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Eis o Carabobina

Carabobina

Os dois se conheceram na lendária temporada de sete shows consecutivos que os Boogarins fizeram na Casa do Mancha, em 2017. “Quando a noite acabou eu botei uma playlist e dancei sem camisa”, lembra Fefel, baixista e prefeito da banda goiana. “Causei muito com Prince, Michael Jackson, Bowie…Dancei muito bem por uns vinte minutos. Assim consegui a atenção dela, que estava com outro boy na noite.” A técnica de som Alejandra Luciana completa: “Raphael tava soltão e chamou atenção dançando sem camisa no meio da pista”, se diverte.

Os dois começaram a namorar e o namoro aos poucos, e inevitavelmente, foi evoluindo para um lado mais musical. “Sempre foi uma possibilidade, mas na hora que se concretizou eu estava visitando Ceres pela primeira vez”, lembra Alejandra sobre a visita à cidade-natal do namorado. “Ficamos no quarto de infância do Raphael na casa dos pais, no computador, e muito despretensiosamente começamos a fazer uma música. O processo foi bem natural e divertido, gostamos muito do resultado. Essa música não entrou no disco agora mas quem sabe mais pra frente…” E assim nasceu o projeto Carabobina, que chega às plataformas digitais nesta sexta com seu primeiro single, “Pra Variar”, que pode ser ouvido em primeira mão no Trabalho Sujo.

“Mostrei pra ela como eu gravava toscamente algumas demos no Ableton Live, ela uma garota de ProTools, mas bastava gastar cinco minutos na tela pra dominar outro programa”, lembra Fefel. “O primeiro som nem entrou no disco, mas determinou uma cartilha válida pra várias outras canções. Qual seja: não almejaremos nenhum resultado, só vamos adicionar arranjos espontâneos e ver no que dá.” “Gravamos alguma coisa e fomos criando e adicionando mais elementos”, continua Alê. “Quem tivesse alguma ideia legal fazia e construímos juntos as linhas. Bem leve e lúdico.”

O resultado pode ser vagamente definido como psicodélico, mas há mais elementos musicais, que ajudam a se distanciar da banda original do baixista. Para começar, soa mais eletrônico e lo-fi, um caminho que os Boogarins até trilharam sem superpor sobre suas guitarras. Já as guitarras e violões no Carabobina são quase discretos e funcionam mais como acessórios para beats, linhas de baixo e texturas eletrônicas, que estruturam as canções. Mas o forte são as melodias, cantaroladas pelas doces vozes do casal – e que grata surpresa que é o vocal de Alejandra, que inevitavelmente remete à argentina Juana Molina, influência confessa do grupo, quando canta em espanhol, seu idioma natal. Dá para ouvir ecos de chillwave e até uma vibração Warpaint, enquanto Alê cita artistas como Broadcast, Breeders e Animal Collective, entre outros.

Muitos conhecem Alejandra pilotando mesas de som em diferentes shows indies do país, mas ela não é estranha aos palcos. Venezuelana de nascença, ela morou um tempo na Austrália onde lançou sua primeira banda, “Coloquei um anúncio de graça numa revista de música e uma galera muito legal, todos uns 10 anos mais velhos que eu, responderam, e foi assim que comecei a minha banda post punk lá”, ri ao lembrar. “A gente nunca nem saiu da garagem deles, que estava condicionada como sala de ensaio, onde tocávamos e bebíamos uma toda semana. O único registro são umas gravações de ensaio que o guitarrista fez.” Jà Fefel, além dos Boogarins, também passou pela banda Luziluzia, “onde cumpre o sonho da juventude de ser cantor e baixista igual Humberto Gessinger”, brinca Alê. “Nossos últimos lançamentos estão no Bandcamp e nosso último show foi em 2017”, lembra o baixista. “É uma extensão das bandas interioranas adolescentes que tive com meu parceiro João Victor. Passamos a tocar pouco porque eu e Benke andávamos ocupados com Boogarins, e João e Ricardo com o Carne Doce.” E emenda que, apesar da banda de Alejandra não ter decolado, “rendeu um caderno de letras em inglês com jovens devaneios.”

