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Partiu de uma conversa sobre dois dos filmes mais comentados de 2019, Uma História de Casamento e Midsommar, que falam sobre relacionamentos caindo aos pedaços e partir daí, eu e André Graciotti puxamos uma discussão sobre as vezes em que o cinema discutiu relacionamentos e abriu questões sobre a vida em casal em filmes emblemáticos. No decorrer desta edição do Cine Ensaio falamos sobre Ingmar Bergman, Woody Allen, Richard Linklater, Blue Valentine, (500) Dias com Ela, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e vários outros filmes.

Ave Galaxie 500

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No início do ano, para aproveitar o lançamento da versão em vinil do disco ao vivo Copenhagen do Galaxie 500, a gravadora norte-americana Persona Non Grata estava organizando uma apresentação no Record Store Day para trazer bandas para a loja nova-iorquina da Rough Trade e fazer um show com bandas tocando músicas do saudoso grupo indie. Mas com a pandemia e a quarentena, o projeto teve de ser reestruturado e tornou-se uma série de apresentações ao vivo gravadas remotamente incluindo nomes contemporâneos e influenciados pela clássica banda. Separei aqui as versões que o Mercury Rev, Thurston Moore, Glenn Mercer (dos Feelies), Surfer Blood, Barbara Manning, Hamilton (do grupo inglês British Sea Power), Mark Lanegan, Stephin Merritt, Calvin Johnson, Real Estate, Versus, Winter, entre outros, tocando canções imortais do grupo ou variações de versões clássicas feitas pelo grupo para músicas do Velvet Underground, do New Order e dos Rutles.

Você confere todas as versões lá no site oficial do projeto. Que banda!

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A apresentação de Billie Eilish no Tiny Desk Concert (uma semana depois da participação do Tame Impala) traz só duas músicas – e ao escolher duas novas canções, “My Future” (infelizmente sem a parte mais dançante) e “Everything I Wanted” e concentrar seu show na parceria com o irmão Finneas (cada vez mais em cena), ela deixa aquele gostinho de quero mais…

Que maravilha…

ChadwickBoseman

Que notícia triste a morte do jovem Chadwick Boseman. Mais conhecido por viver o icônico protagonista do filme Pantera Negra, da Marvel, ele exaltou sua negritude ao encarnar personagens emblemáticos do século passado no cinema, como James Brown, o juiz Thurgood Marshall (o primeiro juiz negro a chegar à suprema corte dos EUA) e o jogador de beisebol Jackie Robinson (o primeiro negro a jogar na primeira divisão do esporte), além de ter participado do filme mais recente de Spike Lee, Destacamento Blood. Ele deixou pronto o filme Ma Rainey’s Black Bottom, baseado numa peça de August Wilson, com produção de Denzel Washington e Viola Davis no elenco. Morreu vítima de um câncer que lhe perseguia há quatro anos e deixa um curto legado de exaltação à cultura negra com filmes já clássicos.

Dua Lipa Club Mix

dua

Quando a nostalgia é muita, o santo desconfia… E o anúncio que Dua Lipa lançaria uma versão de seu excelente Future Nostalgia inteirinho remixado com um time de convidados de peso criou uma expectativa de elevar ainda o patamar de um disco perfeito para a pista de dança. O primeiro single, com as participações de Madonna e Missy Elliott, não era nada revolucionário, mas às vezes era só pra botar banca… E quando o time completo de convidados revelou-se conter nomes como Joe Goddard (Hot Chip e LCD Soundsystem), Masters At Work, Dimitri From Paris, Gwen Stefani, Mark Ronson e Jacques Lu Cont, entre outros, parecia que o disco realmente poderia atingir as expectativas, mas foi só Club Future Nostalgia aparecer nesta sexta para perceber que, por mais que diferentes nomes tenham sido chamados, o disco soa como uma coisa só, sem tanta diversidade. E o que poderia ser coesão, no fim é uma camisa de força ao redor de praticamente um único BPM – bem diferente do disco original, diga-se de passagem -, soando como uma versão daqueles remixes de rádio FM nos anos 90 que colocavam qualquer música na mesma batida repetitiva, estéril e constante, sem requebrar nem dar respiro. Talvez tenha a ver com a produção do disco todo vir assinada por Blessed Madonna (o novo nome da antiga Black Madonna), que tirou a alma de um disco perfeito para fazer um comercial genérico de música eletrônica, um desserviço ao próprio conceito de remix. E aí nem Mark Ronson pedindo Neneh Cherry ou Dmitri From Paris citando Jamiroquai salvam a festa…

