandemia do coronavírus o fez cancelar seu plano original, que foi transferido para a Espanha… logo que o país entrou também em quarentena. Uma última tentativa foi feita na Inglaterra, que também começou a sofrer com a doença, o que o fez mudar completamente de ideia. Publicou em seu Instagram um pedido para os fãs enviarem cenas do por do sol, mesmo que fossem feitas fora da quarentena, e a partir de mais de 1.200 vídeos, ele montou o clipe, que traz sua atmosfera tranquila para este momento tão bizarro que vivemos.
Mas ele também não sabe quando irá lançar mais algo, embora esteja otimista em relação ao futuro de sua banda após toda essa situação que estamos passando.












