…e passava por um celular:
Não é brincadeira – um aplicativo do Android, o sistema operacional móvel do Google, transforma o celular num leitor de código de barras que pode servir para acionar, remotamente, o download de um torrent na sua casa. A princípio é o pânico nas megastores, mas deixe os parâmetros estabelecidos de lado e perceba a comodidade – e veja como esse é um modelo de negócios viável.
Depois de críticas díspares sobre o filme, da lupa que a indústria tem colocado sobre o desempenho de Watchmen nas bilheterias e de relatos de pessoas deixando o filme no meio da sessão, a melhor constatação é que, como esperavam todos os fãs da série original, as pessoas começassem a descobrir Watchmen, a graphic novel. E o resultado não podia ser melhor: na semana de estréia do filme nos cinemas, a história de Alan Moore e Dave Gibbons chegou ao topo da lista dos mais vendidos da Amazon – e não apenas entre os quadrinhos, mas entre todos os produtos vendidos na loja.
Por isso, pensando nos marinheiros de primeira viagem, a DC criou a seção After Watchmen… What’s Next dentro de seu site, em que são dadas dicas para quem quer mais quadrinhos que redefiniram os super-heróis e a ficção científica, outras histórias de Alan Moore e quadrinistas consagrados e dicas de leitura de quadrinhos adultos. É um bom fio da meada pra quem quer mergulhar neste universo que, mesmo hoje em dia, é associado com adolescentes e futilidades.
Quer mais? Então segura esse papo de quase duas com o Kevin Smith comentando o filme.
Não sei se vocês sabem, mas faz algum tempo que o Laerte está blogando e aos poucos descobre a beleza de ter o contato direto com seus leitores via blog. Dahmer pinçou um post da semana passada, em que ele conta quais ferramentas utiliza para fazer suas tiras diárias (e como digital e analógico se completam). Mas vale percorrer por todo o blog (e, calma, imagem é só uma piada do Chico Barney).
O blog Noda ta, famoso repositório de MP3, mudou seu layout hoje e no lugar do próprio nome do site no cabeçalho, colocou o singelo recadinho acima para as grandes gravadoras.
Pegou mal essa história da Skol com o Ronald Rios. O Bruno vem acompanhando, mas pra resumir, basta tentar assistir aos dois vídeos abaixo:
Se você resolveu pular os vídeos, se deu bem. Nesses comerciais constrangedores, dois desses novos humoristas – Danilo Gentilli e Rafinha Bastos, apresentados como uma dupla – contam piadas bestas envolvendo cerveja pra, no final, dizer que se você passou por alguma situação chata que pudesse rir depois, mandar seu vídeo para a promoção.
(Um parêntese: é isso essa tal nova geração de stand-up comedy brasileira? Esse tipo de “humor”? Prefiro cogitar que o texto tenha sido podado pela marca – a boa e velha desculpa – do que achar que alguém pensou que isso fosse provocar algum riso… E esse Danilo fala engraçado desse jeito ou ele só tá fazendo vozinha de caipira? Preguiça de ir no YouTube atrás disso…)
Retomando – sabe o que aconteceu? O blogueiro Ronald Rios mandou o seguinte vídeo (esse vale ver):
Não que as piadas sejam mais engraçadas que as anteriores (não são), mas o ponto aqui era provocar os limites abertos por uma promoção dessas. Na versão original, Rios colocou um cenário idêntico ao da marca de cerveja, o que causou confusão. A empresa não gostou da brincadeira e o vídeo foi censurado e sofreu o que Ronald chama de “ameaça velada”. Acuado, ele se defendeu em seu blog, mas a censura já havia sido cogitada e não demorou para aparecer posts indignados, notas de jornal e até uma campanha “Free Ronald Rios“.
É engraçado ver como a publicidade patina na internet – além dessas tentativas grosseiras de trazer a linguagem digital para veículos analógicos. Puro desespero. As mudanças que já abalaram o mercado de discos, o de filmes, a televisão, começa a chacoalhar os jornais, ainda não chegou de vez na publicidade. Mas quando chegar…
Enquanto a internet não chega na televisão, dá pra disfarçar…
A idéia é do designer italiano Ignacio Pilotto.
Rodrigo me ligou ontem à noite pra dizer que tinha recebido o prêmio de melhor blog de 2008 segundo a votação no YouPix em meu nome, hahahahaah. Não faço a menor idéia quem escolheu o Sujo pro prêmio (eles falam em “150 pessoas”, mas não dão nomes aos bois) e, como diz o Arnaldo, “ganhar prêmio na internet é que nem ficar rico no Banco Imobiliário”. Mas, em todo caso, valeu. Quero saber quando é que prêmio vai dar grana, mas não tou com pressa…
Olha o que esse Kutiman fez: ele fuçou o YouTube atrás de vídeos de pessoas tocando instrumentos musicais na frente da câmera e juntou-os, criando um mashup de web 2.0. O detalhe é que ele não é só uma sensação online – é um músico de carreira que está usando o aspecto curioso de composição de seu novo trabalho como uma forma de fazer as pessoas conhecê-lo, ao mesmo tempo em que trata ThruYou como um álbum. E tem gente que acha que dá pra prever como vai ser o futuro da música…