Uma pena: maculou o nome de um disco nota 10.

boogarins

“Pra mim é tipo o nosso Incesticide, eu inclusive quis chamar de AustIncesticide”, ri o guitarrista Benke Ferraz sobre o recém-lançado disco de sobras que não entraram em seus dois discos mais recentes, Lá Vem a Morte e Sombrou Dúvida, ambos compostos e gravados em uma casa em Austin, no Texas, nas três temporadas entre 2016 e 2018 quando o grupo goiano passou pelos Estados Unidos nos anos passados. A referência à coletânea de músicas soltas que o Nirvana tinha espalhadas e que foram reunidas após o sucesso de Nevermind não faz jus à Manchaca – Volume 1, que ao mesmo tempo em que reúne sobras, demos, ensaios e versões cruas de músicas dos dois discos (além de outras pérolas, como a versão “João 3 Filhos” que Dinho mandou para Ava Rocha eternizar em seu Transa), reforça a importância do período nos EUA para o amadurecimento do grupo como banda. O disco tem esse título tanto porque a casa em que moravam e ensaiavam nos EUA ficava numa rua que tinha este nome (que quer dizer “atrás de” em um idioma nativo norte-americano) e acaba sintetizando uma era na história da banda, principalmente porque esta era foi encerrada abruptamente pela atual pandemia. E não é volume 1 à toa, o guitarrista promete que o 2 sai até novembro. Bati um papo com Benke sobre como esse novo trabalho reflete a maturidade da banda e a importância destes dois discos – e deste material que está vindo à tona agora, que mistura jam sesions, demos, versões caseiras e outtakes.

Quando vocês pensaram em transformar esse material num disco só? Foi antes ou depois da quarentena?
Bem antes. Na verdade estamos devendo o Manchaca desde o natal para o fãs que nos acompanham assiduamente.
Queríamos lançar exclusivo no Bandcamp, sem mexer muito no que estava largado dessas sobras. Só soltar mesmo uma parte daquele material, não queria nem masterizar. Mas quando apresentamos essa primeira versão para o selo OAR, eles sentiram que valia a pena dar um tempo pra aparar algumas arestas e também lançar oficialmente nas plataformas – tinha ficado para abril a princípio, antecipando a turnê que faríamos em maio pela Europa. Nesse tempo fomos melhorando a mix de algumas músicas – e também cavando mais fundo nos arquivos perdidos ali nos HDs, perdendo o pudor de usar algumas canções que julgávamos fazer parte de um próximo disco de estúdio. Enfim, a idéia vem de antes, mas tomou essa forma de arrematar a narrativa dos anos de gravação no Texas com o passar da quarentena.

Vocês lembram por que escolheram essa casa como lugar para ficar em Austin?
Foi tudo um esquema meio clássico de produção, onde não decidimos muito detalhes, só tentamos arquitetar o cenário ideal para produzir algo em meio as turnês longas que teríamos pelos EUA. Um dos sócios da OAR, o selo que lançou todos discos dessa “era Manchaca”, é dono do Space, estúdio onde gravamos em 2017 e 2018 e essa casa ficava ao lado do estúdio, estava recém desabitada e era perfeita. A idéia era usarmos o estúdio nessa primeira ida em 2016, mas acabamos preferindo montar os equipamentos que havíamos alugado pela casa mesmo e mal fomos ao estúdio.

