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Digital

Outras 4 e 20…


Foto: Serjão

…não tão diferentes, no entanto. Aproveitando o gancho, não custa recomendar outro podcast pontual, do compadre Serjão, o Rádio 4:20. Curtinhos, os programas enfileiras groovezeiras finas para aquela hora mágica. Ouve tudo, mas dê atenção especial ao do dia 17 de abril, que começa com “Chase the Devil” passa por uma “Fever” descomunal e segue entre James Brown e o velho Toots. Aproveita e dá um giro pelo Flickr do cara – é o meu fotógrafo de shows favorito de todos os tempos.

Um código.

Daqui.

E por falar em desenho rústico, foi com imenso prazer que eu publiquei o grande Cersibon na capa do Link de hoje. Acima, sua versão para o Keyboard Cat.

Diz Seth Godin…

Corporations and organizations brainwashed generations of people to believe that they had no option. Go to school, go to the placement office, get a job, do what you’re told. The amazing reality of our time is this is no longer true. And yet. And yet few people are developing their alternative, building an external reputation and yes, even moonlighting on the weekends. When you have the option, not only does your confidence change, your work does as well.

Mais aqui.

Conversei com Dado e Bonfá sobre o futuro digital da Legião Urbana para esta edição do Link.

Legado digital
O grupo brasiliense foi o último grande nome da música brasileira a abraçar a web – e agora quer redescobrir sua história com a ajuda dos fãs

Quando entrevistei Renato Russo, dois anos antes de sua morte em 1996, em dado momento da conversa, o líder da Legião Urbana falou da vontade de lançar uma caixa com todo material do grupo que circulava entre os fãs via fitas cassete e de VHS em uma caixa chamada Material.

Completamente obcecado pela própria carreira, Renato já havia organizado os registros da banda brasiliense em dois momentos específicos: em 1987, no disco Que País É Este? – 1978-1987, quando resumiu a história da banda até ali como se fechasse um capítulo; e em 1992, no disco Música P/ Acampamentos, que reunia gravações ao vivo e faixas que nunca haviam entrado em disco.

A caixa chamada Material seria o terceiro momento. Mas o projeto foi abandonado e substituído pelo lançamento da caixa de CDs Por Enquanto em 1995, que compilava todos os discos da banda.

Sou da mesma cidade em que a banda foi formada e desde os anos 80 já eram conhecidos os registros não-oficiais da banda (leia nesta página). E, como qualquer fã do grupo, aguardava o momento em que essas gravações fossem lançadas oficialmente. Parece que agora, quase 15 anos após a morte de Renato, Material começa a dar sinais de que sairá do papel.

E a organização destes registros pode partir dos próprios fãs da Legião, que agora têm ponto de encontro garantido no site oficial da banda, aberto em fase beta no início do ano e que só agora foi lançado oficialmente. O motivo é o relançamento da discografia do grupo tanto em CD quanto em vinil, que finalmente foi agendado para o próximo mês de setembro.

“O Legiãourbana.com.br funciona como um site de relacionamentos”, diz o ex-baterista da banda, Marcelo Bonfá. “Não queríamos um site com biografia, discografia e fotos porque isso todo mundo tem. Então recorremos ao que ninguém tem: os fãs”. Assim, o site se tornou um grande repositório de material reunido pelos fãs – fotos, músicas e vídeos podem ser subidos no site por qualquer um que os tenha. Vale tudo: de ingressos de shows a matérias escaneadas e até fotos autografadas.

“E o site vai crescer muito ainda, pois é um ambiente de interação. A grande força da Legião são seus fãs”, explica o ex-guitarrista Dado Villa-Lobos. “O Renato sempre falava nos shows: ‘A Legião Urbana são vocês’”, lembra Bonfá, “e, do mesmo jeito que as letras da Legião são aberta à interpretação, o site é um estímulo à troca de informações entre os fãs. Afinal, a Legião acabou mesmo e a gente não tem mais nada para apresentar”.

Arqueologia
Mas e a caixa Material? “Era um sonho do Renato, uma caixa com outtakes, programas de TV, ensaios, músicas que não entraram… Mas isso depende de um trabalho quase arqueológico”. A banda até arriscou fazer isso, mas não teve paciência.

“A gente colocou um cara lá dentro da EMI para digitalizar o material e começaram a chegar coisas tipo 35 CDs de ‘Ainda é Cedo’, 40 e tantos CDs de ‘Faroeste Caboclo’… Porra, cara, eu não vou ficar ouvindo esse negócio. Isso é pra fã maluco, você não vai pedir para o cara que gravou isso ficar ouvindo tudo… Fora que eu acho que isso é material para internet, ninguém vai comprar tudo que gravamos”, lembra Bonfá. “Em algum momento eu tomava um vinhozinho, me empolgava, descobria algo legal e falava ‘porra, vamos lançar isso!’. Mas não pode ser assim, esse tipo de trabalho tem de ser feito de forma minuciosa, com carinho.”