O disco, que sai no dia 6 de novembro, começou a ser gravado há mais de dois anos. “Começávamos as músicas de improviso”, lembra Fefel. “Tentávamos criar arranjos pop que nunca ouvimos, com sons eletrônicos de sintetizadores e com nosso jeito meio rock alternativo de pensar as canções. Uma vez que a música parecia estruturada, tentávamos criar melodias de voz. Cada um tinha uns quinze minutos pra registrar as primeiras ideias. Depois ouvíamos juntos e combinávamos as linhas que entrariam. Depois de uns 2 anos, vimos que tínhamos material suficiente pra um disco e em algumas semanas terminamos todos esses esqueletos pra Alê começar a mixar.”

Alê detalha a parte técnica do processo, que aconteceu no estúdio que criou em casa. “Os sons foram variando também porque fomos comprando alguns instrumentos: a Drumbrute da Arturia, Mother 32… Uma das músicas do disco inclusive fiz logo depois que comprei um Yamaha Reface DX numa das viagens com Boogarins e gravei a maioria das linhas melódicas e harmônicas nele. Como eu trabalhava no estúdio da Red Bull, um dia entrou uma parceria com a Roland e ganhamos um monte de teclados e instrumentos eletrônicos. Peguei um sábado e montei vários tecladinhos boutique e a TR-8, fiquei compondo o dia inteiro e gravando voz num 57. Depois o Raphael pegou esse material e editou, deu uma estrutura, e trabalhamos com algumas dessas coisas.”

O nome da dupla vem das raízes de Alejandra, que reside há seis anos no Brasil. “Nasci numa cidade chamada Valenciaa, que fica no estado de Carabobo, e desde que comentei isso pro Raphael ele gostou muito, além de rir da minha cara. Aí um belo dia ele chegou com esse nome e eu achei lindo, porque parece que tivesse várias palavras escondidas nele: bobina, carabobo, carabina… e bobina já dá essa sensação de elétrico, flutuante, magnetismo.” “É uma homenagem a Alejandra, autêntica carabobeña que até agora ainda não lançou um disco… inventei esse nome porque é um prazer ter um projeto com essa talentosa.”

Sem tempo de pensar em como transformar o projeto em show, embora tenham cogitado algumas ideias. “Começamos a esquematizar, mas acho que vai ser um processo que vamos descobrir fazendo. A ideia é trabalhar com camadas/loops de voz, e quero ter processamento de efeitos na mão durante o show para usar eles como instrumento. O Raphael continuará no seu famigerado moog, e a guitarra deve ficar trocando de mãos.” “A vontade é dublar tudo”, emenda o baixista. “Como sempre toquei com banda, e até por isso mesmo, fico travado ao pensar em como levar esse som pro palco. Mas ainda temos um tempo pra pensar nisso.” Enquanto isso, cogitam clipes e colaborações que já estão em processo. “Sem falar que já tem muita música nova também, o seguinte disco não deve demorar”, completa.

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De lavar a alma a apresentação dos três Metá Metá neste fim de semana na Casa de Francisca. É claro que a falta de presença e calor humanos não torna a experiência completa, mas foi revigorante poder assistir ao reencontro de Juçara Marçal, Thiago França e Kiko Dinucci no já clássico palco depois destes quase sete meses de quarentena, uma entidade se recompondo e nos recompondo ao mesmo tempo, ainda que à distância. Repassaram seu repertório em diferentes ambientes da casa, começando pela cozinha até chegar no salão central, onde a câmera de Heitor Dhalia, que dirigiu a apresentação a convite da casa enfileirou os três cada um num plano, tratando a questão do isolamento social quase como uma opção estética, além em termos de saúde. E diferente da live cinematográfica e em preto e branco que Tulipa e seu irmão Gustavo Ruiz fizeram na Francisca no início de agosto, a apresentação do Metá Metá apresentava o local como o conhecemos, luzes indiretas que iluminavam o piso, as paredes, os móveis, o teto e o assoalho como se pudéssemos nos reencontrar com o grupo num sonho. Se a ausência de palmas entre as músicas criava uma lacuna tensa entre as canções, ela era preenchida pelo vigor e pela energia dos três, claramente felizes de voltar a fazer músicas juntos, mesmo que nessas condições bizarras. Foi de cair o queixo, como quase sempre são os shows do trio. A Casa de Francisca descolou esse trechinho de “Let’s Play That” aqui pro Trabalho Sujo – um dos ápices do show – pra você ficar com vontade…

