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O outro Link

E por falar nisso, toda segunda eu posto aqui no Sujo as notícias da edição de segunda-feira do Link, caderno que edito no Estadão. Mas não consigo linkar tudo que é produzido no site, não: a velocidade e agilidade de publicação da minha equipe superam as minhas e resta-me sugerir acompanhar a leitura do Blog do Link, uma metralhadora de informação sobre cultura digital (de onde saiu, por exemplo, a ilustração acima, que mostra como seriam alguns sites se eles fossem pessoas – e a Ana aproveita para perguntar-se como seria o 4chan. Hmmmm…). O novo site não tem nem quatro meses de idade e – sem modéstia (até mesmo porque não sou disso) – tá bem fodão. E vai melhorar.


Foto: Rafael Neddermeyer

Comece a reparar: primeiro Beatles, depois os Stones… Vem aí uma nova safra de caixas de CD, todas aspirando o caráter definitivo, épico, completista. É o último e longo suspiro da indústria fonográfica como a conhecemos, que exalará todo seu catálogo em diferentes formatos tácteis antes da distribuição digital, antes uma ameaça, tornar-se regra. E não é só na música, não; filmes e séries já estão nessa há até mais tempo.

Se passamos esses primeiros dez anos do século assistindo à briga entre indústria e público, a próxima década consolidará o consumo de arquivos digitais pela internet como principal forma de vender produtos, principalmente no setor de entretenimento. A discussão vai deixar de ser pirataria para cair para o preço – e se hoje já descobrimos que o download é a forma de consumo de música que menos agride o ambiente (como se precisasse de um estudo pra descobrir isso, mas enfim), já já essa discussão deixa de ser apenas de tom ecológico para recair sobre aspectos trabalhistas. Afinal, se não é preciso uma série de etapas que incluem a fabricação, o transporte e a distribuição de um pedaço de plástico fabricado em escala massiva, quando o CD sair de cena, é inevitável que essas fases deixem de existir e, pelo menos em tese, isso deveria se refletir no preço.

Fora que as lojas – sejam de conveniência ou megastores – ainda têm uma sobrevida maior, mas vão ter que se reinventar como espaço de interação social mais do que simples supermercados. E eu isso eu já falo há um tempo – em alguns anos vão aparecer lojas de amostras grátis de produtos, que podem ser tanto aplicativos para o celular e todo tipo de conteúdo digital gratuito, bocas-livres com marca em tudo (até na banda que fará o show) e uma mistura de loja de R$ 0,99 (lembra delas?) com self-service daqueles que você só paga um valor e come à vontade, só que em vez de “all you can eat”, “all you can carry” – e sem carrinho nem cesta, eis o truque. Imagino esse último tipo de loja como uma versão moderna da pesquisa de mercado. Todos clientes são betatesters e, em vez de pagar, tem de falar de seus hábitos de consumo. E isso não quer dizer ser entrevistado por um adolescente com uma prancheta, mas simplesmente preencher o cartão-fidelidade da loja que lhe dá acesso aos produtos gratuitos.

TV das onze

Dahmer, sempre na mosca.

Não, sério.

Hehehe.

A Hora H

A foto ia sair direitinho, não fosse…

Bem bom esse Spoiled Photos, dica da Liv.

Outro blog bom de fotos infames: Your Argument is Invalid.

O Lívio tá cogitando – e com provas nada fáceis de se se crer – que o Radiohead está às vésperas de mais um lançamento totalmente digital. O EP (?) se chamaria Twisted Woods (mais uma homenagem da banda ao cerrado?) e as duas faixas que já deram sopa por aí (“Harry Patch” e “These Are My Twisted Words“) fariam parte de um projeto maior – ou seriam só a forma que a banda arrumou de distrair o povo para o lançamento de um projeto maior. Ele detalha melhor lá no Bloody Pop, que melhora a cada dia.

A visita de Mark Zuckerberg ainda fez com que a Cultura fosse lá no jornal me entrevistar sobre redes sociais – e, pra variar, só usaram um pedacinho do que eu falei (além de meter o H no meu sobrenome).

Nesse trailer, o cara incluiu as imagens de “With a Little Help from my Friends” e “Birthday”, que vazaram essa semana, no trailer oficial.

Vai ser foda. E se eu fosse você, compraria o Estadão de segunda-feira só pra ler a materiaça da capa do Link.

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