“Mas as coisas no Brasil andam num ritmo muito lento, esse site está sendo cogitado há dois anos”, diz o baterista. “E aqui no Rio a gente ainda tem o fator 021, que parece que deixa as coisas ainda mais lentas”, completa o guitarrista.

E já que a ideia é abraçar o meio digital, por que não um Legião Urbana Rock Band? “Pois é, cara, toda hora eu falo disso”, conta Bonfá. “É inaceitável não ter um negócio desses com a obra que a Legião tem, ia ser uma brincadeira deliciosa pra todo mundo – e era o que ia salvar a editora e a gravadora”. “Seria lindo e simples”, conclui Dado.

‘Estou indo pra Brasília…’

Aborto Elétrico
A primeira encarnação da Legião Urbana era composta por Renato Russo e pelos irmãos Fê e Flávio Lemos (que depois fariam parte do Capital Inicial). Quase todas as faixas do Aborto Elétrico foram lançadas em discos da Legião ou do Capital, mas os registros da banda no início dos anos 80 seguem inéditos oficialmente.

Sala Villa-Lobos
A apresentação da banda no erudito Teatro Nacional, em dezembro de 1986, foi um passo importante na carreira do grupo. Também segue inédito.

Mané Garrincha
O fatídico show no estádio brasiliense em 1988 terminou em confusão – e depois disso a banda nunca mais tocou em Brasília.

E a minha coluna de ontem no Caderno 2 foi sobre Copa e Twitter.

Twittando o grito de gol
A última Copa do Twitter?

3.200 tweets por segundo. Essa foi a marca atingida pelo Twitter durante a Copa do Mundo deste ano. Não é pouco, ainda mais levando em conta que a rede social dos 140 caracteres havia acabado de estrear na Copa de 2006 e, meros quatro anos depois, já contava com 125 milhões de entusiastas espalhados pelo mundo.

A Copa da África do Sul movimentou o Twitter de forma inédita por um motivo. Antes os picos de audiência no site tinham a ver com acontecimentos-relâmpago, que explodiam no site para, minutos depois, serem absorvidos por toda a web, quase todos eles de alguma forma associados a algum acontecimento, produto ou personalidade norte-americana. A Copa mudou essa regra. Pela primeira vez era um assunto que pouco interessava à massa norte-americana no Twitter, mas que era central a quase todos os outros usuários fora dos EUA.

Isso fez com que os torcedores do mundo procurassem um novo canal para acompanhar a Copa. Se a TV foi o veículo do torneio durante anos, em 2010 gente de todo o mundo procurou o Twitter – e não simplesmente a tela do computador, já que o site tem uma vasta audiência em celulares – para, além de acompanhar os jogos, comentar, palpitar, xingar, especular e rir. Deram adeus aos comentaristas de futebol tradicionais, das insuportavelmente tediosas mesas-redondas de domingo para ouvir o que seus amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos tinham a dizer sobre os jogos. No Brasil, até mandaram calar Galvão Bueno na base da colaboração em massa.

Foi o suficiente para que todos que quisessem atenção durante a Copa optassem pela rede social como veículo para atingir seus públicos, aproveitando o fato de os dados do Twitter serem abertos e criando aplicativos para celular, testes, hashtags, perfis específicos apenas para a Copa. Um dos melhores exemplos disso veio do jornal britânico Guardian, que criou em seu site uma área chamada Twitter Replay, em que os jogos podiam ser revistos a partir da movimentação de palavras-chave na rede social.

No fim de uma década em que as redes sociais mudaram a cara da mídia, da internet e das relações sociais, é sintomático que uma delas – não por acaso a mais jovem e elétrica – se tornasse um dos veículos mais festejados no torneio mais popular do mundo. Há quem se empolgue e diga que esta é a primeira Copa do Twitter.

Mas do mesmo jeito que o Twitter praticamente não existia na Copa passada, não duvide se ele deixar de existir na próxima – ou se ao menos perder a importância. Num mundo com tantas mudanças velozes como o digital, não duvide se esta também for a última Copa do Twitter.

Cola-coca

No último Vida Fodona toquei a dobradinha Cidadão Instigado + Siba que inaugurou o videocast que a Colmeia tá fazendo com a Petrobrás, o Compacto. O programa tem dois broders na produção: o Artur Louback dirigindo e o compadre Ronaldo Evangelista como curador. A idéia é sempre reunir dois nomes de música brasileira para conversar e tocar junto e começou com o encontro do pernambucano Siba com o cearense Fernando Catatau, com o Cidadão Instigado (de Catatau) como banda de apoio. As duas músicas gravadas – “Alados” de Siba e “Deus é uma Viagem” do Cidadão – podem ser baixadas em MP3 nos links abaixo direto do site do programa e de uma vez só nesse link aqui.

Siba + Catatau – “Alados” (MP3)
Siba + Catatau – “Deus é uma viagem” (MP3)

Antes da internet

Do J.R. Mora, da Andalucia.

Gosto da carinha que ele faz depois que grita. Do blog da Ana lá no Link.