O show vai estar disponível online na semana que vem e tanto ele quanto os outros shows da série Até o Fim, Cantar, título dado para a série de cinelves que a Casa de Francisca tem feito podem ser vistos no site deles – mas não é gratuito, tem que pagar pra ver. E esse, especificamente, vale muito.

Atravessando um ano intenso, tanto peitando Donald Trump quanto desenterrando discos de seu passado, o mestre canadense Neil Young libera a ordem das faixas do aguardado segundo volume de sua caixa Neil Young Archives, que será lançada no dia 20 de novembro. A caixa, com dez discos, cobre seus anos 70 e dedica um disco para a virada de 72 para 73, três discos para 1973, três para 1974, um para 1975 e dois para 1976, e também mostra mais uma inédita, a faixa “Come Along and Say You Will”, gravada em dezembro de 1972 no rancho Broken Arrow com a mesma banda que o acompanhou pelos discos Harvest (1972) e Time Fades Away (1973). Formada pelo guitarrista Ben Keith, o baixista Tim Drummond e o baterista Kenny Buttrey, ela era referida como The Stray Gators, ela começa a balada rock com uma bordoada: “Venha junto e diga que faça, seja aquele que muda o sentido do que está escrito na parede”, brada o bardo.

Abaixo, a relação de todas as músicas, que inclui quase uma dezena de faixas nunca registradas oficialmente por Neil.

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Disco 1 (1972-1973)

“Everybody”s Alone”
“Letter From “Nam”
“Monday Morning”
“The Bridge”
“Time Fades Away”
“Come Along And Say You Will”
“Goodbye Christmas On The Shore”
“Last Trip To Tulsa”
“The Loner”
“Sweet Joni”
“Yonder Stands The Sinner”
“L.A. (Story)”
“LA”
“Human Highway”

Disco 2 (1973)

“Tuscaloosa”
“Here We Go In The Years”
“After The Gold Rush”
“Out On The Weekend”
“Harvest”
“Old Man”
“Heart Of Gold”
“Time Fades Away”
“Lookout Joe”
“New Mama”
“Alabama”
“Don”t Be Denied”

Disco 3 (1973)

“Tonight”s The Night”
“Speakin” Out Jam”
“Everybody”s Alone”
“Tired Eyes”
“Tonight”s The Night”
“Mellow My Mind”
“World On A String”
“Speakin” Out”
“Raised On Robbery”
“Roll Another Number”
“New Mama”
“Albuquerque”
“Tonight”s The Night Part II”

Disco 4 (1973)

“Roxy: Tonight”s The Night Live”
“Tonight”s The Night”
“Mellow My Mind”
“World On A String”
“Speakin” Out”
“Albuquerque”
“New Mama”
“Roll Another Number”
“Tired Eyes”
“Tonight”s The Night Part II”
“Walk On”
“The Losing End”

Disco 5 (1974)

“Walk On”
“Winterlong”
“Walk On”
“Bad Fog Of Loneliness”
“Borrowed Tune”
“Traces”
“For The Turnstiles”
“Ambulance Blues”
“Motion Pictures”
“On The Beach”
“Revolution Blues”
“Vampire Blues”
“Greensleeves”

Disco 6 (1974)