Manchaca só reforça que Lá Vem a Morte e Sombrou Dúvida são parte de um mesmo processo e período. Conte como vocês chegaram a essa sonoridade e como vocês dividiram entre esses dois discos?
Antes mesmo de pensar no processo e no que estávamos vivendo naquele momento, tem o fato de que com as gravações na Manchaca temos os primeiros registros do Ynaiã em estúdio conosco, depois de quase dois anos de estrada, começando em 2016 por esse processo caseiro, onde eu fazia toda engenharia e produzia as sessões. Algumas canções já tinham arranjos com banda, mas a maioria estava pra ser arranjada ali na casa mesmo – então o ritmo era bem espaçado e disperso… Não havia aquela rotina que o prazo de um estúdio te impõe. Gravávamos as guias com um violão ou guitarra, Ynaiã improvisava pelas músicas, eu buscaria ali os loops de bateria legais. Pras canções que pediam mais essa liga de banda poderia rolar deles gravarem juntos, acho que “Foimal” “Corredor Polonês” rolou a base toda com Dinho, Fefel e Yna, mas eu mesmo não acho que cheguei a tocar um take ao vivo ali na casa, só nos improvisos mesmo (como “ASMR Manchaca”).
Ai no ano seguinte, fomos para o SXSW pela segunda vez, e depois do festival – ou antes, hehe – passamos duas semanas no Space, ensaiando de segunda a quinta e gravando de sexta a domingo. Ali estávamos em um estúdio profissional, com um engenheiro profissional, Tim Gerron, que elevou bastante o nível da captação e também abriu as possibilidades pra explorarmos o que desenvolvemos ali na casa, mas dessa vez com todos focados em tocar simplesmente. O processo de lapidar os arranjos, com um engenheiro competente do outro lado da sala, fez a gente poder ter um registro da banda tocando de maneira livre e com uma potência. Sem nos limitar também a ter que trabalhar só com o que foi feito ao vivo, ele podia editar e rearranjar questões estruturais das canções conosco, sem afetar ali as sonoridades orgânicas, uma vez que as performances estavam bem gravadas e tocadas.

Manchaca também revela o processo de criação das músicas, mas vocês veem como um making of, um extra dos dois discos, ou ele é mais do que só uma coletânea?
Com Manchaca percebi que gostamos mesmo de nos esquivar dessas definições, né… Ao mesmo tempo que acho massa demais poder falar que minha banda tem uma coletânea temática, não uma coletânea qualquer de “greatest hits”, hehe. Inventamos um tema, amarramos os pontos e jogamos pro mundo. Assim como foi o Lá Vem a Morte, sendo lançado inicialmente como um “EP longo” e depois se firmou naturalmente, reinvidicando um lugar como terceiro disco de estúdio. O mesmo com o Sombrou, que traz com o nome uma provocação meio escapista e também chegou sem saber se era o terceiro ou quarto disco de estúdio.

Ele também retrata o período de consolidação da banda como quarteto. Quanto tempo vocês tocavam por dia? O quanto vocês tocavam e improvisavam e o quanto trabalhavam na pós-produção, outra característica deste período da banda?
O período da casa, como falei antes, foi bem disperso. A gente tava vindo de turnês bem gratificantes, mas muito cansativas – começamos uma turnê abrindo pro Andrew Bird por casas clássicas dos EUA e eu fui pego por algo tipo zika vírus – não fui pro medico la com medo de ser quarentenado – no segundo show da turnê. Tive febres, dores nas juntas e toquei sentado boa parte desse primeiro mês – o Dinho chegou nessa turnê com diagnóstico de um cisto na garganta. Então a coisa toda de ficarmos na casa tinha um ar de “rehab” também, ter a oportunidade de nos recuperar fisicamente depois de, sei la, 60 shows seguidos ali. A convivência entre nós é sempre boa, mas também pegava pesado ali a saudade de casa, aquela depressão potencializada pela maconha transgênica dos gringos, hehe.
Então não consigo dizer exatamente, tinha dias que não faríamos absolutamente nada, até porque comigo guiando o processo de produção as coisas ficavam muito a cargo dessa pós, né… Muitas vezes era abstrato pro Ynaiã o que seria usado daquilo que ele tocava acompanhando uma guitarrinha que Dinho gravou, etc. Mas também havia noites onde fazíamos improvisos infinitos também, gravando três horas de tocada livre. Em uma dessas saiu a faixa “Manchaca” que encerra o Desvio Onírico, a mesma onde Dinho começou a puxar os versos cantando “Sombra ou Dúvida / Sombrou Dúvida”.

