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Donos do meu disco favorito do ano passado, o Spoon nem esperou 2015 começar para mostrar o que eles já vêm preparando para o ano – e no dia 30 do mês passado, em Houston, eles mostraram uma música inédita, a balada “Satelitte”.

Sim, o título da música tá escrito errado porque foi assim que ele apareceu escrito no setlist do mesmo show.

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Antes do calorão…

Trio Esperança – “Vamos Sacudir”
Curumin – “Doce”
Céu – “Mil e Uma Noites de Amor”
Ty Segall – “The Clock”
Erlend Øye – “Peng Pong”
Tim Maia – “The Dance is Over”
Metronomy – “The Most Immaculate Haircut”
Mac DeMarco – “Brother”
Sinkane – “Yacha”
Goat – “The Light Within”
Damon Albarn – “Hostiles”
Bárbara Eugênia – “Coração”
Angel Olsen – “Lights Out”
Nina Becker – “Coisa de Mulher”
The Band – “When I Paint My Masterpiece”
Stephen Malkmus + the Jicks – “Houston Hades”
Taylor Swift – “I Know Places”
National – “Sea of Love”

Vem cá.

terminar-uma-conversa

A Fast Company desenterrou uma tese de 1989 apresentada ao Departamento de Estudos da Comunicação da Universidade de San Jose, nos EUA, em que uma certa Josephine Bao-Sun Chen estuda as diferentes formas que conversas terminam, para chegar à matriz acima, redesenhada pelo blog Know More, do Washington Post. Agora só falta alguém fazer uma versão em português. Alguém se habilita?

ecossistema-2015

Daqui a uma semana começa O Ecossistema da Música em 2015, o segundo curso Trabalho Sujo no Espaço Cult, em que reúno Miranda, Pitty, João Marcello Bôscoli, Mariana Piky Candeias, Marcos Boffa, Ronaldo Evangelista, Mathieu Le Roux, Tiê, Fabiana Batistela, Tiago Agostini, João Leiva, Maurício Tagliari, Mercedes Tristão e Edson Natale para conversar sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo da música hoje. Serão dez encontros de duas horas por duas semanas, em que serão discutidas diferentes facetas do novo cenário, da criação artística à divulgação, passando pela produção de shows, editais públicos, streaming, produção, assessoria de imprensa e gravação de discos. O programa completo do curso está no site do Espaço Cult, que fica na Vila Madalena, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas por aqui.

supercollider

O carioca Daniel Ruiz, do Sambasupercollider, deu um tapa na reta “Gandaia“, da Karol Conká, deixando-a quebrada e mudando o rebolado da faixa sem tirá-la da pista. Saca só:

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Se você não entendeu o cartum que Laerte fez em referência ao ataque criminoso ao jornal Charlie Hebdo, esta entrevista ao Morris Kachani (que, infelizmente, encerra seu ótimo blog de entrevistas na Folha) deixa tudo mais mastigado:

Você concorda com a colocação, de que o atentado ao Charles Hebdo foi o “11 de setembro da liberdade de expressão”?
Não gosto, acho tola e apressada. Acho que o que foi atacado não foi a liberdade de expressão. É uma tática para um jogo político mais complexo e perigoso. O jihadismo não tem a pretensão de controlar a liberdade de expressão na França. Este é um traço que vem desde a Comuna de Paris.

Não houve ataque à liberdade de expressão?
Houve um ataque à liberdade de expressão, mas não é este o objetivo estratégico. Por que não atacam a direita anti-islâmica? Porque não interessa. Querem criar uma confusão que visa comprometer todo o sistema. Se atacassem só os fascistas seria uma espécie de limpeza, que até interessaria (risos). Mas o que os terroristas querem é movimentar a opinião massiva. Eles sabem que o sentimento xenófobo vai se exacerbar, e isso pode gerar políticas militaristas de intervenção no Oriente Médio – isso tudo interessa ao Estado Islâmico, um grupo que não está ligado à idéia de construir um Estado, está ligado em construir guerra.

Por que os ataques contra o fascismo não acontecem?
É improdutivo dentro do ponto vista da tática de gerar o terror, a confusão é o que interessa, o irracionalismo. O que embasa o desejo terrorista não é uma construção racional de um coletivo árabe de uma liberdade de expressão, a ideia é outra, de propor uma ideia de guerra jihadista contra o mundo. É uma ideia louca, que é alimentada por Bushes da vida, Olavos de Carvalho da vida. Tentar construir a ideia de um choque de culturas, onde um precisa prevalecer dentro dessa lógica. ‘O que deve prevalecer é o nosso lado, precisamos destruir o outro’.

