De brinde, o programa Where’s My Mind – que eu havia linkado originalmente como sendo o doc do Cantor, mas que o Cadu me corrigiu dizendo qual era o certo.
O Bruno descobriu o documentário Uma Semana em Parajuru, do espanhol José Huerta, e entrevistou o diretor sobre o tema de seu filme – como a especulação imobiliária, a exploração da mão de obra local e o turismo predatório vêm destruindo a cultura de todo um povo e, consequentemente, ele mesmo.
Minha idéia desde o inicio era de fazer um retrato completo: histórico, cultural, econômico e político. Sempre fui bem claro sobre isso e o filme aborda muita coisa sobre todos esses aspectos. Na época eram as eleições dos vereadores e acabei filmando a campanha do atual prefeito. Todo mundo sabia o que eu estava fazendo, porque ia por todos os lados filmar.
Era claro que queria filmar a mutação de Parajuru e que a presença dos austríacos era importante. No meu trabalho tento sempre deixar o entrevistado falar, nunca sou eu quem domina as falas, porque isso poderia influir nas resposta de um entrevistado por exemplo. Prefiro dizer o mínimo durante o trabalho.
Neste caso, a decisão de focalizar o projeto turístico foi decidido na sala de edição. Os fatos e os testemunhos eram tão fortes que não dava para fazer de outro jeito.
Não precisa ser muito gênio pra ligar lé-com-cré e perceber que a situação de Parajuru não é isolada – e sim regra no dia-a-dia desse capitalismo global de araque que assola o planeta. O filme inteiro pode ser assistido online:
Phyllis & Harold, primeiro longa da diretora americana Cindy Kleine, reúne um trabalho de doze anos de entrevistas com os próprios pais na desconstrução de um casamento de 59 anos. O filme estréia este mês nos EUA depois de fazer o circuito de festivais independentes (sua primeira exibição, diga-se, foi no brasileiro É Tudo Verdade, em 2008) e está sendo vendido como o Cenas de um Casamento do Bergman visto pelo prisma dos seriados de Lucille Ball.
Sou totalmente pró – acho que, mais do que heavy metal, é sempre bom desconfiar de alguém que nunca teve uma fase Jim Morrison. Doors pra mim é primeiro escalão da história do rock, a alguns centímetros dos Beatles, Dylan, Velvet e Hendrix, no mesmo patamar que Beach Boys, Clash, Who e Led. Não é pouca coisa. O documentário When You’re Strange, narrado por Johnny Depp, pode ajudar-nos a reabrir aquelas portas.
A lendária gravadora inglesa que pariu o Jesus & Mary Chain, o Oasis e o My Bloody Valentine, entre outros, foi contada por seus próprios protagonistas no documentário Upside Down. Aí embaixo, o pai da Creation, Alan McGee, fala mais sobre o fime: