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Odiável Pereio

E o lendário documentário começa a ganhar os contornos finais…

Um case de guitarra cheio de cocaína

O documentário Gettin’ Tighter ajuda a explicar porque o Deep Purple não virou o Led Zeppelin. A resposta? Sexo, drogas e morte – bem no meio dos anos 70.

Jack White e Paul McCartney

Eis Zeca Branco na Casa Branca tocando uma música do Álbum Branco – desculpa, não resisti. Jack foi um dos convidados da cerimônia de premiação usada como desculpa pro Obama ter tempo pra ver um showzinho em casa. E que showzinho: Paul McCartney: The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song In Performance at the White House é um documentário feito pelo canal público americano PBS e que será exibido pela primeira vez depois de amanhã (e, provavelmente, nas redes de torrent do mundo a partir de quinta-feira). No programa, como entregue no título, assistirá-se ao show feito pelo velho Beatle na Casa Branca no último dia 2 de junho, quando o presidente americano lhe conferiu o prêmio Gershwin pela Canção Popular. Além do show particular do Macca (eis uma das vantagens de ser presidente dos EUA), Obama ainda assistiu a apresentações de Stevie Wonder, Elvis Costello, Herbie Hancock, Dave Grohl, Emmylou Harris e outros menos cotados, além do Jack White aí de cima, dando uma vibe American gothic à árcade “Mother’s Nature Son” ao misturá-la com “That Would Be Something“, do primeiro disco solo do Paul. Ficou djóia.

Violência cultural

O Bruno descobriu o documentário Uma Semana em Parajuru, do espanhol José Huerta, e entrevistou o diretor sobre o tema de seu filme – como a especulação imobiliária, a exploração da mão de obra local e o turismo predatório vêm destruindo a cultura de todo um povo e, consequentemente, ele mesmo.

Minha idéia desde o inicio era de fazer um retrato completo: histórico, cultural, econômico e político. Sempre fui bem claro sobre isso e o filme aborda muita coisa sobre todos esses aspectos. Na época eram as eleições dos vereadores e acabei filmando a campanha do atual prefeito. Todo mundo sabia o que eu estava fazendo, porque ia por todos os lados filmar.

Era claro que queria filmar a mutação de Parajuru e que a presença dos austríacos era importante. No meu trabalho tento sempre deixar o entrevistado falar, nunca sou eu quem domina as falas, porque isso poderia influir nas resposta de um entrevistado por exemplo. Prefiro dizer o mínimo durante o trabalho.

Neste caso, a decisão de focalizar o projeto turístico foi decidido na sala de edição. Os fatos e os testemunhos eram tão fortes que não dava para fazer de outro jeito.

Não precisa ser muito gênio pra ligar lé-com-cré e perceber que a situação de Parajuru não é isolada – e sim regra no dia-a-dia desse capitalismo global de araque que assola o planeta. O filme inteiro pode ser assistido online:

E a entrevista que o Bruno fez com o diretor continua aqui.