O que vocês têm feito neste período de quarentena?
Tentamos manter um contato constante, até porque a manutenção das finanças é bem delicada num período sem shows, mas felizmente tudo se controlado. Venho mixando/produzindo cada vez mais, mas agora com toda essa movimentação para o Manchaca, já estou me sentindo sobrecarregado, hehe. Quanto aos meus sócios: Dinho não para de compor e de criar bons laços pela música, só durante a quarentena saiu parcerias dele com Tagore, Betina, Kalouv, capaz que esqueci alguma. Fefel vai lançar um disco top com a Alejandra Luciani, num projeto fresquinho ai, chamado Carabobina e o Ynaiã acabou de se mudar pro Rio, voltando pra perto da família e estando mais próximo de conseguir alguma boquinha ali no Projac, pode ser que comece a tocar com a Iza também.

Grandaddy

Um dos discos mais bonitos da virada do milênio ganha merecido tratamento de luxe em seu aniversário de vinte anos, quando o grupo norte-americano Grandaddy não apenas traz o perfeito The Sophtware Slump em uma versão em quatro LPs, incluindo o disco original remasterizado, EPs que nunca saíram em vinil, demos e sobras de estúdio. Mas o grande atrativo da caixa é uma releitura que o líder da banda, Jason Lytle, gravou em casa agora em 2020 somente ao piano, batizando-o de The Sophtware Slump… On a Wooden Piano e reforçando o clima de solidão e desilusão que o disco carregava. O grupo antecipou uma das versões ao anunciar o box de aniversário, mostrando a bela “Jed’s Other Poem (Beautiful Ground)”.

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Gravado pela banda indie de Modesto, na Califórnia, no final dos anos 90, The Sophtware Slump cogitava um futuro em que toda eletrônica torna-se obsoleta após alguma espécie de apocalipse, transformando o fim do mundo em algo pastoril e lento (embora não menos desesperador), como uma espécie de anti-OK-Computer. Escrevi sobre o disco quando ele foi lançado, há vinte anos.

Grandaddy_box

A caixa já está em pré-venda, chega às lojas em novembro e traz tudo isso:

LP1: The Sophtware Slump
“He’s Simple, He’s Dumb, He’s the Pilot”
“Hewlett’s Daughter”
“Jed the Humanoid”
“The Crystal Lake”
“Chartsengrafs”
“Underneath the Weeping Willow”
“Broken Household Appliance National Forest”
“Jed’s Other Poem (Beautiful Ground)”
“E. Knievel Interlude (The Perils of Keeping It Real)”
“Miner at the Dial-a-View”
“So You’ll Aim Toward the Sky”

LP2: The Sophtware Slump ….. on a wooden piano
“He’s Simple, He’s Dumb, He’s the Pilot (Piano Version)”
“Hewlett’s Daughter (Piano Version)”
“Jed the Humanoid (Piano Version)”
“The Crystal Lake (Piano Version)”
“Chartsengrafs (Piano Version)”
“Underneath the Weeping Willow (Piano Version)”
“Broken Household Appliance National Forest (Piano Version)”
“Jed’s Other Poem (Beautiful Ground) (Piano Version)”
“E. Knievel Interlude (The Perils of Keeping It Real) (Piano Version)”
“Miner at the Dial-a-View (Piano Version)”
“So You’ll Aim Toward the Sky (Piano Version)”

LP3: Rarities 2000-2001
“He’s Simple, He’s Dumb, He’s the Pilot (Original Introduction)”
“L.F.O”
“Wonder Why in L.A.”
“I Don’t Want to Record Anymore
“Chartsengrafs (Demo Version)​”
“Xd-Data-II”
“Air Conditioners in the Woods”
“Our Dying Brains”
“Moe Bandy Mountaineers”
“Rode My Bike to My Stepsister’s Wedding”
“Beautiful Ground (Original Cassette Tape Demo)”
“Street Bunny”
“N. Blender”

LP4 Rarities 2000-2001:
“First Movement / Message Fade”
“Hewlett’s Daughter (Original Cassette Tape Demo)”
“What Can’t Be Erased (Drinking Beer In The Bank Of America With Two Chicks From Tempe Arizona)”
“Aisle Seat 37-D” ​
“She Deleter”
“Hand Crank Transmitter”
“Jeddy 3’s Poem”
“MGM Grand”
“Protected from the Rain” ​
“Wives of Farmers”
“Fare Thee Not Well Mutineer (2000)”