Qual sua conclusão sobre o atentado ao Charlie Hebdo?
Não existe ainda, tenho procurado ligar os pontos. É aterrorizante o suficiente para abalar as convicções da gente. Agora quais convicções, não sei. De princípio tenho visto que nas exibições de força no facebook, as pessoas se aferram às posições delas e fazem trincheiras de onde atiram.
Tenho tentado entender fora da dor e do sentimento de perda, pois amava e admirava o CH, tento entender politicamente o que está acontecendo. Começam os ataques às mesquitas e restaurantes árabes, ou aos minimercados judaicos… Isso que vai gerar, é um padrão estimulado por grupos de direita que querem construir uma política de exclusão dentro da Europa.

E sobre os acontecimentos de hoje?
A morte dos irmãos? Não tenho o que comentar, sério. Acho que continua em marcha o projeto de irracionalismo.

Como assim?
11/9 salvou a vida do Bush, um político medíocre e desprestigiado que vinha de uma eleição contestada. Foi transformado em herói e abraçou as táticas militaristas e intervencionistas.

Penso porque esses fdp fizeram isso. É que no final das contas o fundamentalismo e os grupos de ultra-direita xenófobos se alimentam. Foram feitos um para o outro. Haja entendimento real ou não, na prática a porra louquice atende ao clamor da porra louquice.

Mas não sei isso é coisa de malucos. Pode ser um jogo muito mais frio do que a gente pensa, e é isso que me aterroriza – ver que não é maluquice. Esse jogo frio pode envolver dinheiro, poder político e controle militar.

Consegue associar este atentado a um fato político da história brasileira?
No Brasil as pessoas foram presas, matou-se gente, pessoas ficaram acuadas. Mas a reação historicamente determinante à ocupação ditatorial se deu quando mataram um jornalista. Na mesma ocasião Manoel Fiel Filho, militante ativista operário foi morto. Todo mundo se comoveu mas não foi decisivo. Decisivo foi terem matado Vladimir Herzog, que era jornalista. Isso foi importantíssimo no jogo cultural que a ditadura estava tentando fazer naquele momento. Hoje sabemos que houve uma tentativa de golpe dentro do golpe, da linha dura, que foi frustrado porque eles foram mais longe do que podiam. Ao mesmo tempo podiam ir menos longe? A lógica deles é de montar canastra. Era o jeito que sabiam jogar.

A entrevista inteira está ótima.

umo

Nossos hipsters noturnos favoritos, o trio de Portland Unknown Mortal Orchestra passou o final de 2014 finalizando o sucessor de seu soberbo disco de 2013, II. O grupo abriu sua conta no Soundcloud no final do ano passado quando começou a desovar rascunhos para o próximo disco, entre eles suas jam sessions eletrônicas chamadas “SB-01” e “SB-02”, esta última publicada no dia de natal.

O líder do grupo, Ruban Nielson, disse ao site inglês Live4Ever que o novo disco, que ainda não tem nome, foi diretamente inspirado pelo disco mais recente do Daft Punk: “No último disco queríamos que soasse como um velho disco de vinil gasto, mas este novo foi de uma certa forma encorajado pelo Random Access Memories e pela forma que o Daft Punk fez um disco old school soar hi-fi, soando bem e reluzente, mas ainda conectado à forma como os velhos discos soavam. Este disco é a minha versão para isso.”

O trio também vem antecipando novidades em sua conta no Instagram:

SB-02 drops at midnight PST

Um vídeo publicado por UMO (@unknownmortalorchestra) em

all done! recapped cleaned and three dead keys back from the dead. Spent $160

ekberg

Morre uma das maiores musas do cinema, eternizada nesta cena de Fellini:

boogarins-bixiga-lorde-ceu-radiohead

No começo do ano, o Metrópolis da Cultura me chamou para conversar sobre alguns dos discos mais esperados para 2015 – e eu comento a expectativa em torno dos discos do Radiohead, Lorde, Bixiga 70, Céu e Boogarins.

crumb-hebdo

Crumb fez este cartum em solidariedade aos seus camaradas mortos na redação do Charlie Hebdo e a tradução, abaixo, é da editora Venetta, que publicou o desenho em sua página no Facebook.

Um cartunista acovardado
– He he
– Só brincadeira!
– Na verdade essa é a bunda do meu amigo Mohamid Bakhsh, um produtor cinematográfico que mora em Los Angeles, Califórnia!
(No cartaz): A bunda peluda de Mohamid!