“The Old Homestead”
“Love/Art Blues”
“Through My Sails”
“Homefires”
“Pardon My Heart”
“Hawaiian Sunrise”
“LA Girls And Ocean Boys”
“Pushed It Over The End”
“On The Beach”
“Vacancy”
“One More Sign”
“Frozen Man”
“Give Me Strength”
“Bad News Comes To Town”
“Changing Highways”
“Love/Art Blues”
“The Old Homestead”
“Daughters”
“Deep Forbidden Lake”
“Love/Art Blues”

Disco 7 (1974)

“Homegrown”
“Separate Ways”
“Try”
“Mexico”
“Love Is A Rose”
“Homegrown”
“Florida”
“Kansas”
“We Don”t Smoke It No More”
“White Line”
“Vacancy”
“Little Wing”
“Star Of Bethlehem”

Disco 8 (1975)

“Dume”
“Ride My Llama”
“Cortez The Killer”
“Don”t Cry No Tears”
“Born To Run”
“Barstool Blues”
“Danger Bird”
“Stupid Girl”
“Kansas”
“Powderfinger”
“Hawaii”
“Drive Back”
“Lookin” For A Love”
“Pardon My Heart”
“Too Far Gone”
“Pocahontas”
“No One Seems To Know”

Disco 9 (1976)

“Look Out For My Love”
“Like a Hurricane”
“Lotta Love”
“Lookin” For A Love”
“Separate Ways”
“Let It Shine”
“Long May You Run”
“Fontainebleau”
“Traces”
“Mellow My Mind”
“Midnight On The Bay”
“Stringman”
“Mediterranean”
“Ocean Girl”
“Midnight On The Bay”
“Human Highway”
Disco 10 (1976)
“Odeon Budokan”
“The Old Laughing Lady”
“After The Gold Rush”
“Too Far Gone”
“Old Man”
“Stringman”
“Don”t Cry No Tears”
“Cowgirl In The Sand”
“Lotto Love”
“Drive Back”
“Cortez The Killer”

steviewonder

Sem lançar nada de novo desde 2005, Stevie Wonder pegou a todos de surpresa nesta terça ao lançar dois novos singles por sua própria gravadora, What’s the Fuss Music. É a primeira vez que Stevie lança algo por algum disco que não seja pela Motown, gravadora onde fez história. A animada “Can’t Put It In The Hands Of Fate”, com participações dos MCs Rapsody, Cordae, Chika e Busta Rhymes, e a doce quasi-balada “Where Is Our Love Song?” quebram essa espera de quinze anos, que talvez traga à tona discos que Wonder prometeu há quase uma década, When the World Began e Ten Billion Hearts – ou quaisquer outros projetos que ele queira lançar.

Chega mais, Stevie Wonder.

Toda Sade

sade

A banda inglesa Sade, liderada pela vocalista Sade Adu, revisita seu passado ao reunir toda sua discografia em versões em vinil, remasterizados e empacotados como deveriam ser. A caixa This Far só peca por não trazer nenhum extra, mas reúne os seis discos que compõem estes 35 primeiros anos de carreira num tratamento físico merecido –
Diamond Life (1984), Promise (1985), Stronger Than Pride (1988), Love Deluxe (1992), Lovers Rock (2000) e Soldier of Love (2010). A caixa já está à venda em seu site oficial.

sade-box

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Oba, lá vem ela! Stevie Nicks põe seus patins para juntar-se à boa onda que sua “Dreams” espalhou pela internet – resta saber se ela realmente vai sair deslizando e tomando suco por aí…

Pra quem não entendeu nada: há algumas semanas, um usuário do TikTok usou o hit do Fleetwood Mac como trilha sonora para uma cena inusitada e deliciosa, que logo viralizou e caiu nas graças de um dos fundadores da banda, Mick Fleetwood. E como estávamos todos esperando pela vocalista e compositora da faixa… Olha ela aí!

