O Guardian escreveu sobre como a estética dos vídeos e fotos feitos com celular entrou em nosso dia-a-dia de vez, ao ser abraçada pelo jornalismo em 2011:
“That’s largely because of the Arab spring”, said Michele McNally, assistant managing editor for photography at the New York Times. “Most of the reporters are carrying smartphones because of the image quality of the cameras. They like the style of cellphone filtered imagery and they’re less intrusive [to use] in conflict situations.”
She said citizen media was an “instant document” of an event rather than a replacement for skilled photojournalism. She said: “Most amateur footage does lack the real smart interpretation of what it’s like to be there.”
Al-Jazeera’s citizen media service Sharek received about 1,000 cameraphone videos during the Egyptian uprising against Hosni Mubarak.
Riyaad Minty, its head of social media, said: “Post Egypt, in places like Libya, Yemen and Syria, citizens posting online have been the primary lens through which people have been able to see what is happening on the ground.
“Now our main stories are driven by images captured by citizens on the street, it’s no longer just a supporting image. In most cases citizens capture the breaking news moments first. The Arab spring was really the tipping point when it all came together.”
Turi Munthe, founder of citizen journalism service Demotix, said there has been a cultural shift in the mainstream media.
“The main broadcasters are going out of their way to use cameraphones because the images look more authentic. In almost every image of Tahrir Square, there were people waving cameraphones.
Continue lendo lá no Guardian. Se alguém quiser traduzir, republico aqui.
É do ano passado, mas tá valendo.
Quem passou o mouse pela palavra “blogs” no cabeçalho do site durante essa semana deve ter percebido que ainda mais blogs estrearam no site. É isso aí: encerramos o ano com a estréia de quatro novos blogs, multiplicando o número de associados aOEsquema de quatro pra quinze. Onze blogs novos, onze cabeças novas – uma verdadeira seleção.
A Kátia Lessa foi um dos primeiros nomes que cogitamos quando resolvemos abrir OEsquema. Sempre grilamos com o fato de sermos quatro caras e termos o discurso naturalmente masculinizado, sem a sensibilidade característica do discurso feminino. O Kakaos fazia parte de uma frente que – como o Caracteres, o Olhômetro e o Patchwork – foi o primeiro time que escolhemos para tirar OEsquema do Clube do Bolinha – só que, na correria de fim de ano, Kátia só conseguiu fazer a mudança quase no natal. E a mudança inclui domínio novo. Portanto, é uma nova fase também para ela, que escreve na revista Sãopaulo da Folha e é uma das melhores repórteres de cultura e comportamento do Brasil.
Liv Brandão não estava entre os primeiros nomes porque seu Go to Heaven, que mantém há quase uma década, estava parado desde que entrou na equipe do Segundo Caderno do Globo. Viu a movimentação nOEsquema e nem precisou apelar para o pistolão natural – ela também é a senhora Arnaldo Branco -, pois conhecemos seu trabalho desde antes de ela conhecer o Arnaldo (o primeiro encontro dos dois, ora vejam, foi numa Gente Bonita que rolou na Fosfobox após o show do Bob Dylan no Rio de Janeiro). Rata de internet e viciada em cultura pop, ela é a caçula da nova leva, mas isso não quer dizer que ela seja a novata (o único novato dOEsquema é o Bracin).
Quem também aproveitou a mudança para reestrear o blog foi o mineiro Claudio Silvano, compadre de velhos carnavais e indie andarilho que já morou em lugares improváveis no Brasil mas voltou para sua BH há pouco tempo. Seu Anorak é um filtro fino de bom gosto em relação à música, design, fotografia, quadrinhos e nerdices digitais e só o falto de ter voltado a blogar já é motivo para comemoração.
E quem chegou quase no final de 2011 foi a Giovana Hallack, a Jô do 02Neurônio, que aproveita a mudança de casa para inaugurar um novo blog, o Defeito. Direto do Rio de Janeiro, ela flagra o dia-a-dia da cidade grande através da internet e vice-versa, sempre com a lente distorcida do jeito certo, como nos tempos do 02N.
Quatro novos blogs, onze novos nomes nOEsquema – e isso só nos últimos meses de 2011. Outros vêm aí, fiquem de olho. Mas só em 2012. Esperem e verão…
E na semana que vem tem a lista com os melhores discos de 2011. Hohoho!
Em oito passos. Via Não Salvo.
Que dó.
Legal que no final ele se vinga.

B.A., Cara de Pau, Murdock e Hannibal, da esquerda pra direita
Aconteceu essa semana, quando a Colmeia lançou três minidocumentários sobre três coletivos – por falta de melhor termo – para falar de como cada um deles funciona (além dOEsquema, eles também falaram com o Fora do Eixo e com a Soma). Até comentei na entrevista que o site ia crescer e que teríamos novos nomes em breve, mas no fim a edição acabou funcionando como o fim de fato da fase 1 dOEsquema. O fato dos quatro só termos nos encontrado pessoalmente na segunda passada – Mini e Arnaldo, por exemplo, nem se conheciam! – é sintomático: afinal, uma coisa é reunir nós quatro e outra é reunir todOEsquema, que, quem for mais esperto já percebeu, continua crescendo…
Já já eu falo mais disso.






