Trabalho Sujo - Home

Digital

Vinícius joga bonito, saindo pela tangente com uma musa geek usando um tema irônico. Gostei. Antes da minha carta, vou aproveitar para mostrar algo que eu já tinha guardado aqui…

Never Gonna

O Rick Roll das Savage Chickens.

Como se os Estados Unidos fossem parâmetro pra algum tipo de pudor. Em que outro país do mundo poderia existir um blog dedicado a vídeos de pessoas dançando “Pony” sozinhas?

E a fila continua pra todos os lados – e todos os gostos. Cuidado que hipnotiza.

Não é pra menos: “Pony”, o primeiro single de Genuwine, de 1996, é uma das primeiras produções de Timbaland (o cara por trás da Missy Elliot, “SexyBack” e “Promiscuous”, pra quem não sabe) e essa base pega no nervo…

4:20

Aquário

Não alimente os animais.

4:20

Ah, o amor…

Via Justin Kemp.

Compulsivo

Via Mariana Neri.

Minha coluna no caderno 2 de ontem…

O ano da vuvuzela
A tag da Copa do Mundo 2010

Na última quinta-feira, o YouTube acrescentou um botão em todos os vídeos hospedados no site. Sinalizado com uma pequena bola de futebol, o botão ligava, ao ser acionado, uma faixa de áudio que disparava o zumbido insuportável das vuvuzelas, a trombeta onipresente nos jogos da Copa do Mundo deste ano. E pelo futebol apresentado pelos times até agora, não tem para ninguém: a Copa de 2010, pelo menos por enquanto, é a Copa da Vuvuzela.

E não foi só no YouTube, nem apenas na internet, onde a corneta sul-africana deu origem a piadas, fotomontagens e sites engraçadinhos. A vuvuzela está por toda parte, nas matérias da TV, nas ondas do rádio e nas ruas do mundo. Mas além de atordoar nossos ouvidos e render brincadeiras de duplo sentido de toda natureza, a vuvuzela pode ajudar a muitos que ainda não estão familiarizados com o conceito de “tag” a compreender o significado desse termo, tão importante na estruturação atual da web.

O termo em inglês significa “marca” e já foi traduzido para ser usado neste caso como “marcador”, “tópico” ou “palavra-chave”. É um dado que é vinculado a uma informação para que esta seja encontrada mais facilmente. Sejam posts em blogs, vídeos no YouTube, fotos no Flickr ou arquivos de MP3, as tags ajudaram a hierarquização da rede na década passada. Graças a elas, quem busca por “Los Hermanos” no Google, por exemplo, bifurca-se entre o termo “os irmãos” em espanhol e a banda de rock do Rio de Janeiro. As tags facilitam mecanismos de buscas e ferramentas online a separar quais hermanos são apenas irmãos e quais deles dizem respeito à banda indie carioca.

E se nenhum artilheiro despontar, se nenhuma partida for inesquecível ou nenhum gol fizer olhos brilharem de emoção, nos próximos dias, nos lembraremos da Copa atual como sendo a Copa da Vuvuzela. Mais ainda, será inevitável associar 2010 do termo, fazendo com quem quiser buscar informações sobre o ano atual no futuro, pode usar a tag “vuvuzela” como guia.

Exemplo: se daqui a dez ou vinte anos encontrarmos um filme ou livro que faça referência ao termo, é muito provável que ele tenha sido lançado depois de junho de 2010. A tag funciona como um filtro, uma guia na busca por informações. Difícil era prever que uma corneta sul-africana se tornaria uma referência, por que não, histórica.

Tudo 3D
Muito além da TV, cinema e games

Nesta segunda-feira, o caderno de cultura digital do Estado de S. Paulo, o Link, traz uma edição especial dedicada ao tema 3D. A pauta do caderno vai além da mania que assola filmes, games e aparelhos de TV e aborda o uso da tecnologia em outras frentes, como museus e até impressoras 3D. E além do conteúdo em três dimensões, todas as imagens do caderno simularão a sensação de profundidade no papel, que pode ser experimentada graças aos óculos que virão encartados, gratuitamente, na edição.

Link em 3D

E a edição desta segunda-feira do Link é toda em 3D. Explico: o que começou como uma ação publicitária do jornal que trabalho terminou como pauta do caderno de hoje – não precisaríamos falar das três dimensões enquanto assunto da edição. Mas foi acender a luz no horizonte que começamos a ir atrás de novidades e logo pudemos encher um caderno de 14 páginas quase todo ele com matérias sobre o tema, sem precisar recorrer aos clichês recentes do gênero – como falar de TV 3D, do 3D na Copa do Mundo ou de games em 3D. E além de falarmos da recriação do planalto de Gizé em três dimensões, de impressoras que imprimem peças, comidas e prédios, do que significa a terceira dimensão para Hollywood hoje e de um histórico na vontade humana de simular profundidade, ainda disponibilizamos um gerador de fotos 3D, para ser utilizado junto com o par de óculos que acompanha a edição do Estadão de hoje. No vídeo lá em cima, os bastidores da impressão do jornal desta segunda. No vídeo abaixo, eu falo um pouco sobre a pauta de hoje e o Tchatcho, que desenvolveu o gerador 3D, fala de como funciona seu software – e o vídeo foi gravado com duas câmeras, simulando, portanto, a profundidade da redação. Ponha seus óculos.