Um gole de Fernê

Foto: Julia Maurano

Foto: Julia Maurano

O nome da banda originalmente era Folk Project e reunia amigos de diferentes escolas da Zona Oeste de São Paulo que se reuniram, como o nome entrega, para tocar folk. “Mas o projeto foi tomando outras formas na medida em que nossas personalidades ultrapassaram as referências, assim, o som foi ficando menos acústico, mais intenso e catártico”, me explica a vocalista do Fernê, Manuela Julian, em entrevista por email. Aos poucos as guitarras foram entrando nas composições, rugindo microfonias que deixavam a vocalista mais à vontade para soltar-se e liberar a banda para entrar num estágio entre o indie e o noise, mas sem nunca deixar a melodia e a melancolia sair do primeiro plano. O quinteto agora prepara-se para lançar o primeiro EP e antecipa o primeiro single, “Consolação”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.

Além de Manu, que também canta na banda Pelados, o Fernê ainda conta com outros nomes em ascensão da cena paulistana em sua formação, como o cantor e compositor Chico Bernardes, irmão do Tim d’O Terno, que deixa o violão de lado para assumir a guitarra e vocais, e o baterista Theo Cecato, que toca com a Sophia Chablau e Laura Lavieri. Completam a formação o baixista Tom Caffe e o guitarrista Max Huszar, sendo que este último entrou após a gravação do EP, que aconteceu no ano passado. “Gravamos o EP no Estúdio Canoa, com o querido Thales Castanheira como produtor e técnico”, lembra a vocalista, “foram tardes muito gostosas onde gravamos todo o som ao vivo, direto na fita cassete. Muita música, papo e baião de dois.”

Entre as referências musicais, citam desde bandas contemporâneas como Fleet Foxes, Beach House e Grizzly Bear quanto clássicos como Nick Drake, Tortoise, Neil Young e claro, Clube da Esquina e Mutantes. “Caetano Veloso e Björk são exemplos de artistas que unanimemente ocupam um lugar especial para todos nós, chegamos a fazer covers deles por isso”, explica Manu, mencionando “Terra” e “Hunter” como versões escolhidas.

O disco, que leva apenas o nome da banda, será lançado no início de setembro, pelo selo Seloki, e devido à quarentena, o grupo obviamente não fará shows. “Já que estamos entocados e separados, infelizmente não temos previsão para um show: estamos esperando um momento mais apropriado pra nosso reencontro”, continua a vocalista, que promete que uma audição em primeira mão do EP através da conta da banda no Instagram (@ferne.insta).

“Olha, passar pelo processo de lançamento sem poder tocar ao vivo é uma tristeza, porém, estamos aproveitando esse momento para elaborar nossa linguagem visual e ideias para o projeto de maneira profunda, o que achamos que querendo ou não é um processo importante”, continua a vocalista, reforçando que eram essencialmente uma banda de shows, “estamos morrendo de saudade do palco…”.

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Dona de um dos melhores discos do ano passado, o deslumbrante Titanic Rising, a deusa Natalie Mering, também conhecida por Weyes Blood, começa a mostrar colaborações com outros artistas para marcar presença neste bizarro 2020, e acaba de revelar um dueto que fez com o comediante Tim Heidecker, da dupla norte-americana Tim & Eric, que está prestes a lançar um disco de humor negro, Fear of Death, que será lançado no fim de setembro. A colaboração dos dois, o belo dueto “Nothing”, resume, em seu título, o que acontece após a morte, tema do álbum:

Outra parceria, bem menos feliz, foi revelada com o novo disco do Killers, Imploding The Mirage, lançado na semana passada, quando ela divide os vocais da feia “My God” (que soa como um jingle de olimpíada de tão sem noção), se tornando quase imperceptível ao lado do vocalista Brandon Flowers. Desperdício de talento.

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Os Stones segue sua saga de avisar para todos que a caixa do Goat’s Head Soup, o disco da banda de 1973, está para sair e entre as novidades, há “Scarlet”, faixa perdida que o grupo inglês havia gravado com Jimmy Page e que já ganhou clipe com um ator da moda, remix do War on Drugs e agora ganha outro retrabalho a cargo grupo Killers, que chamou o francês Jacques Lu Cont para dar um tapa na faixa.

Não ficou bom nem ruim… Ficou passável.