E essa versão demo de “A Cidade”, gravada na versão pré-histórica da Nação Zumbi chamada Bom Tom Rádio? O grupo era formado por Chico Science, Jorge du Peixe e o produtor H.D. Mabuse. Entre o pós-punk e o hip hop oitentista, dava o recado com a música que depois se tornaria hit nos anos 90, mas com a vibe oitentista que adubou o caminho para o surgimento do mangue beat.
Que pérola.
Essa foi uma dica do Ramiro, que escreveu o texto de apresentação da mixtape. Jorge Dubman, baterista e beat maker do grupo baiano de afro beat Ifá, assume sua persona Dr. Drumah para enfileirar samples, beats e trechos de músicas de todo o continente africano em uma sequência de faixas batizada de The Confinement Vol. 01: Africa, em que mistura sons da Nigéria, do Gana, da Etiópia e de outros países em um trip sônica de quarentena. Sente só:
A série alemã Dark anuncia sua terceira e última temporada para o final deste mês e a minha dica é reassistir as duas primeiras temporadas neste mês para que sua cabeça não funda de vez!
Em mais um remix feito para seu disco mais recente, o produtor Alexandre Kassin convida o lendário DJ Meme, compadre de Lulu Santos, para reler a faixa-título do álbum, “Relax”, que o DJ carioca invoca o mitológico Lincoln Olivetti, ídolo e mestre de Kassin, para reler a faixa do amigo.
Relix é o infame nome deste disco, que já mostrou uma colaboração com os Boogarins, e ainda terá remixes do produtor Nave, de Marcelinho da Lua, entre outros – veja a relação abaixo.
“Relax (Tom Excell Remix)”
“Seria o Donut? (Sonho Americano Remix)”
“Sua Sugestão (Denitia Remix)”
“Relax (DJ Meme Remix)”
“Digerido (Ico dos Anjos Remix)”
“Relax (Will Love Remix)”
“Coisinha Estúpida (c/ Clarice Falcão) (Comma21 Remix)”
“O Anestesista (Tom Excell Remix)”
“Momento de Clareza (Kassin Edit)”
“Relax (Balaco Remix)”
“Relax (Tranquilo Soundz Remix)”
“Momento de Clareza (Nave Remix)”
O disco será lançado em breve mas ainda não tem data de lançamento definida.
O paulistano Jair Naves começou a gravar seu próximo disco no início do ano, mas só conseguiu finalizar uma música antes da quarentena começar. “Em vez de esperar finalizarmos o restante do repertório para divulgarmos qualquer uma das canções, achei que faria sentido divulgar essa agora, mesmo não sendo o melhor momento em termos estratégicos, mercadológicos ou seja lá qual for o termo que você ache mais adequado”, escreveu em sua página no Facebook, explicando antecipar o lançamento de “Irrompe”, que também chega como clipe. “Embora tenham sido escritos quando o planeta ainda vivia a sua antiga normalidade, os versos dessa música ainda fazem sentido no contexto. Talvez até mais do que quando foram gravados. Entre as muitas leituras possíveis, gosto de pensar que ‘Irrompe’ fala não só sobre uma brutalidade coletiva irracional que surge aparentemente do nada e foge de qualquer controle, mas também sobre quem ou o que nos serve de abrigo quando tudo parece ter ficado difícil demais.”
Morreu Evaldo Gouveia, autor clássico do cancioneiro brasileiro, compositor cearense apaixonado que deixa um extenso legado, lembrado principalmente por suas parcerias com Altemar Dutra (com quem compôs “Sentimental Demais”, “Brigas”, “O Trovador”, “Que Queres Tu de Mim”, “Somos Iguais” e “Serenata da Chuva”, entre outras). Teve suas composições gravadas por grandes intérpretes da música brasileira, como Nelson Gonçalves, Alaíde Costa, Angela Maria, Jair Rodrigues, Gal Costa, Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Wilson Simonal, Fafá de Belém, Maria Bethânia, Emílio Santiago, Dalva de Oliveira, Agnaldo Timóteo, Jamelão e Maysa, além de ter sido autor do samba-enredo “O Mundo Melhor de Pixinguinha”, defendido pela Portela em 1974. Mais uma vítima do covid-9, infelizmente.
Larissa Conforto segue sua transformação em Àiyé, desta vez destacando uma das músicas do primeiro EP – lançado no início da quarentena – num belo clipe filmado em Portugal, onde ela passou uma temporada no ano passado. “Pulmão” foi filmado nas regiões do Alentejo e do Vale do Tejo e a paisagem vazia e a dança solitária da cantora e compositora carioca ganha uma nova leitora à luz deste clima da pandemia. “Enche meu pulmão mas desgasta os meus ossos”, canta entre beats eletrônicos e acústicos, “Pesam as dúvidas do desconhecido, transborda o caos da rotina, livros nãos lidos não ensinam nada”.
Gang of Four para sempre! Meses após a morte de seu fundador e principal integrante, o mestre Andy Gill, o grupo inglês prepara o lançamento de mais um EP póstumo, depois de This Heaven Gives Me Migraine, que foi lançado em fevereiro e vinha sendo preparado pelo próprio guitarrista morto no início daquele mês. O novo disco, chamado Anti Hero, foi supervisionado pela viúva de Gill, a ativista Catherine Mayer, e foi anunciado com a faixa “Forever Starts Now”, que ficou de fora do disco que a banda lançou no ano passado, Happy Now. A capa do novo disco, que será lançado em julho e já está em pré-venda, é um retrato de Andy feito pelo clássico ilustrador Shepard Fairey. O disco ainda trará novas versões para hinos do grupo, como “Change the Locks” e “Glass” e a primeira música solo de seu vocalista, John Sterry, que passa a assinar como JJ Sterry, “Day Turns to Night”.
O grupo norte-americano Flaming Lips lança o primeiro single do ano, a bela e introspectiva “Flowers of Neptune 6”, uma balada composta por seu guitarrista Steven Drozd, cujo clipe flagra o líder e vocalista da banda Wayne Coyne, andando em sua bolha de isolamento social (hit da banda muito antes da pandemia nos assolar) por regiões desertas dos Estados Unidos, carregando a bandeira de seu país nos ombros quase com pesar. A vocalista Kacey Musgraves faz uma participação acompanhando o vocalista no refrão.
Christopher Nolan não vê a hora de lançar seu novo filme, Tenet, nos cinemas. O diretor de Inception estava com tudo programado para lançar seu novo filme no início deste ano e como em seu filme estrelado por Di Caprio, ele brincava mais uma vez com a noção da percepção da realidade, desta vez lidando com a linearidade do tempo. Mas com a pandemia, ele viu seus planos serem adiados indefinidamente, até os cinemas voltarem a abrir. Ele foi relutante até em lançar o novo trailer fora das salas de cinema, resignando-se a estreá-lo dentro de um videogame (e assim Fortnite vai estabelecendo um novo vínculo entre a indústria dos games e a do cinema, como também fez com a música, no show de lançamento do single novo do Travis Scott), ao mesmo tempo em que briga para que os cinemas voltem a abrir o quanto antes (idealmente, para ele, no dia 17 de julho, como havia anunciado no fim do ano passado).
youtube.com/watch?v=5uShcH_3NB4
O novo trailer aprofunda-se na ideia que a manipulação do tempo é o tema central do filme, mas há algo escondido até em seu título – o aspecto palindrômico, que pode ser lido de trás pra frente – que cogita que mais uma vez o diretor norte-americano trabalhe com camadas, desta vez, temporais. E há quem diga que o filme seria uma continuação secreta de Inception… Hmmm…









