É intenso o casamento da internet com a rua e, aos poucos, o caso WikiLeaks começa a vazar de verdade para a vida real. Wikistencil propôs um stêncil para clamar a liberdade pelo criador do polêmico site, Julian Assange, e sua proposta já aparece estampada em muros e paredes aqui e ali.
O PDF pode ser baixado aqui.
E na edição do Link esta semana, a Tati falou com a Natália Viana, brasileira que posta os textos em português no controverso Wikileaks:
É como uma agência de notícias. “Discutimos a pauta, como será o ângulo, quem vai editar e a hora. Como cada um está em um lugar, os horários são diferentes, então temos de coordenar para conseguir que o material saia na hora certa”, explica. Natália conta que não há rotina. “A coisa caminha de acordo com o que acontece no dia”, diz, exemplificando com os últimos acontecimentos desde que o WikiLeaks vazou 250 mil documentos diplomáticos dos EUA. “O site sofreu ataques hackers, foi tirado da Amazon, o dinheiro foi cortado e o Julian foi preso. Claro que tudo isso acaba prejudicando o trabalho, mas continuamos firme”.
E, claro, fala de Assange, com quem lidou por um bom tempo:
“Ele tem uma causa que é maravilhosa, porque questiona os limites do que é jornalismo, do que é transparência e do que deve ser privado e público, é uma compreensão única do potencial da internet. O Julian é um visionário”.
A entrevista toda está aqui.
A entrevista é de julho deste ano, boa parte dela explica um monte de coisas que você já deve ter lido, visto ou ouvido sobre o site, mas não deixa de ser uma ótima oportunidade para ver quem é o pai do Wikileaks e saber um pouco mais sobre o que ele pensa em relação a liberdade de expressão, jornalismo, cultura digital, política e os rumos da humanidade, além de contar umas histórias bem boas sobre o site.
O vídeo está em inglês, mas ao clicar em “view subtitles”, você pode ativar legenda em vários idiomas, inclusive português.
Outro dia eu falei sobre um trauma mundial maior que o Wikileaks com a possível revelação da troca de emails, SMSs, históricos de chats e afins entre os reles mortais e o ótimo Cinismo Ilustrado propôs seus Twittileaks, em que o diálogo via DM entre nomes conhecidos é tornado público. Pardon my spanish:
Na minha coluna de domingo do Caderno 2 falei sobre a iPadmania pré-natal…
O Natal do iPad?
Não para quem não tem pressa
E a febre do iPad chegou ao Brasil com o Natal. Quase um ano após seu anúncio no início de 2010, o tablet da Apple chega por aqui com todos os louros que o coroaram como principal produto digital do ano. Não é à toa, afinal, ele faz a ponte entre os dois aparelhos eletrônicos mais usados do mundo – o computador e o celular –, dando início a uma tendência que deve dominar os anos 10: a transformação radical do computador pessoal, que pouco mudou estruturalmente desde que foi criado, há trinta anos. Mesmo com capacidades de armazenamento e processamento infinitamente superiores às dos primeiros modelos, os computadores atuais seguem o mesmo padrão daquele inventado pela dupla Bill Gates e Steve Jobs no fim dos anos 70: gabinete, monitor, mouse e teclado.
Mas isso não quer dizer que é só comprar um iPad para conhecer o computador do futuro, como festejam seus entusiastas. Não estou nesse time. Por melhor que o tablet da Apple possa ser considerado, ele é claramente um produto transitório. Por isso, se você está em dúvida se entra ou não no hype da prancheta digital, não caia nessa. Como a grande maioria dos lançamentos eletrônicos, ele não está completo. É quase um produto em fase de testes, com a diferença que leva a grife Apple, o que causa todo o auê típico dos produtos da empresa.
O iPad é um produto perfeito para early-adopters, essa fatia do mercado sempre disposta a comprar o último modelo de qualquer produto ou testar qualquer serviço online que comece a ser comentado.
Pertenço à categoria oposta, principalmente quando falo de aparelhos. Demorei para ter um DVD player, só passei a usar celular depois que entrei no caderno Link, há três anos, e só neste ano me rendi a um smartphone. Não por ser avesso a tecnologia, mas ficar a distância ajuda a ter uma perspectiva menos deslumbrada desse tipo de tendência. Não é preciso ter pressa para pegar carona na moda eletrônica da vez. Mesmo porque, como disse, é bem provável que ela ainda esteja em fase beta – termo utilizado pelo mercado digital para definir aparelhos ainda em teste.
E já começaram as especulações sobre o iPad 2. Embora tudo ainda seja nebuloso, uma coisa é quase certa – o novo modelo será mais completo e certamente mais barato que o atual. Tem horas que é melhor esperar…
A carta do Vinícius quebra algumas regras do jogo (afinal, o Pacman tá na cabeça, não é uma camiseta), mas é tão certeira que eu vou fazer vista grossa. Como não adorar essa Sasha Grey, dizaê… A minha vem em seguida, mas depois de uma rodada tão boa vou jogar uma no morto.
Que parada gênio esse Exaltatumblr. Quem me indicou foi a Rebeca.
Agora sim, Microsoft.

