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Olha a Polly aí! Que boa notícia podermos retomar nosso programa, que agora passa a ser quinzenal, para discutirmos cultura com um olhar menos viciado – e neste sétimo programa, nos dedicamos a falar justamente sobre como acumulamos livros, discos e filmes, seja física ou digitalmente, e qual é o impacto disso em nossas vidas, tanto do ponto de vista pessoal quanto social.

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Nem bem lançou seu show acústica na NPR na semana passada e Angel Olsen já aproveitou para mostrar uma música inédita: a romântica e visceral “Time Bandits”, com onze minutos de duração, só ao piano, em seu IGTV.

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I wrote this after I came home from St. Louis a few weeks ago…against better judgement I’ve decided to put new songs up, it’s a business but it’s my business. The feeling takes over at first it’s surprising But then I surrender no longer in hiding I’m having a hard time not falling in love with The heart of a moment the heart of a moment Be here if you’re bein’ the people are seeing Listen if you’re hearing The truth needs no saying It’s in us its with us if you know it, it’s framing The love that you’re holding the dreams that you carry The joke that you’re telling someone to be merry And laugh at it all when you’ve just had enough And dance when you’re crying, get that spirit up I want you I want you I need you right now To be here and lay down and get on the ground And hear it and feel it and know that you’re bound to the earth to each other, and that’s where it’s found The love that we wanted the future we need We can’t do it alone, we have to believe In each other in each other be as thick as thieves But thieves like time bandits with hearts on our sleeves Who fly up from the past and present what is key To surviving the future and reversing the spell That we put on our people that dragged us all into hell I want you I want you I need you right now I want you I want you I need you right now To be here and lay down and get on the ground And hear it and feel it and know that you’re bound to the earth to each other, and that’s where it’s found I want you I need you I need you right now

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The feeling takes over at first it’s surprising
But then I surrender no longer in hiding
I’m having a hard time not falling in love with
The heart of a moment the heart of a moment

Be here if you’re bein’
the people are seeing
Listen if you’re hearing
The truth needs no saying
It’s in us its with us if you know it, it’s framing

The love that you’re holding
the dreams that you carry
The joke that you’re telling someone to be merry

And laugh at it all when you’ve just had enough
And dance when you’re crying, get that spirit up

I want you I want you I need you right now
To be here and lay down and get on the ground
And hear it and feel it and know that you’re bound
to the earth to each other, and that’s where it’s found
The love that we wanted the future we need
We can’t do it alone, we have to believe
In each other in each other be as thick as thieves
But thieves like time bandits
with hearts on our sleeves
Who fly up from the past and present what is key
To surviving the future and reversing the spell
That we put on our people that dragged us all into hell

I want you I want you I need you right now

I want you I want you I need you right now
To be here and lay down and get on the ground
And hear it and feel it and know that you’re bound to the earth to each other, and that’s where it’s found

I want you I need you I need you right now

Isso, pisa.

fleetwood-dogg

Mesmo à distância, o autor do viral redentor de 2020, Doggface208, encontra-se com um dos fundadores da banda que compôs a música que ajudou a mudar a vibe deste ano, em um programa da BBC. Mick Fleetwood, do Fleetwood Mac, até já gravou uma paródia do clipe que tornou o skatista de 37 anos famoso e não perdeu a oportunidade de agradecer ao responsável por fazer sua “Dreams” voltar a tocar nas plataformas digitais. “Te devemos essa”, disse, não apenas falando pelo grupo, mas também por todo mundo que sentiu o alívio ao assistir aqueles parcos segundos de boa onda.

Mas ainda estamos esperando Stevie Nicks, a autora da canção, aparecer em público sobre este assunto…

fiona2020

Fiona Apple finalmente toca a obra-prima que lançou há um semestre ao vivo em público, dentro da programação do festival da revista New Yorker, que também teve a oportunidade de trazer um papo com ela. Foram só três músicas do impressionante Fetch the Bolt Cutters (“I Want You to Love Me”, “Shameika” e a faixa-título), queremos mais!