
Finalmente Fernando Catatau lança seu primeiro disco solo. Gravado desde 2019 e batizado apenas com seu próprio nome, o álbum, que chega às plataformas de streaming na próxima sexta (e cujo pré-save já pode ser feito aqui), traz uma leva de novas canções que o distancia do universo sonoro da banda com a qual tocou nos últimos vinte anos, o Cidadão Instigado. Foi um processo lento que começou com as pazes com Fortaleza, o reconhecimento de uma nova cena local e um mergulho para dentro de si mesmo, como ele conta em mais uma edição do meu programa sobre música brasileira, Tudo Tanto.
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E nesta semana, no meu programa de entrevistas sobre música brasileira, converso com o baiano Giovani Cidreira, que estava preparando-se para lançar seu segundo disco solo quando foi, como todos nós, abalroado pela pandemia. Retomo portanto a trajetória ímpar de Nebulosa Baby, disco que lançou no ano passado e que só agora está começando a ganhar vida nos palcos. Aproveito também para conversar com ele sobre sua formação como artista, que o trouxe para São Paulo, onde lançou seu disco de estreia, Japanese Food.
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Como gravar um disco de um grupo instrumental que baseia seu trabalho no improviso livre num período em que os músicos não podem se encontrar pessoalmente? O grupo paulistano Música de Selvagem responde essa questão com o projeto O Pensamento Selvagem, que será lançado nesta terça-feira, em que partiram do livro homônimo do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss para criar um banco de samples de sons pinçados da internet em uma extensa tabela sonora em que repassam o movimento contínuo do cru para o cozido em uma sequência de 94 faixas de 30 segundos – antecipando um destes trechos em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo. Continue

Foto: Murilo Alvesso (Divulgação)
Neste domingo Benito di Paula completa 80 anos lançando seu primeiro disco com faixas inéditas em 25 anos, O Infalível Zen. Produzido pelo filho Rodrigo Vellozo ao lado do professor Rômulo Froes (e com o auxílio luxuoso dos bambas Thiago França, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Igor Caracas e Allen Alencar), o disco resgata ideias de canções que vinha trabalhando há décadas e mais outras tantas compostas há pouco, Conversei com os produtores e com o velho compositor em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil.

A data certa seria 2019, quando o fanzine Midsummer Madness foi lançado originalmente, no Rio de Janeiro. Mas problemas no percurso adiaram a comemoração para 2021, ano em que o pioneiro selo indie carioca lançou suas primeiras fitas cassete, ainda como brindes do fanzine de papel, que deixou de ser publicado pouco depois para que Rodrigo Lariú passasse a se dedicar ao selo. De 1991 pra cá, ele já lançou literalmente centenas de artistas e discos que são não apenas marcos para a cena musical brasileira como pilares para a estética indie daqui, que apesar de difusa desde a virada do século, segue como uma das características mais peculiares do cenário independente brasileiro. A comemoração vem com três coletâneas em que Lariú reúne dezenas de artistas de seu selo em um vinil, um CD e uma fita cassete, cada um com uma seleção diferente de bandas e canções, que ele antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Além da série 30 em 3, também pedi para que ele contasse um pouco sobre a experiência Midsummer Madness e sobre a coletânea, que ele relata abaixo – e em breve lanço o Tudo Tanto que fiz com ele por aqui. Continue

Foto: José de Holanda (divulgação)
“A pandemia me paralisou demais no sentido criativo, e criatividade precisa ser exercitada – ficar muito parado dá a sensação que as idéias vão sumindo da cabeça, que você não é mais capaz de criar”, Thiago França me explica, por email, como o confinamento da pandemia acabou funcionando como inspiração para mais um disco solo, este chamado de Bodiado, que chega às plataformas digitais nesta sexta. Como seu outro disco que lançou no início da quarentena, Kd Vcs, este também é um disco só de saxofone, mas bem diferente do anterior, que foi gravado sem efeitos, pós-produção e quase todo no primeiro take. Ele inclusive antecipa uma das faixas, “Uns Poucos Dias Bons”, em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo.

Foto: Isabel Praxedes (Divulgação)
“Minha relação com instrumentos sinfônicos de orquestra começou cedo, aos 11 eu estudava percussão erudita e integrava a orquestra infanto-juvenil da EMIA”, lembra Yma, que está lançando o último single do primeiro capítulo de sua carreira, o disco Par de Olhos. “Aquilo Que Habito”, que você assiste em primeira mão no Trabalho Sujo, realiza seu sonho de gravar com instrumentos de cordas e foi justamente isso que perguntei pra ela por email. “Essa vivência com orquestra foi até meus 18 anos e me marcou profundamente. Lembrei agora da primeira vez que me emocionei no palco, com as Bachianas de Villa-Lobos. As cordas me estremeciam. Tem um tempo que venho maturando a ideia de trazer essa parte de mim para o que tenho feito agora. A canção surgiu na minha cabeça com o som das cordas e pronto. Foi a oportunidade perfeita, executada da melhor forma; por músicos excepcionais e com arranjo do super Luca Raele, clarinetista e arranjador que acompanho há tempos e que tem toda minha admiração”. Assista ao clipe abaixo: Continue

Em mais uma edição do meu programa sobre música brasileira, converso com a querida Mariá Portugal, que além de já ter tocado com nomes tão diferentes quanto Arrigo Barnabé, Pato Fu e Metá Metá também tem sua carreira com o ótimo grupo de jazz brasileiro Quartabê. Na Alemanha desde antes do início da pandemia, ela aproveitou o período de resguardo para finalizar seu primeiro disco solo, Erosão, gravado desde 2019, que finalmente verá a luz neste 2021.
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Mais um programa falando sobre jornalismo e música e desta vez converso com o dono de um dos blogs mais populares do Brasil hoje, o já clássico Tenho Mais Discos Que Amigos e Tony Aiex conta como largou um emprego chato para dedicar-se à cobertura musical e mesmo fora do eixo Rio-São Paulo conseguiu crescer sua reputação, estudando sempre os caminhos possíveis da música na internet.
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No Bom Saber desta semana, puxo um papo com a psicóloga Carol Apple, idealizadora do Namastreta, que expande sua consciência para territórios espiritualistas para ajudar a nos entender melhor. Uma conversa deliciosa sobre autoconhecimento e como se aprofundar nisso nesta época bizarra que estamos atravessando.
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