
(Foto: Helena Zilbersztejn)
Tem uma geração de novos artistas que está prestes a causar um estrago. Enclausurados e sem fazer shows como todo mundo da música nos últimos dois anos e meio, fazem parte de uma safra que ainda está no início de seus vinte anos e aos poucos começa a botar a cabeça para fora e experimentar o novo mundo lá fora. A banda Pelados, que acompanho desde antes da pandemia, estão longe de serem os únicos nesta situação, mas talvez seja o melhor exemplo desta nova leva de artistas. Depois de dois discos lançados no Soundcloud quando ainda eram chamados de Pelados Escrotos, eles entraram em 2020 com um disco pronto – e já com o novo nome da banda -, esperando a hora de fazer shows. Mas aí veio aquele infame março e Sozinhos, este novo álbum, não pode ser lançado ao vivo. E a inevitável transformação ocorrida neste período isolado fez os Pelados deixarem o primeiro álbum para trás e começaram a fazer outro disco, que será lançado ainda este ano. Entre o disco anterior e o próximo, a banda deu um gigantesco salto artístico e o que era só insinuado no outro trabalho, agora vem escancarado em um dos grandes álbuns que escutei esse ano: bem mais solto, ousado e diversificado que a fase anterior, misturando gêneros e referências musicais ao mesmo tempo em que preservam um frescor informal, bem-humorado e idiossincrático, como dá para perceber pelo primeiro passo nessa nova fase. Nesta sexta-feira, o grupo libera o primeiro single desta nova fase em primeira mão para o Trabalho Sujo, a estranhamente torta e suave “Nunca Sozinha, Sempre Mal Acompanhada”, e aproveitei a deixa pra bater um papo com eles sobre essa nova fase e o que vem por aí.
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Finalmente o cantor e compositor Bruno Morais coloca seu Poder Supremo no mundo, disco que vem trabalhando há mais de seis anos e que além de materializar-se fonograficamente em 2022, também chega à sua versão ao vivo no formato imersivo que foi imaginado originalmente, passando por uma temporada de oito datas entre o fim de agosto e o começo de setembro no Centro Cultural São Paulo. Foi a deixa perfeita para chamá-lo para recontar toda esta longa trajetória até aqui.
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À frente do Natura Musical desde quase toda sua existência, Fernanda Paiva antecipa algumas novidades do edital deste ano (que está com inscrições abertas neste link até o dia 9 de setembro). Aproveito o gancho para conversar sobre as transformações que aconteceram na música brasileira nos últimos quinze anos e sobre o papel do edital nesta evolução. E também conversamos sobre a Nave amazônica que a empresa está levando para o Rock in Rio.
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A convidada desta semana do meu programa de entrevistas é jornalista e já cobria saúde antes de sermos assolados pela pandemia do coronavírus. Na linha de frente desta guerra a que fomos submetidos – tanto biológica quanto de informação -, ela logo deparou-se com uma série de patifarias e absurdos que se vendiam com cura para a nova doença e o charlatanismo, que escalou ao nível federal, transformou o Brasil no país referência no que diz respeito aos remédios falsos contra a Covid-19, especificamente a cloroquina e a invermectina. Foi a deixa para que ela se unisse a Flavio Emery para escrever um livro sobre a farsa destas drogas de araque. Cloroquination: Como o Brasil se tornou o país da cloroquina e de outras falsas curas para a covid-19 já está em pré-venda e conversei com ela sobre o processo de escrever um livro sobre este assunto enquanto cobria o próprio assunto e o estrago que essas mentiras fizeram ao país.
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E o papo sobre música desta semana é com o grande Arrigo Barnabé, que apresenta-se neste sábado e domingo no Sesc Pompeia em um show ao lado de uma versão de bolso do Isca de Polícia, para homenagear Itamar Assumpção, com alguns convidados. Aproveito o gancho para conversar sobre sua conexão com o velho amigo, fazer paralelos entre o fim da ditadura militar dos anos 70 e os dias de hoje, além de saber das novidades que ele fez durante a pandemia – incluindo resgatar uma antiga parceria em bossa nova com a Virginie, do Metrô.
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Um papo com a jornalista Helena Galante, que criou, antes da pandemia, um podcast para discutir a pressa a que estamos sendo submetidos em nosso tempo a partir do ponto de vista oposto. Jornada da Calma começou como uma investigação sobre como diferentes pessoas de diferentes áreas lidam com a velocidade e a tensão destes dias que ganhou ainda mais força – e virou livro! – com a chegada do coronavírus.
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O meu programa sobre música brasileira desta semana puxa o papo com o fundador da banda Glue Trip, o paraibano Lucas Moura, que resolveu dedicar-se a compor canções em português e, com isso, puxou a vibe do novo disco da banda, batizado Nada Tropical, para a música brasileira dos anos 70. O processo de composição e gravação do disco também mudou, à medida em que ele passou a trabalhá-los coletivamente pela primeira vez. O novo álbum de sua banda, que ainda conta com participações especiais de nomes como Otto, Yma, Felipe S. e Artur Verocai, entre outros, que será lançado ao vivo nesta quinta-feira, dia 4 de julho de 2022, no Cineclube Cortina foi o fio condutor da conversa.
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Sil Ramalhete sempre trabalhou com produção cultural, mas mesmo antes da pandemia começou a perceber que havia algo de estranho na forma em que artistas lidavam com suas expectativas em relação à sua carreira. E depois de sair de São Paulo e mergulhar em diferentes experiências em busca de respostas, encontrou na mentoria sistêmica uma forma interessante de questionar os altos e baixos de uma carreira a partir da experiência individual de cada artista. Um papo que parece ser apenas sobre cultura, mas que pode ser apropriado por gente que trabalhe na maioria das áreas. Ela é minha entrevistada da edição desta semana do meu programa Bom Saber.
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Nesta edição do meu programa sobre música brasileira Tudo Tanto, converso com o André Piruka, paulistano idealizador do movimento Höröyá, que esá lançando seu quarto álbum, Grigri Ba, que traz ao palco do Sesc Av. Paulista nesta quinta-feira, dia 28 de julho de 2022. No papo, converso sobre seu interesse sobre a cultura africana, como ele se aproximou especificamente da Guiné, de Burkina Faso, do Mali e do Senegal e dos dois documentários que produziu quando visitou o continente (Kun Be Hammanah – Na Guiné com Famoudou Konaté e Dununba Fö – A Conversa dos Tambores).
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Retomando as atividades do meu programa sobre quadrinhos, desta vez conversa com a ótima Aline Zouvi, que apesar de rascunhar quadrinhos desde criança, só começou a produzir HQ a partir de seu trabalho na academia, quando estudava literatura na universidade. Começou a fazer seus fanzines e a aprender como aprimorar sua obra e torná-la conhecida no meio e no papo inevitavelmente falamos sobre isso – além de antecipar sua primeira grande narrativa, que ela ainda quer lançar este ano. Acompanhe seu trabalho no Instagram:
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